Alckmin deixa servidores de fora do piso regional e não considera PIB paulista ao reajuste
Elevar o valor do piso regional do Estado de São Paulo, além do proposto pelo projeto do governador encaminhado à Assembleia Legislativa; retroagir a data de vigor para 1º de fevereiro; e incluir os servidores públicos estaduais nesta lei do mínimo estadual são as propostas das emendas apresentadas pela Bancada do PT, que foram protocoladas nesta quarta-feira (23/2).
Mais uma vez, o governo tucano encaminha o projeto de lei para reajuste do piso paulista excluindo dos benefícios os servidores estaduais. A proposta de Alckmin refere-se somente aos empregados da iniciativa privada e propõe três pisos para diferentes categorias de trabalhadores: R$ 600,00; R$ 610,00 e R$ 620,00. Em contrapartida, há servidores estaduais com salário base de apenas R$ 415,00, como é o caso dos auxiliares de serviços gerais e de R$ 548,13 para agente de serviços escolares. Esses dados estão disponíveis em site da Secretaria de Gestão Pública: www.recursoshumanos.sp.gov.br/retribuicaomensal.html .
O tucanos não aplicam aos servidores públicos o que o próprio governo deles considera o mínimo para se viver no Estado. Para o deputado Antonio Mentor, líder da Bancada do PT, “a fixação da data-base em 1º de março para os servidores do Estado, prevista em lei, não é acompanhada de uma política de negociação permanente para definição de reajuste salarial e revisão geral da remuneração”.
Também entre as seis propostas da Bancada do PT, está inclusa uma antiga reivindicação para que os efeitos da lei, quando aprovada e publicada, retroaja a 1º de fevereiro e que a partir de 2012 o reajuste do piso seja aplicado em janeiro.
Índices apontam que piso poderia ser de R$ 830,00
No sentido de elevar os valores propostos pelo governador Alckmin, os petistas apresentam três emendas que formam um leque de alternativas.
A primeira delas é para recomposição da diferença entre as 2ª e a 3ª faixas, que gradativamente foram diminuindo desde 2007. Esta emenda do PT prevê os seguintes valores para as três faixas: R$ 600,00; R$ 660,00; e R$ 720,00.
Um segunda proposta é para a unificação das três faixas para o valor único de R$ 620,00, o que garantiria um patamar mínimo de remuneração do Estado, afastando-se a categorização de ocupações, atividades e distorções pela subjetividade da avaliação de importância de uma atividade sobre outra.
A outra emenda da Bancada também estabelece uma única faixa com o valor de R$ 830,00. Com este valor, o piso regional seria proporcional ao PIB (Produto Interno Bruto) per capita paulista, tomando como base a proporção do PIB per capita nacional e salário mínimo nacional.
Estudos indicam que o PIB de São Paulo é cerca de 50% maior que o brasileiro. Desta forma, a mesma proporção em relação ao salário mínimo do país de R$ 545, apontaria para um piso estadual de R$ 830,00.
Política de valorização
A sexta emenda apresentada pelo PT estabelece diretrizes para a política de valorização do piso regional entre 2012 e 2015. Os reajustes deverão corresponder à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, acumulada nos doze meses anteriores ao mês de reajuste. A título de aumento real seria aplicado o percentual equivalente à taxa de crescimento real do PIB apurada em dois anos antes, ou seja, em 2012 seria aplicado o percentual de 2010.
O objetivo é a valorização do piso regional no período da gestão Alckmin, a exemplo do que o governo federal tem praticado nos últimos anos, quando os trabalhadores de menor remuneração são beneficiados com a reposição do poder de compra do salário, acrescido dos ganhos de produtividade da economia consubstanciados no aumento do PIB per capita dos brasileiros.
No primeiro ano do governo Lula (2003), o reajuste aplicado ao salário mínimo foi de 20%, para uma inflação acumulada de 18,54%, correspondendo a um aumento real de 1,23%. No segundo, a elevação foi de 8,33%, enquanto o INPC acumulou 7,06% e, em 2005, o salário mínimo foi corrigido em 15,38%, contra uma inflação de 6,61%. Em 2006, a inflação foi de 3,21% e o reajuste de 16,67%, o que equivale a um aumento real de 13,04%. Em abril de 2007, para um aumento de INPC entre maio/2006 e março/2007 de 3,30% foi aplicada uma correção de 8,57% no salário nominal, o que representou aumento real do salário mínimo de 5,1%. Em 2008, o salário mínimo foi reajustado, em fevereiro, em 9,21%, enquanto a inflação foi de 4,98% - aumento real de 4,03%. Com o valor de R$ 465,00 em 1º de fevereiro de 2009, o ganho real entre 2008 e 2009 foi de 5,79%. Em 2010, com o valor de R$ 510,00, o aumento real foi 5,35%. No acumulado desde 2002, os ganhos atingem 61,88%.
Mais uma vez, o governo tucano encaminha o projeto de lei para reajuste do piso paulista excluindo dos benefícios os servidores estaduais. A proposta de Alckmin refere-se somente aos empregados da iniciativa privada e propõe três pisos para diferentes categorias de trabalhadores: R$ 600,00; R$ 610,00 e R$ 620,00. Em contrapartida, há servidores estaduais com salário base de apenas R$ 415,00, como é o caso dos auxiliares de serviços gerais e de R$ 548,13 para agente de serviços escolares. Esses dados estão disponíveis em site da Secretaria de Gestão Pública: www.recursoshumanos.sp.gov.br/retribuicaomensal.html .
O tucanos não aplicam aos servidores públicos o que o próprio governo deles considera o mínimo para se viver no Estado. Para o deputado Antonio Mentor, líder da Bancada do PT, “a fixação da data-base em 1º de março para os servidores do Estado, prevista em lei, não é acompanhada de uma política de negociação permanente para definição de reajuste salarial e revisão geral da remuneração”.
Também entre as seis propostas da Bancada do PT, está inclusa uma antiga reivindicação para que os efeitos da lei, quando aprovada e publicada, retroaja a 1º de fevereiro e que a partir de 2012 o reajuste do piso seja aplicado em janeiro.
Índices apontam que piso poderia ser de R$ 830,00
No sentido de elevar os valores propostos pelo governador Alckmin, os petistas apresentam três emendas que formam um leque de alternativas.
A primeira delas é para recomposição da diferença entre as 2ª e a 3ª faixas, que gradativamente foram diminuindo desde 2007. Esta emenda do PT prevê os seguintes valores para as três faixas: R$ 600,00; R$ 660,00; e R$ 720,00.
Um segunda proposta é para a unificação das três faixas para o valor único de R$ 620,00, o que garantiria um patamar mínimo de remuneração do Estado, afastando-se a categorização de ocupações, atividades e distorções pela subjetividade da avaliação de importância de uma atividade sobre outra.
A outra emenda da Bancada também estabelece uma única faixa com o valor de R$ 830,00. Com este valor, o piso regional seria proporcional ao PIB (Produto Interno Bruto) per capita paulista, tomando como base a proporção do PIB per capita nacional e salário mínimo nacional.
Estudos indicam que o PIB de São Paulo é cerca de 50% maior que o brasileiro. Desta forma, a mesma proporção em relação ao salário mínimo do país de R$ 545, apontaria para um piso estadual de R$ 830,00.
Política de valorização
A sexta emenda apresentada pelo PT estabelece diretrizes para a política de valorização do piso regional entre 2012 e 2015. Os reajustes deverão corresponder à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC, acumulada nos doze meses anteriores ao mês de reajuste. A título de aumento real seria aplicado o percentual equivalente à taxa de crescimento real do PIB apurada em dois anos antes, ou seja, em 2012 seria aplicado o percentual de 2010.
O objetivo é a valorização do piso regional no período da gestão Alckmin, a exemplo do que o governo federal tem praticado nos últimos anos, quando os trabalhadores de menor remuneração são beneficiados com a reposição do poder de compra do salário, acrescido dos ganhos de produtividade da economia consubstanciados no aumento do PIB per capita dos brasileiros.
No primeiro ano do governo Lula (2003), o reajuste aplicado ao salário mínimo foi de 20%, para uma inflação acumulada de 18,54%, correspondendo a um aumento real de 1,23%. No segundo, a elevação foi de 8,33%, enquanto o INPC acumulou 7,06% e, em 2005, o salário mínimo foi corrigido em 15,38%, contra uma inflação de 6,61%. Em 2006, a inflação foi de 3,21% e o reajuste de 16,67%, o que equivale a um aumento real de 13,04%. Em abril de 2007, para um aumento de INPC entre maio/2006 e março/2007 de 3,30% foi aplicada uma correção de 8,57% no salário nominal, o que representou aumento real do salário mínimo de 5,1%. Em 2008, o salário mínimo foi reajustado, em fevereiro, em 9,21%, enquanto a inflação foi de 4,98% - aumento real de 4,03%. Com o valor de R$ 465,00 em 1º de fevereiro de 2009, o ganho real entre 2008 e 2009 foi de 5,79%. Em 2010, com o valor de R$ 510,00, o aumento real foi 5,35%. No acumulado desde 2002, os ganhos atingem 61,88%.
Edson F. Silva · 732 semanas atrás
Ana Rita · 731 semanas atrás
UM SERVIDOR · 731 semanas atrás
Servidor ludibriado · 731 semanas atrás
Jovem Servidora · 727 semanas atrás
O cartel que se tranformou a gestão paulistana, acordos e mais acordos, somente os ricos estão felizes com os tucanos!
Tenho 23 anos, superior completo, entrei na administração pública antes dos 20 anos, me formei e até hoje espero meu 40% de aumento, uma oportunidade, um cargo... Entrei no estado como Oficial administrativo, cargo q permaneço até hoje, porém exerço funções técnicas, sendo gestora de contratos...
Enquanto isso, a cada mudança de gestão, sou obrigada a receber ordens de pessoas despreparadas, que não entendem nada da administração; que entram na Secretária através de cargos de comissão, com salários 10x maiores que o meu, simplesmente porque trabalharam na campanha do Digníssimo governador!
Para melhorar a situação, a atual chefia de gabinete da pasta, proibiu qualquer licença, afastamento, nem sequer direito a tirar licença prêmio nos é permitido! Estamos simplesmente enjaulados! Ou seja, temos que continuar trabalhando, com alta demanda, para que essas pessoas recebam por nossa competência!
Ora, é uma situação simplesmente insuportável, nos tratam como plebes, como se estivêssemos aqui de favor! Não entrei no estado por ser puxa saco, ou acordo político, entrei pq fui competente o bastante para ser aprovado no concurso.
Na administração pública deveria ser permitido somente trabalhar quem é concursado, pois assim, nós servidores publicos com regime estatutário seríamos bem tratados!
O pior é saber que nada vai mudar, que não há nada o que fazer, à quem reclamar!
A única alternativa que vejo hoje, infelizmente é abandonar a gestão pública e procurar um salário decente em alguma empresa privada!
Me entristesse saber o quão o estado é omisso com seus servidores! Espero que essa situação seja apenas aqui em SP.
jhooni · 719 semanas atrás
é uma vergonha deste GOVERNADOR SAFADO dizendo que da aumento anualmente para a categoria que
é a mais defasada: o S r. deveria de se envergonhar do salario base, e vale, fome no valor de 4,00 REAIS
deveriamos apresentar essas folhas de pagamento na camara dos deputados nos veiculos de comunicações
e cem falar que a categoria tem um sindicato fraco , que não tem força de interceder po nos : porque acata tudo
que o GOVERNO passa para eles ( fica aqui minha inignação vamos paralizar tudo de uma só vez talves ceremos
atendidos ou talvez escutados OK.
CLEUSA · 713 semanas atrás
PARA SUBIR OS SALÁRIOS DELES SEMPRE TEM DINHEIRO, PARA O NOSSO NUNCA TEM.
DE QUE ADIANTA TER A CONSTITUIÇÃO QUE TEMOS SE NÃO FOR PARA EXIGIR NOSSOS DIREITOS?
ESTOU MUITO REVOLTADA:
MAURO · 712 semanas atrás
Naida Oliveira · 711 semanas atrás
marcelino Lopes · 710 semanas atrás
Servidor Público · 702 semanas atrás
ROSANGELA · 696 semanas atrás
ROSANGELA · 696 semanas atrás
Mariana · 694 semanas atrás
aparecida · 685 semanas atrás
jaqueline · 634 semanas atrás
sou Oficial Administrativa da Secretaria Gestão Pública!
Sr. Governador nao tem vergonha???? eu tenho
irei trabalhar em uma empresa privada!
aPARECIDA aVARI · 627 semanas atrás
CAETANO · 575 semanas atrás
luiz garcia · 544 semanas atrás
luiz · 544 semanas atrás