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sábado, 2 de outubro de 2010

Tucanos de SP vivem num "mar de lama".

(do site Conversa Afiada)

O PiG (*) de São Paulo blinda os tucanos.

E a Assembléia Legislativa nos governos tucanos não deixou instalar uma única CPI.
Nessa véspera de eleição vale a pena acompanhar esse didático trabalho:
Confira a relação dos numerosos casos de corrupção no governo do Estado de SP, durante as gestões de Geraldo Alckmin e José Serra, divulgados por grande parte da mídia que os apoia. Por mais que quisessem, era impossível abafá-los: em alguns casos, houve até repercussão internacional como nos casos da Alstom e Siemens, além dos links de notícias que comprovam as informações.


CORRUPÇÃO TUCANA
A chamada “grande imprensa” não cumpre o seu papel de fiscalizadora do poder público estadual com o mesmo zelo que cumpre junto ao governo federal.
De forma geral, as denúncias de corrupção são noticiadas pela imprensa de forma pulverizada, sem nenhum destaque e nenhuma continuidade na apuração dos fatos.
Algumas pequenas reportagens se limitam a páginas internas dos cadernos de política dos principais jornais e revistas, sendo que o assunto é tratado de forma superficial e, invariavelmente, “some” da cobertura jornalística em poucos dias.
Esta forma de cobertura jornalística, nitidamente, responde apenas a disputas, chantagens e intrigas de grupos políticos rivais alojados dentro do governo do estado (serristas e alckmistas).
Por tudo isso, estaremos recapitulando alguns dos casos mais importantes de denúncias de corrupção no governo do Estado de SP relatados pela “grande imprensa” de forma pulverizada.
Na maioria dos casos, uma investigação mais profunda ainda está pendente.

Caso Goro Hama
Negócios entre o governo e empresas de compadre e amigos de Covas são alvo de processos que apuram prejuízo de R$ 436 milhões aos cofres públicos.
O número de inquéritos no Ministério Público (MP) e de ações na Justiça mostra que a gestão do governador merece ser vista com olhos de lince. Apenas com relação à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), à Companhia de Seguros Gerais do Estado de São Paulo (Cosesp) e aos negócios do governo com as empresas De Nadai Alimentação e Tejofran — ambas de amigos do governador – existem 143 inquéritos no MP. Na Justiça, tramitam 27 ações por improbidade administrativa. Essas ações contêm um suposto prejuízo de aproximadamente R$ 436 milhões.
  
http://www.istoe.com.br/reportagens/31278_OS+BONS

 

Caso Alstom:
- O grupo Alstom é uma empresa multinacional francesa que fornece trens, material ferroviário e equipamentos para sistemas de energia (turbinas);
- O grupo Alstom tem 237 contratos com o governo paulista de 1989 a 2009, no valor total de R$ 10,6 bilhões.
- O Ministério Público da Suíça descobriu o pagamento de propinas do grupo Alstom para funcionários públicos do Governo Paulista.
- O percentual médio da propina era de 8% sobre o valor dos contratos. Isso representa algo em torno de R$ 848 milhões.
- Esses pagamentos foram para “comprar” licitações e prolongar contratos de forma irregular, muitos por mais de 20 anos.
- Principais envolvidos:
Jorge Fagali Neto: ex- secretário de Transporte do governo paulista e irmão do atual presidente do METRÔ no governo Serra. O Ministério Público suíço bloqueou uma de suas contas no exterior no valor de US$ 7,5 milhões;
Robson Marinho: ex- chefe da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo;
Luiz Carlos Frayze David: ex-presidente do METRÔ de SP, foi um dos acusados pelo acidente na linha 4 do Metrô. É conselheiro da DERSA, responsável pelo “rouboanel”. Na sua gestão no DER e no METRÔ, acumulou contratos julgados irregulares pelo Tribunal de Contas no valor de R$ 510 milhões;
Benedito Dantas Chiarardia: ex-diretor da DERSA. Envolvido em vários contratos irregulares na CPTM e outras secretarias no valor de R$ 325 milhões;
Tião Faria: ex- secretário particular de Mário Covas e ex-vereador pelo PSDB na cidade de São Paulo;
José Luiz Alquéres: ex- presidente da Alstom. Preside atualmente a Light do Rio de Janeiro;
José Sidnei Colombo Martini: presidente da CTEEP (Companhia Paulista de Transmissão de Energia Elétrica), antes e depois da privatização.


10/08/2009
MP quer bloquear novos bens de conselheiro do TCE-SP
O Ministério Público de São Paulo planeja pedir extensão do bloqueio de bens do conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), para todo o território nacional. Na semana passada, a Justiça paulista ordenou o arresto de ?bens e importâncias em nome ou benefício de Marinho existentes na Suíça?. O bloqueio do patrimônio do conselheiro do TCE no Brasil será pedido tão logo a Suíça envie documentos relativos à conta em instituição financeira de Genebra na qual ele teria quantia superior a US$ 1 milhão – o que Marinho nega categoricamente
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac416359,0.htm


19/11/2009
MP abre 29 ações para apurar propina da Alstom em SP

http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac280044,0.htm


04/07/2008
Caso Alstom: investigado fez doação a ex-secretário
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac200536,0.htm


01/07/2008
Offshore foi aberta a pedido da Alstom, afirma francês
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac198612,0.htm


31/05/2008
Serra descarta investigação em caso Alstom; e Alckmin se cala
O governador José Serra (PSDB) descartou ontem abrir uma investigação sobre supostas irregularidades envolvendo os contratos da multinacional francesa Alstom com o governo paulista. “
Serra disse não ter conhecimento dos documentos suíços. “Soube pelo jornal”, afirmou, em referência à reportagem de “O Estado de S. Paulo”.
Ele disse ainda que o governo vai ajudar nas investigações, se for solicitado. “Estamos à disposição das autoridades para os esclarecimentos que forem necessários”, afirmou ele
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u407372.shtml


26/06/2008
Suspeito no caso Alstom omite participação em empresa
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac196141,0.htm


20/06/2008
Propina iria para ”partido no poder”
Memorando de executivo da Alstom, de setembro de 1997, aponta também para TCE e Secretaria de Energia
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080620/not_imp192836,0.php


18/06/2008
MP investiga lobista ligado a ex-ministro no caso Alstom
O Ministério Público abriu nova frente na investigação sobre a suposta propina paga pela Alstom, multinacional francesa do ramo de energia e transporte, a integrantes do governo paulista e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Trata-se do empresário José Amaro Pinto Ramos, por causa de sua grande proximidade com políticos do PSDB e seu trabalho de lobby a favor de empresas do setor energético e de transporte sobre trilhos, principalmente para estatais em todo o País. São os contratos da Alstom nessas áreas que estão sob análise de autoridades brasileiros e suíças
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac191667,0.htm


14/09/2008
Ex-executivo da Alstom teria confirmado pagamento de propina
Preso na Suíça, ex-executivo teria confirmado pagamento de propina a funcionários públicos no Brasil
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac241672,0.htm


10/09/2008
Investigação liga executivos da Alstom a propina
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac239242,0.htm


31/07/2008
Justiça investiga contrato do Metrô-SP com a Alstom
O maior contrato conquistado pela Alstom para fazer modernização de sistemas de sinalização e telecomunicações, assinado no dia 4 de julho com o Metrô de São Paulo, corre o risco de ser cancelado pela Justiça. A assinatura do documento de R$ 712,3 milhões ($280 milhões) ocorreu em meio a processo investigativo que envolve autoridades do Brasil, da Suíça e da França. A multinacional francesa é acusada de ter organizado esquema de corrupção para conseguir contratos públicos no Brasil entre 1995 e 2003.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac215077,0.htm


04/07/2008
Alstom fecha contrato de 280 mi de euros com Metrô-SP
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac200831,0.htm


01/07/2008
Contrato, mesmo sem licitação, ficou válido por 26 anos
O contrato Gisel (Grupo Industrial para o Sistema da Eletropaulo) foi conquistado em 1983 pelo consórcio formado pela Alstom, Cegelec, ABB e Lorenzetti. Continuou a ser utilizado até 2006
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080701/not_imp198535,0.php


24/06/2008
Alstom girou US$ 31 mi em propina, diz auditoria
Parte desse dinheiro teria ido para integrantes do PSDB de São Paulo entre 1995 e 2003
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080624/not_imp194751,0.php


06/06/2008
Voto de Marinho beneficiou Alstom
Conselheiro do TCE derrubou parecer que considerava ilegal reajuste de contrato entre grupo francês e Eletropaulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080606/not_imp184955,0.php


05/06/2008
Alstom: conselheiro do TCE aprovou aditivo em 3 meses
A análise favorável de um contrato entre a Eletropaulo e a Alstom, em 2001, ganhou fama de ser uma das mais rápidas e o processo mais fino da história do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de São Paulo. Normalmente, um processo de contratação demora, no mínimo, cinco anos para tramitar. Mas esse contrato para refazer o seguro de equipamentos com dispensa de licitação recebeu parecer favorável do conselheiro Robson Marinho em menos de três meses. Na época, os valores eram de R$ 4,8 milhões – atualizados para hoje, praticamente dobram.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac184348,0.htm


03/06/2008
Conselheiro do TCE foi à Copa da França bancado pela Alstom
Robson Marinho, ex-secretário do governo Covas, deu parecer no tribunal sobre contratos que envolviam empresa
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080603/not_imp182925,0.php


03/06/2008
Dono de empresa era secretário de tucano
Ex-secretário de Obras de Robson Marinho quando prefeito de São José dos Campos – em meados da década de 1980 -, Sabino Indelicato aparece nos documentos do Ministério Público da Suíça como dono de uma empresa que teria recebido parte do dinheiro das comissões pagas pelas empresas do grupo Alstom a brasileiros. Trata-se da Acqua Lux, Engenharia e Empreendimentos, localizada na cidade de Monteiro Lobato, de 3,7 mil habitantes, a 28 quilômetros de São José dos Campos
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080603/not_imp182929,0.php


31/05/2008
Offshore MCA concentrou 50% das propinas para tucanos, diz Suíça
Relatório indica que Alstom pagou comissão de 15% para obter contrato com Eletropaulo
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080531/not_imp181642,0.php


31/05/2008
Lei francesa permitia comissões
Uma lei francesa vigente até julho de 2000 permitia que empresas pagassem comissões a funcionários públicos estrangeiros como benefício para a conquista de contratos. A legislação previa até dedução do Imposto de Renda. Em 1997, a Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), sugeriu que os países que a integram eliminassem essa prática.
Três anos depois, a França tornou ilegal o pagamento de suborno a autoridades estrangeiras
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080531/not_imp181619,0.php


31/05/2008
Esquema passava por empresas subcontratadas
Ex-funcionários contam caminho para pagamentos
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080531/not_imp181618,0.php


30/05/2008
Alstom teria pago propina a tucanos usando offshores
Seis empresas offshore, duas das quais controladas por brasileiros, teriam sido utilizadas pela multinacional francesa Alstom para supostamente repassar propinas a autoridades e políticos paulistas entre 1998 e 2001. Os pagamentos seriam feitos com base em trabalhos de consultoria de fachada.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac181222,0.htm


22/05/2008
Depoimentos reforçam elo entre caso Alstom e Brasil
A Justiça da Suíça tomou novos depoimentos que reforçaram evidências de um elo entre as suspeitas de corrupção da Alstom e eventuais esquemas de pagamentos de propinas no Brasil. Nos últimos dias, o Ministério Público em Berna ouviu uma série de pessoas que confirmaram a existência do esquema e decidiu pedir oficialmente colaboração da Justiça brasileira para investigar o caso e ampliar a devassa nos contratos da empresa francesa
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac176595,0.htm


19/05/2008
Caso Alstom entra no jogo de batalhas políticas do País, diz WSJ
Jornal diz que investigação envolvendo a empresa francesa tornou-se o foco das campanhas eleitorais de 2008
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac174989,0.htm


16/05/2008
MPF em SP também vai investigar caso Alstom
O caso Alstom também será alvo de investigação no Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo. O objetivo do procurador do MPF Rodrigo de Grandis, designado para este trabalho, é saber se a empresa de engenharia francesa cometeu os crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro no Brasil. A Alstom já vem sendo alvo de investigação por parte de autoridades da França e Suíça e do Ministério Público Estadual de São Paulo, por suspeição de pagamento de propina para vencer licitações de compra de equipamentos para obras de expansão do Metrô paulista nos anos de 1995 a 2003.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac173938,0.htm


16/05/2008
Alstom vira parte em inquérito na Europa que apura propina
Empresa diz que entrada na investigação das denúncias permite ao grupo francês ter acesso à documentação
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco173785,0.htm


06/05/2008
Suíça investiga propina da Alstom em contratos no Brasil
Gigante de engenharia francesa teria pago US$ 6,8 milhões em propina para obter contrato em metrô de SP
http://www.estadao.com.br/economia/not_eco168033,0.htm


Caso Siemens
- A Siemens é uma empresa multinacional alemã que, entre outras atividades, fabrica e reforma trens e outros equipamentos.
- Esta empresa firmou 122 contratos com o governo do Estado de SP, no valor total de R$ 3 bilhões, durante o período 1995 a 2003.
- Neste período, a Siemens também pagou propinas aos governos Covas e Alckmin, atuando junto com o grupo Alstom.
- O principal contrato se refere a linha da CPTM entre Capão Redondo e Largo Treze, construída entre 2001 e 2005. O valor da obra foi de quase R$ 1 bilhão, recebido pelo consórcio formado pela Alstom e pela Siemens. O valor da propina paga chegou a R$ 80 milhões (8% do valor da obra). O MP Estadual e Federal possui cópia dos contratos entre as operadoras no Uruguai que intermediavam o pagamento da propina para os gestores públicos.
- Estes pagamentos foram realizados através das operadoras Leraway Consulting S/A (Procint projetos e consultoria internacional) e Gantown Consulting S/A (Constech Assessoria e Consultoria Internacional Ltda).
- Essas empresas doaram para a campanha de Alckmin e acompanharam a licitação da Parceria Público Privada da Linha 4 do Metrô de SP.

Ministério Público investiga contratos da Siemens no País
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081218/not_imp295724,0.php


Promotoria apura contratos com governo de SP
http://txt4.jt.com.br/editorias/2008/12/18/pol-1.94.9.20081218.1.1.xml


Alemanha pode colaborar com apuração sobre Siemens
http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL927515-5601,00-ALEMANHA+PODE+COLABORAR+COM+APURACAO+SOBRE+SIEMENS.html


Siemens nega qualquer ação de suborno no País
http://txt4.jt.com.br/editorias/2008/12/18/pol-1.94.9.20081218.2.1.xml




Bloqueando as investigações do Ministério Público (Caso CDHU)


De 1998 a 2009, mais de 3 mil contratos julgados irregulares pelo TCE foram arquivados na Assembléia Legislativa pela base governista, não sendo enviados ao Ministério Público do Estado, que deveria processar os envolvidos e recuperar os recursos para os cofres públicos.
A maior parte destes recursos já não pode mais ser recuperada devido ao “engavetamento” das apurações. O valor total destes contratos irregulares chega a R$ 13,5 bilhões. Grande parte destes contratos irregulares foram firmados através da CDHU, do DER e da DERSA, empresas estaduais.
Diversas empresas privadas que firmaram contratos irregulares com o Estado financiaram as campanhas de Geraldo Alckmin ao governo paulista e a presidência de Republica. Estes contratos chegavam a aproximadamente R$ 800 milhões.
Na CDHU, especialmente nas gestões Goro Hama, Emanuel Fernandes e Barjas Negri, encontramos 631 contratos irregulares, no valor total de R$ 5,6 bilhões. No DER, são 274 contratos irregulares, no valor total de R$ 2,4 bilhões. No DERSA, foram 67 contratos, no valor de R$ 1,65 bilhão. No Metrô, foram 113 contratos irregulares no valor total de R$ 1,23 bilhão.


Justiça determina quebra de sigilo fiscal de filho de Covas
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u464312.shtml


Ex-presidente da CDHU é condenado por enriquecimento ilícito.
http://www.conjur.com.br/2006-mar-22/goro_hama_condenado_enriquecimento_ilicito
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u40588.shtml


Caso Operação Castelo de Areia (caixa 2 tucano)


- A Polícia Federal, através da operação Castelo de Areia, descobriu um esquema de pagamento de propinas a partidos, governos e parlamentares para a aprovação e execução de obras públicas, privatizações e outras operações, principalmente no Estado de São Paulo. O esquema seria gerenciado pela construtora Camargo Correia.
- As planilhas encontradas na construtora revelam que, no auge das privatizações, entre 1995 a 1998, a Camargo Corrêa pagou a políticos dos governos FHC, Covas e Maluf a quantia de R$ 538 milhões.
- As planilhas da operação Castelo de Areia revelam também os seguintes pagamentos de propinas:
- Para Delson José Amador, diretor de engenharia da CESP, que recebeu R$ 2,8 milhões (aproximadamente R$ 7,8 milhões em valores atualizados) entre 1997 e 1998. Atualmente ele é diretor presidente da DERSA e do DER, sendo ‘responsável’ por investimentos de mais R$ 11 bilhões (entre 2009 e 2010)
- Para Paulo Vieira de Souza (Paulo Preto), responsável pela construção do Rodoanel (trecho sul), que recebeu mais de R$ 2 milhões em propinas. Reportagens da imprensa revelam que ele teria ainda desviado mais de R$ 4 milhões da campanha de Serra, sendo também apresentado como pessoa de confiança do candidato ao senado pelo PSDB, Aloysio Nunes.
- Para Walter Feldman, deputado federal pelo PSDB, recebeu R$ 120 mil.
- Para Arnaldo Madeira, secretario da Casa Civil do governo Alckmin e Deputado Federal pelo PSDB, recebeu R$ 215 mil, entre março e abril de 2006.
- Para “Palácio dos Bandeirantes” aparece citação de R$ 45 mil.
- Para Sergio Correia Brasil, diretor do Metrô, recebeu pelo menos R$ 170 mil.
- Para Luiz Carlos Frayze David, sendo ao mesmo tampo réu no processo que pede o ressarcimento de R$ 240 milhões aos cofres públicos, como indenização pela cratera aberta no Metrô de SP em 2007.


Época – 09/12/2009
Castelo de Areia atinge Arruda, secretário de Kassab, dois vereadores paulistanos e um deputado federal
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI109592-15223,00-CASTELO+DE+AREIA+ATINGE+ARRUDA+E+SECRETARIO+DE+KASSAB.html


Saiba mais sobre a Operação Castelo de Areia:
» Filho de ministro de TCU foi intermediário de doações da Camargo Corrêa
»Grampo cita doação de R$ 100 mil a Mendonça Filho (DEM-PE). PMDB teria recebido R$ 300 mil “por fora”
»Camargo Corrêa ajudou Agripino Maia
»Partidos e Fiesp nos papéis da Camargo Corrêa
»Lavagem, doações ilegais a políticos, superfaturamento…
»Um castelo de areia movediça?


Época – 20/12/2009
Os campeões das planilhas (das propinas pagas pela Camargo Corrêa)
Na lista apreendida pela PF na Camargo Corrêa, há dois nomes, entre vários outros citados, que aparecem ligados aos valores mais altos no período de 1995 a 1998.
Benedito Carraro, diretor de planejamento e engenharia da Eletrobrás entre 1995 e 1998, na gestão FHC, ocupa hoje a presidência da Companhia Energética de Brasília (CEB), por nomeação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM). No somatório das planilhas, Benedito Carraro teria recebido US$ 2,5 milhões, que correspondem a R$ 3,2 milhões;
Delson José Amador, diretor de engenharia e planejamento da Cesp entre 1997 e 1999, ex-secretário de Subprefeituras no Município de São Paulo durante as administrações de José Serra e Gilberto Kassab, acumula atualmente a presidência do Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.) e a superintendência do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) em São Paulo, por indicação do governador José Serra, teria recebido US$ 2,3 milhões (R$ 2,8 milhões.)


Clique aqui para conhecer mais detalhes desta reportagem.


Veja Online – 14/05/2010 – Sexta-feira
O ‘homem-bomba’ do tucano Aloysio Nunes
Obs: Com o intutio de minimizar os efeitos da reportagem da revista Época, que circularia no dia seguinte, sábado, 15/5, Serra avalizou a publicação do sítio da Veja, funcionando como uma vacina em relação à publicação da revista Época.
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/homem-bomba-tucano-aloysio-nunes-559591.shtml


Revista Época – 15/05/2010
Apurações da Polícia Federal, constantes no Relatório Final sobre a Operação Castelo de Areia, apontam indícios de pagamentos de propinas pela Camargo Corrêa para tucanos de alta plumagem e fiéis escudeiros de Serra e Alckmin.
Entre vários funcionários dos governos do PSDB em São Paulo que receberam propina, são mencionados nesta reportagem (abaixo reproduzida), as seguintes pessoas:
Arnaldo Madeira, deputado federal Arnaldo Madeira (PSDB-SP), que foi chefe da Casa Civil do governo de São Paulo durante a gestão de Geraldo Alckmin;
Luiz Carlos Frayze David, ex-presidente do Metrô de SP;
Paulo Vieira de Souza, ou simplesmente “Paulo Preto, diretor do Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), o órgão responsável pelo Rodoanel, exonerado no início de abril deste ano.
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI140500-15223,00-ECOS+DO+BURACO+TUCANO.html


Jornal da Record – 21/05/2010
Construtora Camargo Corrêa é acusada de pagar propina a autoridades que se disfarçavam com nomes de bichos
Nomes de bichos constam no relatório final de uma operação da polícia, que investigava a remessa ilegal de dólares para o exterior. E acabou em uma das maiores empreiteiras do Brasil. Os nomes de bichos eram usados para esconder a verdadeira identidade de autoridades acusadas de receber propina para favorecer os negócios da empreiteira
http://noticias.r7.com/videos/construtora-e-acusada-de-pagar-propina-a-autoridades-que-se-disfarcavam-com-nomes-de-bichos/idmedia/f1fcf5f2ad3bf25695486b48a3077259.html


http://www.youtube.com/watch?v=YlCEtw8qnSc&feature=player_embedded


Demitido o responsável pela obra do Rodoanel
http://blogs.estadao.com.br/eduardo-reina/2010/04/16/demitido-responsavel-pela-obra-do-rodoanel/


Jornal da Record – 22/05/2010
2ª reportagem – Operação Castelo de Areia revela como funcionava o esquema de doações para políticos
Após mostrar como a operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, chegou ao caixa dois da construtora Camargo Corrêa. O Jornal da Record revela como funcionava o esquema de doações da construtora para campanhas políticas.
http://noticias.r7.com/videos/operacao-castelo-de-areia-revela-como-funcionava-o-esquema-de-doacoes-para-politicos/idmedia/392a9c7c2cb4d1d1199b2dc8acaab799.html


IstoÉ – 13/08/2010
Um tucano bom de bico levou, pelo menos, R$ 4 milhões do caixa 2 do PSDB
Quem é e como agia o engenheiro Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, acusado por líderes do PSDB de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha.
Até abril deste ano, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo. Ele atuou como diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), estatal paulista responsável por algumas das principais obras viárias do País, entre elas o Rodoanel, empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido. No caso do Rodoanel, segundo um dirigente do PSDB de São Paulo, cabia a Paulo Preto fazer o pagamento às empreiteiras, bem como coordenar as medições das obras, o que, por força de contrato, determina quanto a ser pago às construtoras e quando.
O eventual prejuízo provocado por Paulo Preto pode não se resumir ao caixa da campanha. Um dos desafios imediatos da cúpula tucana é evitar que haja também uma debandada de aliados políticos, que pressionam o comando da campanha em busca de recursos para candidaturas regionais e proporcionais. Além disso, é preciso reconquistar a confiança de eventuais doadores, que se tornarão mais reticentes diante dos arrecadadores do partido.
http://www.istoe.com.br/reportagens/95231_UM+TUCANO+BOM+DE+BICO


Caso Nossa Caixa
- Durante o governo Alckmin (entre 2003 e 2005), o banco estadual Nossa Caixa efetuou gastos com agências de publicidade no valor de R$ 45 milhões sem que os contratos estivessem assinados.Em valores atualizados, estas despesas sem contrato chegam a R$ 90 milhões.
- Mais ainda, denúncias apontaram que deputados da base aliada do governo tucano teriam sido beneficiados na distribuição de recursos para publicidade da Nossa Caixa.
- O Ministério Público Paulista apresentou denúncia e restituição aos cofres públicos de R$ 148 milhões (através de ação distribuída à 12ª. Vara da Fazenda Pública) .
- Principais envolvidos:
Roger Ferreira: assessor especial de Comunicação do governo Alckmin, atuou nas equipes de marketing das campanhas presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e José Serra, chefe da Assessoria de Comunicação da Caixa Econômica Federal, entre 1999 e 2002, assessor de comunicação na Nossa Caixa.
Valdery Frota de Albuquerque: presidente do banco Nossa Caixa à época dos fatos;
Waldin Rosa de Lima: assessor informal da presidência;
Carlos Eduardo da Silva Monteiro: ex-diretor jurídico e ex-presidente;
Jaime de Castro Junior: ex-gerente de marketing do banco;
Empresas de propaganda: Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda., Colucci & Associados Propaganda Ltda.


Banco estatal beneficiou aliados de Alckmin
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u76962.shtml


Sob Alckmin, Nossa Caixa abrigou suspeitos de fraude.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u77772.shtml


Promotoria move ação contra 4 ex-diretores da Nossa Caixa
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u546490.shtml


Demitido em escândalo da Nossa Caixa volta ao governo de SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u90983.shtml


Caso UNIEMP
- O Instituto Uniemp é uma ONG formada pelo ex-reitor da Unicamp Carlos Vogt, atual secretário estadual de Ensino Superior no governo Serra. Essa entidade é mais uma entre vários institutos e fundações que se valem do renome da universidade pública para receber enorme quantidade de recursos públicos.
- De 2001 a 2006 essa entidade firmou diversos contratos sem licitação com o Governo do Estado de SP, no valor total de R$ 90 milhões de reais (valor corrigido) . Quase todas as secretárias de governo contrataram a UNIEMP por dispensa de licitação.
- A Uniemp é o que poderíamos chamar de “superong”, realizando desde serviços de “clipping” para a imprensa oficial do estado até o gerenciamento da construção da fábrica da FURP em Américo Brasiliense.
- O Ministério Público de SP está investigando esta avalanche de contratos com dispensa de licitação.
- Principais envolvidos:
Sérgio Kobayashi: ex-diretor da Imprensa Oficial do Estado e da FDE (Fundação Estadual para o Desenvolvimento da Educação), no governo Alckmin. Quando secretário de comunicação no governo Serra na prefeitura de SP, contratou o Instituto UNIMEP por R$ 1,5 milhão. Sérgio Kobayashi, enquanto presidente da FDE, enviou carta ao presidente desta ONG chamando-o de “meu amigo”. Sergio Kobayashi tem ONG própria – o IPK/Instituto Paulo Kobayashi -, cuja inauguração teve a participação do então prefeito José Serra. Esta ONG recebeu mais de R$ 400 mil do governo do Estado e da Prefeitura de SP nos últimos dois anos. Sérgio Kobayashi torna-se, posteriormente, um dos coordenadores da campanha de Kassab e Serra. Esta situação revela que o governo de SP tornou-se, sob a égide do PSDB, um governo de amigos.
Berenice Giannella: ex-presidente da Funap e atual dirigente da Febem/CASA, realizando contratos sem licitação com a ONG.
Waldir Catanzaro: ex-dirigente do DERSA e diretor financeiro

Governo Alckmin fechou 60 contratos com uma só ONG sem licitação.

http://oglobo.globo.com/sp/mat/2007/03/20/294998550.asp


Contratos sob Alckmin são alvos de investigação.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u90487.shtml


Caso Máfia dos Parasitas

• A Máfia dos parasitas, investigada pelo Ministério Público, superfaturava compras em remédios e outros equipamentos da Saúde.
• Os contratos ultrapassaram R$ 116 milhões, entre 2001 e 2009.
• Esta máfia só começou a ser investigada recentemente, uma vez que uma das empresas envolvidas, a Halex Istar, pertencia à família do senador de Goiás Marcondes Perillo, do PSDB, hoje candidato ao governo goiano.
• Alexandre Bonfim Faria Santos e Leopoldo Soares Piegas, diretor do Hospital Dante Pazzanesi, na cidade de SP, além da sua esposa, Rosângela Lurbe, estariam favorecendo a Unihealth Logística Hospitalar, empresa de Rosângela, que também é candidata a deputada. Esta empresa embalava remédios e foi acusada de desviá-los para vender no mercado negro.
• A Pronto Express, contratada para a distribuição de material hospitalar na prefeitura de São Paulo, na Gestão Serra e Kassab, também faria parte deste esquema e teria ACM Jr. como sócio oculto.


MP estima em R$ 130 mi fraude da máfia dos parasitas

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL927638-5601,00-MP+ESTIMA+EM+R+MI+FRAUDE+DA+MAFIA+DOS+PARASITAS.html


'Parasitas' sugam R$ 130 mi
http://txt4.jt.com.br/editorias/2008/12/18/pol-1.94.9.20081218.3.1.xml


Relator mira em firma de distribuição
http://txt4.jt.com.br/editorias/2008/12/18/pol-1.94.9.20081218.5.1.xml


Estado de S. Paulo - 30/10/2008
Polícia prende quadrilha que desviou R$ 100 mi da saúde
Mafia é responsável por fraudes em centenas de licitações nos principais hospitais públicos de SP, RJ e MG
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac269532,0.htm


Agência Estado - 31/10/2008
Operação Parasitas foi ação do governo de SP, diz Serra
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger270276,0.htm


O Estado de S. Paulo - 31/10/2008
Esquema que tirou R$ 100 mi da saúde tem 5 suspeitos presos
Grupo é acusado de fraudar licitações de hospitais públicos em São Paulo, Rio, Minas e Goiás
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081031/not_imp269992,0.php


O Estado de S. Paulo - 01/11/2008
Prefeitura de São Paulo tem contrato com 5 das 11 empresas
Cinco das 11 empresas fornecedoras de remédios e materiais hospitalares que estão na mira da Operação Parasitas mantêm contratos com a Prefeitura de São Paulo. Juntas, elas tiveram R$ 10,6 milhões empenhados (dinheiro reservado no Orçamento) desde o início da gestão, em 2005, quando o prefeito ainda era o governador José Serra (PSDB).
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081101/not_imp270573,0.php


Agência Estado - 11/11/2008
Operação Parasitas derruba diretor de hospital de SP
O secretário da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, determinou o afastamento preventivo do cardiologista Leopoldo Soares Piegas da direção técnica do departamento de saúde do Instituto Dante Pazzanese
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac275798,0.htm


Agência Estado - 13/12/2008 -
Promotor acusa 13 de integrar máfia dos parasitas
http://www.estadao.com.br/geral/not_ger293310,0.htm


Jornal da Tarde - 16/12/2008
Empresa baiana entra na mira
Pronto Express, contratada para a distribuição de material hospitalar, teria ACM Jr. como sócio oculto
http://txt.jt.com.br/editorias/2008/12/16/pol-1.94.9.20081216.1.1.xml


21/12/2008
Parasitas: MP acusa empresa de produzir editais
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac297258,0.htm


Folha de S. Paulo - 14/08/2009
Empresas acusadas de fraude na saúde "somem" de investigação
Quase um ano após terem sido apontadas pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público como suspeitas de encabeçar um esquema de fraude em licitações na saúde, não há nenhuma investigação policial ou processo em andamento atualmente contra duas empresas do setor hospitalar
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u609482.shtml


Folha de S. Paulo - 21/08/2009
Sumiço de nomes em investigação é apurado http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u612920.shtml


Caso Nossa Caixa Seguros e Previdência.

• A justiça paulista investiga tráfego de influências de Ruy Martins Altenfelder na venda do patrimônio público da Nossa Caixa Seguros e Previdência para a empresa privada Mapfre Vera Cruz Seguros.
• Ruy Altenfelder foi ex-secretário de Ciência e Tecnologia do governo Alckmin e membro do Conselho Diretor do Programa Estadual de Desestatização (PED) ao mesmo tempo em que era membro do Conselho de Administração da Mapfre Vera Cruz Seguradora.
• Um documento assinado por Wilson Toneto, diretor da empresa, confirma o vínculo de Ruy Martins Altenfelder.
De forma suspeita, foi esta empresa espanhola que adquiriu a subsidiária Nossa Caixa Seguros e Previdência, em um leilão ocorrido em maio de 2005.


Ex-secretário de Alckmin é acionista de empresa que comprou subsidiária

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=10258&alterarHomeAtual=1


Caso Detran de SP

• Esquema de desvio de recursos do DETRAN de SP chega a R$ 40 milhões durante os governos Alckmin e Serra, segundo o jornal ‘O Estado de SP”.
• As empresas Cordeiro Lopez e Centersystem são denunciadas por superfaturar o preço do emplacamento de carros em até 200%, além de serem controladas por ‘laranjas’. Esta denúncia se soma à de fraude na emissão de carteira de motoristas.

Rombo pode alcançar R$ 2 bilhões.http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101008/not_imp622116,0.php

Mais um escândalo no Detran

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100623/not_imp570757,0.php


Promotoria apura suspeita de desvio de 40 milhões do DETRAN de SP
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u659978.shtml


Caso IDELT.

• O IDELT (Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente) é uma ONG que possui dezenas de contratos com o governo do Estado e prefeituras tucanas, atuando em diversas áreas de prestação de serviços, firmando contratos com dispensa de licitação.
• Suspeitas de favorecimento na contratação de serviços da entidade com dispensa de licitação fizeram com que o Ministério Público de SP, através da Promotoria de Justiça e Cidadania, abrisse investigações sobre os contratos firmados pelo governo do Estado e Prefeituras com o IDELT.


• Principais envolvidos:
Os sócios fundadores do IDELT são:
Alberto Goldman: vice-governador de Serra e atual governador de São Paulo;
Tomás de Aquino Nogueira Neto: atual presidente da DERSA;
Frederico Bussinger: ex-secretário municipal de transporte na capital na gestão Serra e atual presidente da Companhia Docas de São Sebastião;
Vera Bussinger: esposa de Frederico Bussinger e atual presidente da entidade.


Mulher de assessor de Serra ganha contrato

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u119392.shtml


MP investiga contratos suspeitos do governo estadual
http://sptv.globo.com/Sptv/0,19125,LPO0-6147-20071022-306928,00.html


MP apura favorecimento do governo a ONG ligada a tucanos
http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2007/10/22/mp_apura_favorecimento_do_governo_a_ong_ligada_a_tucanos_1053987.html

Caso de desvios nos presídios

• O Ministério Público investiga denúncias sobre entidades/ONG´s que administram presídios (tais com a APAC/ Associação de Proteção e Assistência ao Condenado). Na gestão Alckmin, estas entidades teriam cometido crimes como o faturamento de serviços não realizados, a distribuição de alimentação para presos que estavam soltos e a compra de automóveis com recursos de convênios. Estima-se que os desvios foram da ordem de R$ 30 milhões.


MP investiga desvio de verbas de ONGs em presídios

http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/12/05/286900186.asp


Caso Instituto Japi/Terra da UVA

• O Instituto Japi/Terra da Uva é uma faculdade localizada no município de Jundiaí, pertencente à ex-Secretária de Educação do governo Covas, Sra. Rose Neubauer, e do Secretario de Comunicação do Governo Serra, Sr. Hubert Alquéres, (atual diretor da Imprensa Oficial do Estado).
• Este Instituto recebeu do Estado de SP mais de R$ 600 mil para cursos de qualificação para professores da rede pública e mais de R$ 330 mil pra o Programa Escola da Família, sendo este último por dispensa de licitação.
O fato de um secretário de Estado ser dono de uma instituição que recebe recursos do próprio Estado fez com que o Ministério Público do Estado abrisse investigação sobre os contratos. O sr. Alquéres foi afastado da Secretaria de Comunicação, mas continua na Imprensa Oficial do Estado.


MP investiga contratos na educação com empresa de secretário estadual.

http://aprendiz.uol.com.br/content/hithiwrubr.mmp


Caso SPA Chan´tao

• O SPA Chan´tao é uma pousada pertencente ao acupunturista do ex- governador Alckmin, localizada na Serra do Japi, no município de Jundiaí.
• Neste SPA, durante o governo Alckmin, mais de 2.000 professores da rede pública estadual fizeram cursos de capacitação. As diárias dos professores foram pagas com dinheiro público pelos dirigentes da Secretaria de Educação através de cartão de débito do Estado.
• O filho do governador e a filha do acupunturista eram sócios em uma empresa que vendia ervas medicinais, plantadas no SPA.
• Além disso, estatal do governo estadual fez publicidade na revista Chan Tao promovendo o governo Alckmin.
• Calcula-se que a Secretaria de Educação do Estado pagou ao SPA, aproximadamente, R$ 1,3 milhões (em valores corrigidos).

Estatal banca revista que promove Alckmin.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u77210.shtml


Filhos de Alckmin e acupunturista são sócios.
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI957775-EI306,00.html


Caso FDE/ Massafera

• O Tribunal de Contas do Estado apontou diversas irregularidades na licitação e na execução de obras em escolas estaduais contratadas pela FDE/Fundação para o Desenvolvimento da Educação.
• Estão envolvidas nestas irregularidades duas empresas da família do deputado estadual tucano Roberto Massafera.
• As empresas Massafera e Lacon, pertencentes a dois irmãos do deputado – Luiz Antônio e Carlos Eduardo – possuem 27 contratos com o governo paulista (na gestão Serra) que somam R$ 67,7 milhões. As empresas atendem no mesmo endereço na cidade de Araraquara, centro-oeste paulista, onde fica a base eleitoral do parlamentar.
Há, até o momento, 10 contratos julgados irregulares pelo TCE, que alcançam o valor total de R$ 23,6 milhões. Existem ainda outros 4 contratos com indícios de irregularidades no valor de R$ 5,2 milhões.


Firmas ligadas a tucano levam R$ 67 milhões

http://txt.jt.com.br/editorias/2010/03/22/pol-1.94.9.20100322.1.1.xml


Caso CTIS (relações do “mensalão do DEM ” com São Paulo)

• Muitos são os pontos de contato entre as empresas que operavam o chamado “mensalão do DEM e PSDB”, no Distrito Federal, sob o comando do governador Arruda,/Roriz e os governos Kassab e Serra, na prefeitura de São Paulo e no governo do Estado.
• A CTIS, uma das empresas do esquema e citada na CPI, tem contratos com os governos de Arruda/Roriz, Kassab e Serra para alugar computadores e periféricos para a educação.
• Os contratos da CTIS com o Estado de São Paulo, no governo Serra, somam mais de R$ 800 milhões.
• Principais envolvidos:
Martus Tavares, ex-ministro no governo FHC e ex-secretário de Planejamento no governo Alckmin.
Luiz Fernando Gusmão Wellisch, ex-secretario de Finanças no governo Kassab.
Outras empresas envolvidas do cartel do setor de informática (Poliedro, Politec e Linknet) tem contratos com o governo do Estado de SP no valor total de R$ 150 milhões.


CTIS tecnologia é alvo de escândalo no governo de SP.

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=18826&sid=11


FDE/SP emite compra de PC’s, mesmo com decisão do TCE de auditar contrato
http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=18835&sid=11

Caso Unirepro (relações do “mensalão do DEM ” com São Paulo)

• A Unirepro é mais uma empresa envolvida no ‘mensalão do DEM’, responsável por serviços de Xerox. Citada na CPI, mantinha contratos com o governo Arruda/Roriz no Distrito Federal e com o governo Serra em São Paulo.
• Os contratos com o governo paulista chegam a mais de R$ 36 milhões.
Segundo denúncias, esta empresa seria responsável por desviar recursos para financiar a campanha de Roberto Freire (PPS) a deputado federal por São Paulo.


Kassab pagou R$106,9 milhões a empresas do escândalo.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091202/not_imp475375,0.php
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/12/02/kassab-pagou-106-9-mi-empresas-do-escandalo-246395.asp


Empresa do mensalão de Arruda é investigada em SP
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_Canal=1&cod_Publicacao=30917

Caso Rodoanel - trecho oeste (caso Suzane Von Richtofen)
• O Rodoanel - trecho oeste - deveria custar R$ 339 milhões, mas consumiu mais de R$ 1 bilhão em obras e indenizações por desapropriação. Um aumento dos custos de mais de 70% em relação ao valor original.
• Manfred Von Richtofen, assassinado pela filha Suzane Von Richtofen e pelos irmãos Cravinhos, era diretor do dersa e um dos responsáveis principais pela obra do Rodoanel.
• O Ministério Público Estadual e Federal investigam a possibilidade de existirem contas de Manfred no exterior com recursos oriundos do superfaturamento do Rodoanel.
• As motivações do assassinato de Manfred, até aqui divulgadas, seriam apenas por motivo banal, mas o acesso aos recursos destas contas no exterior poderiam representar o real motivo deste caso.
• Mais ainda, causa estranheza o fato do procurador da Dersa e maior amigo de Manfred, o sr. Denivaldo Barni Jr., atuar como advogado de defesa de Suzane e tutor da mesma. Mais ainda, cabe lembrar que Suzane recebeu defesa jurídica por uma equipe grande de advogados, pagos por Barni.

MP apura conta de Suzane von Richthofen na Suíça
http://noticias.terra.com.br/brasil/casorichthofen/interna/0,,OI1199949-EI6792,00.html

Caso Rodoanel – trecho sul

• Em abril de 2007, uma alteração no contrato de construção do Rodoanel – trecho sul - permitiu que as empresas contratadas recebessem o valor total contratado mesmo que a obra alcançasse um valor menor ao seu final.
• Como resultado, as empresas começaram a reduzir custos com vigas e pavimento.
• A queda da viga do rodoanel reflete os resultados desta economia. O pavimento asfáltico utilizado no trecho sul, diferentemente do pavimento rígido de concreto utilizado no trecho oeste, barateou em aproximadamente 30% o seu custo inicial, mas sua durabilidade também é bem menor.
• O Tribunal de Contas da União também apontou que várias pontes e viadutos que constavam do projeto da obra não foram realizados, tudo para reduzir o custo da obra e aumentar o lucro das empreiteiras.
• A imprensa publicou que a obra do rodoanel sul ficou em aproximadamente R$ 5,3 bilhões, mas segundo a auditoria do TCU a obra originalmente estava orçada em R$ 3,9 bilhões, um crescimento de R$ 1,4 bilhões, ou 35% frente ao preço projetado inicialmente.
A obra também foi inaugurada inacabada e sem sinalização, para que o governador Serra pudesse apresentá-la antes de sair do governo. Este fato implicou na ocorrência de acidentes e na aplicação de multas irregulares .


Obra do Rodoanel foi alterada para cortar custos

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-mudanca-nos-contratos-do-rodoanel#more

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u652599.shtml


TCU vê possível superfaturamento em obras do rodoanel
http://www.abril.com.br/noticias/brasil/tcu-ve-possivel-superfaturamento-obras-rodoanel-339650.shtml


Dois anos de atraso para o rodoanel
http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2010/03/30/com-dois-anos-de-atraso-serra-inaugura-trecho-sul-do-rodoanel-em-sua-ultima-acao-no-governo-de-sp.jhtm


Laudo aponta falhas na execução no Rodoanel
http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=246282


http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/imprensa/noticias/repositorio_noticias/Acordo%20com%20Minist%C3%A9rio%20P%C3%BAblico%20para%20obras%20no%20rodoanel%20de%20S

Caso corrupção no comando da Polícia Paulista na gestão Serra

Durante os primeiros anos do governo Serra, a cúpula da polícia paulista acabou envolvida em uma sucessão de escândalos. Foram eles:
1) pagmento de propina a políciais civis pela máfia de caça-níqueis;
2) achaques do delegado Porrio ao megatraficante Juan Carlos Abadia;
3) policiais envolvidos em grupo de extermínio acusados de matar o coronel José Hermínio Rodrigues;
4) achaques da polícia ao PCC;
5) a máfia do Detran;
6) uso irregular da verba secreta da polícia;
7) venda de cargos na polícia;
8) grupo de extermínio da PM batizado de "highlanders";

Sucessão de escândalos de corrupção na cúpula da polícia paulista nos dois primeiros anos da gestão Serra
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,marzagao-enfrentou-10-crises-em-pouco-mais-de-2-anos-no-cargo,340785,0.htm

MP investiga venda de cargos na polícia paulista.
http://www.band.com.br/jornaldanoite/conteudo.asp?ID=129878

MP tem novas provas de venda de cargos dentro da polícia civil de SP
http://oglobo.globo.com/sp/mat/2009/03/11/mp-tem-novas-provas-de-venda-de-cargos-dentro-da-policia-civil-de-sp-754794458.asp

Denúncia de achaques derrubam secretário adjunto
http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,denuncia-de-achaque-de-policiais-derruba-secretario-adjunto,168208,0.htm

Policiais acusados de sequestro e achaque à cúpula do PCC.
http://www.jt.com.br/editorias/2008/05/01/ger-1.94.4.20080501.20.1.xml

Ex-secretário ordenou volta de policiais suspeitos às ruas.
http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL455698-5605,00.html

A POLÍCIA CIVIL TEM DOIS INIMIGOS: OS MARGINAIS E O PSDB - Candidato suspeito de ligação com o PCC dá assistência jurídica a presos

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02/10/2010 – 07h00


ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO
A Polícia Civil de SP detectou nos últimos dias que o ex-detento e candidato a deputado federal pelo PSC (Partido Social Cristão) Claudinei Alves dos Santos, 30, o Ney Santos, ajuda a prestar assistência jurídica para presos no Estado de São Paulo.
Ney Santos é acusado pela polícia de usar uma rede de 13 postos de combustível, uma ONG e uma factoring para lavagem de dinheiro e de ter elo com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
A polícia descobriu que Ney Santos ajuda presos com assistência jurídica quando quatro homens foram presos na tarde do dia 27, na zona oeste de São Paulo, sob a acusação de roubar a casa de Messias Candido da Silva, ex-prefeito de Cajamar (Grande SP). O roubo ocorreu dia9. 
Os quatro presos contaram com a ajuda de um motorista da Prefeitura de Cajamar no roubo. O motorista passou detalhes sobre a rotina do ex-prefeito e, até ser descoberto, também ajudava a tramar um outro roubo contra uma vereadora da cidade.
Depois da prisão dos quatro acusados, Santos foi procurado para enviar advogados para defendê-los.
Desde o dia 14, quando a Polícia Civil, fez uma operação contra Santos, a reportagem pede uma entrevista com o candidato a deputado federal, mas ele não fala.
O advogado de Santos, Francisco Assis Henrique Neto Rocha, disse que seu cliente é inocente e não tem ligações com o PCC.
Segundo Rocha, as acusações da polícia contra seu cliente são “atos desesperados por nada ter sido achado contra ele e também porque Santos será eleito como deputado federal”.
A análise inicial dos documentos apreendidos dia 15 pela Polícia Civil na operação contra Santos apontou que ele movimenta R$ 6 milhões por mês com sua rede de postos de combustível.
Desde quando saiu da prisão, Santos juntou, segundo a polícia, patrimônio de mais de R$ 100 milhões. O candidato teve todos os seus bens bloqueados por ordem da Justiça, inclusive uma Ferrari de R$ 1,4 milhão, por ser suspeito de usar “laranjas” no seu esquema.
PENITENCIÁRIAS
A Polícia Civil também sabe que Santos e seus assessores políticos têm preparado uma mobilização nas penitenciárias paulistas. O objetivo dele é conseguir apoio para receber votos dos parentes dos detentos no domingo.
A campanha de Santos mapeou todas as prisões e as dividiu por região do Estado para saber onde tem chance de obter mais votos e para melhorar o desempenho nas áreas onde ele não conseguiu ter parcerias políticas.
COMPRA DE VOTOS
A Justiça Eleitoral de São Paulo analisa desde sexta-feira (24) uma denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral contra Santos por oferecimento de vantagem em troca de votos.
Segundo a denúncia, Santos teria ofereceu vale-combustível em troca de votos, quando participou de um churrasco, no último dia 12, realizado em creche conveniada da Prefeitura de São Paulo, na zona Sul da capital.
O local fica a 900 metros de um posto de combustível que pertence ao candidato e a um sobrinho dele.
O candidato tem dez dias para apresentar sua defesa. Após análise da defesa, o juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Aloísio Sérgio Rezende Silveira, confirmará ou rejeitará a denúncia.
Terça-feira, uma mulher e um adolescente, de 17 anos, foram presos sob a acusação de traficar drogas em Embu, um dos focos políticos de Santos. Com a droga apreendida, guardas municipais encontraram “santinhos” de Santos e, segundo os dois presos, o material era entregue a quem comprava drogas com ambos.
A mulher presa disse à polícia que recebia R$ 40 e também uma cesta básica para distribuir os panfletos aos usuários de droga.
SALVO-CONDUTO
Santos foi considerado foragido da Justiça entre os dias 17 e 23 deste mês, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo concedeu a ele um salvo-conduto, em um pedido de habeas corpus.
No dia 17, Santos teve a prisão temporária decretada _por cinco dias. De acordo com o TJ, Santos não pode ser preso por causa da lei que impede a prisão de pessoas até 48 horas depois do encerramento da votação de 3 de outubro.
Caso não consiga revogar a prisão temporária, Santos voltará ser considerado foragido às 17h de terça-feira (5).
ALIANÇAS INUSITADAS
Mesmo acusado pela polícia de vender combustível adulterado, Santos conseguiu firmar uma “dobrada” política com o candidato a deputado estadual Alcides Amazonas, do PC do B, ex-vereador de São Paulo.
De 2005 a abril deste ano, Amazonas foi chefe de fiscalização da ANP (Agência Nacional de Petróleo) e tinha como missão combater a venda de combustível adulterado no Estado e essa é sua principal bandeira política para chegar à Assembleia.
Em um material impresso da campanha de Santos, Amazonas afirma que, “durante mais de dez anos à frente da ANP tive que lacrar centenas de postos da gasolina que vendiam combustível, mas jamais encontrou qualquer irregularidade nos postos de propriedade de Ney [Santos]“.
Ao ser questionado pela Folha, Amazonas disse não saber que Santos era dono de postos de combustível, que não sabia que o aliado político suspeito de ligação com o PCC e que já desfez a “dobrada” política com ele.
Outro político que fazem “dobrada” com Santos é o deputado estadual e Said Mourad, também do PSC e membro da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de SP. Procurado, Mourad não atendeu ao pedido de entrevista.
Hoje, um dos aliados políticos Santos é Quinzinho Pedroso, candidato a deputado estadual pelo PDT e ex-prefeito de Cotia (Grande SP), já investigado pela PF suspeito de desviar verbas públicas.
Um dos assessores de Pedroso, Maurício André, disse que o candidato não sabia dos possíveis problemas criminais de Santos e que o ex-prefeito tem outras 40 “dobradas” políticas.
PROTEÇÃO POLICIAL
O investigador Luis Fernando Ferreira de Souza, conhecido como Fernandinho e que atua na 2ª Delegacia Seccional Sul, uma espécie de central da Polícia Civil em parte da região sul de São Paulo, foi identificado como um dos homens que fazem a escolta pessoal de Santos.
Souza, que está em férias desde agosto, distribui santinhos com sua foto e a do candidato, a quem declara apoio. o policial não foi localizado pela reportagem. Ele é investigado pela Corregedoria Geral da Polícia Civil.
Dois outros policiais civis são ligados a Santos. Um deles, conhecido como Bico, fez um churrasco semana passada em Juquitiba (Grande SP) para impulsionar a campanha do candidato. O outro é conhecido como Sapão e apareceu na contabilidade de Santos, com um valor de R$ 500 anotado ao lado de seu apelido.
O nome do candidato Quinzinho Pedroso aparece na contabilidade da campanha de Santos registrada em junho deste ano como tento recebido R$ 48 mil.
Ao longo de quinta-feira (30), fiscais da Secretaria da Fazenda e peritos forenses investigaram computadores de Santos apreendidos pela polícia na operação do dia 14.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Escândalos que a Veja não deu 2: o Caso Nossa Caixa.

Durante o governo Alckmin (entre 2003 e 2005), o banco estadual Nossa Caixa efetuou gastos com agências de publicidade no valor de R$ 45 milhões sem que os contratos estivessem assinados. Em valores atualizados, estas despesas sem contrato chegam a R$ 90 milhões.


Denúncias apontaram que deputados da base aliada do governo tucano teriam sido beneficiados na distribuição de recursos para publicidade da Nossa Caixa.


O Ministério Público Paulista apresentou denúncia e restituição aos cofres públicos de R$ 148 milhões (através de ação distribuída à 12ª. Vara da Fazenda Pública).


Principais envolvidos:


Roger Ferreira: assessor especial de Comunicação do governo Alckmin, atuou nas equipes de marketing das campanhas presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e José Serra, chefe da Assessoria de Comunicação da Caixa Econômica Federal, entre 1999 e 2002, assessor de comunicação na Nossa Caixa.


Valdery Frota de Albuquerque: presidente do banco Nossa Caixa à época dos fatos;


Waldin Rosa de Lima: assessor informal da presidência;


Carlos Eduardo da Silva Monteiro: ex-diretor jurídico e ex-presidente;


Jaime de Castro Junior: ex-gerente de marketing do banco;


empresas de propaganda: Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda., Colucci & Associados Propaganda Ltda.


(segue abaixo algumas matérias jornalísticas publicadas pela imprensa sobre o assunto)



Banco estatal beneficiou aliados de Alckmin
26/03/2006
FREDERICO VASCONCELOS - Folha de S.Paulo
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) direcionou recursos da Nossa Caixa para favorecer jornais, revistas e programas de rádio e televisão mantidos ou indicados por deputados da base aliada na Assembléia Legislativa.
Documentos obtidos pela Folha confirmam que o Palácio dos Bandeirantes interferiu para beneficiar com anúncios e patrocínios os deputados estaduais Wagner Salustiano (PSDB), Geraldo "Bispo Gê" Tenuta (PTB), Afanázio Jazadji (PFL), Vaz de Lima (PSDB) e Edson Ferrarini (PTB).
A cúpula palaciana pressionou o banco oficial para patrocinar eventos da Rede Vida e da Rede Aleluia de Rádio. Autorizou a veiculação de anúncios mensais na revista "Primeira Leitura", publicação criada por Luiz Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações no governo Fernando Henrique Cardoso. Ele é cotado para assessorar Alckmin na área econômica. Recentemente, a Quest Investimentos, empresa de Mendonça de Barros, foi escolhida para gerir um novo fundo da Nossa Caixa.
O banho de ética anunciado pelo candidato tucano à Presidência da República torna-se uma ducha de água fria com o resultado de uma auditoria na área de publicidade da Nossa Caixa, que revela o descontrole nas contas, e com a investigação, pelo Ministério Público do Estado, a partir de denúncia anônima, sobre o uso político-partidário do banco oficial.
Entre setembro de 2003 e julho de 2005, as agências de propaganda Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. e Colucci Propaganda Ltda. continuaram prestando serviços sem amparo legal, pois o banco não renovara os contratos, conforme a Folha revelou em reportagem de dezembro último. O caso está sendo apurado pelo promotor de Justiça da Cidadania Sérgio Turra Sobrane.
Ao analisar 278 pagamentos às duas agências no período em que operaram sem contrato --no total de R$ 25 milhões--, a auditoria interna apontou irregularidades em 255 operações (91,73%).
Não foram localizados documentos autorizando pagamentos que somavam R$ 5,1 milhões. Em 35% dos casos, não havia comprovantes da realização dos serviços. Em 62,23%, os pagamentos não respeitaram o prazo mínimo legal de 30 dias. O patrocínio de campanhas de marketing direto era autorizado verbalmente.
A responsabilidade por esses pagamentos é atribuída ao ex-gerente de marketing Jaime de Castro Júnior, 48, ex-auditor do banco, com 28 anos de casa. Ele admitiu ter liberado pagamentos em valores acima dos limites que podia autorizar e, a partir de 2002, sem ter procuração para tal. "Reafirmo que assumi a responsabilidade pela liberação dos pagamentos, dados sua urgência e os interesses da instituição", afirmou à comissão de sindicância.
Ele foi demitido por justa causa, em dezembro, pelo presidente do banco, Carlos Eduardo Monteiro, sob a acusação de "mau procedimento", "desídia" e "indisciplina". O ex-presidente do banco Valdery Frota de Albuquerque também foi responsabilizado.

Pressões
Por entender que a comissão de sindicância poupou outros envolvidos, inclusive o presidente do banco, o ex-gerente preparou um relatório de 42 páginas em que revela outras irregularidades e as pressões que recebeu do Palácio dos Bandeirantes. "Houve atendimentos a solicitações de patrocínio e mídia, de deputados estaduais da base aliada, nas ocasiões de votação de projetos importantes para o governo do Estado", afirma Castro Júnior nessa peça.
O ex-gerente explicitou: "Por ser um órgão do governo do Estado, a pressão de cunho político para liberação de anúncios, verbas para eventos e patrocínios sempre foi muito forte. Fosse através da Secretaria da Comunicação, diretamente por deputados, vereadores, secretarias de Estado, do gabinete do governador, para atendimentos de natureza política, para sustentação da base política do governo do Estado".
Há suspeitas de que o esquema envolve outras empresas do Estado. Consultadas, Sabesp, Prodesp, CDHU e Dersa não responderam questionário da Folha.
O direcionamento da publicidade pelo Palácio dos Bandeirantes veio à tona com a quebra de sigilo da correspondência (e-mails) de Castro Júnior, autorizada pela direção do banco nas investigações.
Essa troca de mensagens indica que as determinações para a veiculação de interesse dos tucanos partiram do assessor especial de Comunicação do governo do Estado, jornalista Roger Ferreira.
Ele atuou nas equipes de marketing das campanhas presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e José Serra. Foi chefe da Assessoria de Comunicação da Caixa Econômica Federal, entre 1999 e 2002, na gestão de Valdery Frota de Albuquerque, que o levou para assessorá-lo na Nossa Caixa.



Jornada dupla
Antes de trabalhar com Alckmin no Palácio dos Bandeirantes, Ferreira foi assessor da presidência da Nossa Caixa, entre março e outubro de 2003. Recebia R$ 17 mil mensais, salário superior ao do presidente do banco. O jornalista foi contratado pela agência Full Jazz, empresa cujos serviços deveria controlar. A agência pagava a Ferreira, que fornecia nota fiscal da RF Produções e Editora Ltda., com sede em São Lourenço da Serra (SP).
A agência cobrava esses "serviços" do banco, com acréscimo de 10% a título de honorários. Trata-se de forma de driblar a legislação que veda a contratação sem licitação de serviços de publicidade e divulgação.
Segundo Castro Júnior, "a partir de sua contratação, o sr. Roger Ferreira passou a manter estreito relacionamento com as duas agências de propaganda, por ordem da presidência, coordenando as ações de marketing, notadamente aquelas pertinentes a campanhas e anúncios na mídia".
"Ele não poderia jamais ser contratado pela agência. Houve uma ilegalidade", diz o advogado Toshio Mukai, especialista em contratos e licitações públicas. Com a saída de Ferreira, Monteiro determinou a contratação da jornalista Shirley Emerich, para substituí-lo, no mesmo esquema da Full Jazz e o mesmo salário. Ela deixou a Nossa Caixa em julho de 2005, com o rompimento do contrato com a agência. Castro Júnior diz que não havia rubricas contábeis específicas para os pagamentos mensais dessas contratações.



Sob Alckmin, Nossa Caixa abrigou suspeitos de fraude.
23/04/2006
FREDERICO VASCONCELOS e ROGÉRIO PAGNAN
Folha de S.Paulo
A diretoria da Nossa Caixa nomeada pelo ex-governador Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, abrigou executivos e assessores acusados de supostas irregularidades e fraudes em licitações na administração de outros bancos oficiais durante o governo FHC.
A Nossa Caixa é investigada pelo Ministério Público estadual por suspeita de direcionamento de recursos de publicidade pelo Palácio dos Bandeirantes para favorecer deputados da Assembléia Legislativa de São Paulo, conforme a Folha revelou na edição de 26 de março passado.
A investigação poderá apontar a semelhança entre atos praticados por diretores e ex-assessores do banco estadual investigados em irregularidades na Caixa Econômica Federal, comparação feita por deputados de oposição na Assembléia Legislativa.
Geraldo Alckmin e o atual presidente do banco estadual, Carlos Eduardo Monteiro, dizem considerar "absurda" essa comparação. Em entrevista anterior, Alckmin disse que os R$ 43 milhões gastos com publicidade sem amparo legal seriam um "erro formal".



Chefe-de-gabinete
Um desses assessores sob suspeita é o ex-presidente do Banco do Estado de Goiás Waldin Rosa de Lima. Inabilitado pelo Banco Central para dirigir instituições financeiras, por conceder empréstimos sem cumprir as normas bancárias, ele atuou em 2003 como chefe-de-gabinete do então presidente da Nossa Caixa Valdery Frota de Albuquerque.
Lima só conseguiu se livrar dessa penalidade do BC em janeiro de 2004, quando o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, o "Conselhinho" --órgão paritário formado por membros do governo e do mercado--, transformou a punição em arquivamento. Não há registro da entrada e da saída desse funcionário.
O assessor especial não tinha registro formal nos quadros da Nossa Caixa, mas possuía senha de acesso ao sistema de dados do banco.
Acompanhava o andamento de contratos com as agências de propaganda, caso sob investigação pelo promotor da Cidadania Sérgio Turra Sobrane.
Funcionários da Nossa Caixa desconheciam quem remunerava Lima e Elmar Gueiros, outro assessor especial de Albuquerque, também punido pelo BC, com multa, por supostas irregularidades na alienação de bens.
O atual presidente da Nossa Caixa diz que o banco não remunerava os dois assessores. Na sua visão, Lima era um "chefe-de-gabinete informal". "Eles foram trazidos por Valdery. Eles não eram remunerados pelo banco. Não tenho a menor idéia se eles receberam remuneração", afirmou Carlos Eduardo Monteiro.
Formalmente, porém, o assessor especial de Albuquerque chegou a ser apresentado a desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo como o chefe-de-gabinete da presidência.
Lima também foi citado em relatório final da CPI do Narcotráfico. O ex-presidente do banco de Goiás teria dificultado o trabalho da comissão ao retardar o envio de informações de investigados que tiveram quebra de sigilo.



Prevaricação e improbidade
Outro executivo sob suspeição na equipe da Nossa Caixa, que atuou tanto na gestão de Albuquerque quanto na de Monteiro, é o ex-diretor de rede e distribuição do banco paulista Luiz Francisco Monteiro de Barros Neto. Ele foi acusado pela CPI dos Bingos por prevaricação, improbidade administrativa e crimes contra o procedimento licitatório nos contratos com a GTech, quando foi vice-presidente da CEF.
Barros Neto deixou a diretoria do banco em fevereiro deste ano, após ter seu indiciamento recomendado no relatório parcial da CPI dos Bingos. Ele é citado, com mais 16 pessoas, por permitir que a GTech prestasse serviços diversos à CEF por mais de oito anos sem participar de licitação.
O ex-diretor do banco impetrou mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal, com pedido de liminar, para retirar seu nome do relatório da CPI dos Bingos, mas seu pedido foi negado pelo ministro Carlos Ayres Britto.
Entre 1997 e 2004, segundo o Tribunal de Contas da União, as irregularidades nos contratos entre a CEF e GTech provocaram um prejuízo aos cofres públicos de R$ 433 milhões.



Loterias
Barros Neto foi superintendente Nacional de Loterias da CEF. O grande filão nesse mercado são os chamados "correspondentes bancários": a terceirização, com transferência de serviços, por exemplo, para casas lotéricas. Além das loterias, essas redes privadas são remuneradas pelo recebimento de contas de serviços públicos, como água e luz.
O relatório da CPI dos Bingos diz que a GTech e o empresário de jogos Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, mantinham "negociações de parceria" para atuar nos mercados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.
Em novembro de 2003, Albuquerque deixou a presidência da Nossa Caixa, "por motivos profissionais", segundo o banco. Foi contratado pelo Unibanco, que pretenderia romper o monopólio da CEF no setor de lotéricos, iniciativa que teria sido frustrada pela resistência do banco federal e pela eclosão do escândalo envolvendo Cachoeira e Waldomiro Diniz, ex-assessor especial do ex-ministro José Dirceu, então chefe da Casa Civil do governo Lula. O Unibanco não comenta.
Albuquerque foi presidente da Caixa Econômica Federal e trouxe vários ex-diretores para compor a sua equipe na Nossa Caixa. Por entender que o banco estadual teria praticado irregularidades semelhantes às atribuídas à CEF pela CPI dos Bingos, o deputado Romeu Tuma Jr. (PMDB), corregedor da Assembléia Legislativa, pretende enviar cópia da sindicância à Câmara Federal.
O objetivo é tentar a reconvocação de Albuquerque e Barros Neto pela CPI dos Bingos e romper a barreira da base aliada do governo paulista, que impede a constituição de Comissão Parlamentar de Inquérito em São Paulo para investigar a Nossa Caixa.
"Vejo uma continuidade do que aconteceu antes na Caixa Econômica Federal", diz Tuma Jr. O deputado acredita que a forma de atuação da CEF e da Nossa Caixa guardaria semelhanças: trocas de advogados para substituir pareceres em licitações suspeitas na área de informática, falta de controle nos contratos e aditivos ilegais para elevar preços e favorecer empresas prestadoras de serviços.
"Vislumbro algumas irregularidades significativas que merecem comunicação imediata e providências da alçada do Banco Central", diz o deputado.



Promotoria move ação contra 4 ex-diretores da Nossa Caixa
06/04/2009
FREDERICO VASCONCELOS - Folha de S.Paulo



A Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo moveu ação de improbidade contra quatro ex-diretores da Nossa Caixa, entre os quais dois ex-presidentes do banco, e duas agências de propaganda contratadas em 2002 para promover ações de marketing e de patrocínio do banco no governo Geraldo Alckmin (PSDB).
As irregularidades foram reveladas pela Folha numa série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2005.
Segundo a acusação, durante um ano e oito meses, a Nossa Caixa operou sem contrato formal com as agências Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. e Colucci & Associados Propaganda Ltda. O Ministério Público também sustenta que as agências prestaram serviços por valores que superam os limites da Lei de Licitações.
A ação, distribuída à 12ª Vara da Fazenda Pública, foi proposta contra Valdery Frota de Albuquerque, presidente do banco à época dos fatos; Waldin Rosa de Lima, seu assessor informal; Carlos Eduardo da Silva Monteiro, ex-diretor jurídico e ex-presidente; Jaime de Castro Junior, ex-gerente de marketing do banco, e contra as empresas de propaganda.
O Ministério Público pede que todos façam o ressarcimento de R$ 49,2 milhões, além do pagamento de multa de R$ 98,5 milhões, perdas de eventuais funções públicas e suspensão de direitos políticos.
Denúncia anônima enviada à Promotoria em setembro de 2005 apontava duas suspeitas: a operação sem contrato, e o fato de que deputados da base aliada do governo tucano teriam sido beneficiados na distribuição de recursos para publicidade do banco. A ação trata apenas da primeira suspeita.
Em abril de 2006, o Tribunal de Contas do Estado rejeitou a tese de "erro formal" nos contratos com as agências Full Jazz e Colucci. A tese foi sustentada pelo ex-governador Alckmin, quando os fatos foram publicados pelo jornal.
Em decisão unânime, o TCE julgou que houve "afronta à legalidade e moralidade" nos "ajustes verbais" com as duas agências. Também entendeu que houve "desvio de finalidade" na veiculação de anúncios da Nossa Caixa "em veículos ligados a deputados estaduais".
De acordo com os promotores Roberto Antonio de Almeida Costa e Sérgio Turra Sobrane, da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, os contratos entre o banco e as duas agências de propaganda foram firmados em 15 de março de 2002, pelo prazo de 18 meses, e deveriam ter vigência até 14 de setembro de 2003, mas foram executados até junho de 2005, sem prorrogação formal dos prazos.
Durante a vigência do contrato, as duas agências prestaram serviços em valores 30,88% maiores que o total contratado, o que contraria a Lei de Licitações. Entre setembro de 2003 e junho de 2005, elas prestaram serviços sem cobertura contratual no valor total de R$ 45,5 milhões. A Promotoria pede ainda a anulação dos atos administrativos.



Outro lado
"Não conheço a ação, não farei comentários. Reitero apenas que estou à disposição do Ministério Público para esclarecer os fatos", diz Valdery Frota de Albuquerque, ex-presidente do banco.
O ex-gerente de marketing da Nossa Caixa Jaime de Castro Júnior só deverá se manifestar depois de consultar seu advogado. "Não tive acesso ao processo na fase do inquérito. Tenho absoluta confiança na Justiça", disse.
A Folha não conseguiu ouvir os ex-diretores Carlos Eduardo da Silva Monteiro e Waldin Rosa de Lima nem os dirigentes das agências. A assessoria de Alckmin não localizou o ex-governador.
Em 2006, Carlos Eduardo Monteiro da Silva afirmou que o Tribunal de Contas do Estado havia confirmado o acerto dos atos de sua gestão.
Na época, o presidente da Colucci & Associados Propaganda Ltda., Oscar Colucci, disse que "a irregularidade foi atribuída [pelo TCE] exclusivamente ao banco Nossa Caixa ou aos respectivos funcionários". A presidente da Full Jazz, Maria Christina de Carvalho Pinto, afirmou, então, que "em nenhum momento a Full Jazz cometeu algum ato ilegal".



MP move ação contra ex-diretores da Nossa Caixa
04/09/2009
FERNANDO PORFÍRIO - CONJUR
Quatro ex-diretores da Nossa Caixa e duas agências de propaganda estão sendo acusados de ferir a Lei de Licitações por executarem contratos fora do prazo legal. Eles foram denunciados à 12ª Vara da Fazenda Pública da Capital paulista por danos ao erário. O Ministério Público alega irregularidades em contratos de publicidade firmados em 2002.
A ação de improbidade administrativa pede que os supostos envolvidos sejam condenados a ressarcir R$ 49,2 milhões aos cofres públicos. Esse valor seria, aos olhos da Promotoria, correspondente ao que foi gasto sem amparo legal. É necessário que a Justiça receba a ação para então intimar os acusados a apresentar defesa.
A ação foi proposta contra Valdery Frota de Albuquerque, na época presidente da Nossa Caixa; Waldin Rosa de Lima, assessor informal de Albuquerque na presidência do banco; Carlos Eduardo da Silva Monteiro, ex-diretor jurídico da Caixa; Jaime de Castro Junior, à época gerente do Departamento de Marketing da Nossa Caixa, e contra as agências Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. e Colucci & Associados Propaganda Ltda. Elas foram contratadas em 2002 para promover ações de marketing e de patrocínio da Nossa Caixa.
Os promotores de Justiça Sérgio Turra Sobrani e Roberto Antonio de Almeida Costa sustentam que durante 21 meses foram aplicados recursos públicos em publicidade sem que houvesse amparo legal. O valor gasto pelo erário, durante esse período, corresponderia a R$ 45,4 milhões.
Segundo os promotores, os contratos entre a Nossa Caixa e as duas agências de propaganda foram firmados em 15 de março de 2002, pelo prazo de 18 meses, e deveriam ter vigência até 14 de setembro de 2003, mas foram executados até junho de 2005, sem prorrogação formal dos prazos.
Além disso, de acordo com os promotores, durante a vigência do contrato, as duas agências prestaram serviços em valores 30,88% maiores que o total contratado, o que contraria a Lei de Licitações.
“As irregularidades contratuais consistiram, ainda durante a vigência dos prazos contratuais, no acréscimo de quantitativos sem o indispensável aditamento, com a superação do limite legal, e a continuidade da prestação dos serviços após o término da vigência dos ajustes, sem prorrogação formal”, sustentam os promotores.
Na ação, o Ministério Público pede a anulação dos atos administrativos que autorizaram a prestação dos serviços adicionais pelas duas agências sem aditamento formal. O MP também quer que os quatro ex-diretores da Nossa Caixa — que autorizaram a prorrogação informal — e as duas agências sejam condenados a ressarcir o patrimônio público estadual no valor total de R$ 49,2 milhões, correspondente ao total dos valores pagos pelos serviços realizados sem amparo contratual.
Os promotores pedem, ainda, a condenação de todos à perda de funções públicas que eventualmente estiverem exercendo, à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco a oito anos, e ao pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano, o que corresponde a R$ 98,5 milhões.

Prenúncios de um Golpe: Após ligação de Serra, Gilmar Mendes para sessão sobre documentos para votar

MOACYR LOPES JUNIOR
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO



Após receber uma ligação do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes interrompeu o julgamento de um recurso do PT contra a obrigatoriedade de apresentação dos dois documentos na hora de votar.
Serra pediu que um assessor telefonasse para Mendes pouco antes das 14h, depois de participar de um encontro com representantes de servidores públicos em São Paulo. A solicitação foi testemunhada pela Folha.
No fim da tarde, Mendes pediu vista, adiando o julgamento. Sete ministros já haviam votado pela exigência de apresentação de apenas um documento com foto, descartando a necessidade do título de eleitor.


A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos é apontada por tucanos como um fator a favor de Serra e contra sua adversária, Dilma Rousseff (PT).
Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Serra fala ao celular com o ministro Gilmar Mendes em auditório onde se reuniu com entidades de servidores
Serra fala ao celular com o ministro Gilmar Mendes em auditório onde se reuniu com entidades de servidores
A petista tem o dobro da intenção de votos de Serra entre os eleitores com menor nível de escolaridade.
Após pedir que o assessor ligasse para o ministro, Serra recebeu um celular das mãos de um ajudante de ordens. O funcionário o informou que o ministro do STF estava do outro lado da linha.
Ao telefone, Serra cumprimentou o interlocutor como "meu presidente". Durante a conversa, caminhou pelo auditório onde ocorria o encontro. Após desligar, brincou com os jornalistas: "O que estão xeretando?"
Depois, por meio de suas assessorias, Serra e Mendes negaram a existência da conversa.
Para tucanos, a exigência da apresentação de dois documentos pode aumentar a abstenção nas faixas de menor escolaridade.
Temendo o impacto sobre essa fatia do eleitorado, o PT entrou com a ação pedindo a derrubada da exigência.
O resultado do julgamento já está praticamente definido, mas o seu final depende agora de Mendes.
Se o Supremo não julgar a ação a tempo das eleições, no próximo domingo, continuará valendo a exigência.
À Folha, o ministro disse que pretende apresentar seu voto na sessão de hoje.
Antes da interrupção, foi consenso entro os ministros que votaram que o eleitor não pode ser proibido de votar pelo fato de não possuir ou ter perdido o título.
Votaram assim a relatora da ação, ministra Ellen Gracie, e os colegas José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello.
Para eles, o título, por si só, não garante que não ocorram fraudes. Argumentam ainda que os dados do eleitor já estão presentes, tanto na sessão, quanto na urna em que ele vota, sendo suficiente apenas a apresentação do documento com foto.
"A apresentação do título de eleitor não é tão indispensável quanto a do documento com fotografia", afirmou Ellen Gracie.
O ministro Marco Aurélio afirmou que ele próprio teve de confirmar se tinha consigo seu título de eleitor. "Procurei em minha residência o meu título", disse. "Felizmente, sou minimamente organizado."
A obrigatoriedade da apresentação de dois documentos foi definida em setembro de 2009, quando o Congresso Nacional aprovou uma minirreforma eleitoral.
O PT resolveu entrar com a ação direta de inconstitucionalidade semana passada por temer que a nova exigência provoque aumento nas abstenções.
O advogado do PT, José Gerardo Grossi, afirmou que a exigência de dois documentos para o voto é um "excesso". "Parece que já temos um sistema suficientemente seguro para que se exija mais segurança", disse.
Colaboraram FELIPE SELIGMAN e LARISSA GUIMARÃES, da Sucursal de Brasília

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Bala de Prata: Tucanos e Máfia Midiática contrataram pistoleiros para a maior fraude da história política brasileira


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Reunidos em uma certa enoteca da capital paulista, os capos das principais e mais influentes organizações mafiomidiáticas do país – acompanhados de seus capangas, todos diretores de redação – engendraram uma ação espetacular para mandar pelos ares a candidatura presidencial de Dilma Rousseff e, por tabela, beneficiar o zumbi-tucano Zé Chirico.
Um cacique do PSDB, com livre trânsito no bas-fond do crime organizado, teria arregimentado colegas de extensa ficha corrida – todos especializados em roubo e sequestro – para gravar “depoimentos” e encenações, fazendo-se passar por integrantes do PCC, a próspera agremiação criminosa que floresceu e ganhou vulto durante as administrações tucanas no estado de São Paulo.
As gravações (já realizadas) seriam veiculadas por uma famosa rede de TV para, em seguida, ecoar nos jornais e revistas de propriedade dos mafiosos da Impresa.
O golpe diabólico, porém, sofreu um revés: um dos bandidos contratados pelos tucanos para a empulhação deu com a língua nos dentes ao não receber do contratante a paga previamente combinada.
A informação foi divulgada pelo portal Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, que reproduziu a correspondência enviada por um de seus leitores.
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Eis a íntegra da mensagem reproduzida por PHA:
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“Indivíduos do Capital e da região de Sorocaba, com diversas passagens pela polícia (roubos, receptação, assaltos à mão armada, seqüestros etc.) foram contatados por políticos ligados ao PSDB local através de um elemento intermediário com trânsito mútuo;
Foram informados de que “prestariam serviços” e levados até um shopping da cidade de São José do Rio Preto;
Lá mantiveram encontro com outras três pessoas, descritas como “muito importantes”, e receberam um adiantamento em dinheiro vivo;
Não se tratava de qualquer encomenda de morte, assalto ou ato criminoso tão comum para os marginais recrutados;
Imediatamente, tais bandidos foram levados até o Rio de Janeiro, a um bairro identificado como Jardim Botânico, onde ficaram confinados por dois dias;
Uma equipe de TV, num estúdio particular, gravou longa entrevista com os bandidos. O script era o seguinte: “somos do PCC, sempre apoiamos o governo Lula e estamos com Dilma”. Não fugiu disso, com variações e montagens em torno de uma relação PCC/Lula/PT/Dilma;
Os bandidos recrutados também foram instruídos a fazer ligações telefônicas para diversos comparsas que cumprem penas em penitenciárias do Estado de São Paulo. A ordem era clara: simular conversas que “comprovassem” a ligações entre o PCC e a campanha de Dilma;
Tudo foi gravado em áudio e vídeo;
A farsa começou a ser desmontada quando o pagamento final pelo serviço veio aquém do combinado;
Ao voltarem para São Paulo, alguns dos que gravaram a farsa decidiram, então, denunciar o esquema, relatando toda a incrível história acima com riqueza de detalhes;
As autoridades já estão no encalço da bandidagem. De toda a bandidagem;
A simulação seria veiculada por uma grande emissora de TV e por uma revista depois do término do horário eleitoral, causando imenso tumulto e comoção, sem que a candidata Dilma Rousseff, os partidos que a apóiam e o próprio governo Lula tivessem o tempo de denunciar a criminosa armação;
Essa é a “bala de prata”. Já se sabe seu conteúdo, os farsantes e o custo, além dos detalhes. Faltam duas peças: quem mandou e quem veicularia (ou ainda terá o desplante de veicular?) a maior fraude da história política brasileira;
Com a palavra, as autoridades policiais”.

Assista o último debate para o Governo de São Paulo e comente









Joaquim Roriz, apoiador de Serra e Alckmin, expõe sua esposa ao ridículo no DF

Aonde vai a corrupção e a ganância pr poder nesse país:

Transmissão de debate de SP da Globo tem pane geral


Microfone falha, imagem some e problema vira hit na web


do R7
O padrão Globo de qualidade já foi melhor. Pelo menos não me deixava curiosa para saber o que um candidato perguntava pro outro durante um debate.

Ontem, durante o debate dos candidatos a governador de São Paulo, o microfone do Geraldo Alckmin resolveu não funcionar. Só hoje, com ajuda da internet, quem acompanhava o debate soube que a pergunta seria para o Paulo Bufalo, sobre meio-ambiente.
É claro que a pane geral da transmissão ao vivo virou hit na internet.

Como eu não estava acompanhando, só vi a cena hoje.

E, Chico Pinheiro, o “problema de captação de áudio” não foi tão “pequeno” como você diz, né?

Olhem o vídeo e tirem suas conclusões.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Após paciente morrer esperando ambulância, médicos brigam no interior de SP

Um homem de 51 anos morreu após sofrer uma parada cardíaca em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de São José do Rio Preto (438 km de São Paulo) enquanto aguardava a chegada de uma ambulância que o levaria para o hospital. Após a morte, na madrugada desta terça-feira, dois médicos responsáveis pelo atendimento do paciente passaram a se agredir.
Segundo a Secretaria de Saúde da cidade, o homem chegou à UPA com sinais de infarto e foi prontamente atendido pelo médico de plantão. O médico, então, solicitou que uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) fosse à unidade para remover o paciente a um hospital.
Familiares do paciente afirmaram que a ambulância demorou cerca de uma hora e meia, informação que a secretaria disse que vai apurar. De acordo com a pasta, quando a ambulância chegou à UPA, o paciente tinha sofrido uma parada cardíaca e os médicos da unidade tentavam reanimá-lo.
O homem acabou morrendo, mesmo após as manobras de ressuscitação. A Secretaria de Saúde da cidade afirma que, segundo relatos de funcionários presentes, o médico plantonista da UPA e o médico do Samu passaram a se agredir verbal e fisicamente.
Ainda segundo a secretaria, no momento da briga os familiares do paciente ainda não tinham sido comunicados de sua morte, o que os levou a acreditar que o homem ficou sem cuidados enquanto os médicos brigavam.
A secretaria informou que foi aberto um procedimento apuratório para investigar se houve negligência no atendimento e em que circunstâncias se deu a briga entre os médicos. Eles serão ouvidos nesta quarta-feira pela Coordenação de Auditoria, da própria secretaria.
O médico do Samu já foi demitido por conta da agressão. O médico da UPA ficará afastado do serviço até o final da apuração.

Acidente na rodovia Anchieta envolveu 17 veículos, diz polícia


Uma pessoa morreu e quatro ficaram gravemente feridas


O engavetamento que deixou uma pessoa morta na manhã desta terça-feira (28) envolveu 17 veículos, de acordo com informações do 4º Distrito Policial de São Bernardo. O acidente aconteceu na rodovia Anchieta, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. A vítima pilotava uma moto e bateu em um veículo no km 33,5 da pista norte da via, sentido capital paulista.
O homem chegou a ser encaminhado ao hospital municipal de São Bernardo, mas não resistiu aos ferimentos. A família da vítima aguarda a liberação do corpo, que deve ser levado ao IML (Instituto Médico Legal) da cidade e liberado nesta quarta-feira (29). As informações são do delegado Nelson Nassif, do 4º Distrito Policial de São Bernardo, onde o caso está sendo registrado.

De acordo com o delegado, os demais acidentes na rodovia Anchieta também estão sendo apurados. Nesta manhã, cinco colisões ocorridas em sequência interditaram a estrada por cerca de oito horas, no sentido São Paulo.
Quatro pessoas ficaram gravemente feridas somando todos os acidentes, segundo a Ecovias, empresa que administra a via. Por volta das 16h30, a pista sentido norte foi liberada e o tráfego no trecho já estava normalizado no final da tarde.
Na ponte do Riacho Grande, onde ocorreu parte dos engavetamentos, uma quantidade de combustível escorreu para a Represa Billings. A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) esteve no local para evitar danos ambientais.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Lula: ‘Tem que acabar com esta história de tucano governando SP’

Em comício na capital paulista, presidente centra esforços na tentativa de levar Aloizio Mercadante para o segundo turno

Matheus Pichonelli e Ricardo Galhardo, iG São Paulo | 27/09/2010 21:42
Foto: AE/VANESSA CARVALHO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa durante último comício da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo
Em seu último comício na capital paulista antes das eleições, no sambódromo do Anhembi, nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou a presidenciável Dilma Rousseff de lado e centrou esforços em defesa do candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante.
Debaixo de chuva, o presidente pediu que os eleitores deem uma oportunidade ao senador, e disse que o Estado de São Paulo tem uma dívida com o seu povo. “Não basta eleger a Dilma. É preciso acabar com esta história de tucano governando São Paulo”, disse Lula, para quem os adversários tucanos “já tiveram a chance deles” no Estado. “Tá na hora de colocar uma estrela para governar este Estado, que é o Estado mais extraordinário do Brasil, que é o Estado de São Paulo.”
Lula centrou o discurso na questão da educação e afirmou que SP tem mais vagas em universidades particulares do que em públicas. Nas contas do petista, 92% dos estudantes no Estado estudam na rede particular de ensino superior. Ele afirmou que apenas 96 mil estudantes têm possibilidade de cursar uma universidade pública – número, segundo ele, menor do que os 136 mil alunos matriculados no Prouni em São Paulo. O tema é uma das principais bandeiras usadas por Mercadante para atacar a gestão tucana no Estado.
O presidente pediu ainda aos eleitores que assistam ao debate desta terça-feira entre os candidatos ao governo de SP na TV Globo, e conclamou os militantes a convencerem seus vizinhos tucanos, ou aqueles “que têm medo do PT”, a compararem o desempenho de Mercadante com o do adversário dele. Lula não citou o ex-governador Geraldo Alckmin, líder em todas as pesquisas de intenção de voto.
Quando falava sobre o sucesso da capitalização da Petrobras, ocorrida semana passada, Lula teve que interromper o discurso, ao emocionar-se com uma faixa, de 20 metros de comprimento por 20 de largura, estendida sobre a plateia com a inscrição: “Valeu, companheiro Lula”. Ao ver a faixa, disse que deveria se conter: “O ego está crescendo, tenho três meses ainda como presidente e ainda tenho muita coisa pra fazer”. Por fim, disse que quem deveria agradecer era ele.
No discurso, Lula disse ainda ter orgulho de ter participado de um momento de radicalização do movimento sindical, nos anos 1970, quando era presidente do sindicato dos metalúrgicos no ABC paulista. O resultado da radicalização, disse Lula, é que hoje, como ele na Presidência, o Brasil tem taxas de desemprego menores do que os de países desenvolvidos, como a Alemanha.

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