Os delegados do Estado de São Paulo estão em campanha por melhores condições de trabalho e salário digno e denunciam o desmonte da segurança pública no governo dos tucanos, há 16 anos na administração estadual.
A Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) organizou uma exposição de fotos itinerante, relembrando o confronto entre policiais civis e militares em 16 de outubro de 2008. A exposição está percorrendo vários pontos da Capital, durante esta semana.
No dia de ontem (quarta, 20/10), um grupo de aproximadamente 70 delegados se com o delegado-geral da Polícia Civil, Domingos Paulo Neto, para cobrar explicações sobre o fato da cúpula da Polícia Militar ter salários mais altos que a Polícia Civil. A legislação, segundo eles, estabelece que deve haver isonomia entre as forças.
A irregularidade foi constatada em um parecer técnico da Secretaria da Fazenda, que já em 2007
apontava uma diferença de quase R$ 4 milhões por mês na diferença do cálculo. A Adesp entrará com um requerimento de instauração de inquérito civil no Ministério Público para investigar as irregularidades.
Denúncias do desmonte tucano
Os delegados denunciam o sucateamento feito na segurança pública de São Paulo pelos tucanos, que ficou mais evidenciado na gestão do ex-governador José Serra.
O choque de gestão de José Serra, para "cortar custos" com policiais (e gastar mais com propaganda), deixou 31% dos municípios sem um delegado de polícia. Resultado: sem capacidade de investigar e elucidar crimes, as pequenas cidades estão sofrendo com o tráfico de drogas, invasão do crack e com o aumento da criminalidade: assaltos, roubos, estupros, etc.
Nas cidades que têm delegados, eles recebem os piores salários da classe, comparado a outros estados do Brasil, inclusive mais pobres. Isso precariza a profissão, desestimula a carreira e desincentiva a dedicação exclusiva ao cargo. Muitos policiais são obrigados a fazer “bicos” ou terem atividades extras privadas. Nos piores casos, incentiva a corrupção, levando policiais a buscarem complementação de renda através de propinas, caça-níqueis, usar a estrutura policial para funcionar como segurança privada de quem pode pagar.
O ex-governador Serra alega que as estatísticas dizem que o número de homicídios por 100 mil habitantes caiu, mas é um argumento que deixa muito a desejar, pelos motivos:
1) Diminuir só homicídios não resolve. É preciso diminuir latrocínio e outras mortes decorrentes da violência, como a tentativa de homicídio, os ferimentos, o assalto à mão armada, estupros, tráfico, enfim, é preciso diminuir todos os crimes para melhorar a segurança.
2) Se uma cidade de 100 mil habitantes tinha 15 homicídios, e a população dobrou, aumentando para 20 homicídios, por exemplo; pela estatística de Serra, os números melhoraram, porque reduziu para 10 homicídios por 100 mil habitantes, mas para a população da cidade piorou, porque a cidade ficou mais violenta, aumentando de 15 para 20 homicídios.
3) O estatuto do desarmamento, ao retirar armas de circulação, reduziu casos de homicídios. A melhoria nos níveis de emprego e os programas sociais ajudam a evitar a criminalidade atacando a raíz social do problema, não sendo mérito da política de segurança pública.
4) As operações da Polícia Federal contra organizações criminosas, atacam o crime no atacado. O governo do Estado poderia ter feito mais, combatendo o crime no varejo, se não tivesse congelado a contratação de policiais, enquanto a população cresceu.
*com informações: APDESP, Rede Brasil Atual e Os amigos do presidente Lula
apontava uma diferença de quase R$ 4 milhões por mês na diferença do cálculo. A Adesp entrará com um requerimento de instauração de inquérito civil no Ministério Público para investigar as irregularidades.
Denúncias do desmonte tucano
Os delegados denunciam o sucateamento feito na segurança pública de São Paulo pelos tucanos, que ficou mais evidenciado na gestão do ex-governador José Serra.
O choque de gestão de José Serra, para "cortar custos" com policiais (e gastar mais com propaganda), deixou 31% dos municípios sem um delegado de polícia. Resultado: sem capacidade de investigar e elucidar crimes, as pequenas cidades estão sofrendo com o tráfico de drogas, invasão do crack e com o aumento da criminalidade: assaltos, roubos, estupros, etc.
Nas cidades que têm delegados, eles recebem os piores salários da classe, comparado a outros estados do Brasil, inclusive mais pobres. Isso precariza a profissão, desestimula a carreira e desincentiva a dedicação exclusiva ao cargo. Muitos policiais são obrigados a fazer “bicos” ou terem atividades extras privadas. Nos piores casos, incentiva a corrupção, levando policiais a buscarem complementação de renda através de propinas, caça-níqueis, usar a estrutura policial para funcionar como segurança privada de quem pode pagar.
O ex-governador Serra alega que as estatísticas dizem que o número de homicídios por 100 mil habitantes caiu, mas é um argumento que deixa muito a desejar, pelos motivos:
1) Diminuir só homicídios não resolve. É preciso diminuir latrocínio e outras mortes decorrentes da violência, como a tentativa de homicídio, os ferimentos, o assalto à mão armada, estupros, tráfico, enfim, é preciso diminuir todos os crimes para melhorar a segurança.
2) Se uma cidade de 100 mil habitantes tinha 15 homicídios, e a população dobrou, aumentando para 20 homicídios, por exemplo; pela estatística de Serra, os números melhoraram, porque reduziu para 10 homicídios por 100 mil habitantes, mas para a população da cidade piorou, porque a cidade ficou mais violenta, aumentando de 15 para 20 homicídios.
3) O estatuto do desarmamento, ao retirar armas de circulação, reduziu casos de homicídios. A melhoria nos níveis de emprego e os programas sociais ajudam a evitar a criminalidade atacando a raíz social do problema, não sendo mérito da política de segurança pública.
4) As operações da Polícia Federal contra organizações criminosas, atacam o crime no atacado. O governo do Estado poderia ter feito mais, combatendo o crime no varejo, se não tivesse congelado a contratação de policiais, enquanto a população cresceu.
*com informações: APDESP, Rede Brasil Atual e Os amigos do presidente Lula
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