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terça-feira, 24 de maio de 2011

Polícia Civil de São Paulo: Infelizmente, a exceção é ser honesto.

/ On : terça-feira, maio 24, 2011 - Contribua com o Transparência São Paulo; envie seu artigo ou sugestão para o email: transparenciasaopaulo@gmail.com
de 4/março/2009 (pouca coisa mudou desde então)

O Conversa Afiada recebeu este e-mail de um empresário vítima da corrupção da Polícia de São Paulo. Que prefere se manter anônimo.
Caro PH,
Sobre o post que vc colocou hoje, eu tenho algumas informações que acredito possam ser de interesse público.
A Polícia Civil de São Paulo, há muito tempo, é, em boa parte, uma máquina institucional de corrupção.
Infelizmente, a exceção é ser honesto.
E isso não é uma questão pessoal, que possa ofender os policiais civis honestos – porque existem – ou alguma federação que logo vá se apresentar para defendê-los.
Trata-se de uma verdadeira máquina montada em cima da corrupção.
Muitos advogados criminalistas de São Paulo a conhecem e operam com ela.
O esquema funciona assim, segundo ouvi de um advogado criminalista:
- Alguns delegados têm que “arrecadar” 50 mil reais por mês para passar para Delegados de Seccional. Mais ou menos cada Seccional engloba 16 delegacias. Ou seja, um Delegado Seccional pode vir a “arrecadar” 800 mil reais, por mês, na PIRÂMIDE DA CORRUPÇÃO.
- Se estiver no esquema da corrupção – como muitos estão -, um delegado seccional “paga” 200 mil reais por mês a um Delegado Geral. Só a cidade de São Paulo tem 5 seccionais, segundo o que me informou o advogado criminalista. Daí você faz a conta!
E a pirâmide vai até bem alto, na hierarquia da Secretária de Segurança do Estado de SP, como demonstram as revelações contidas no regime de delação premiada do investigador Pena.
Alguns advogados criminalistas fazem parte do esquema, desde aqueles que são somente “mulas” dos pagamentos feitos, até os que participam da “divisão do bolo” – e metem também eles a mão no dinheiro.
Algumas das estrelas da advocacia de São Paulo, membros ilustres da OAB, são eficazes exatamente por participar de um esquema como esse.
Policial honesto que se recusar a participar é transferido para a “ilha do diabo” e encerra ali a sua carreira.
Essa máquina de corrupção faz com que não se possa confiar na Polícia Civil de São Paulo, tida e havida como a mais corrupta do Brasil.
E eu sei disso.
O objetivo dos delegados que participam da corrupção não é prender bandido, mas, sim, arranjar formas de achacar empresários ou traficantes, para levantar a quota de corrupção e fazer a pirâmide andar.
Por isso, no vídeo mostrado hoje no ESTADAO e que você reproduziu aparece o sujeito falando “você tem que pegar alguém que tem uns 200, 300 paus na mão” …
Isto é: tem que tirar dinheiro de alguém para pagar à pirâmide e os “extras”, como no caso mostrado no jornal, para não abrir uma PA, etc.
Quantos delegados de São Paulo não querem ser chefe de Distrito de gente mais rica, como Itaim, Jardins, Pinheiros ou Campo Belo, ou da Fazendária, onde esse tipo de esquema é mais fácil montar.
Não é à toa que muitas empresas de segurança ou blindadoras de São Paulo são de delegados, de familiares ou laranjas de delegados.
Dinheiro puro de corrupção.
Dinheiro desviado do patrimônio público, há anos.
Seria fácil corrigir isso.
Bastaria o Governo do Estado, a Corregedoria, ou o Ministério Público fazer uma investigação sobre a evolução patrimonial dos delegados desde que assumiram os cargos.
Dos delegados e dos seus parentes próximos.
Parte da investigação deveria ser também dedicada a verificar o valor da casa em que o delegado mora, se tem casa de campo, de praia, em que carro o delegado anda, onde estudam os filhos etc.
Aí se formaria um padrão de gastos a ser confrontado com o salário do servidor público estadual.
Que tal comparar, por exemplo, com o salário do professor do Estado de São Paulo.
Grande abraço para você.

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