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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A crise na USP e a culpa do governo estadual

/ On : quinta-feira, agosto 21, 2014 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com


(do Transparência SP)

A grande imprensa vem noticiando de forma tímida, mas as universidades estaduais de São Paulo (USP, UNESP e UNICAMP) passam por uma das maiores crises da história. A situação é dramática na USP.Muitas são as causas desta situação: falta de transparência dos gastos públicos, má gestão, extravagâncias do ex-reitor da USP (sr. Rodas), indicações dos reitores pelo governador estadual por critérios apenas políticos, falta de democracia interna, insuficiência de recursos para financiar a ampliação das universidades, desvios e corrupção, etc.O fato é que a governo paulista tem responsabilidade política sobre esta situação, mas vem interditando o debate, assim como em outros temas.A universidade pública paulista virou caso de polícia.Enquanto isso, as soluções desenhadas para o enfrentamento da crise por parte do governo estadual passam pela privatização e redução das universidades públicas.Ao invés de mais democracia e participação da sociedade na busca de soluções, decisões fechadas nos Conselhos Universitários e polícia nos descontentes.Esta situação precisa ser debatida nas eleições.


As três universidades públicas estaduais de São Paulo – USP, Unesp e Unicamp – enfrentam hoje greves de funcionários e professores, além de passar por uma grave crise financeira

(do Brasil Econômico)
A crise financeira enfrentada pelas universidades estaduais paulistas causa preocupação em empresários, principalmente por conta do possível impacto no desenvolvimento de novas tecnologias. Apesar do baixo investimento das universidades em inovação, o ensino é o grande gerador do conhecimento aplicado pelas empresas. Segundo o vice-presidente da Fiesp e diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia, José Ricardo Roriz, o recurso das universidades corresponde a apenas 6,4%, mas as instituições de ensino são geradoras de 24% do conhecimento aplicado no setor. As três universidades públicas estaduais de São Paulo – USP, Unesp e Unicamp – enfrentam hoje greves de funcionários e professores, além de passar por uma grave crise financeira.
Para Roriz, o impacto do problema não se restringe apenas aos limites do Estado. São Paulo tem hoje o maior investimento em inovação do País, em torno de 0,59% de seu PIB. “É um percentual próximo de países como a Itália (0,69%) e a Rússia (0,67%). Para se ter uma ideia, é mais do que o dobro do investimento privado no setor no Rio”, compara. O empresário também destaca a diferença no perfil do investimento. Enquanto no Rio é concentrado na área de petróleo e gás, em São Paulo é mais diversificado e envolve setores como comunicação, biotecnologia, equipamentos médicos, aeronáutica, segurança e defesa e energias solar e eólica, por exemplo. Segundo ele, os centros tecnológicos de São Paulo são os mais atraentes para mão de obra qualificada na América Latina. Sobre as faculdades, acredita que a parceria com o setor privado poderia ser aprimorada.






USP “Roda” e conta será paga pelos professores


Após gestão de João Grandino Rodas, maior universidade do país entra em crise e para sair do aperto vai congelar os salários dos docentes. Unicamp e Unesp vão seguir a medida 
Por Igor Carvalho
A Universidade de São Paulo (USP), acompanhada da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), anunciaram que vão congelar o salário de professores e servidores em 2014.
O anúncio foi feito pelos reitores de USP, Unicamp e Unesp após reunião do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Em nota, o colegiado informou que a atual situação financeira não autoriza a realização de “qualquer reajuste salarial.”
Recentemente, o reitor da USP, Marco Antonio Zago, criticou a falta de transparência de João Grandino Rodas, seu antecessor no comando da universidade.
Segundo Zago, em carta enviada à alunos, docentes e funcionários da universidade, a USP tinha uma reserva de R$ 3,61 bilhões em junho de 2012. Com as extravagâncias de Rodas, esse valor caiu para R$ 2,31 bilhões no começo de 2014.
Se a USP mantiver o ritmo de gastos de Rodas, esgotaria sua reserva em um ano e meio, explicou Zago.
O gasto com servidores e professores alcança, hoje, 105% do orçamento da USP, na Unesp são 94,47%, enquanto que na Unicamp o percentual chega a 96,5%.
Além do congelamento dos salários, o Cruesp tomou outras duas decisões: Uma reunião, a se realizar semana que vem, com representantes dos trabalhadores e uma reavaliação dos gastos em setembro.
Histórico
João Grandino Rodas ficou em segundo lugar, em uma lista tríplice, nas eleições. Porém, o então diretor da Faculdade de Direito da USP, era muito amigo do governador de São Paulo à época, José Serra, e acabou escolhido como reitor da universidade, em detrimento do cientista Glaucius Oliva, que venceu o pleito eleitoral.

Sobre solo contaminado, USP Leste segue paralisada

Concentração de gás metano e porção de terra misteriosa levaram professores a cruzarem os braços. Reitoria afasta diretor, mas aulas seguem suspensas
(da Carta Capital, por Paloma Rodrigues)

USP
Alunos, professores e funcionários protestam em frente à reitoria da USP, nesta quinta-feira 19, enquanto o comando de greve se reunia com direção da universidade
A situação na unidade da maior universidade do País teve seu estopim no último dia 6 de setembro, quando a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) instalou uma placa no local para indicar que parte do terreno do campus da USP Leste contém “contaminantes com riscos à saúde”. A preocupação levou a comunidade acadêmica a se reunir em uma congregação, na qual foi votada a paralisação geral na unidade, que está em greve desde o dia 11 de setembro.
No subsolo do campus da USP na zona leste de São Paulo há uma grande concentração de gás metano. Perto das salas de aula, ninguém sabe ninguém viu quem são os responsáveis pelo depósito de 7.200 m³ de terra, equivalente 480 caminhões, possivelmente contaminada e levada ao local há mais de dois anos. O material libera um líquido de forte odor, o que atrapalha a rotina de alunos, funcionários e professores desde o ano de 2011.
O professor do Departamento de Geofísica do Instituto de Astronomia e Geofísica (IAG) da USP, Carlos Mendonça, que orientou um trabalho de mestrado no solo da unidade, explica que a questão da terra e do gás não tem ligação e que os são problemas distintos.
Segundo ele, o acúmulo de gás não está circunscrito ao terreno da universidade. “Ele acontece em vários pontos ao longo da várzea do Rio Tietê”, diz. “O que se faz são medidas preventivas, porque quando esse gás começa a se concentrar as pessoas não percebem a diferença na atmosfera. O risco é que, em um dado momento, você já estaria respirando uma mistura que é combustível e não perceberia”, completa.
Em nota, a CETESB informou que “a USP Leste possui a Licença de Operação nº 2118, emitida em 29 de novembro de 2012 pela CETESB, onde o órgão estabeleceu uma série de exigências para que os problemas no solo da unidade fossem resolvidos”. Segundo o professor do IAG, a universidade teria de passar a realizar diariamente testes em cerca de 380 pontos diferentes para monitorar a situação do gás no subsolo do terreno. Os dados deveriam ser encaminhados à Companhia, para que em caso de anormalidades ela entrasse em ação.
Em 2 de agosto de 2013, a Companhia emitiu um Auto de Advertência À USP, pelo não cumprimento das exigências da Licença. A direção da unidade recebeu, então, o prazo de 60 dias para cumprimento dessas exigências.
Terra contaminada. Os alunos afirmam que a porção de terra foi depositada no terreno enquanto eles estavam em recesso, durante o feriado do dia 7 de setembro. “Existe o prédio I1 e, ao lado, existia um terreno onde se construiria um prédio espelho, o I2. Mas nesse terreno nunca foi construído nada. Quando voltamos às aulas encontramos uma terra roxa muito estranha ali”, diz o estudante de Gestão de Políticas Públicas Marcelo Fernandes. “Os professores de Gestão Ambiental acharam estranho e comunicaram a CETESB, que até autuou a universidade. O que a USP fez foi cobrir essa terra com uma outra terra, para esconder o problema.”
A diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Joyce Martins, que não estuda na unidade da USP Leste, mas está acompanhando o caso desde o início, afirma que a procedência da terra nunca foi informada pela diretoria da universidade, mas que alguns professores tiveram a informação de que ela seria proveniente de postos de gasolina e seria de responsabilidade de construtoras. Marcelo Fernandes confirma a ausência de explicações e diz que rumores sobre a procedência da terra passaram a surgir entre os alunos. “No começo, todo mundo se assustou com os rumores de que a terra poderia ser contaminada, mas como não tínhamos provas, as aulas seguiram normalmente”, conta.
Em outubro de 2011, o promotor José Eduardo Ismael Lutti abriu inquérito para apurar a procedência do material. Na investigação, além do diretor da USP Leste, é citada também a construtora Cyrela. Uma denúncia anônima aponta que a empresa teria despejado no campus terra e entulho de suas obras.
Tanto a CETESB quanto os técnicos do IAG afirmam que o risco de explosão é muito baixo, já que não há acúmulo do gás em lugares fechados. Com relação à terra, o temor é quanto aos materiais tóxicos que podem fazer parte da composição do material. "Tivemos acesso a apontamentos que mostram que na terra tem chumbo, iodo e uma série de outros componentes que não puderam ser identificados ainda e que podem causar uma série de danos à saúde, inclusive câncer", diz o estudante.
Na quinta-feira 19, o comando de greve se reuniu com a reitoria da universidade, que confirmou o afastamento do diretor José Jorge Boueri Filho, alegando licença médica. O pedido de afastamento de Boueri partiu de alunos, funcionários e professores em uma congregação realizada no dia 11 de setembro. Eles alegam perseguição por parte do diretor a alunos e funcionários que questionam as atividades realizadas dentro do campus, além dos problemas estruturais enfrentados pela unidade e, segundo eles, negligenciados pelo diretor. Foi empossado, então, o vice-diretor Edson Leite, mas o comando de greve expôs sua insatisfação com o novo nome. Eles dizem que Leite também persegue estudantes dentro da universidade. A reitoria afirmou que investigará o caso e trará um posicionamento na próxima quinta-feira.
Nenhuma ação prática de infraestrutura foi anunciada pela reitoria atéo momento. Ela afirma que cabe à Superintendência do Espaço Física (SEF) da USP um posicionamento com relação aos problemas envolvendo a terra contaminada e o acúmulo de gás e que o órgão se posicionará nas próximas semanas

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