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sábado, 2 de julho de 2011

Para entender a hegemonia tucana no Estado de SP - parte 2: a ofensiva política na região metropolitana de SP.

/ On : sábado, julho 02, 2011 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com

(do Transparência SP)

Ao contrário do que fez no seu primeiro mandato e do que Serra fez em seu governo, Alckmin resolve fazer mais política do que obras.

A análise é coerente: com as décadas de atraso nos investimentos públicos, impactados pela política de ajuste fiscal dos anos 90 (que perdura até hoje), qualquer obra entregue, por maior que seja, já começa a funcionar de forma saturada. Vide o caso do Rodoanel (congestionado) e do Metrô de SP (superlotado).

Região metropolitana é alvo de disputa


(do Valor Econômico, por Cristiane Agostine, Samantha Maia e Vandson Lima)

O PSDB intensificou a ofensiva em busca de votos na região metropolitana de São Paulo, área em que está concentrado 47,7% do eleitorado, e levará como bandeira para a eleição de 2012 a expansão do Bilhete Único Metropolitano. De olho no reduto petista, o governador Geraldo Alckmin definiu como meta a unificação do transporte intermunicipal da maioria das 39 cidades da região com os trens do metrô e da CPTM até o fim do ano, às vésperas do início das disputas municipais. O bilhete único faz parte de um pacote de projetos estratégicos politicamente para o governo tucano. O PSDB tem dois objetivos: construir vitrines eleitorais na região dominada pelo PT e obter mais recursos do governo federal para o Estado. Na região metropolitana, excluída a capital, 57% do eleitorado está em cidades comandas por petistas.
No fim do próximo mês, Alckmin deve lançar a primeira etapa da integração do sistema de transporte estadual, com o teste do uso do bilhete único nos ônibus intermunicipais e em uma estação de metrô. Em seguida, expandirá a conexão às demais estações do metrô e da CPTM. A previsão do governo é de que haja desconto nas passagens para a população. "No fim vai ficar mais barato", diz o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido. "O subsídio virá do Estado e dos municípios. Não tem muito jeito".
Alckmin concentrou ações no ABC paulista, berço político do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há dez dias, o governador anunciou investimentos de R$ 6,3 bilhões na região, com obras de grande escala em mobilidade urbana e combate às enchentes.
Ao assumir o governo, Alckmin já havia acenado à região ao criar a Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano para a Grande São Paulo, Grande Campinas e Baixada Santista. Entre os planos, está o de levar o metrô para fora da capital paulista. Em 2014, quando Alckmin poderá tentar a reeleição, o governo estadual deverá anunciar as obras de expansão da linha 4 do metrô até Taboão da Serra.
Em Guarulhos, segunda cidade mais populosa do Estado, o prefeito Sebastião Almeida (PT) diz que a aproximação com o governo estadual é "bem-vinda": "Precisamos de ações integradas e acho louvável que o governo tenha acordado e passado a pensar de uma forma coletiva". O PT está em sua terceira gestão consecutiva na cidade. "Falta investimento estadual em tudo. Na área de segurança, os problemas ficam com a prefeitura. Em drenagem, as obras realizadas pelo Estado em outro município trazem impacto aqui sem que a gente saiba do planejamento", diz.
O Bilhete Único Metropolitano é prioridade para o prefeito, para quem o projeto depende apenas de vontade política. "Temos tecnologia, o sistema de bilhete único já existe nos ônibus da cidade. Estamos preparados para integrar", diz Almeida, que tentará a reeleição em 2012, mas diz não estar preocupado com a investida do governo estadual em cidades governadas pelo PT. "Acho que tudo o que o Estado fizer na cidade que lhe permita tirar dividendos políticos é natural. Tem que fazer isso". No município, o PSDB deve lançar à disputa o deputado federal Carlos Roberto, que em 2008 saiu da condição de azarão e quase venceu Almeida no segundo turno, amealhando 43,3% dos votos.
O secretário de Desenvolvimento Metropolitano considera natural a disputa nas eleições das obras feitas em parceria entre Estados e municípios. "O prefeito que obteve o benefício vai fazer propaganda da ação que teve. Nós também vamos fazer a nossa", diz Aparecido.
"A ofensiva dos tucanos é forte, mas estamos nos preparando. Somos fortes nas regiões metropolitanas", observa o presidente do PT de São Paulo, deputado Edinho Silva. "É onde está o eleitorado típico do PT e devemos crescer ainda mais, com essa nova classe C ". O PT investirá na reeleição de seus prefeitos, como Luiz Marinho, em São Bernardo do Campo, Mário Reali, em Diadema, Oswaldo Dias, em Mauá e Sebastião Almeida, em Guarulhos. Duas grandes apostas do partido são o deputado federal João Paulo Cunha, em Osasco, e o deputado estadual e sindicalista Carlos Grana, em Santo André. Na capital, o partido está dividido entre as candidaturas da senadora Marta Suplicy e do ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia). Corre por fora o ministro da Educação, Fernando Haddad.
Já o PSDB espera destronar o PT em São Bernardo com o deputado federal William Dib, que foi prefeito da cidade entre 2003 e 2008 pelo PSB. O deputado estadual Orlando Morando, segundo colocado na última eleição em 2008, também pleteia o posto. Outro ex-prefeito em quem os tucanos apostam é o deputado Celso Giglio, que tentará chefiar pela terceira vez a cidade de Osasco. Em Diadema, Santo André e Mauá, a situação do partido é mais complicada, sem candidatos que despontem como favoritos.
Do secretariado de Alckmin, pelo menos dois nomes devem ir às urnas em 2012. Em São José dos Campos, cidade comandada pelo PSDB desde 1996, o partido deve recorrer novamente a Emanuel Fernandes, secretário de Planejamento e prefeito da cidade entre 1997 e 2004, quando fez seu sucessor, Eduardo Cury (PSDB), em seu segundo mandato. Paulo Alexandre Barbosa, secretário de Desenvolvimento Econômico, provavelmente será o candidato em Santos.
Do secretariado estadual pode sair mais um candidato à prefeitura de São Paulo. Bruno Covas e José Aníbal, secretários de Meio Ambiente e Energia, respectivamente, são cotados caso o ex-presidenciável José Serra não concorra.

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