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sábado, 2 de julho de 2011

Para entender a hegemonia tucana no Estado de SP - parte 1: os problemas do PT em "cidades-pólo" do interior do Estado.

/ On : sábado, julho 02, 2011 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com


Interior paulista será desafio do PT em 2012

(do Valor Econômico, por Cristiane Agostine e Vandson Lima)
No comando de apenas 10% das prefeituras de São Paulo, que concentram 17% do eleitorado estadual, o PT enfrentará dificuldades na eleição de 2012 para avançar no interior, especialmente em dois polos estratégicos, eleitoral e economicamente. Em Campinas, o escândalo envolvendo a prefeitura prejudica as chances do partido, que viu o vice-prefeito, Demétrio Vilagra, ter sua prisão temporária decretada. Em Ribeirão Preto, o partido mingua desde que o ex-ministro Antonio Palocci saiu do comando da política municipal. A aposta petista continua sendo na Grande São Paulo, que nesta eleição servirá de palco para uma disputa acirrada com o PSDB

Eleições: As cidades de Campinas e Ribeirão Preto sintetizam dificuldades eleitorais do partido em São Paulo

No comando de apenas 10% das prefeituras de São Paulo, que concentram 17% do eleitorado estadual, o PT enfrentará dificuldades na eleição de 2012 para avançar no interior. Ao iniciar a articulação para as disputas municipais no Estado, o partido esbarra em dois polos estratégicos eleitoral e economicamente: Campinas e Ribeirão Preto. A aposta petista continua sendo na região metropolitana, que nesta eleição servirá de palco para uma disputa acirrada com o PSDB.
Em Campinas, maior cidade do interior paulista, com o terceiro maior eleitorado do Estado, o escândalo envolvendo a gestão de Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT), respinga diretamente no PT, com a suspeita de participação do vice-prefeito, o petista Demétrio Vilagra, em um suposto esquema de fraude em licitações. O PT nacional, estadual e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanham de perto o caso e temem que as investigações do Ministério Público Estadual inviabilizem o partido na cidade, pela terceira vez.
Vilagra era cotado como pré-candidato para a sucessão de Dr. Hélio, mas as denúncias, que levaram o vice à prisão temporária, reduziram as chances de o PT ter candidato próprio. O diretório municipal está fragmentado e parte do comando apoia o lançamento do deputado estadual Gerson Bittencourt (PT), ex-secretário de Dr. Hélio. Outra ala do partido, minoritária, cogita o lançamento do presidente do Ipea, Marcio Pochmann. A avaliação de dirigentes de Campinas, no entanto, é pessimista quanto ao cenário eleitoral para o PT.O escândalo envolvendo Vilagra é mais um revés na história do PT em Campinas, cidade com 765 mil eleitores. O município foi emblemático para o partido nos anos 80, com uma das primeiras vitórias em uma grande cidade do país. O sindicalista e fundador do PT Jacó Bittar foi eleito em 1988, mas no terceiro ano do mandato foi pressionado a deixar a legenda, acusado de cometer irregularidades na construção do metrô com o então governador Orestes Quércia (PMDB), morto em 2010.
O partido passou por anos de desarticulação e derrotas e só voltou ao governo em 2000, com a vitória de Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, ex-vice-prefeito de Bittar e responsável pelas denúncias contra ele. O segundo revés veio menos de dois anos depois da eleição de Toninho, com o assassinato do prefeito em 2001. A vice Izalene Tiene, também petista, foi criticada do início ao fim da gestão e não tentou se reeleger. Seu grupo no PT se enfraqueceu e perdeu espaço para petistas da capital paulista, que tomaram o diretório e o aproximaram de Dr. Hélio e da chamada "República do Mato Grosso do Sul" (veja mais nesta página). Na prefeitura, com a vice e cargos, o partido enfrenta seu terceiro desafio.
O diretório municipal quer deixar a gestão, na qual participa com duas secretarias e cerca de 80 cargos de confiança, mas o comando nacional petista resiste. O presidente estadual do PT, deputado Edinho Silva, age para tentar amenizar o conflito e postergar a saída do governo. Dirigentes da sigla, no entanto, temem um desgaste maior para o partido e o que "está por vir com as investigações do MP".
Na região, o PSDB tem se articulado para buscar ligações das denúncias de Campinas com cidades vizinhas consideradas fortalezas petistas, como Sumaré e Hortolândia. "Essas cidades não têm eleitorado muito grande, mas influenciam o entorno. Conquistar esses municípios seria derrubar um "bunker" do PT", diz um dirigente do PSDB no Estado.
Em Ribeirão Preto, polo do agronegócio do interior paulista e berço político do ex-ministro Antonio Palocci, o PT está minguando. Desde que Palocci saiu da política municipal, em 2002, o diretório não conseguiu se reestruturar. A votação na disputa local caiu de 56%, quando Palocci elegeu-se prefeito pela segunda vez em 2000, com votação recorde, para 8% em 2008. Em 2010, o diretório não lançou candidato à Câmara dos Deputados. A cidade tem 407 mil eleitores.
Vinculado à força política de Palocci, o partido se enfraqueceu na cidade à medida que o ex-ministro se afastou da política local e, posteriormente, se desgastou no plano nacional. A queda do petista do Ministério da Fazenda, em 2006, por denúncia de quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa, e a recente saída da Casa Civil, com a divulgação de que seu patrimônio foi multiplicado por 20 em quatro anos, se refletiram em Ribeirão Preto e diminuíram as chances eleitorais do PT local para 2012.
O presidente estadual do PT analisa que a situação do partido na cidade é "muito difícil". "O PT não vai se recuperar da noite para o dia. A direção nacional está consciente. Perto do que já tivemos, perdemos muito", diz Edinho.
Um dos nomes cogitados para 2012 representaria uma derrota a Palocci: o do juiz aposentado João Agnaldo Donizeti Gandini, que abriu processo contra Palocci para investigar o suposto superfaturamento na compra de molho de tomate com ervilha. O caso foi emblemático contra o petista, mesmo depois de Palocci livrar-se da acusação no âmbito criminal. Outros nomes cogitados pelo PT local são o do ex-secretário de Palocci e presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, e de Feres Sabino, petista derrotado em 2008 na disputa municipal.
O PT monitora outro problema no interior paulista. O prefeito de Taubaté, Roberto Peixoto (PMDB), preso na semana passada pela Polícia Federal, tem como vice a petista Vera Saba, política considerada "obtusa" pela direção petista. Mesmo ao assumir o comando da cidade estratégica do Vale do Paraíba, com 207 mil eleitores, Vera não deve ter o respaldo do PT. A petista tem uma relação turbulenta não só com o PT, mas também com o PMDB.
Apesar das dificuldades em São Paulo, o PT estadual minimiza os problemas. Segundo recente pesquisa realizada pelo diretório, o partido tem a preferência de 30% da população na maior parte do Estado. O percentual é semelhante ao registrado pelo candidato do PT ao governo do Estado em 2010, ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia), que recebeu 35% dos votos.
A sigla definiu setembro como meta para escolher seus pré-candidatos para 2012. Segundo o presidente do diretório estadual, o PT melhorou e ampliou sua estrutura no Estado, ao acabar com 140 comissões provisórias e criar diretórios em 23 cidades onde não existia. "É impossível não crescer em 2012", diz Edinho.
Apesar da dificuldade registrada nas eleições passadas de conquistar o eleitor de classe média, o objetivo petista no próximo ano é a nova classe média, que ascendeu economicamente durante o governo Lula. Na lista de cidades com esse perfil, Edinho Silva destaca São José do Rio Preto, São Carlos, Araçatuba e Registro, além dos municípios da região metropolitana.
Para tentar avançar no Estado, a legenda busca alianças mais conservadoras, com o PMDB, PR e PSD - articulado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Com a morte do ex-governador Orestes Quércia, que comandava o PMDB paulista e resistia à aproximação com o PT, os petistas miram nas parcerias com pemedebistas. O PT quer usar a capilaridade do aliado para entrar no interior e conta com o apoio do vice-presidente Michel Temer (PMDB), principal influência no diretório paulista do PMDB.
O PT está à frente de 65 prefeituras, mas apenas 15 delas têm mais de 100 mil habitantes. Esse grupo está concentrado na região metropolitana.

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