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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Na prática a teoria é outra 3: Falhas constantes causam mais transtornos no metrô de SP.

/ On : sexta-feira, setembro 17, 2010 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com

(do Escrevinhador)
São Paulo. Quinta-feira, 16 de setembro. 8h20. Estação Ana Rosa do metrô, ponto de intersecção entre as linhas azul e verde.
Os trens da linha azul fluíam normalmente e estavam relativamente vazios. Desci na Ana Rosa para seguir ao Sacomã, ponto final da linha verde. Fazer a baldeação nesta estação deveria ser algo rápido – sobretudo indo da linha azul para a verde, a menos movimentada. Ainda era cedo mas o horário de pico já havia passado.
Foi com uma leve surpresa que me deparei com várias pessoas olhando a plataforma. Já antevi que lá embaixo estaria lotado e que os trens não estariam circulando normalmente. Tive apenas uma leve surpresa porque, apesar de não frequentar a linha, já tinha visto aquilo no mês passado no mesmo horário mas imaginei que era uma exceção. Aparentemente estava enganada. Ou teria sido uma azarada coincidência?
Hoje pela manhã, quase todos estavam com celulares à mão ligando para avisar ao chefe que chegariam atrasados. O problema maior era no sentido Vila Madalena, que é também o mais movimentado pois leva as pessoas que trabalham nos escritórios nas regiões das avenidas Paulista, Rebouças e Faria Lima. Pelos alto falantes, o recado era que havia uma falha e por isso os trens circulavam com menor velocidade. Mensagem padrão que é dada diariamente em todas as linhas.
No outro sentido, a linha estava aparentemente tranquila. Entretanto, quando o trem chegou os usuários foram avisados de que deveriam descer pois o veículo não prestaria mais serviços. Fato inusitado mas logo em seguida chegou outro e tudo estava resolvido, ao menos aparentemente. Ao tentar sair, o metrô deu um tranco e desligou. Parecia um motorista iniciante deixando o carro morrer. O condutor parecia confuso, gaguejou ao tentar explicar mas ao fim disse que era uma falha no suprimento de energia.
Ironicamente, enquanto esperava, li no jornal a matéria sobre a estação de trem que foi depredada ontem. O motivo foi o atraso de trens e o fechamento da estação para controlar o número de pessoas na plataforma. Tal como hoje, o problema foi elétrico. Uma “pane elétrica”no caso.

Uma mentira repetida mil vezes…
Nas duas vezes, veio à minha mente a mesma imagem: a propaganda do governo estadual (PSDB) e municipal (DEM) sobre o transporte público. Não consigo entender como apresentam o metrô como vitrine de seus mandatos. O abismo entre a propaganda e a realidade é assustadoramente enorme. São cerca de três milhões de usuários diários. Os problemas enfrentados por eles com certeza são difundidos a outras pessoas, o que leva a um universo ainda maior de pessoas que tem contato com a questão. Como esconder a deficiência deste meio de transporte e ainda exaltá-lo?
A falta de informações sobre a situação do metrô e trem é gritante. Os órgãos oficiais responsáveis tratam a maioria dos episódios como isolados, problemas pontuais. E a propaganda oficial apresenta estes serviços como o máximo de eficiência e modernidade. Entretanto, quem usa esses transportes sabe que a ocorrência de falhas é constante. A mídia não dá devida atenção ao problema e quando dá fica restrita às versões oficiais. Recentemente foi noticiado problemas nos trens novos comprados para a linha vermelha do metrô, a mais movimentada. Havia um problema técnica que oferecia risco aos usuários, os veículos tiveram que ser retirados.
Cidade desigual
Para além das questões técnicas está a própria deficiência em suprir demanda dos cidadãos, são muitos usuários e o desconforto é a regra. Indo mais além, há uma discussão fundamental que é a do planejamento urbano. A região central concentra a oferta de trabalho ao mesmo tempo em que possui uma taxa de ocupação para moradia baixíssima. O inverso ocorre nas periferias que são densamente populadas mas com poucas oportunidades de emprego. Essa discrepância é responsável pelo intenso fluxo de pessoas que são obrigadas a se locomover por grandes distâncias. Resolver a deficiência do transporte público passa, obrigatoriamente, pela questão da moradia e pelo enfrentamento da especulação imobiliária.

Os movimentos por moradia já possuem essa consciência e por isso direcionam as suas ações em ocupar grandes prédios abandonados (e, em geral, endividados) no centro. Falta ainda um poder público desatrelado aos interesses do setor imobiliário e comprometido com o bem estar da sua população.

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