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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Depois de denúncia, Alckmin cancela contrato com empresa de espionagem.

Alckmin cancela as “varreduras” da Prodesp

Alckmin diz ter suspendido vínculo com empresa contratada para fazer monitoramento de ligações telefônicas porque acordo foi feito sem licitação

(O Estado de S.Paulo, por Fernando Gallo)

O governador Geraldo Alckmin afirmou ontem que a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) rescindiu no dia 1.º de setembro o contrato que mantinha com a Fence Consultoria, empresa que faz varreduras contra grampos clandestinos. O encerramento do contrato não foi publicado no Diário Oficial e se deu após a reportagem do Estado ter procurado as assessorias de comunicação da Prodesp, da Secretária de Gestão Pública e do próprio governo em 22 de agosto em busca de informações sobre as ações da Fence no governo.
O Estado revelou ontem que a Fence foi contratada em julho de 2008, na gestão do ex-governador José Serra (PSDB), e que a última renovação de contrato ocorreu em julho deste ano, já na gestão Geraldo Alckmin.
O atual governador afirmou que não tinha ciência do contrato e ordenou seu encerramento porque a empresa foi contratada sem licitação. “Eu não tinha a informação. Quando tomei conhecimento, mandei rescindir, pela simples razão de que tem uma determinação do governo que é não contratar sem licitação. Não há hipótese”.
Questionado se a falta de licitação era o único problema, o governador disse: “O trabalho era um trabalho interno da Prodesp. Ela poderá detalhar melhor”. A reportagem procurou a Secretaria de Gestão Pública para saber por que o contrato foi feito e renovado sem licitação, dada a determinação do governador. A secretaria se limitou a repetir que a contratação obedeceu aos dispositivos da Lei de Licitações e foi julgada regular pelo Tribunal de Contas do Estado. Segundo os termos do acordo, a Fence foi contratada para “serviços técnicos especializados em segurança de comunicações em sistemas de telefonia fixa” em “ambientes internos e externos”.
Segundo informou a Prodesp, a Fence somente monitorava suas linhas telefônicas, sem acesso a linhas ou a centrais de outros órgãos do governo.
Oposição. O deputado estadual Simão Pedro (PT) afirmou que o contrato do governo estadual com a Fence é um assunto “de extrema gravidade” e disse suspeitar de um esquema de escutas clandestinas em órgãos públicos. “Precisam ser investigados a fundo a sua legalidade e o tipo de serviço que foi feito”, ressaltou. “Contratar uma empresa dessas sem licitação para fazer varreduras é uma temeridade. Por trás disso pode estar escondido um esquema de escutas telefônicas em instituições públicas como a própria Assembleia”.
O deputado informou que fará uma representação pedindo ao Ministério Público que investigue o caso e cogita pedir a abertura de uma CPI. “A CPI teria condições de investigar com mais profundidade esse serviço sobre o qual a Prodesp não quis informar muita coisa. O MP também tem de investigar o caso.”
O proprietário da Fence é Ênio Gomes Fontenelle, coronel reformado do Exército que foi chefe da área de comunicações do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI). A Fence foi contratada pelo Ministério da Saúde na gestão Serra.
Em 2002, integrantes do então Partido da Frente Liberal (PFL) – atual DEM – atribuíram a uma escuta clandestina feita pela empresa a origem da operação da Polícia Federal que descobriu R$ 1,4 milhão no cofre da empresa Lunus, de propriedade de Jorge Murad, marido da então governadora do Maranhão, Roseana Sarney, pré-candidata ao Planalto à época.
A quantia supostamente era destinada ao caixa da campanha presidencial de Roseana, que acabou não ocorrendo por conta do impacto da operação.

MG - scanner corporal para barrar armas e droga. São Paulo permanece atrasado.

São Paulo, estado SEDE da maior e mais perigosa facção criminosa do país,  necessita urgentemente de um equipamento desses. Para onde vai o investimento em segurança pública do 'estado mais rico da nação'??????

Ahhhh, me esqueci: seu 'desgoverno' prefere desviar verba direcionada a esse fim para outras pastas.


Tânia - SP


Governo de SP retira mais de R$ 78 milhões da Secretaria de Segurança

http://transparenciasaopaulo.blogspot.com/2011/09/publicado-pelo-pt-na-assembleia-governo.html

Notícias

http://www.sindpolmg.org.br/portal/pagina/805

Nelson Hungria começa a usar scanner corporal para barrar armas e drogas

revista_penitenciaria.jpgO Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), começa a usar, a partir deste fim de semana, um aparelho chamado Body Scan. O equipamento faz uma varredura corporal, durante o procedimento de revistas dos funcionários e visitantes da unidade prisional.

De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), o scanner será usado diariamente e tem capacidade de detectar até mesmo os materiais que tiverem sido ingeridos. A intenção é barrar a entrada de drogas, armas, metais e outros objetos proibidos. O Body Scan é uma cabine que permite enxergar dentro do corpo dos visitantes. Em uma sala anexa, o operador da máquina visualiza a imagem gerada pelo equipamento como uma radiografia dos ossos, órgãos, objetos e contorno do corpo.

Ao entrar na Nelson Hungria, a pessoa passa pelos trâmites normais de identificação biométrica e revista de alimentos, que é realizada pelos agentes. Em seguida passa pela cabine do scanner, onde permanece por cerca de 40 segundos. Se algum material irregular for detectado, o visitante é detido e encaminhado à Polícia Militar.


Data e hora do acesso: 9 de setembro de 2011, 10h00min

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Denúncias contra SABESP leva Assembléia Lesgislativa convocar representantes.

Maioria das obras contra enchente está parada em SP

(Do O Estado de SP)

Quando fala sobre obras de combate a enchentes, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) costuma dizer que as intervenções devem ser feitas nos meses que se escrevem sem a letra "R", ou seja, entre maio e agosto, já que nesta época chove pouco. Até agora, porém, apenas um dos quatro projetos do pacote antienchente apresentado no início do ano começou a ser feito.
O governo do Estado começou o desassoreamento (retirada de sedimentos) dos Rios Tietê e Pinheiros em 26 de maio. Outras duas obras, um canal paralelo ao Tietê no Parque Ecológico e um piscinão no ABC paulista, estão atrasadas por causa de questionamentos de editais na Justiça. Os muros para evitar enchentes na Marginal do Tietê, quarta promessa, aguardam lançamento de licitação.
"O governo não fez o que prometeu. Quando fez, foi abaixo do desejado", diz o professor aposentado de hidráulica da USP Júlio Cerqueira Cesar Neto. "O problema burocrático, de editais, o poder público conhece antes de fazer a promessa."
Até o fim de agosto, os sedimentos removidos do Tietê, segundo o Departamento de Água e Energia Elétrica (Daee), correspondem a 11,5% do total de sujeira que precisa ser retirado até dezembro de 2012.
Em um cenário otimista, os diques que evitariam o transbordamento do Tietê perto das Pontes Aricanduva, Vila Maria, Vila Guilherme e Limão ficam prontos em março de 2013. Pela licitação que está sendo feita, a empresa escolhida terá 18 meses para executar o serviço, de R$ 75 milhões.

Metrô de SP tem a pior avaliação desde 97, mostra Datafolha

(da Folha de S.Paulo)

A ampliação do número de linhas e estações vem trazendo cada vez mais gente para o metrô de São Paulo. Ao mesmo tempo, o sistema apresenta constantes falhas, causando transtornos aos usuários, o que se reflete na avaliação do serviço.

'Houve aumento expressivo de passageiros'

Pesquisa Datafolha revela que nunca os paulistanos tiveram avaliação tão ruim do metrô, meio de transporte adotado por 35% dos moradores, maior taxa da história.
Desde 1997, o Datafolha pesquisa a avaliação do sistema de transporte público de São Paulo. E, pela primeira vez, menos da metade aprova a qualidade do metrô. Agora, 47% dizem que o metrô é 'ótimo/bom', queda de sete pontos percentuais desde 2008. Já a reprovação aumentou seis pontos. O período a partir de 2008 também coincide com a integração com o bilhete único.
Foram ouvidas 1.039 pessoas de todas as classes sociais, faixas de renda e idade, sexo e escolaridade. A margem de erro é de três pontos percentuais.
O transporte coletivo de um modo geral é mal avaliado 24% aprovam e 42% desaprovam, e a situação já foi pior. Em 2007, 51% dos moradores avaliavam o sistema como ruim ou péssimo.
Os ônibus também são muito mal avaliados, segundo a pesquisa: 27% de aprovação e 41% de reprovação. Em 2001, os percentuais eram parecidos: 28% e 41%, respectivamente. Os trens têm 25% de aprovação e 25% de reprovação. Entre os mais ricos (renda familiar superior a dez salários mínimos), 57% dizem que o metrô é ótimo ou bom.

Passageiros
São 7h30, véspera de feriado, e a arquiteta Ananda Soares, 33 anos, consegue entrar no primeiro trem na estação Paraíso. E senta. "Hoje é um dia muito diferente, porque nunca mais sentei", conta. "O metrô já foi bom; mas essa superlotação é problemática. Muita gente passa mal.
No fim da tarde, as estações da linha 3-vermelha estão lotadas. Para o garçom Andrés Leite, 27 anos, o serviço piorou porque linhas da CPTM foram integradas ao metrô. "Acho que dobrou o movimento de uns dois anos para cá", diz.

Kassab já sabia sobre empresa de espionagem contratada pelo Estado de SP: "tá tudo grampeado"

(do Poder Online)

Os próximos rounds da luta declarada pelo prefeito Gilberto Kassab a seus adversários promete momentos de revelações e deve ocorrer, na avaliação de políticos paulistas, na campanha eleitoral do ano que vem.

De acordo com testemunhas do primeiro destempero público do prefeito Gilberto Kassab, revelado por Poder Online e ocorrido no dia 23 de maio, nas Faculdades Metropolitanas Unidas, durante palestra sobre bullying, ele travou o seguinte diálogo com o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP):
- Eu vou quebrar o seu pescoço, o do [Geraldo] Alckmin, do Alexandre [Moraes] e o do Rodrigo [Garcia].
- O que é isso Kassab ? – teria dito Chalita, surpreso com a agressividade do prefeito.
- Tá tudo grampeado – respondeu Kassab.
- Grampeado o quê? Você está me ameaçando? – devolveu o deputado.
Dali pra frente foi Kassab acusando Chalita de fazer e acontecer contra ele e Chalita dizendo que nunca tinha feito nada. Aí o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que mediaria o debate sobre bullying, chamou os dois para começar o evento.

E mais.
No diálogo, se é que a definição seja esta, de quarta-feira, no gabinete do secretário de Desenvolvimento Social, Rodrigo Garcia, Kassab ameaçou:
- Eu sei seus podres.
E ouviu:
- Se eu tenho podres foram feitos ao seu lado.
Muita gente ouviu também. Chalita e Rodrigo Garcia preferiram não comentar os fatos. Alckmin também, de acordo com sua assessoria, calou-se.

 

SP mantém contrato com firma ‘anti escuta’

(do Jornal da Tarde, por Fernando Gallo)

O governo paulista mantém há três anos contrato com uma empresa que, segundo seu dono, faz “contrainformação” e “varreduras” contra escutas telefônicas na Companhia de Processamento de Dados do Estado (Prodesp), que gerencia toda a rede de dados da administração estadual.
A Fence Consultoria Empresarial Ltda. foi contratada em julho de 2008, na gestão do ex-governador José Serra (PSDB), e segue atuando no governo do tucano Geraldo Alckmin. A Prodesp informou que a Fence presta “serviços técnicos especializados em segurança de comunicações em sistemas de telefonia fixa” nos “ambientes internos e externos”.
A contratação se deu sem licitação porque a Prodesp avaliou tratar-se da única empresa no mercado que atendia a todas as suas necessidades. Segundo o contrato firmado, a Prodesp pode “requisitar a execução dos trabalhos em instalações de seu interesse, fora de sua sede (sic)”.
No dia 19 de agosto, o contrato foi prorrogado por mais 12 meses pelo mesmo valor anual: R$ 858,6 mil. Isso significa que o governo já pagou até agora R$ 2,6 milhões à Fence. O negócio prevê ainda a realização de “serviços emergenciais”, pelos quais o governo pagaria R$ 2 mil por visita.
Questionada pela reportagem, a Prodesp afirmou que nunca foi necessário nenhum serviço de emergência, nem fora de sua sede. Sobre valores, a Prodesp informou que, desde julho de 2008, paga mensalmente à Fence R$ 69,1 mil, o que totaliza R$ 829,4 mil.

Empresa polêmica
A Fence foi motivo de polêmica na eleição presidencial de 2002, quando integrantes do então PFL – atual DEM – atribuíram a uma escuta clandestina feita pela firma a origem da operação da Polícia Federal que descobriu R$ 1,4 milhão no cofre da empresa Lunus, de propriedade de Jorge Murad, marido da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, hoje no PMDB. O dinheiro era supostamente destinado à campanha presidencial dela naquele ano. A Fence fora contratada pelo Ministério da Saúde na gestão de Serra, que também foi candidato na ocasião.
O dono da Fence, Ênio Gomes Fontenelle, é coronel reformado do Exército e foi chefe da área de comunicações do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI), órgão de inteligência que operou na ditadura militar e foi substituído pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Em 1993, Fontenelle se aposentou e montou a Fence, que já prestou serviços para outros órgãos públicos, como o Superior Tribunal de Justiça.

‘Só monitoramento’
Em nota, a Prodesp afirmou que “somente monitora suas linhas telefônicas e não tem acesso a linhas ou centrais telefônicas de qualquer outro órgão da administração pública em geral, sejam seus clientes ou não”. Alckmin e Serra não se manifestaram.
Já Fontenelle, dono da Fence, disse que sua empresa trabalha para detectar escutas clandestinas em telefones ou ambientes. “Faz contrainformação, varredura”. Ele disse ainda conhecer Serra “há muitos anos”.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Promessas do Plano de Investimentos de Alckmin estão atrasadas em mais de uma década.

(do Transparência SP)

Aos poucos a ofensiva 'marketeira' do governo estadual vai passando e a grande imprensa vai elaborando uma análise crítica das promessas de investimentos que estão no Plano Plurianual de Alckmin (2012/2015).

Na matéria abaixo fica claro que a área de transporte, privilegiada pelos investimentos, possui promessas já feitas no passado por Covas, Alckmin e Serra.

A eficiência gestora propalada pela grande imprensa não possui fundamento.

Plano de Alckmin tem promessas de Covas

Quatro obras previstas pelo governador até 2015 já constavam em projeto de padrinho político até 2003

(do O Estado de São Paulo, por Fábio Leite)

Ao menos quatro grandes obras que a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) incluiu no seu Plano Plurianual (PPA) para os próximos quatro anos já estavam previstas para serem feitas ou iniciadas há 11 anos, pelo governo de Mário Covas (morto em 2001), de quem Alckmin era vice e afilhado político. O Palácio dos Bandeirantes informou que todos os projetos estão em andamento e serão concluídos nos prazos previstos no PPA.
Uma delas é a Linha 6-Laranja do Metrô, que ligará a estação São Joaquim, da Linha 1-Azul, na zona sul, à Brasilândia, na zona norte. O PPA de Covas, de 2000 a 2003, previa conclusão da linha em 2002. Agora, o PPA produzido pelo governo de Alckmin reedita o projeto, mas com execução mais conservadora: prevê apenas 31% do trecho concluído até 2015. As obras ainda não começaram.
No caso da Linha 4-Amarela, o plano de 2000 previa a construção de 15,9 km de linha entre a estação da Luz e Taboão da Serra em cinco anos. Até 2003, o objetivo era fazer 84,49% do trecho, segundo o PPA daquela gestão. Mas as duas primeiras estações da Linha 4 – Paulista e Faria Lima – só foram inauguradas em maio de 2010. De lá pra cá, outras duas entraram em funcionamento: Butantã e Pinheiros.
E a previsão é entregar mais duas no próximo dia 15: Luz e República. Para o futuro, o atual PPA projeta a realização de 87% do trecho até a Vila Sônia, na zona oeste, totalizando 12,8 km de linha, e apenas 2% da extensão até Taboão da Serra.
Outras duas obras com execução prevista no PPA de Covas e que voltam como plano no PPA de Alckmin são a Linha 5-Lilás do Metrô e trechos do Rodoanel ([ITALIC]veja ao lado[/ITALIC]). No caso do metrô, Covas previu para o período de 2000 a 2003 implantar os dois trechos que compreendem o trajeto do Capão Redondo à Chácara Klabin, na zona sul. No caso do Rodoanel, o objetivo era executar os trechos Norte, Sul e Leste, equivalentes a 130 km de extensão.
Das promessas, apenas o trecho Capão Redondo-Largo 13 foi inaugurado, em outubro de 2002. Agora, o PPA de Alckmin projeta executar 93% do trecho até a Chácara Klabin. Quanto ao Rodoanel, o trecho Oeste foi inaugurado em outubro de 2002, e o Sul, apenas em março do ano passado. O novo plano, por sua vez, prevê o trecho Leste para 2014 e 50% do Norte até 2015.
Alckmin, aliás, já havia previsto no PPA 2004-2007, elaborado no seu segundo governo (que foi de janeiro de 2003 a março de 2006), construir 100% do anel viário naqueles quatro anos. Já o PPA 2008-2011, do governo José Serra/Alberto Goldman (PSDB) previa para até o fim deste ano a conclusão do trecho Leste, cujo início das obras só foi anunciado no mês passado por Alckmin, em seu terceiro governo.
Tanto Alckmin – no segundo governo – quanto Serra também previram concluir em quatro anos o Expresso Aeroporto, linha de trem ligando o centro paulistano ao Aeroporto de Cumbica, na cidade de Guarulhos. A obra, que ainda está no papel, volta a aparecer no novo PPA com conclusão prevista até 2015.
Ficção e prioridade
Para o líder do PT na Assembleia Legislativa, Ênio Tatto, os PPAs do governo têm sido “peças de ficção”. “Todos os PPAs lançam grandes pacotes de investimentos, com metas enormes que criam impacto positivo. Mas depois de quatro anos, a gente vê que não se cumpre nem metade daquilo que estava previsto”, afirma.
Por sua vez, o líder do governo na Casa, Samuel Moreira (PSDB), argumenta que o PPA apenas aponta “prioridades” do governo. Segundo ele, “é preciso levar em conta que existem variáveis, como situação econômica, entraves ambientais e repasses de recursos federais, que podem resultar no cumprimento ou não do que é apontado”.
Sobre as metas não cumpridas em gestões anteriores, o tucano afirma que “é natural que elas sejam colocadas novamente” no plano.

Empresa de espionagem ligada a Serra atua no governo paulista

(do Transparência SP)
Arapongagens sempre fizeram parte da vida política brasileira.
A diferença é que alguns políticos conseguiram adquirir forte "blindagem midiática", podendo espionar à vontade sem maiores incomodos.
A reportagem abaixo, publicada no Estadão, revela que algumas figuras políticas podem estar realmente em baixa, com a blindagem reduzida.

SP mantém contrato com empresa de varreduras de ligações telefônicas 

Contratada sem licitação na gestão Serra, Fence teve contrato renovado para monitorar linhas

(do O Estado de São Paulo, por Fernando Gallo)

O governo paulista mantém há três anos contrato com uma empresa que, segundo seu proprietário, trabalha com "contrainformação" e faz "varreduras" em escutas telefônicas na Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), empresa de economia mista – e sociedade anônima fechada – que gerencia toda a rede de dados do Executivo estadual.
A Fence Consultoria Empresarial Ltda. foi contratada em julho de 2008, durante a gestão do ex-governador José Serra (PSDB), e continua trabalhando para a administração do também tucano Geraldo Alckmin.
A Prodesp diz que a Fence presta "serviços técnicos especializados em segurança de comunicações em sistemas de telefonia fixa" nos "ambientes internos e externos" da estatal. Ainda conforme a Prodesp, somente as suas linhas são monitoradas, pois ela não tem acesso a linhas ou troncos telefônicos de outros órgãos.
A contratação se deu sem licitação porque a Prodesp avaliou tratar-se da única empresa no mercado que atendia a todas as suas necessidades. No dia 19 de agosto, o Diário Oficial do Estado publicou a segunda prorrogação do contrato. O valor a ser pago nos próximos 12 meses, de acordo com o documento, é exatamente igual ao do primeiro contrato – que teve duração de dois anos – e da outra prorrogação: R$ 858,6 mil por ano. Significa que ele nunca foi corrigido, nem pela inflação. E que, com esse preço como referência, o governo já pagou um total de R$ 2,6 milhões à Fence.
O contrato prevê a realização de "serviços emergenciais", pelos quais o governo pagaria R$ 2 mil por visita. Questionada pela reportagem, a Prodesp afirmou que nunca foi necessário nenhum serviço de emergência nem fora da sede da Prodesp. Sobre valores, a Prodesp informou que, desde julho de 2008, paga mensalmente à Fence R$ 69.120, o que totaliza R$ 829.440. A Prodesp não explicou a diferença desse valor para os R$ 858,6 mil.
A Secretaria da Fazenda informou que os pagamentos feitos à empresa não aparecem no Prestando Contas, site do governo que mostra a execução orçamentária estadual, porque a Prodesp é uma empresa não dependente – e, como tal, não está incluída no sistema de informações orçamentárias.

Passado. A Fence já foi motivo de polêmica em duas eleições presidenciais. Na primeira, em 2002, integrantes do então Partido da Frente Liberal (PFL) – atual DEM – atribuíram a uma escuta clandestina feita pela empresa a origem da operação da Polícia Federal que descobriu R$ 1,4 milhão no cofre da empresa Lunus, de propriedade de Jorge Murad, marido da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, pré-candidata ao Palácio do Planalto.
A quantia supostamente era destinada ao caixa da campanha presidencial de Roseana naquele ano, que acabou não ocorrendo por conta do impacto daperação. A Fence fora contratada pelo Ministério da Saúde na gestão de José Serra.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

PSDB retira mais de 78 milhões da Secretaria de Segurança Pública

Será esse o perfil que  um governo verdadeiramente preocupado com a vida e segurança de seus cidadãos deveria ter?????


  
Publicado pelo PT na Assembleia:

Governo de SP retira mais de R$ 78 milhões da Secretaria de Segurança 

A população do Estado de São Paulo assiste acuada ao crescimento da criminalidade. Os ataques a caixas eletrônicos aumentam assustadoramente. Levantamento da imprensa apurou que, de janeiro até agora, 105 casos de ataques a estes equipamentos aconteceram no período noturno, somente na Região Metropolitana de São Paulo. Foram 50 ações na Capital e 55 na Grande São Paulo. Em 72 dos 105 casos, os bandidos utilizaram explosivos; e em 36 deles as máquinas estavam instaladas dentro de supermercados. O interior do Estado também tem sofrido com este tipo de crime.
O governo do Estado permanece omisso. Faltam investimentos em inteligência policial, essencial na prevenção e repressão ao crime organizado.
O orçamento da secretaria para 2011, previsto em lei, era de R$ 11,9 bilhões. De janeiro até agora, o governo tucano retirou mais de R$ 78 milhões para suplementar outros órgãos do Estado.
“Este é o reflexo da falta de uma política de Segurança Pública para o Estado de São Paulo”, destaca o líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Enio Tatto.

Riscos ao cidadão

Nas explosões dos caixas, além do intolerável crime ao patrimônio, os bandidos expõem o cidadão comum ao risco de perder sua vida, em uma destas explosões.
Os caixas eletrônicos fora dos bancos que, antes, eram uma comodidade para a pessoa que, em qualquer horário, e em vários pontos comerciais, poderia retirar dinheiro. Agora, está o comércio sob o risco de ser alvo de uma explosão, seus funcionários, os frequentadores e as pessoas passam ou moram no entorno.

Só nas últimas 48 horas

Quatro caixas eletrônicos foram atacados por criminosos, na madrugada desta quinta-feira (1/9). Dois na Zona Sul da Capital, um no município de Jacareí e outro em Rio Claro. Em todos os casos, os bandidos explodiram os caixas, estavam fortemente armados e conseguiram fugir levando parte de dinheiro.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Versão da Rota é uma farsa, diz família


Mãe e viúva de homem apontado como autor de atentado acreditam que ele pode ter sido morto em outro local
Em relatório, Polícia Civil suspeita que ataque seria tentativa de desviar foco de investigação contra PMs
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
A família do ex-detento Frank Ligieri Sons, morto em um suposto atentado contra a sede da Rota (tropa de elite da PM) em 2010, diz não ter dúvida de que a versão da polícia para explicar as circunstâncias da morte é uma farsa.
Diante de novas informações que reforçam essa suspeita, mãe e viúva querem processar o Estado.
Conforme a Folha revelou na semana passada, relatório sigiloso da Inteligência da Polícia Civil coloca em xeque a versão oficial apresentada.
Ela é apontada como um possível engodo dos PMs envolvidos com o crime.
O documento, em um trecho, diz: "Possivelmente, o atentado contra a mencionada sede miliciana seria para tirar o foco de práticas ilícitas envolvendo integrantes da Rota e martirizar os envolvidos".
Essa tese é sustentada no documento por alguns supostos crimes praticados por PMs e, ainda, por possíveis inconsistências da versão oficial.
Entre elas: o desparecimento do coquetel molotov (que Sons estaria carregando), a falta de exames para apurar uso de arma (residuográfico) e a versão da Rota sobre a inexistência de câmeras para fornecer imagens da ação (o relatório diz haver duas).
A viúva, Ana Paula Sons, e a mãe de Sons, Vera Lúcia Ligieri, apresentam outras possíveis inconsistências.
Uma delas é não terem encontrado marcas de sangue no local onde Sons teria sido baleado. "Nós andamos em volta de todo o quarteirão da Rota, procurando, e não encontramos nada", diz a viúva.
"Eu tenho certeza de que ele não foi morto ali [ao lado da Rota]. Foi desovado lá. Meu coração de mãe diz isso", afirmou Vera Lúcia.
Elas dizem que Sons "morria de medo" de polícia, principalmente quando estava sob o efeito de drogas (tratava-se do vício em cocaína).
Quando usava droga, diz Ana Paula, ficava a noite toda olhando pela janela de casa, temendo a presença de policiais, e debaixo dos móveis, com medo de animais.
"Drogado, ele jamais teria coragem de fazer um atentado. De cara limpa, muito menos. Eu vivi 17 anos com ele e sei que ele não fez aquilo."
A família traz outras questões sobre a versão policial: 1) Sons não tinha dinheiro para comprar uma arma; 2) nunca andava acompanhado [policiais dizem que estava com um comparsa, que fugiu]; 3) não tinha dívida com o tráfico que pudesse levá-lo a cometer esse "suicídio".
"E ele queria muito viver", afirma a viúva.
Continuam: 4) ouviram no hospital que a roupa de Sons havia sido incinerada; 5) ouviram da polícia que o exame não detectara pólvora na mão de Sons [o relatório diz não ter sido requisitado]; e 6) ouviram de um delegado que Sons foi baleado com um tiro de fuzil nas costas [os PMs dizem que usavam revólveres e que ele foi alvejado no tórax e abdômen].
OUTRO LADO
PM diz que será rigorosa na apuração do caso
DE SÃO PAULO
O comando da PM-SP diz que solicitou à Polícia Civil o relatório da Inteligência para apurar as irregularidades apontadas nele.
Diz que, por ora, não fará comentário sobre informações passadas pela Folha. Adianta que, havendo qualquer irregularidade, será implacável contra desvios de conduta, assim como será rigorosa nas apurações.
Folha tentou contato com o delegado Eder Pereira da Silva, responsável pela investigação, mas não teve resposta. Na semana passada, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso estava sob investigação.
Anteontem, o governador Geraldo Alckmin disse que as corregedorias das polícias são fortes. "Se há algum indício, precisa ser apurado. Vamos verificar com cautela, apurar direitinho, para ter as informações corretas", disse.

Justiça quebra sigilos de peritos suspeitos de fraude nos laudos dos acidentes do Metrô


Léo Arcoverde

do Agora
A Justiça estadual quebrou os sigilos bancário e fiscal de peritos do IC (Instituto de Criminalística) suspeitos de envolvimento em uma suposta fraude nos laudos sobre os acidentes da cratera do metrô e da queda do teto da Igreja Renascer em Cristo --que deixaram, respectivamente, sete e nove mortos.
O levantamento revelou que alguns deles movimentaram cifras milionárias. O salário da categoria --peritos são servidores estaduais-- não passa de R$ 9.000.
Na semana passada, o Gaeco (grupo de promotores que investiga o crime organizado) pediu à Justiça o detalhamento das movimentações bancárias dos investigados.
A investigação já apontou que um perito comprou à vista, por R$ 3,1 milhões, um apartamento em Perdizes (zona oeste), em 2007.
Na conta de um outro perito, entre 2008 e 2009, foram depositados R$ 2,5 milhões.

Metrô desliga escada rolante de estação Paulista em horário de pico e revolta passageiros


Empresa diz que ação é uma medida de segurança para controlar o fluxo
Julia Carolina, do R7



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Jovem precisa andar em esteira parada na estação Paulista da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo




A  superlotação de passageiros na estação Paulista da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo tem feito os funcionários desligarem parte das escadas e esteiras rolantes do local nos horários de pico. Usuários da estação, que faz integração com a linha 2-Verde do sistema, reclamam do tumulto constante no local por causa da medida. Em média, cerca de 140 mil usuários circulam no local diariamente.  

A reportagem do R7 esteve na estação no final da tarde do último dia 24 e constatou o problema. Passageiros chegaram a classificar a situação na estação no fim do dia como “caos”. Foi o caso do analista de comunicação Rafael Ernandi, de 27 anos. Ele afirma que a estação inaugurada em 2010 até facilitou o acesso à avenida Paulista, mas em horários de grande movimento o local fica insuportável. 


- A estação tem um único corredor [que liga a linha Amarela à Verde] de entrada e saída de passageiros e, no horário de pico, fica impossível caminhar. É preciso até mesmo desativar as escadas rolantes. 

Usuária de estação, a bancária Dirce Alexandre Nunes, 52 anos, confirma que é normal encontrar algumas esteiras e escadas rolantes desligadas nos períodos de movimento mais intenso. 

- Todos os dias desligam. Falaram que é por causa do grande fluxo e a gente entende que eles estão em fase de adaptação. Mas é ruim. Eu fico 15 minutos andando aqui dentro. 

Ernandi também reclama do tempo que gasta andando entre as estações. 

- O passageiro, muitas vezes, chega a ficar parado e perde pelo menos 15 minutos para chegar à plataforma, tempo superior ao percurso entre as estações Paulista e Pinheiros, onde é realizada a integração com a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]. 

Ação de segurança 

A assessoria do Metrô afirmou que o tumulto na estação Paulista ocorre pelo grande número de pessoas que utilizam a “via” no mesmo horário. A empresa ressalta que neste mês de agosto o Metrô bateu o recorde histórico de 4 milhões de passageiros transportados diariamente. 

Nesse contexto, segundo o Metrô, desligar escada e esteira é uma medida de segurança, uma forma de bloqueio para conter o fluxo de passageiros. De acordo com a empresa, caso não haja o desligamento, core-se o risco de a multidão se projetar na plataforma, criando um risco enorme de acidentes. 

Porém, não é assim que muitos usuários têm enxergado o desligamento das escadas. As colegas de trabalho Suzana Batista David, de 26 anos, e Lorena Moura, de 23, ambas auxiliares de seguros, dizem que todos os dias se deparam com a multidão na estação e com escadas desligadas. Suzana diz acreditar que a interrupção no funcionamento da escada acaba piorando a situação na Paulista. 
- Acho que atrapalha o movimento na estação, porque vai acumulando o número de pessoas e o risco de tropeçar acaba sendo maior. 


O Metrô informa que a previsão é que o fluxo de passageiros na Paulista diminua a partir de setembro, quando a linha 4 irá inaugurar as estações/conexões República, integrada com a linha 3-Vermelha, e Luz, ligada à linha 1-Azul, ambas na região central de São Paulo. Segundo a empresa, atualmente, grande parte dos passageiros que fazem a transferência da linhas 4-Amarela para a 2-Verde usando as estações Paulista e Consolação segue em direção à estação Paraíso pois tem com destino final o centro da capital paulista. 

Aumento 

A estação Consolação, da linha 2-Verde, teve crescimento de 68% no número de passageiros só nos últimos quatros meses. Em maio, cerca de 84 mil pessoas usaram a estação por dia. No dia 3 de agosto, circularam por lá 142 mil usuários. 

O período coincide com ampliações no funcionamento da linha 4-Amarela, cuja estação Paulista faz conexão com a linha 2 na Consolação. Entre as principais mudanças na linha 4 estão a abertura da estação Pinheiros e a extensão do horário de abertura, até as 21h. 

Nova Luz espalhará rato, pombo e morcego no centro de SP


DE SÃO PAULO


As obras de revitalização da região conhecida como cracolândia devem espalhar pelo centro de São Paulo ratazanas, camundongos, pombos e morcegos, segundo um estudo de impacto ambiental do projeto Nova Luz, da prefeitura.


A informação é da reportagem de José Benedito da Silva publicada na edição desta segunda-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A dispersão seria provocada por demolições e escavações, que destruirão habitats como porões, sótãos, forros e galerias. Pombos e morcegos podem ir longe, mas mesmo ratos podem se deslocar por 3 km, o que os levaria à avenida Paulista e a bairros como Higienópolis e Pacaembu.
O que mais preocupa, pelo número e pela nocividade, são os ratos. Para amenizar o impacto, o estudo sugere controle químico antes de demolições e escavações. O estudo detectou ainda escorpiões, baratas, aranhas, formigas, mosquitos e abelhas --a dispersão desses, no entanto, não preocupa.
Caio Guatelli/Folhapress
Garis da Prefeitura de SP retiram lixo acumulado das ruas da cracolândia; revitalização deve espalhar animais
Garis da Prefeitura de SP retiram lixo acumulado das ruas da cracolândia; revitalização deve espalhar animais

domingo, 4 de setembro de 2011

Total desrespeito do IML em SP. São SEIS MESES para se receber um laudo deste instituto!!!!!

Mais uma prova do desrespeito do governo PSDB com seus cidadãos. São Paulo está abandonado em todos os aspectos. 

Entrega de laudo do IML demora mais de seis meses

Artur Rodrigues
do Agora


A demora para a entrega de laudos do IML (Instituto Médico Legal) pode ultrapassar seis meses na capital.
Funcionários do instituto afirmam que a culpa é do laboratório, que atende toda a Grande São Paulo com a realização de exames.
Os laudos do IML são obrigatórios sempre que as pessoas morrem fora de um hospital. Entre outras finalidades, o documento pode ser exigido para que familiares de pessoas mortas recebam seguros de vida. Laudos podem atestar que a pessoa não se matou --em casos de suicídio, as seguradoras não costumam pagar.
A falta de laudo prejudica ainda inquéritos policiais, já que o IML analisa se uma pessoa morreu de morte natural ou de assassinato.

Exame

Funcionários do IML Leste afirmaram à reportagem que o laudo demorou para sair por conta do exame toxicológico, pedido pelo médico legista.
O exame da filha de Guedes retornou ao IML no dia 22, e o laudo ficaria pronto na semana passada.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública afirmou que não há demora, mas não respondeu quantos laudos e exames aguardam na fila.
Segundo a pasta, o exame toxicológico é um dos mais demorados devido a sua complexidade. Anualmente, o IML realiza 470 mil exames.

Homicídios em 2011 - Na Capital de SP, dos 629 homicídios registrados, 128 foram efetuados pela PM

De cada 5 assassinatos registrados na cidade de SP, 1 é de autoria da PM
Em 2011, capital do Estado teve 629 pessoas mortas, 128 pela polícia.

Corporação diz que 60% dos confrontos no período não tiveram mortos.

Raphael Prado
Do G1 SP

A aposentada Valquíria Marques dos Santos, que teve o filho de 15 anos assassinado por um PM: ‘Os policiais que levaram meu menino continuam na ativa’ (Foto: Raphael Prado/G1)De cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta pela Polícia Militar. Os dados fazem parte de relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado.
Nos primeiros meses do ano, entre janeiro e julho, 629 pessoas foram assassinadas na capital paulista. Deste total, 128 registros foram feitos como “pessoas mortas em confrontos com a Polícia Militar em serviço”. O tipo de ocorrência, conhecido em outros estados como “auto de resistência”, é um indicativo de revides da PM a ataque de criminosos ou enfrentamento em ação policial.
saiba mais
PM de SP investiga dez policiais por vídeo violento Presos dez PMs suspeitos de não socorrer assaltantes baleados em SP Em todo o estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2011, foram registrados 2.241 homicídios. Desses, 241 foram cometidos por policiais – o que dá uma proporção de um assassinato pela PM para cada 9,3 cometidos por outros cidadãos.
A proporção de um assassinato cometido pela polícia para cada cinco que acontecem na capital faz da PM na cidade uma das tropas mais violentas do mundo. Nos Estados Unidos, em 2009, foram registradas 406 mortes causadas por policiais em um total de 14.402 homicídios – o que significa que de cada 34 assassinatos um foi cometido pela polícia norte-americana.
Na Argentina, de acordo com o CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais), em todo o ano de 2007 – os últimos dados disponíveis –, a região metropolitana de Buenos Aires (que tinha, à época, 12 milhões de habitantes) registrou 79 casos de pessoas mortas em confronto com a polícia. Neste mesmo 2007, só na capital paulista – excluídas as cidades da Grande São Paulo -, a PM registrou 203 mortes “em confronto”. Moram na capital 11 milhões de habitantes.
Na semana passada, tornou-se público um vídeo em que policiais observam um homem agonizando e outro ferido atrasando o atendimento e pedindo que eles “estrebuchem”. A PM investiga dez policiais pela conduta mostrada nas imagens.
Para o deputado estadual Adriano Diogo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, os dados informados pela secretaria são “subdimensionados”. “A execução está liberada no estado”, afirma o parlamentar.
Ele diz que não vê perspectivas de redução nesse índice de letalidade da PM. “Porque tem um calor, um coro midiático pedindo sangue”, diz. “Antigamente estava-se tentando legalizar a pena de morte. Hoje não precisa mais. Ela está institucionalizada”, afirma, acrescentando que o método de registro dessas ocorrências é o mesmo que se usava no regime militar. “Matavam as pessoas e o resultado era ‘morreu atropelado’, ‘resistência seguida de morte’. Agora acontece o mesmo”, diz. As vítimas, segundo o deputado, geralmente são jovens, negros e pobres da periferia.
A PM, por meio da assessoria de imprensa, diz que o confronto fatal é o “último recurso” adotado pelos policiais em caso de abordagem. A corporação informa que, no primeiro semestre de 2011, na capital paulista, não houve mortes em 60% dos confrontos – “quando existiu necessidade de confronto” – e 82% dos envolvidos foram somente presos ou feridos.
A Polícia Militar afirma ainda que é necessário “fazer distinção” entre os homicídios dolosos e as mortes decorrentes de abordagens policiais porque são “situações sociais distintas” e que casos como a negativa de socorro por policiais são “condutas individuais, contrárias ao que é pregado pela corporação e rigorosamente investigadas”.
A corporação refuta as declarações do deputado e afirma que “está comprometida com a legalidade, arriscando a vida dos policiais em defesa da população, com respeito integral aos direitos humanos”.
Nos seis primeiros meses de 2011, foram mortos cinco policiais militares em trabalho.
Morto tomando refrigerante
A morte do filho Wagner dos Santos por um policial militar há 15 anos fez com que a aposentada Valquíria Marques dos Santos passasse a estudar a legislação para tentar culpar o assassino.
Era uma sexta-feira, 6 de dezembro de 1996. Wagner não teve aula naquele dia e foi, então, jogar bola com os amigos. Passou o dia em um parque no Jabaquara, rodeado de colegas com quem sempre estava – garotos da mesma faixa etária que a dele: 15 anos de idade.
Terminada a partida, todos se sentaram na porta de uma favela onde alguns moravam. Conversavam em um grupo, tomando refrigerante.
Perto dali, um jovem descia acompanhado de uma garota: estava levando a irmã para a escola. De acordo com os relatos das testemunhas, o rapaz esbarrou em um policial. Começou uma discussão, que terminou em um espancamento. O PM foi embora e, segundo contam, prometeu: “’Fica esperto, porque a gente volta pra te matar”. Não demorou.
Valquíria mostra o Código Penal e a Constituição:
ela passou a estudar a legislação na tentativa de
condenar o assassino do filho (Foto: Raphael
Prado/G1)Sentado como estava, Wagner foi alvejado no pulso – uma demonstração de que tentou se proteger do tiro, colocando a mão no rosto, segundo a mãe. “O policial foi e atirou com uma espingarda 12. Tinha quatro ou cinco amigos [na roda], mas mataram só o meu menino”, diz a aposentada.
O crime é antigo, mas só em julho, 15 anos depois, três policiais acusados de matar Wagner foram a julgamento. Amedrontadas, as pessoas que testemunharam a ação não apareceram. Os PMs foram absolvidos, mas Valquíria recorreu da decisão. “A gente não se sente amparada por esse Estado, para quem eu pago imposto, que matou meu menino”, afirma a mãe.
Trauma
“Sou meio traumatizada. Eu vejo viatura, vejo enquadrando, não gosto nem de olhar, porque eu entro em pânico”. A afirmação é da recepcionista Selma Martins Dulfrayer. Ela diz se sentir assim sempre que cruza com um carro da Polícia Militar.
Em 16 de janeiro de 2008, a família Dulfrayer estava em festa. Nascia o filho do porteiro Sidney Martins Dulfrayer, então com 23 anos, irmão de Selma. A alegria durou pouco.
Cinco dias depois, em 21 de janeiro, Sidney “trocou tiros com a polícia” – na versão dos oficiais da Rota – e foi morto com duas balas: uma na barriga e outra na virilha. Chegou vivo ao hospital, mas morreu em seguida.
“Por se tratar da Rota e pelos tiros que ele tomou, eu tenho certeza que ele se entregou”, afirma Selma. Dulfrayer tinha cumprido quatro anos de pena por roubo e estava há três meses em liberdade. “Mesmo que ele estivesse aprontando de novo na hora, não dá direito de fazer o que eles [os policiais] fizeram”, diz Selma. A última foto que ela tem do irmão foi no hospital, segurando o filho de poucos dias.

O perigo da volta ao militarismo - A segurança pública em SP nos remete aos "anos de chumbo"

Versão da Rota é uma farsa, diz família

Mãe e viúva de homem apontado como autor de atentado acreditam que ele pode ter sido morto em outro local

Em relatório, Polícia Civil suspeita que ataque seria tentativa de desviar foco de investigação contra PMs

ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

A família do ex-detento Frank Ligieri Sons, morto em um suposto atentado contra a sede da Rota (tropa de elite da PM) em 2010, diz não ter dúvida de que a versão da polícia para explicar as circunstâncias da morte é uma farsa.
Diante de novas informações que reforçam essa suspeita, mãe e viúva querem processar o Estado.
Conforme a Folha revelou na semana passada, relatório sigiloso da Inteligência da Polícia Civil coloca em xeque a versão oficial apresentada.
Ela é apontada como um possível engodo dos PMs envolvidos com o crime.
O documento, em um trecho, diz: "Possivelmente, o atentado contra a mencionada sede miliciana seria para tirar o foco de práticas ilícitas envolvendo integrantes da Rota e martirizar os envolvidos".
Essa tese é sustentada no documento por alguns supostos crimes praticados por PMs e, ainda, por possíveis inconsistências da versão oficial.
Entre elas: o desparecimento do coquetel molotov (que Sons estaria carregando), a falta de exames para apurar uso de arma (residuográfico) e a versão da Rota sobre a inexistência de câmeras para fornecer imagens da ação (o relatório diz haver duas).
A viúva, Ana Paula Sons, e a mãe de Sons, Vera Lúcia Ligieri, apresentam outras possíveis inconsistências.
Uma delas é não terem encontrado marcas de sangue no local onde Sons teria sido baleado. "Nós andamos em volta de todo o quarteirão da Rota, procurando, e não encontramos nada", diz a viúva.
"Eu tenho certeza de que ele não foi morto ali [ao lado da Rota]. Foi desovado lá. Meu coração de mãe diz isso", afirmou Vera Lúcia.
Elas dizem que Sons "morria de medo" de polícia, principalmente quando estava sob o efeito de drogas (tratava-se do vício em cocaína).
Quando usava droga, diz Ana Paula, ficava a noite toda olhando pela janela de casa, temendo a presença de policiais, e debaixo dos móveis, com medo de animais.
"Drogado, ele jamais teria coragem de fazer um atentado. De cara limpa, muito menos. Eu vivi 17 anos com ele e sei que ele não fez aquilo."
A família traz outras questões sobre a versão policial: 1) Sons não tinha dinheiro para comprar uma arma; 2) nunca andava acompanhado [policiais dizem que estava com um comparsa, que fugiu]; 3) não tinha dívida com o tráfico que pudesse levá-lo a cometer esse "suicídio".
"E ele queria muito viver", afirma a viúva.
Continuam: 4) ouviram no hospital que a roupa de Sons havia sido incinerada; 5) ouviram da polícia que o exame não detectara pólvora na mão de Sons [o relatório diz não ter sido requisitado]; e 6) ouviram de um delegado que Sons foi baleado com um tiro de fuzil nas costas [os PMs dizem que usavam revólveres e que ele foi alvejado no tórax e abdômen].

OUTRO LADO

PM diz que será rigorosa na apuração do caso
DE SÃO PAULO

O comando da PM-SP diz que solicitou à Polícia Civil o relatório da Inteligência para apurar as irregularidades apontadas nele.
Diz que, por ora, não fará comentário sobre informações passadas pela Folha. Adianta que, havendo qualquer irregularidade, será implacável contra desvios de conduta, assim como será rigorosa nas apurações.
A Folha tentou contato com o delegado Eder Pereira da Silva, responsável pela investigação, mas não teve resposta. Na semana passada, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso estava sob investigação.
Anteontem, o governador Geraldo Alckmin disse que as corregedorias das polícias são fortes. "Se há algum indício, precisa ser apurado. Vamos verificar com cautela, apurar direitinho, para ter as informações corretas", disse.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Promessas de campanha não são incorporadas no Plano Plurianual de Alckmin.

(do Transparência SP)

A imprensa paulista foi inundada nas últimas semanas pela propaganda dos projetos futuros do governo Alckmin, previstos no Plano Plurianual 2012/2015.

Novas linhas de metrô, novos "piscinões", mais escolas técnicas, modernização dos trens, novas linhas de trens expressos para o interior, túnel que ligará Santos ao Guarujá, duplicação de rodovias (como a Tamoios), término do Rodoanel (trechos Leste e Norte) Veículo Leve sobre Trilhos na Baixada Santista, trem expresso para Guarulhos, mais recursos para a agricultura, etc.

Quem acompanhou o noticiário, acredita em um governo altamente empreendedor. Que não para nunca.

Quem for analisar com mais cuidado, verá que grande parte destas promessas já estavam no PPA 2004/2007, elaborados no outro governo Alckmin.

Se grande parte das promessas não saíram do papel nos últimos 10 anos, o que temos é "marketing político", reproduzido falsamente como "fato concreto" pela grande mídia.

Em uma das pouquíssimas reportagens que investigaram a sério o PPA 2012/2015, observou-se as grandes divergências entre as promessas de campanha eleitoral e as propostas concretas apresentadas no plano pelo governador Alckmin.

Plano de Alckmin reduz promessas de campanha

Alckmin diz que cumprirá promessas de campanha (Foto: André Lessa/AE)
(por FABIO LEITE, do Jornal da Tarde)

O Plano Plurianual (PPA) do Estado de 2012 a 2015, que deve pautar quase toda a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) no governo paulista revê – e em muitos casos reduz – promessas que o tucano fez durante a campanha ao Palácio dos Bandeirantes em 2010. A assessoria de Alckmin nega a redução e diz que as metas serão cumpridas (leia abaixo).
O Jornal da Tarde confrontou os 184 compromissos assumidos por Alckmin – destacados no site da campanha do tucano e publicados pelo JT após a eleição, em 4 de outubro – com os projetos previstos no Orçamento deste ano e no PPA, enviado este mês à Assembleia Legislativa (veja no quadro ao lado).

O levantamento mostra que as promessas revistas se concentram na área de transportes. Na campanha, Alckmin disse, por exemplo, que faria 30 km de metrô em quatro anos, mas algumas linhas podem não ficar prontas até 2015, segundo o PPA.


Metrô
É o caso do trecho da Linha 4-Amarela entre a Vila Sônia e a estação da Luz. “Nós vamos terminar a Linha 4 do Metrô”, prometeu Alckmin no programa do horário eleitoral exibido na TV no dia 25 de agosto de 2010. No PPA, contudo, a previsão é que 87% do trajeto esteja concluído até 2015. O governo diz que acabará a obra no prazo.
Já a Linha 6-Laranja, que vai ligar a Brasilândia à estação São Joaquim, da Linha 1-Azul, prometida na campanha no mesmo programa do tucano, terá 31% do trajeto implantado, segundo previsão do PPA. O governo afirma que o projeto está em andamento e que Alckmin disse que iniciaria a obra.
Corredor, VLT e trem
Em agenda na cidade de Hortolândia, em setembro do ano passado, o então candidato prometeu concluir o Corredor Metropolitano Noroeste, que interliga cidades da região de Campinas, com a expansão até Santa Bárbara d’Oeste. A promessa foi reproduzida na conta de Twitter da campanha, Geraldo45, no mesmo dia. Mas, no PPA, Alckmin prevê que apenas 20% da expansão estarão implantados nos próximos quatro anos. O governo diz que a meta do PPA é “conservadora” e deve ser readequada.
Para a Baixada Santista, Alckmin se comprometeu a levar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará Santos, São Vicente e Praia Grande. “Melhoria do transporte público na Baixada Santista com o metrô de superfície, compromisso de @geraldoalckmin”, prometeu no Twitter. No PPA, porém, o governador indica que, até 2015, a previsão é ter feito 30% do trecho projetado. A assessoria do tucano afirma que a primeira etapa do projeto será concluída até 2014, e os demais trechos serão implantados nos anos seguintes.
Já o trem regional ligando São Paulo a Sorocaba, que o tucano estabeleceu como meta na campanha no programa de TV do dia 6 de setembro, tem previsão no PPA de 3,1% do trecho implantado. O governo nega a promessa de conclusão no mandato.
Outras diferenças ocorrem na compra de trens para a CPTM, no total de quilômetros de estradas vicinais asfaltadas, no número de piscinões construídos e na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho (leia mais ao lado).
Bases distintas
O acompanhamento em alguns casos é mais difícil de ser feito pois o PPA faz previsões em bases distintas do que foi dito em campanha. É o caso da construção de oito hospitais e 20 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) – o PPA prevê 713.607 m² de obras realizadas em prédios hospitalares – e de 30 Centros de Detenção Provisória (CDPs) – o PPA prevê 30.096 novas vagas para detentos. Segundo afirmou o governo, os números nesses casos indicam entrega de obras acima do que foi prometido em campanha.
Outro lado
O governo do Estado informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o Plano Plurianual (PPA) não pode ser confundido com a peça orçamentária anual. “O primeiro estabelece as diretrizes, objetivos e metas da administração pública estadual para um período de quatro anos. O segundo define em detalhe, anualmente, o gasto e as ações do governo em cada programa.” Segundo o governo, é preciso esperar pelo final do mandato para mostrar o que foi feito e o que deixou de ser feito.
A assessoria do Palácio dos Bandeirantes cita como exemplo a promessa de construção de 30 Centros de Detenção Provisória (CDPs). “O PPA menciona a criação de vagas em presídios e CDPs (30.096, aliás), mais do que suficientes para cumprir o prometido na campanha.” O mesmo, afirma o governo, ocorre com as unidades de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs). “A meta está expressa em metros quadrados de obras e reformas concluídas, e o valor expresso no PPA é, também, mais do que suficiente para o cumprimento da promessa eleitoral.”
‘Futurologia’
Segundo o governo, o Jornal da Tarde faz “exercício de futurologia sobre as realizações da gestão Alckmin, que nem completou seu primeiro ano”. A assessoria de imprensa questiona ainda que a reportagem compara o governo Alckmin, que vai de 2011 a 2014, com o PPA, que engloba 2012 a 2015. “Desconsidera, por exemplo, as variações da arrecadação tributária e seu impacto nas ações do governo, que são anualmente dimensionadas quando da elaboração da lei orçamentária”, afirma.
A assessoria de Alckmin informa ainda que há promessas de campanha do tucano que foram concluídas no primeiro ano de governo, como a Via Rápida para o Emprego, programa de capacitação de mão de obra, o reajuste do salários de policiais, as fábricas de cultura, a criação da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano e uma unidade da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) na Baixada Santista, entre outras.

Passageiros relatam explosão no metrô de SP; linha 3 é afetada


DE SÃO PAULO

Uma falha elétrica prejudicou a circulação de trens na linha 3-vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda) do metrô de São Paulo por quase uma hora na tarde desta sexta-feira. Passageiros relataram terem ouvido explosões no interior de uma composição.
De acordo com o Metrô, o trem que apresentou problema estava na altura da estação Sé, seguindo pelo sentido Palmeiras/Barra Funda, quando teve a falha, por volta das 12h36. Usuários tiveram que deixar a composição com problema, que precisou ser rebocada.
Devido ao trabalho de reboque da composição, todos os outros trens que trafegavam pela linha tiveram que andar com velocidade reduzida. Por volta das 13h22, o metrô informou que a circulação voltava a ser normalizada.
A integração com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na estação Brás e na estação Barra Funda foi fechada durante o problema, devido ao controle de fluxo de passageiros. A integração no Brás ficou fechada das 13h10 até as 13h55. Já a da Barra Funda ficou interrompida entre as 13h32 e as 13h55.
No Twitter, usuários também reclamam do problema no metrô. "Qdo cheguei na estação voltaria em 4 min., dps subiu para 7 e dps pra 10.. fora q rolou um explosão agora", diz @tozzoni. "A galera só chegando e se amontoando e muvucando", completou o usuário.
Rubens Cavallari/Folhapress
Estação da Sé, na linha vermelha do metrô, lotada após problema elétrico em trem
Estação da Sé, na linha vermelha do metrô, lotada após problema elétrico em trem

Privatizações

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Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
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