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domingo, 12 de setembro de 2010

Conheça Geraldo Alckmin: Breve biografia do candidato tucano

/ On : domingo, setembro 12, 2010 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com




Por Altamiro Borges

Breve história de um direitista

Natural de Pindamonhangaba, no interior paulista, Geraldo Alckmin sempre conviveu com políticos reacionários, alguns deles envolvidos na conspiração que resultou no golpe militar de 1964, e com simpatizantes do Opus Dei, seita religiosa que cresceu sob as bênçãos do ditador espanhol Augusto Franco. Seu pai militou na União Democrática Nacional (UDN), principal partido golpista deste período; um tio foi prefeito de Guaratinguetá pelo mesmo grupo; outro foi professor do Mackenzie, que na época havia sido convertido num dos centros da direita fascista.

Alckmin ingressou na política em 1972, convidado pelo antigo MDB para disputar uma vaga de vereador. Na ocasião, diante do convite formulado por seu colega do curso de medicina, José Bettoni, ele respondeu: “Mas meu pai é da UDN”, talvez temeroso dos seus laços familiares com a ditadura. Até hoje, Alckmin se gaba de ter sido um dos vereadores mais jovens do país, com 19 anos, e de ter tido uma votação histórica neste pleito – 1.147 votos (cerca de 10% do total).

Um bajulador da ditadura militar

Mas, segundo o depoimento de Paulo de Andrade, presidente do MDB local nesta época, outros fatores interferiram na sua eleição. O tio de Alckmin, José Geraldo Rodrigues, tinha acabado de ser nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal pela ditadura. “Ele transferiu prestígio para o sobrinho”, diz Rodrigues. A outra razão era histórica. Geraldo é sobrinho-neto do folclórico político mineiro José Maria Alckmin, que foi o vice-presidente civil do general golpista Castelo Branco. “Ter um Alckmin no MDB era um trunfo [para o regime militar]’, diz Andrade”.

Tanto que o jovem vereador se tornou um bajulador da ditadura. Caio Junqueira, em um artigo no jornal Valor (03/04/06), desenterrou uma carta em que ele faz elogios ao general Garrastazu Médici. Segundo o jornalista, Alckmin sempre se manteve “afastado de qualquer movimento de resistência ao regime militar… O tom afável do documento encaminhado a Médici, sob cujo governo o Brasil viveu o período de maior repressão, revela a postura de não enfrentamento da ditadura, fato corroborado por relatos de colegas de faculdade e políticos que com ele atuaram”.

Seguidor da seita Opus Dei

Em 1976, Alckmin foi eleito prefeito da sua cidade natal por uma diferença de apenas 67 votos e logo de cara nomeou seu pai como chefe de gabinete, sendo acusado de nepotismo. Ainda como prefeito, tomou outra iniciativa definidora do seu perfil, que na época não despertou suspeitas: no cinqüentenário do Opus Dei, em 1978, ele batizou uma rua da cidade com o nome de Josemaría Escrivá de Balaguer, o fundador desta seita fascista.

Na seqüência, ele foi eleito deputado estadual (1982) e federal (1986). Na Constituinte, em 1998, teve uma ação apagada e recebeu nota sete do Diap; em 1991, tornou-se presidente da seção paulista do PSDB ao derrotar o grupo histórico do partido, encabeçado por Sérgio Motta. Em 1994, Mário Covas o escolheu como vice na eleição para o governo estadual. Já famoso por sua truculência, coube-lhe presidir o Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização.

Centralizador e a “turma de Pinda”

As privatizações das lucrativas estatais foram feitas sem qualquer transparência ou diálogo com a sociedade, gerando muitas suspeitas de negócios ilícitos. Nas eleições para a prefeitura da capital paulista, em 2000, obteve 17,2% dos votos, ficando em terceiro lugar. Com a morte de Covas, em março de 2001, assumiu o governo e mudou toda a sua equipe, causando desconforto até em setores do PSDB. Em 2002, ele foi reeleito governador no segundo turno, com 58,6% dos votos.

Numa prova de sua vocação autoritária, um de seus primeiros atos no governo foi nomear, para o estratégico comando do Departamento de Inteligência da Polícia Civil, o delegado Aparecido Laerte Calandra – também conhecido pela alcunha de “capitão Ubirajara”, que ficou famoso como um dos mais bárbaros torturadores dos tempos da ditadura. Com a mesma determinação, o governador não vacilou em excluir os históricos do PSDB do Palácio dos Bandeirantes, cercando-se apenas de pessoas de sua estrita confiança e lealdade – a chamada “turma de Pinda”.

Criminalização dos movimentos sociais

Como governador de São Paulo, Alckmin nunca escondeu sua postura autoritária. Ele se gabava das ações “enérgicas” de criminalização dos movimentos sociais e de satanização dos grevistas. Não é para menos que declarou apoio à prisão dos líderes do MST no Pontal do Paranapanema; aplaudiu a violenta desocupação de assentados no pátio vazio da Volks no ABC paulista; elogiou a prisão do dirigente da Central dos Movimentos Populares (CMP), Gegê; e nunca fez nada para investigar e punir as milícias privadas dos latifundiários no interior do estado.

Durante seu governo, o sindicalismo não teve vez e nem voz. Ele se recusou a negociar acordos coletivos, perseguiu grevistas e fez pouco caso dos sindicalistas. Que o digam os docentes das universidades, que realizaram um das mais longas greves da história e sequer foram recebidos; ou os professores das escolas técnicas, que pararam por mais de dois meses, não foram ouvidos e ainda foram retalhados com 12 mil demissões.

A linguagem da violência

Os avanços democráticos no país não tiveram ressonância no estado. Alckmin sabotou os fóruns de participação da sociedade criados no governo Lula, como o Conselho das Cidades. Avesso ao diálogo, a única linguagem do ex-governador foi a da repressão dura e crua. Isto explica a sua política de segurança pública, marcada pelo total desrespeito aos direitos humanos e que transformou o estado num grande presídio – em 2006, eram 124 mil detentos para 95 mil vagas.

Segundo relatório oficial, o ex-governante demitiu 1.751 funcionários da Febem, deixando 6.500 menores em condições subumanas, sofrendo maus-tratos. Nos seus quatro anos de governo, 23 adolescentes foram assassinados nestas escolas do crime, o que rendeu a Alckmin a condenação formal da Corte Internacional da OEA.

A submissão dos poderes

Contando com forte blindagem da mídia, Alckmin conseguiu submeter quase que totalmente o Poder Judiciário, infestando-o de tucanos, e garantiu uma maioria servil no Poder Legislativo. Através de um artifício legal do período da ditadura militar, ele abortou 69 pedidos de CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) na Assembléia Legislativa – destas, 37 tinham sido solicitadas para investigar irregularidades, fraudes e casos de corrupção da sua administração.

Como sintetiza o sociólogo Rodrigo Carvalho, no livrete “O retrocesso de São Paulo no governo tucano”, Geraldo Alckmin marcou sua gestão pela forma autoritária como lidou com a sociedade organizada e pelo rígido controle que exerceu sobre os poderes instituídos e a mídia. “Alckmin trata os movimentos sociais como organizações criminosas, não tem capacidade de dialogar e identificar as demandas da sociedade… Além disso, ele utilizou sua força política para impedir qualquer ação de controle e questionamento das ações do governo”.

Comentários (22)

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Faltou nesta bibliografia a "estreita" relação do Geraldo Alckimin com pessoas ligadas so 1º escalão do PCC
http://www.youtube.com/watch?v=EjQu-ouQZOc&fe...
1 resposta · ativo 752 semanas atrás
Talvez isto justifique o fato dele evitar apurar e punir os responsáveis pelas irregularidades encontradas nos presídios de Guareí, Balbinos e Lavínia. Concreto oco e tudo mais.
Só o peido salva ois ele avisa la vem merda
“É a mesma direita que articulou e levou o Getulio Vargas a dar um tiro no coração, a mesma direita que levou o João Goulart a renunciar. É a mesma direita que disse que Juscelino Kubitschek não podia ganhar, se ganhasse não tomava posse e se tomasse posse não ia governar. Essa mesma direita tentou fazer o mesmo comigo em 2005. E não fez porque eu tinha ingrediente a mais, eu tinha vocês. Eles nunca tinham lidado com um presidente que tinha nascido no berço da classe operária desse país”. - Luis Inácio Lula da Silva, Presidente da República
FHC/SERRA se auto exilaram pra dedurar a turma que era contra a ditadura
FHC filho de general auto exilado pra dedurar
SERRA codinome VAMPIRO rsssss vampirou as ambulâncias
se for eleito vai sugar o sangue do povão
SERRA codinome ZE PROMESSA,pois só promete e depois ferra todo mundo, principalmente a classe do povão.__fora SERRA VAMPIRO rssss.
O SERRA ze promessa está doidinho pra ir pro Planalto, que é para privatizar tudo que dé na telha, pois é só isto que ele e a turma ado PSDB sabe fazer.
Acordem... Seja Serra , Dilma, etc. Não vão receber aumento. Só os políticos recebem aumento. Saiam do Estado e parem de reclamar. Quem quiser fica acreditando em Papai Noel. Feliz Natal !!!!! No próximo ano reclamem de novo e fiquem tomando cafezinho ao invés de servir a população. Não adianta chorar....
Que tal mudarmos d biografia p lixografia ... Q nooojo ... Me de um saquinho .... vou vomitar ....
Geraldo Alkimim colocou um ditador na ssp Antonio Ferreira Pinto, que tem como unica e exclusiva politica querer acabar com a Policia Civil, aja visto seus desmandos e tais como este de sua indicada da corregedoria Dra Maria Ines, que aprova atos só vistos antes no Brasil da Ditadura militar , nem Alkimim nem Ferreira Pinto, tivem a ombridade de falar qua já sabiam do ocorrido com a escrivã no distrito de Parelheiros, alias eu já havia visto uma entrevista onde Geraldo Alkimim onde ele não responde a uma reporter sobre os fatos acontecidos nos ataques do PCC em 2006, jogando toda responsabilidade para seu substituto Claudio Lembo,que estava no Governo apenas alguns dias, tudo isto esta levando o estado de são paulo a um provavel caus na segurança publica nos proximos anos do governo de Geraldo Alkimim .
Junior, você é um idiota total!
E O alckimim está de volta não?!!!
O paulista sempre faz uma cagada de 4 em 4 anos....
Eu aqui na fatec, nem sei o que é direito, sei que é dever e punição.....
Se eu ficar doente ou tiver que fazer uma cirurgia, tenho que ir trabalhar...
A LAIA DO PSDB É ISSO, NÃO SABEM O QUE É TRABALHAR MAS SABEM O QUE É ESTUPRAR O DIREITO DO CIDADÃO E DE NÓS, OS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO.
Sou um dos 760 funcionários do Banco Nossa Caixa que o Geraldinho obrigou a aposentar. Passamos a vida toda contribuindo para o plano de aposentadoria privada para termos direito à complementação do INSS, só que a idade mínima seria 55 anos de idade. Estávamos todos na faixa de 51 a 52 anos. Cada ano a menos da idade mínima, perderíamos 5 ou 6% do valor da complementação. Mesmo sendo concursados , fomos obrigados a aderir ao PDV. Quem não aderiu, foi demitido. A intenção do governo : enxugar a folha de pagamento, para posterior venda ao Banco do Brasil. Ano : 2004
1 resposta · ativo 626 semanas atrás
Ca entre nós, OS SERVIÇOS DA nOSSA cAIXA ERAM HORRIVEIS.
VAMOS SER JUSTOS QUE BELO HOMEM ESTE GERALDO ALCKIMIN ESTE E O MEU PRESIDENTE DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL...
1 resposta · ativo 456 semanas atrás
Pit o quê? Seria o personagem do antigo humorístico?
Este sim é na atualidade o maior bandido de SP, não o Marcola. líder do PCC e do PSDB paulista.
tudo isso, é porque o povo é analfabeto político, ainda não sabe votar, e não tem culpa de ser analfabeto político, pois vai fazer curso político quando? vai receber aulas sobre política quando?, e os governantes, não têm nenhum interesse em politizar, em dar formação cidadã, pois um povo politizado derruba governo.Politizemos nossos filhos e netos e bisnetos e teremos um Brasil melhor.
Sou Carioca mas acompanho a política brasileira toda desde 1953 e é triste ver um Estado tão rico e forte como São Paulo
nas mãos de Alkimin.
Resumo assim "filho de peixe peixinho é"
Sou Carioca mas acompanho a política brasileira toda desde 1953 e é triste ver um Estado tão rico e forte como São Paulo,
nas mãos de Alkimin.
Resumo assim "filho de peixe peixinho é"
E, biograficamente, Altamiro Borges não passa de um comunistazinho de merda que se aproveita de blogs para assacar calúnias contra gente honrada. Só mesmo um pelotão de fuzilamento.

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