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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

A reportagem do Estadão que não pode ser esquecida: a justiça alemã já condenou a Siemens e apontou que dois lobistas receberam propina para funcionários públicos.

/ On : quinta-feira, setembro 05, 2013 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com
(do Transparência SP)
 
Esta reportagem do insuspeito 'O Estado de SP' é das mais esclarecedoras. As apurações indicam claramente o esquema do propinoduto tucano em SP.
 
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Ai6   Metrópole   QUARTA-FEIRA, 7 DE AGOSTO DE 2013
O ESTADO DE S. PAULO
Propina da Siemens foi de € 8 mi no País
Justiça de Munique diz que 2 representantes de funcionários públicos brasileiros receberam dinheiro no primeiro mandato de Alckmin
Bruno Ribeiro Jamil Chade Marcelo Godoy
A Justiça alemã concluiu que a Siemens pagou pelo menos € 8 milhões, o equivalente a R$ 24,4 milhões, a dois repre­sentantes de funcionários pú­blicos brasileiros, como par­te de um amplo esquema de corrupção em contratos pú­blicos no Brasil.
Os dados fazem parte da in­vestigação conduzida por pro­motores em Munique e que re­sultou na condenação, em 2010, da empresa alemã ao paga­mento de uma multa bilionária. O caso brasileiro, segundo a Jus­tiça alemã, ajudou a comprovar o esquema internacional de cor­rupção da multinacional.
O Estado teve acesso a docu­mentos que a Siemens apresen­tou à Justiça no Brasil, e eles mostram a ação de dois consul­tores para a manutenção do car­tel e a fraude contra os cofres do governo de São Paulo entre 200i e 2002, durante o primei­ro mandato de Geraldo Alckmin (PSDB). Trata-se dos ir­mãos Arthur e Sérgio Teixeira - este já morto. O Estado pro­curou Arthur. Em seu escritó­rio em São Paulo, uma secretá­ria informou que ele estava via­jando. A Siemens reafirmou on­tem que colabora com as inves­tigações do caso.
Eles eram proprietários das empresas Procint e Constech. Em setembro de 2001, Everton Rheinheimer assumiu a direção da divisão de transportes da Sie­mens. Na época, estava em an­damento alicitação para arefor-ma dos trens S2000, S2i00 e S3000 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Em reunião na sede da Alstom com as demais em­presas acusadas de compor o cartel, Rheinheimer, descon­fiando que queriam passar a Sie­mens para trás, afirmou que a alemã não dividiria a licitação S3000. Disse, então, que faria uma proposta competitiva para ganhar o contrato de R$ 55 mi­lhões (valor atualizado).
Dias antes da entrega para o governo das propostas para os projetos S3000 e S2i00, o exe­cutivo disse que foi procurado pelos consultores. Queriam que ele se encontrasse com as outras empresas - o que ocor­reu. Só um representante de ca­da empresa - Siemens, Alstom, CAF, Bombardier, Mitsui e Temoinsa - participou.
Na reunião ficou acertado que a Siemens venceria a licita­ção S3000. "As outras empre­sas competidoras apresenta­riam preços superiores à pro­posta das Siemens e bastante próximas do orçamento da CPTM, como propostas de co­bertura", escreveu Carlos Em-manuel Joppert Ragazzo, supe-rintendente-geral do Conselho Administrativo de Defesa Eco­nômica (Cade), do Ministério da Justiça, em documento so­bre a denúncia apresentada pe­la Siemens. Em troca, as demais dividiriam a S2i00 da CPTM.
Arthur e Sérgio Teixeira são suspeitos de serem aligação en­tre as empresas do suposto car­tel e os diretores do Metrô e da CPTM. As empresas dos consul­tores foram apontadas em denúncia apresentada por deputa­dos do PT em 2009 ao Ministé­rio Público Estadual (MPE) co­mo o elo entre o cartel e empre­sas offshore no Uruguai.
Uruguai. Os promotores des­confiam de que o pagamento de propinas a agentes públicos era feito naquele país por meio de offshores: a Leraway e a Gantown. Na investigação da Justiça alemã sobre a Siemens, a procuradora alemã, Hildegard Baeumler-Hoesl, constatou que o dinheiro enviado ao Bra­sil entrava no País por meio de contas abertas no Uruguai. Em Montevidéu, consultorias recebiam o dinheiro da Siemens, antes de transferir os recursos pa­ra as contas dos brasileiros.
A prática, segundo a investiga­ção, segue um padrão mundial de pagamento de propina pela Siemens. Uma consultoria emi­te notas por um suposto traba­lho e a Siemens paga. O proble­ma é que esse trabalho não exis­tia, e o dinheiro dessas consulto­rias seguiaparaobolso de agen­tes públicos ou lobistas.
O Tribunal de Munique não revelou os nomes dos brasilei­ros acusados. No total, a Sie­mens pagou US$ 1,3 bilhão em subornos no mundo. O caso en­volveu mais de 300 agentes pú­blicos e 4,2 mil transações sus­peitas na Argentina, Bangla­desh, Brasil, China, Grécia, Hungria, Indonésia, Israel, Itá­lia, Malásia, Nigéria, Noruega, Polônia, Rússia e Vietnã. A Sie­mens pagou nos EUA multa de US$ 800 milhões e na Alema­nha, de US$ 533,6 milhões.
Recurso judicial impede MP de obter dados da Suíça
• Promotores públicos de São Paulo da força-tarefa montada para investigar os contratos do Metrô e da CPTM disseram on­tem que um recurso judicial deve atrasar o acesso a uma investiga­ção, conduzida na Suíça, que tam­bém revela pagamento de propi­na a autoridades paulistas, desta vez feita pela multinacional Als-tom. Segundo o MPE, esse recur­so foi aceito no último dia 24. Os promotores não revelaram o au­tor do instrumento judicial. Ape­sar de a investigação desse caso ser mais antiga, de 1997, os pro­motores esperam que as informa­ções possam ajudá-los nas inves­tigações reabertas por causa da delação feita pela Siemens.
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