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domingo, 16 de maio de 2010

Fusão "passa trator" nos laranjais paulistas

/ On : domingo, maio 16, 2010 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com


Fonte: blog Tijolaço.com


Terminal da Citrosuco em Santos. Há outros na Bélgica, EUA e Japão
Saiu ontem uma notícia muito mais devastadora para os produtores de laranja paulistas do que o estrago feito pelo  sem-terra (ou provocador) que destruiu algumas dúzias de pés de laranja nas terras (públicas) da Cutrale, e que viraram escândalo nacional. E antes que as pessoas de mente primária achem que eu estou defendendo o ato, já esclareço que não concordo com ações deste tipo, em qualquer hipótese. Mas vamos à notícia.
Ontem, a Reuters anunciou a fusão entre duas das quatro maiores – e únicas – indústrias de suco de laranja do país, que detêm 80% do mercado mundial do produto.A Citrosuco e a Citrovita, dos grupos Fischer e Votorantim, agora serão uma só, com sete fábricas (ou seis, porque uma, parece, em Matão, será fechada) e  oito terminais portuários –dois no Brasil e seis no exterior– e mais oito navios. Juntas, vão processar perto de metade das laranjas produzidas no Brasil. alugadas.
As quatro, portanto, agora são três. E com apenas três empresas para vender, vocês podem imaginar as pressões das indústrias sobre o produtores, não pode?
Não precisa imaginar, basta ler: Flávio Viegas, presidente da associação  que representa produtores independentes de laranja, disse que o negócio prejudica o agricultor, porque reduz seu poder de barganha na venda da fruta. “Há um ganho de poder das indústrias, provavelmente cada vez mais vão ter poder de barganha, de negociação, em cima do produtor. A situação da citricultura vai cada vez mais se agravando, sem que haja nenhuma regulação no setor, no sentido de equilibrar. A gente tem certeza que o prejuízo para o país é brutal”, acrescentou.
A indústria do suco no Brasil já foi alvo de investigação do Cade no passado por suspeita de cartel na definição do valor de compra da laranja junto ao produtor. E tem contra si o Ministério Público, que pede a condenação das grandes empresas por superexploração dos trabalhadores envolvidos na colheita das frutas.
A matéria da Reuters chama estes trabalhadores de “colaboradores”. Eles ganham entre R$ 7 e R$ 10 por dia de trabalho, colhendo laranjas.
Diante do que disse o presidente da associação de plantadores, estou esperando a manifestação da demo-ruralista Kátia Abreu, presidente da Confederação Nacional da Agricultura  e que só faltou pedir o fuzilamento dos sem-terra, contra a concentração oligopolista das indústrias, contra o Movimento dos Sem Concorrência, que vão passar o trator nos preços pagos aos produtores de laranja. Mas como o pessoal do MSC usa gravata e tem muito dinheiro, aí pode…

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