O preço da campanha de José Serra e PSDB.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Primeira Vez
Luiz Fernando Veríssimo
30 de abril de 1997
Tenho um amigo (fictício, mas típico) chamado Mauricinho que anda perplexo. Ele é um jovem profissional urbano em ascensão e noutro dia me telefonou, agitadíssimo. “Liga a televisão! Liga a televisão!”
Liguei, no canal que ele mandou, e lá estava um grupo de pessoas enfrentando a polícia para protestar contra a venda da Vale. Algumas até apanhando. Mauricinho queria saber o que era aquilo. Eram malucos?
Não, não, expliquei. Eram pessoas que simplesmente não concordavam com a venda da Vale do Rio Doce, estavam indignadas e, por isso, protestavam.
“Mas por que?”, insistiu Mauricinho.
Respirei fundo e comecei a explicar que o assunto era controvertido, que muita gente achava que a privatização da Vale... Mas Mauricinho me interrompeu. Não ligava para o assunto, estava intrigado com as pessoas. Por que elas se comportavam daquele jeito? Eram pagas para enfrentar a polícia?
– Não – respondi. – que eu saiba, não.
– O que elas ganham se a Vale não for privatizada?
– Diretamente, nada.
O silêncio do outro lado da linha significava que Mauricinho estava pensando. Esperei o fim do processo. Dali a pouco, ele veio:
– Artes marciais! Viram uma oportunidade para treinar artes marciais e...
– Não Mauricinho. Estavam lá por princípios, por um ideal.
– Um que?
– Um ideal. Você também não tem um ideal?
– Tenho.
– E não brigaria por ele?
– Claro.
O ideal do Mauricinho é ter uma BMW antes dos 30. Não tive jeito de explicar ao Mauricinho por que alguém faria tanto esforço por algo menos que uma BMW antes dos trinta. Não podia esperar que ele entendesse mesmo. Mauricinho tem 25 anos e, em toda a sua vida, foi a primeira vez que viu uma ação desinteressada.
30 de abril de 1997
Tenho um amigo (fictício, mas típico) chamado Mauricinho que anda perplexo. Ele é um jovem profissional urbano em ascensão e noutro dia me telefonou, agitadíssimo. “Liga a televisão! Liga a televisão!”
Liguei, no canal que ele mandou, e lá estava um grupo de pessoas enfrentando a polícia para protestar contra a venda da Vale. Algumas até apanhando. Mauricinho queria saber o que era aquilo. Eram malucos?
Não, não, expliquei. Eram pessoas que simplesmente não concordavam com a venda da Vale do Rio Doce, estavam indignadas e, por isso, protestavam.
“Mas por que?”, insistiu Mauricinho.
Respirei fundo e comecei a explicar que o assunto era controvertido, que muita gente achava que a privatização da Vale... Mas Mauricinho me interrompeu. Não ligava para o assunto, estava intrigado com as pessoas. Por que elas se comportavam daquele jeito? Eram pagas para enfrentar a polícia?
– Não – respondi. – que eu saiba, não.
– O que elas ganham se a Vale não for privatizada?
– Diretamente, nada.
O silêncio do outro lado da linha significava que Mauricinho estava pensando. Esperei o fim do processo. Dali a pouco, ele veio:
– Artes marciais! Viram uma oportunidade para treinar artes marciais e...
– Não Mauricinho. Estavam lá por princípios, por um ideal.
– Um que?
– Um ideal. Você também não tem um ideal?
– Tenho.
– E não brigaria por ele?
– Claro.
O ideal do Mauricinho é ter uma BMW antes dos 30. Não tive jeito de explicar ao Mauricinho por que alguém faria tanto esforço por algo menos que uma BMW antes dos trinta. Não podia esperar que ele entendesse mesmo. Mauricinho tem 25 anos e, em toda a sua vida, foi a primeira vez que viu uma ação desinteressada.
Criminosos invadem delegacia do interior de SP e resgatam presos
Dezoito presos conseguiram fugir.
do G1
do G1
Ex-interno mata coordenador da Fundação CASA (antiga FEBEM)
William Cardoso
do Agora
O coordenador da Fundação Casa Sidnei Gonçalves, 39 anos, foi baleado e morto anteontem, no Jardim Sinhá (zona leste de SP). Um dos suspeitos de ter praticado o crime é um ex-interno com quem o funcionário tinha uma rixa. Durante a ação, a enteada dele, uma menina de três anos foi atingida por uma bala perdida. Levada ao hospital, ela passou por cirurgia e não corre risco de morte.
Moradores afirmam que os dois adolescentes acusados de terem cometido o crime são conhecidos por praticar delitos e que um deles foi apreendido na Fundação Casa por diversas vezes. Foi lá que ele teria conhecido Gonçalves, coordenador da equipe de agentes da unidade do Brás (zona leste). O crime de ontem seria uma vingança por supostos maus-tratos sofridos
Próximas capas da revista VEJA
extraído do blog: http://wwwterrordonordeste.blogspot.com/
as capas históricas da revista veja que você ainda vai ver nas bancas.
as capas históricas da revista veja que você ainda vai ver nas bancas.
Coordenador da Fundação CASA (antiga FEBEM) é assassinado em São Paulo
Sidney Gonçalves levou um tiro na perna e nas costas. Menina também foi ferida
Comentário do Transparência São Paulo: Imprensa se esforça para não politizar o caso, não relacionando-o com o aumento da criminalidade no Estado de São Paulo, nem com mobilização dos Delegados de Polícia que pode resultar em greve.
Sidney Gonçalves levou um tiro na perna e nas costas. Menina também foi ferida
Do R7, com Agência Estado
Texto:
Um funcionário da Fundação Casa (Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente) de 39 anos foi morto por volta das 17h15 desta terça-feira (20) na porta da casa da enteada, no Parque dos Bancários, região do Sapopemba, na zona leste de São Paulo.
Segundo a polícia, ao sair da residência para colocar as compras no interior de um veículo, Sidney Gonçalves, coordenador de um grupo de agentes socioeducativos da unidade da Fundação Casa do Brás, foi abordado por um desconhecido que ocupava uma moto escura, sem placas e com a numeração do chassis raspada. Baleado na perna, Gonçalves ainda correu, mas foi atingido novamente e ferido à queima-roupa nas costas assim que caiu.
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Ainda conforme os policiais, um dos tiros disparados pelo assassino durante a perseguição atingiu a nuca de uma menina de 3 anos, moradora da mesma rua. Sidney morreu no local. A garota foi encaminhada por testemunhas para o pronto-socorro do Jardim Iva, passou por cirurgia e, ao ter o quadro estabilizado, porém grave, foi transferida para o Hospital São Paulo, na Vila Clementino, na zona sul de São Paulo.
Gonçalves trabalhava na Fundação Casa havia oito anos. A esposa, Cristiane Mendonça, afirmou que o marido nunca comentou que estivesse sofrendo alguma ameaça, mas tinha receio de sair ao lado de familiares e ser reconhecido na rua, pois temia pela integridade física de seus parentes.
A suposta moto utilizada pelo assassino foi deixada no local e passará por perícia.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Por causa dos pedágios de São Paulo e Paraná, frete no Brasil é o mais caro do mundo
Pedágios foram alvo de investigação em São Paulo e no Paraná
Produtor de soja do Mato Grosso afirma que frete do Brasil é o mais caro do mundo, devido aos preços dos pedágios em São Paulo e Paraná (clique e leia)
Produtor de soja do Mato Grosso afirma que frete do Brasil é o mais caro do mundo, devido aos preços dos pedágios em São Paulo e Paraná (clique e leia)
FALHA NO RODOANEL EXPÕE REPRESA BILLINGS A RISCO
Manancial em risco
As falhas que o Rodoanel apresenta pela pressa do ex-governador, José Serra, em inaugurar o trecho sul da obra não param de aparecer. Primeiro foi a falta de sinalização, depois a questão do pavimento que não passou nos testes de resistência e rugosidade e, agora, o problema da sujeira produzida pelos veículos (como resíduos de pneus e do escapamento) que atinge a represa Billings, porque não foram concluídas as tubulações de emergência para captação destes resíduos.
O trecho sul do Rodoanel foi inaugurado sem que pelo menos quatro pontes sobre braços da represa Billings tivessem concluídas as tubulações - dutos de metal que para captar sujeira produzida pelos veículos e para evitar, no caso de tombamento de caminhões com cargas perigosas, que esses produtos atinjam o manancial.
Na ponte 108, por exemplo, os drenos onde as tubulações se encaixam se encontravam abertos e não havia sequer uma peça instalada para testes.
As áreas sem equipamentos de segurança começam na altura do km 78, onde muitos caminhões-tanque circulam em alta velocidade.
*com informações do Agora - 16/4/2010
domingo, 18 de abril de 2010
SERRA CONSEGUIU: ESTADO DE SP "PUXOU" O BRASIL PARA BAIXO EM 2009.
A economia paulista apresentou queda de -1,1% em 2009. A economia brasileira apresentou-se estável, com queda de -0,1%.
do Transparência SP.
Segundo estudo apresentado pela Fundação Seade, órgão do governo do Estado, a economia paulista apresentou retração de -1,1% em 2009, queda esta muito maior do que a anunciada para a economia brasileira no ano passado (-0,1%), que deve permanecer estável.
Os dados indicam que os setores que mais "puxaram" para baixo a economia paulista foram a indústria da transformação (-8,4%), os transportes (-6%) e os serviços de informação (-3,5%).
Este números reforçam as análises de que o governo Serra não enfrentou de forma correta a crise econômica. Ao contrário, ampliou o mecanismo da antecipação (substituição) tributária para dezenas de setores econômicos no auge da crise (no final de 2008 e início de 2009), aumentando a arrecadação em R$ 800 milhões e retirando recursos do caixa das empresas, principalmente as indústrias. Esta medida também atingiu as vendas promocionais dos setores atacadistas e varejistas, afetando o bolso do consumidor paulista.
O VERDE E AMARELO DA CAMPANHA DO PSDB
Atenção, quando a campanha Demo-tucana aparecer de verde e amerelo, lembre-se de que não é o verde e amarelo do "Brasil", mas o verde e amarelo de "BraZil".

veja alguns trechos do artigo de Sônia Montenegro do Blog "Quem tem medo do Lula?"
"FHC privatizou 76% do patrimônio público, foi o presidente na história contemporânea mundial, que mais aumentou a carga tributária (cerca de 10% do PIB), faliu o país por 3 vezes tendo que pedir socorro ao FMI. Não investiu em infra-estrutura, como ferrovias, rodovias, aeroportos, energia (vide apagão), não reajustou salário dos funcionários públicos, militares, aposentados e pensionistas, não reajustou a tabela do Imposto de Renda.
Aumentou a dívida interna de R$ 61 bilhões para R$ 850 bilhões e a externa de US$ 120 bilhões a US$ 250 bilhões.
Alguém conhece alguma obra feita no Brasil com o dinheiro das estatais vendidas?"
"Itamar afirma que o grande mérito do Real foi de Rubens Ricupero, que foi quem de fato implementou o plano. Itamar acusa inclusive que foi uma irregularidade FHC ter assinado as notas da nova moeda, quando já não era mais ministro."
"Até o Bush, em sua operação salva-bancos foi mais honesto do que FHC. Bush reconheceu que o dinheiro era do contribuinte, já FHC garantiu que o Proer, não envolveria ‘nenhum centavo’ de dinheiro público. Mas a maior diferença, é que agora, o Obama está fazendo com que os bancos paguem o que receberam à guisa de empréstimo, o que aqui no Brasil foi doação. Os donos dos bancos “ajudados” por FHC deram o calote, e estão todos livres e vivendo no mesmo alto padrão de sempre."
Leia o artigo na íntegra:
http://quemtemmedodolula.wordpress.com/2010/04/17/fhc-heranca-maldita-ou-bendita/

veja alguns trechos do artigo de Sônia Montenegro do Blog "Quem tem medo do Lula?"
"FHC privatizou 76% do patrimônio público, foi o presidente na história contemporânea mundial, que mais aumentou a carga tributária (cerca de 10% do PIB), faliu o país por 3 vezes tendo que pedir socorro ao FMI. Não investiu em infra-estrutura, como ferrovias, rodovias, aeroportos, energia (vide apagão), não reajustou salário dos funcionários públicos, militares, aposentados e pensionistas, não reajustou a tabela do Imposto de Renda.
Aumentou a dívida interna de R$ 61 bilhões para R$ 850 bilhões e a externa de US$ 120 bilhões a US$ 250 bilhões.
Alguém conhece alguma obra feita no Brasil com o dinheiro das estatais vendidas?"
"Itamar afirma que o grande mérito do Real foi de Rubens Ricupero, que foi quem de fato implementou o plano. Itamar acusa inclusive que foi uma irregularidade FHC ter assinado as notas da nova moeda, quando já não era mais ministro."
"Até o Bush, em sua operação salva-bancos foi mais honesto do que FHC. Bush reconheceu que o dinheiro era do contribuinte, já FHC garantiu que o Proer, não envolveria ‘nenhum centavo’ de dinheiro público. Mas a maior diferença, é que agora, o Obama está fazendo com que os bancos paguem o que receberam à guisa de empréstimo, o que aqui no Brasil foi doação. Os donos dos bancos “ajudados” por FHC deram o calote, e estão todos livres e vivendo no mesmo alto padrão de sempre."
Leia o artigo na íntegra:
http://quemtemmedodolula.wordpress.com/2010/04/17/fhc-heranca-maldita-ou-bendita/
VENTO IRÁ FECHAR PONTE DO RODOANEL
Dersa não previu ventos no Rodoanel
Eduardo Reina e Renato Machado - O Estado de S.Paulo
O tráfego sobre a maior ponte do Trecho Sul do Rodoanel - a que tem 1.755 metros de extensão e 16 de largura sobre a Represa Billings, na divisa entre São Bernardo do Campo e São Paulo - será fechado sempre que forem detectadas rajadas de vento transversal superiores a 50 km/h.
Com ventanias menos fortes, entre 19 km/h e 26 km/h, haverá operação comboio ou redução de velocidade de trânsito. A decisão é da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), empresa ligada ao governo do Estado, que administra a estrada.
Segundo o engenheiro civil e consultor Anivaldo dos Anjos Filho, não há riscos à segurança, mas o objetivo é evitar incômodos, já que a ventania é capaz de balançar - sem danificar - a ponte. "Não tem problema de tombar um carro, mas causa certo desconforto ao motorista."
A ponte sobre a Billings é sustentada por 42 pilares de concreto cravados no solo debaixo da água. Construídos a cada 110 metros, medem de 20 a 50 metros de comprimento e têm 8 de diâmetro. A medição caberá à Polícia Militar Rodoviária e será feita com um anemômetro - aparelho que monitora direção e velocidade dos ventos. Sempre que necessário, painéis ao longo da rodovia mostrarão avisos do tipo: "Caso o sistema registre velocidade do vento acima do normal, por medida de segurança, a Polícia Rodoviária intensifica o monitoramento de tráfego na ponte, com a redução da velocidade nas proximidades, até que as condições voltem à normalidade".
Rio-Niterói. Com 13 quilômetros de extensão, a Ponte Rio-Niterói sofreu até 2003 com interrupções no trecho sobre a Baía de Guanabara quando os ventos atingiam 60 km/h. Mas há sete anos foi instalado no local um sistema de caixões metálicos chamado de Atenuadores Dinâmicos Sincronizados (ADS). Desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e composto por 32 conjuntos de molas e contrapesos em aço de 120 mil quilos, consegue reduzir a frequência de oscilação da estrutura. A partir daí, os bloqueios não foram mais necessários.
E por que um sistema do tipo não foi usado no Rodoanel? Procurada ontem no fim da tarde, a Dersa não explicou.
Nathan Leventhal, conselheiro do Instituto de Engenharia, diz que projetos como o Rodoanel sempre devem levar em conta o vento. "Existem dispositivos capazes de evitar a oscilação das pistas", diz.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100417/not_imp539444,0.php
Eduardo Reina e Renato Machado - O Estado de S.Paulo
O tráfego sobre a maior ponte do Trecho Sul do Rodoanel - a que tem 1.755 metros de extensão e 16 de largura sobre a Represa Billings, na divisa entre São Bernardo do Campo e São Paulo - será fechado sempre que forem detectadas rajadas de vento transversal superiores a 50 km/h.
Com ventanias menos fortes, entre 19 km/h e 26 km/h, haverá operação comboio ou redução de velocidade de trânsito. A decisão é da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), empresa ligada ao governo do Estado, que administra a estrada.
Segundo o engenheiro civil e consultor Anivaldo dos Anjos Filho, não há riscos à segurança, mas o objetivo é evitar incômodos, já que a ventania é capaz de balançar - sem danificar - a ponte. "Não tem problema de tombar um carro, mas causa certo desconforto ao motorista."
A ponte sobre a Billings é sustentada por 42 pilares de concreto cravados no solo debaixo da água. Construídos a cada 110 metros, medem de 20 a 50 metros de comprimento e têm 8 de diâmetro. A medição caberá à Polícia Militar Rodoviária e será feita com um anemômetro - aparelho que monitora direção e velocidade dos ventos. Sempre que necessário, painéis ao longo da rodovia mostrarão avisos do tipo: "Caso o sistema registre velocidade do vento acima do normal, por medida de segurança, a Polícia Rodoviária intensifica o monitoramento de tráfego na ponte, com a redução da velocidade nas proximidades, até que as condições voltem à normalidade".
Rio-Niterói. Com 13 quilômetros de extensão, a Ponte Rio-Niterói sofreu até 2003 com interrupções no trecho sobre a Baía de Guanabara quando os ventos atingiam 60 km/h. Mas há sete anos foi instalado no local um sistema de caixões metálicos chamado de Atenuadores Dinâmicos Sincronizados (ADS). Desenvolvido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e composto por 32 conjuntos de molas e contrapesos em aço de 120 mil quilos, consegue reduzir a frequência de oscilação da estrutura. A partir daí, os bloqueios não foram mais necessários.
E por que um sistema do tipo não foi usado no Rodoanel? Procurada ontem no fim da tarde, a Dersa não explicou.
Nathan Leventhal, conselheiro do Instituto de Engenharia, diz que projetos como o Rodoanel sempre devem levar em conta o vento. "Existem dispositivos capazes de evitar a oscilação das pistas", diz.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100417/not_imp539444,0.php
sexta-feira, 16 de abril de 2010
DOCUMENTO COMPROVA: FHC E SERRA PRETENDIAM PRIVATIZAR BANCOS PÚBLICOS
PSDB: mania de privatizar o Brasil.
Veja o documento (extraído do Brasília Confidencial)
Um documento obtido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) comprova que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estudou, em 1999, a privatização de bancos públicos, entre eles o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o BNDES, entre outros, além de outros ativos na área de geração e transmissão de energia. Trata-se de memorando de Política Externa elaborado pelo Ministério da Fazenda com metas que seriam submetidas ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Na época, o atual presidenciável do PSDB, ex-governador José Serra era o ministro do Planejamento de FHC.
No dia 8 de março de 1999, o memorando do Ministério sobre o “ajuste fiscal” que seria realizado pelo governo de FHC comemorava que o “programa governamental”, “apoiado pelo FMI, Banco Mundial, BID, BIS e pela maioria dos países industrializados” teria continuidade com a “redução do papel dos bancos públicos na economia”. O documento da Fazenda lembrava que “o Banco Meridional, uma instituição federal, foi privatizado em 1998 e em 1999 o sexto maior banco brasileiro, o Banespa, agora sob administração federal, será privatizado”.
Além disso, o governo estudava vender instituições públicas como o “Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES”. Eles estariam sujeitos a “possíveis alienações de participações”, com “vendas de componentes estratégicos, transformação em agências de desenvolvimento ou bancos de segunda linha”. Segundo o memorando, o governo já havia decidido realizar a privatização da administradora de ativos afiliada ao Banco do Brasil (BB/DVTM) e do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB), reiterando o compromisso de “acelerar e ampliar o escopo do programa de privatização, que já se configura como um dos mais ambiciosos do mundo”.
O documento anunciava ainda que, em 1999, o governo FHC pretendia “completar a privatização das companhias federais geradoras de energia” e, em 2000, iniciar “o processo de privatização das redes de transmissão de energia”.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
CEU, FEITO POR MARTA, É ABANDONADO POR KASSAB
do R7
15/04/2010
CEU na zona leste de SP tem rachaduras e água escorrendo sobre lousas; elevador está quebrado.
Crianças perdem aulas em dias de chuva forte, dizem mães de estudantes
Foto por Arquivo pessoal
Veja a galeria de fotos do CEU São MateusProfessora deixa de usar lousa por causa de goteira no CEU São Mateus, na zona leste de São Paulo
Rachaduras e infiltrações causam goteiras nas paredes e encharcam as lousas das salas. A água também invade o ginásio e o teatro. O elevador, quebrado, obriga os cadeirantes a serem levados pelas escadas.
Essas e outras condições precárias são vividas pelos alunos do CEU São Mateus, na zona leste de São Paulo, pelo menos desde 2006, relatam mães de alunos e funcionários ouvidos peloR7.
Nos dias de chuva forte, as aulas são suspensas, segundo mães de alunos. Quando não são dispensados, eles são levados para a sala de vídeo, onde ficam até o término do horário escolar.
Em muitas salas, as lousas ficam inutilizadas devido à água que escorre. Uma das mães, Regiane Maria da Silva, disse que seu filho deixava de ter aulas com o problema.
- Quando chovia, jorrava na lousa. As crianças iam para a sala de vídeo e ficavam dormindo.
Conselheira do CEU São Mateus, Cláudia Alves afirma que os problemas “se arrastam desde 2006”, e que, apesar das constantes reuniões, nada é feito de concreto.
- Estamos cansados de fazer reunião e não dar resultado. A DRE [Diretoria Regional de Ensino] diz que não tem dinheiro e o problema vai agravando. Chegaram a fazer um serviço no fim do ano, mas foi só para tapear, as goteiras continuam.
Outra mãe de aluno, Josefa Francisca, afirma que algumas mães tentaram se organizar e chamar a atenção da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e da imprensa anteriormente, mas não tiveram sucesso.
- A gente tirou fotos, mandamos e-mails, mas ninguém nos ajudou. Além disso, a maioria precisa trabalhar e não tinha tempo de fazer alguma coisa.
Um funcionário do CEU São Mateus, que não quis se identificar, relatou que o piso do ginásio também foi reformado recentemente, devido a um problema causado pelas goteiras do teto, que continuam até hoje. Para ele, o “descaso da prefeitura” é intencional.
- Como este CEU foi feito pela Marta [Suplicy, ex-prefeita de São Paulo], a administração atual deixa de lado, meio que “de propósito”.
Elevador
Outro problema grave no CEU São Mateus é o elevador, que não funciona há meses, de acordo com mães e alunos. Para chegar às salas de aula, que ficam no primeiro andar, os deficientes físicos são carregados pela escada. Uma estudante, cadeirante, deixou de estudar por conta desse problema, afirma Cláudia.
- Ela se sentia constrangida por ter que pedir ajuda às pessoas todos os dias.
A reportagem do R7 visitou o local e constatou rachaduras nos muros e paredes externas, ferrugem nas armações de metal e janelas quebradas. A diretoria do CEU São Mateus impediu a reportagem de entrar em suas instalações.
Outro lado
Em nota da assessoria de imprensa, a secretaria de Educação admitiu que há a necessidade de obras de manutenção no CEU São Mateus, e que elas estão na fase de elaboração de orçamento. O órgão também alega que foram realizados serviços de manutenção no telhado dos blocos afetados no fim do ano passado.
A secretaria negou que os alunos tenham sido dispensados e, quando isso ocorre, “as aulas são respostas, como determina a lei”.
extraído de: http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/ceu-na-zona-leste-de-sp-tem-rachaduras-e-agua-escorrendo-sobre-lousas-elevador-esta-quebrado-20100415.html
Notícias Relacionadas:
Marta Suplicy chora na porta do CEU por não poder entrar (22/08/2008)

15/04/2010
CEU na zona leste de SP tem rachaduras e água escorrendo sobre lousas; elevador está quebrado.
Crianças perdem aulas em dias de chuva forte, dizem mães de estudantes
Foto por Arquivo pessoal
Veja a galeria de fotos do CEU São MateusProfessora deixa de usar lousa por causa de goteira no CEU São Mateus, na zona leste de São Paulo
Rachaduras e infiltrações causam goteiras nas paredes e encharcam as lousas das salas. A água também invade o ginásio e o teatro. O elevador, quebrado, obriga os cadeirantes a serem levados pelas escadas.
Essas e outras condições precárias são vividas pelos alunos do CEU São Mateus, na zona leste de São Paulo, pelo menos desde 2006, relatam mães de alunos e funcionários ouvidos peloR7.
Nos dias de chuva forte, as aulas são suspensas, segundo mães de alunos. Quando não são dispensados, eles são levados para a sala de vídeo, onde ficam até o término do horário escolar.
Em muitas salas, as lousas ficam inutilizadas devido à água que escorre. Uma das mães, Regiane Maria da Silva, disse que seu filho deixava de ter aulas com o problema.
- Quando chovia, jorrava na lousa. As crianças iam para a sala de vídeo e ficavam dormindo.
Conselheira do CEU São Mateus, Cláudia Alves afirma que os problemas “se arrastam desde 2006”, e que, apesar das constantes reuniões, nada é feito de concreto.
- Estamos cansados de fazer reunião e não dar resultado. A DRE [Diretoria Regional de Ensino] diz que não tem dinheiro e o problema vai agravando. Chegaram a fazer um serviço no fim do ano, mas foi só para tapear, as goteiras continuam.
Outra mãe de aluno, Josefa Francisca, afirma que algumas mães tentaram se organizar e chamar a atenção da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e da imprensa anteriormente, mas não tiveram sucesso.
- A gente tirou fotos, mandamos e-mails, mas ninguém nos ajudou. Além disso, a maioria precisa trabalhar e não tinha tempo de fazer alguma coisa.
Um funcionário do CEU São Mateus, que não quis se identificar, relatou que o piso do ginásio também foi reformado recentemente, devido a um problema causado pelas goteiras do teto, que continuam até hoje. Para ele, o “descaso da prefeitura” é intencional.
- Como este CEU foi feito pela Marta [Suplicy, ex-prefeita de São Paulo], a administração atual deixa de lado, meio que “de propósito”.
Elevador
Outro problema grave no CEU São Mateus é o elevador, que não funciona há meses, de acordo com mães e alunos. Para chegar às salas de aula, que ficam no primeiro andar, os deficientes físicos são carregados pela escada. Uma estudante, cadeirante, deixou de estudar por conta desse problema, afirma Cláudia.
- Ela se sentia constrangida por ter que pedir ajuda às pessoas todos os dias.
A reportagem do R7 visitou o local e constatou rachaduras nos muros e paredes externas, ferrugem nas armações de metal e janelas quebradas. A diretoria do CEU São Mateus impediu a reportagem de entrar em suas instalações.
Outro lado
Em nota da assessoria de imprensa, a secretaria de Educação admitiu que há a necessidade de obras de manutenção no CEU São Mateus, e que elas estão na fase de elaboração de orçamento. O órgão também alega que foram realizados serviços de manutenção no telhado dos blocos afetados no fim do ano passado.
A secretaria negou que os alunos tenham sido dispensados e, quando isso ocorre, “as aulas são respostas, como determina a lei”.
extraído de: http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/ceu-na-zona-leste-de-sp-tem-rachaduras-e-agua-escorrendo-sobre-lousas-elevador-esta-quebrado-20100415.html
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PSDB VAI AO TSE CONTRA PESQUISA RUIM PARA SERRA
do Brasília Confidencial
15/04/2010
O PSDB entregou ontem ao Tribunal Superior Eleitoral uma representação em que pede que o instituto Sensus, autor da mais recente pesquisa que aponta empate entre Serra e Dilma, seja multado em R$ 100 mil. O partido de Serra alega que a divulgação dos resultados, na terça-feira, foi feita antes de que se esgotasse o prazo de cinco dias contados a partir do registro da pesquisa no TSE.
O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, disse que a representação tem “origem política”.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
COM USO POLÍTICO DA CHUVA, REVISTA VEJA PROTEGE SERRA E ATACA ADVERSÁRIOS
NO INTERIOR DE SP, POR FALTA DE VAGAS PARA NOVOS PRESOS, DELEGADOS SÓ PRENDEM EM CASOS GRAVES
12/04/2010 – 18:15
Agência Estado
Por José Maria Tomazela
Sorocaba, SP – Com as cadeias superlotadas e sem vaga para novos presos, os delegados da Polícia Civil da região de Sorocaba, no sudoeste paulista, só estão pedindo a prisão temporária de suspeitos ou acusados em caso de crimes graves. A orientação partiu do diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 7), Weldon Carlos da Costa, como uma medida extrema.
“Todas as cadeias estão superlotadas e não temos onde colocar o preso temporário”, justificou. Ele disse que os delegados foram orientados a só pedir a prisão temporária em casos “absolutamente indispensáveis”. Nos demais, eles devem concluir o inquérito e só então pedir a prisão preventiva, já que nesse caso o preso vai para um Centro de Detenção Provisória (CDP).
A medida se deve à situação de caos em que se encontram as prisões vinculadas à Secretaria da Segurança Pública na região. A cadeia de Itapeva, a 280 km de São Paulo, está sob ameaça de interdição pela Justiça. Uma vistoria realizada na semana passada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara constatou que o prédio tem capacidade para 50 detentos, mas abrigava 191. De acordo com a vereadora Áurea Aparecida Rosa (PTB), os presos dormem nos banheiros, os sanitários estão entupidos e sem chuveiro e, para tomar banho, eles usam canequinhas.
Os médicos que atendem os detentos a cada 15 dias não conseguem extinguir doenças provenientes da superlotação, como a sarna. O prédio não tem laudo do Corpo de Bombeiros, nem alvará da Vigilância Sanitária e está em condições precárias.
O titular do Deinter 7 disse que a cadeia de Itapeva não é a única com problemas. “Todas as nossas unidades estão com 300% da capacidade nominal e em algumas temos limitações impostas pela Justiça.”
O excedente chega a 1.100 detentos na região. Em Cesário Lange, a cadeia é para 12 presos, mas abriga 56 e já chegou a ter 80. De acordo com o diretor, todos os dias há necessidade de fazer o remanejamento de presos para aliviar a tensão no sistema, o que ocupa parte do efetivo da Polícia Civil e prejudica outras atividades, como a investigação.
“Nossa expectativa é de que a construção de CDPs (Centros de Detenção Provisória da Secretaria de Administração Penitenciária) resolva ou pelo menos alivie o problema”, disse. Está em obras um CDP em Iperó e há previsão de um Centro de Progressão Penitenciária (CPP) em Porto Feliz, além de um complexo feminino em Votorantim. A Prefeitura de Porto Feliz é contrária à obra e tenta o embargo judicial.
A Secretaria da Administração Penitenciária informou que até 2011 serão construídas 49 novas unidades prisionais no Estado de São Paulo, gerando mais 39.540 vagas
Agência Estado
Por José Maria Tomazela
Sorocaba, SP – Com as cadeias superlotadas e sem vaga para novos presos, os delegados da Polícia Civil da região de Sorocaba, no sudoeste paulista, só estão pedindo a prisão temporária de suspeitos ou acusados em caso de crimes graves. A orientação partiu do diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 7), Weldon Carlos da Costa, como uma medida extrema.
“Todas as cadeias estão superlotadas e não temos onde colocar o preso temporário”, justificou. Ele disse que os delegados foram orientados a só pedir a prisão temporária em casos “absolutamente indispensáveis”. Nos demais, eles devem concluir o inquérito e só então pedir a prisão preventiva, já que nesse caso o preso vai para um Centro de Detenção Provisória (CDP).
A medida se deve à situação de caos em que se encontram as prisões vinculadas à Secretaria da Segurança Pública na região. A cadeia de Itapeva, a 280 km de São Paulo, está sob ameaça de interdição pela Justiça. Uma vistoria realizada na semana passada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara constatou que o prédio tem capacidade para 50 detentos, mas abrigava 191. De acordo com a vereadora Áurea Aparecida Rosa (PTB), os presos dormem nos banheiros, os sanitários estão entupidos e sem chuveiro e, para tomar banho, eles usam canequinhas.
Os médicos que atendem os detentos a cada 15 dias não conseguem extinguir doenças provenientes da superlotação, como a sarna. O prédio não tem laudo do Corpo de Bombeiros, nem alvará da Vigilância Sanitária e está em condições precárias.
O titular do Deinter 7 disse que a cadeia de Itapeva não é a única com problemas. “Todas as nossas unidades estão com 300% da capacidade nominal e em algumas temos limitações impostas pela Justiça.”
O excedente chega a 1.100 detentos na região. Em Cesário Lange, a cadeia é para 12 presos, mas abriga 56 e já chegou a ter 80. De acordo com o diretor, todos os dias há necessidade de fazer o remanejamento de presos para aliviar a tensão no sistema, o que ocupa parte do efetivo da Polícia Civil e prejudica outras atividades, como a investigação.
“Nossa expectativa é de que a construção de CDPs (Centros de Detenção Provisória da Secretaria de Administração Penitenciária) resolva ou pelo menos alivie o problema”, disse. Está em obras um CDP em Iperó e há previsão de um Centro de Progressão Penitenciária (CPP) em Porto Feliz, além de um complexo feminino em Votorantim. A Prefeitura de Porto Feliz é contrária à obra e tenta o embargo judicial.
A Secretaria da Administração Penitenciária informou que até 2011 serão construídas 49 novas unidades prisionais no Estado de São Paulo, gerando mais 39.540 vagas
terça-feira, 13 de abril de 2010
SERRA VETOU PROJETO DE LEI DE MAPEAMENTO E CADASTRAMENTO DE ÁREAS DE RISCO
Grande São Paulo tem pelo menos duas áreas construídas sobre aterros
A tragédia no Morro do Bumba, no Rio de Janeiro, despertou o alerta em relação a outros bairros construídos sobre aterros sanitários. O ABC paulista tem duas áreas nessas condições: o Núcleo Espírito Santo, localizado no bairro Cidade São Jorge, em Santo André, e o Residencial Barão de Mauá, localizado no Parque São Vicente, em Mauá.
Antes mesmo da tragédia carioca que deixou 150 pessoas soterradas, a deputada petista Ana do Carmo apresentou e conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa um projeto de lei que determina que o Estado elabore mapeamento e levantamento cadastral das áreas de risco, para adotar medidas que evitem as tragédias. Só que o projeto foi vetado em maio de 2008 pelo governador José Serra.
A deputada vai realizar no próximo mês uma audiência pública para debater com a população e os parlamentares o projeto de lei e também a elaboração de um Plano Estadual de Prevenção de Riscos, que prevê a avaliação de favelas, loteamentos precários e outras áreas de risco com o objetivo de buscar soluções na prevenção de deslizamentos, enchentes, inundações e outras catástrofes.
Uma lei como a que foi proposta pela deputada Ana do Carmo poderia evitar situações como a do Núcleo Espírito Santo, em Santo André, que surgiu na década de 80 sobre um lixão e hoje abriga 1.490 famílias ao lado de um aterro sanitário. Além do risco de explosões causadas pelos gases da decomposição do lixo, os moradores convivem com mau cheiro, paredes e tetos com rachaduras e a possibilidade de desabamento devido à instabilidade do solo.
Já o Residencial Barão de Mauá foi construído sobre um depósito clandestino de lixo industrial. Os moradores descobriram que o terreno estava contaminado por 44 tipos de resíduos industriais depois que um homem morreu e outro ficou ferido em uma explosão de gás, dez anos atrás. Um levantamento realizado na época pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, a Cetesb, revelou o problema.
De acordo com especialistas, áreas que já serviram para depósito de detritos ficam impróprias para edificação durante décadas. Além da instabilidade do solo, há o risco permanente de contaminação por materiais tóxicos, explosões, incêndios e desabamentos.
O PL de Ana do Carmo, vetado por Serra, estabelece que o levantamento cadastral das áreas tem que levar em conta as condições de risco geológico, tecnológico, ameaça à Área de Preservação Permanente (APP) e proteção de mananciais. Esse levantamento é necessário para a adoção de medidas administrativas, ou judiciais, que assegurem a segurança das famílias moradoras de locais cuja situação seja de risco. O projeto prevê ainda que estas famílias sejam contempladas em programas de reurbanização ou reassentamento habitacional.
A audiência pública proposta pela deputada petista vai colocar o assunto em pauta novamente na Assembleia Legislativa. Afinal, o governador vetou o projeto que trata do problema há dois anos, mas não apresentou nenhuma solução.
SERVIÇO: Audiência Pública Sobre o Plano Estadual de Prevenção de Riscos
11 de maio, às 14h00
Auditório Franco Montoro
extraído de: http://www.ptalesp.org.br/bancada_ver.php?idBancada=2337
A tragédia no Morro do Bumba, no Rio de Janeiro, despertou o alerta em relação a outros bairros construídos sobre aterros sanitários. O ABC paulista tem duas áreas nessas condições: o Núcleo Espírito Santo, localizado no bairro Cidade São Jorge, em Santo André, e o Residencial Barão de Mauá, localizado no Parque São Vicente, em Mauá.
Antes mesmo da tragédia carioca que deixou 150 pessoas soterradas, a deputada petista Ana do Carmo apresentou e conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa um projeto de lei que determina que o Estado elabore mapeamento e levantamento cadastral das áreas de risco, para adotar medidas que evitem as tragédias. Só que o projeto foi vetado em maio de 2008 pelo governador José Serra.
A deputada vai realizar no próximo mês uma audiência pública para debater com a população e os parlamentares o projeto de lei e também a elaboração de um Plano Estadual de Prevenção de Riscos, que prevê a avaliação de favelas, loteamentos precários e outras áreas de risco com o objetivo de buscar soluções na prevenção de deslizamentos, enchentes, inundações e outras catástrofes.
Uma lei como a que foi proposta pela deputada Ana do Carmo poderia evitar situações como a do Núcleo Espírito Santo, em Santo André, que surgiu na década de 80 sobre um lixão e hoje abriga 1.490 famílias ao lado de um aterro sanitário. Além do risco de explosões causadas pelos gases da decomposição do lixo, os moradores convivem com mau cheiro, paredes e tetos com rachaduras e a possibilidade de desabamento devido à instabilidade do solo.
Já o Residencial Barão de Mauá foi construído sobre um depósito clandestino de lixo industrial. Os moradores descobriram que o terreno estava contaminado por 44 tipos de resíduos industriais depois que um homem morreu e outro ficou ferido em uma explosão de gás, dez anos atrás. Um levantamento realizado na época pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, a Cetesb, revelou o problema.
De acordo com especialistas, áreas que já serviram para depósito de detritos ficam impróprias para edificação durante décadas. Além da instabilidade do solo, há o risco permanente de contaminação por materiais tóxicos, explosões, incêndios e desabamentos.
O PL de Ana do Carmo, vetado por Serra, estabelece que o levantamento cadastral das áreas tem que levar em conta as condições de risco geológico, tecnológico, ameaça à Área de Preservação Permanente (APP) e proteção de mananciais. Esse levantamento é necessário para a adoção de medidas administrativas, ou judiciais, que assegurem a segurança das famílias moradoras de locais cuja situação seja de risco. O projeto prevê ainda que estas famílias sejam contempladas em programas de reurbanização ou reassentamento habitacional.
A audiência pública proposta pela deputada petista vai colocar o assunto em pauta novamente na Assembleia Legislativa. Afinal, o governador vetou o projeto que trata do problema há dois anos, mas não apresentou nenhuma solução.
SERVIÇO: Audiência Pública Sobre o Plano Estadual de Prevenção de Riscos
11 de maio, às 14h00
Auditório Franco Montoro
extraído de: http://www.ptalesp.org.br/bancada_ver.php?idBancada=2337
GOVERNO PAULISTA PAGA R$ 63 MILHÕES A EMPRESA LIGADA AO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DO DEM NO DF
A empresa tem como um de seus sócios Marcelo Reis Perillo, primo do senador Marconi Perillo, do PSDB.
Desde 2008, a Secretaria Estadual da Saúde já pagou mais de R$ 63 milhões à Hospfar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares, acusada pela Corregedoria Geral da União (CGU) de superfaturamento de preços de medicamentos e suposta fraude em licitações nas gestões de Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (ex-DEM) no Distrito Federal.
O governo paulista, só no primeiro trimestre de 2010, empenhou R$ 5,5 milhões para pagamento da Hospfar. Pelo menos 20 dos 51 contratos foram feitos para cumprimento de decisão judicial, quando o cidadão ganha na Justiça o direito de receber do Estado o medicamento. Três deles foram feitos com dispensa de licitação.
A empresa tem como um de seus sócios Marcelo Reis Perillo, primo do senador Marconi Perillo, do PSDB.
Outro sócio da empresa, Moisés de Oliveira Neto, também aparece como proprietário da Linknet, apontada como uma das principais operadoras do “mensalão do DEM”.
Conexão
Além da Linknet, pelo menos outras duas empresas suspeitas de abastecerem o “mensalão do DEM” no Distrito Federal atuaram em São Paulo: Uni Repro e Serveng Civilsan.
A Uni Repro foi investigada em 2007 dentro da Operação Parasitas da Polícia Civil. A empresa faria parte de um grupo que teria causado um rombo de R$ 100 milhões na área da saúde por meio de fraudes em licitações, superfaturamento de preços e entrega de produtos de má qualidade. A empresa prestou serviços ao Estado de São Paulo de 1999, época do governo Mário Covas, a 2007, início da gestão de José Serra.
A construtora Serveng participou de, ao menos, dois consórcios com contratos no Estado. Um para a realização de obras de melhorias no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e outro para a construção do trecho sul do Rodoanel. Em ambos, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades e suspeita de superfaturamento.
A Serveng também foi um dos principais doadores da campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 2008 - R$ 1,2 milhão. O repasse foi considerado ilegal pela Justiça Eleitoral, que cassou o mandato de Kassab. Ele aguarda no cargo julgamento de recurso.
fonte: Jornal da Tarde
Desde 2008, a Secretaria Estadual da Saúde já pagou mais de R$ 63 milhões à Hospfar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares, acusada pela Corregedoria Geral da União (CGU) de superfaturamento de preços de medicamentos e suposta fraude em licitações nas gestões de Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (ex-DEM) no Distrito Federal.
O governo paulista, só no primeiro trimestre de 2010, empenhou R$ 5,5 milhões para pagamento da Hospfar. Pelo menos 20 dos 51 contratos foram feitos para cumprimento de decisão judicial, quando o cidadão ganha na Justiça o direito de receber do Estado o medicamento. Três deles foram feitos com dispensa de licitação.
A empresa tem como um de seus sócios Marcelo Reis Perillo, primo do senador Marconi Perillo, do PSDB.
Outro sócio da empresa, Moisés de Oliveira Neto, também aparece como proprietário da Linknet, apontada como uma das principais operadoras do “mensalão do DEM”.
Conexão
Além da Linknet, pelo menos outras duas empresas suspeitas de abastecerem o “mensalão do DEM” no Distrito Federal atuaram em São Paulo: Uni Repro e Serveng Civilsan.
A Uni Repro foi investigada em 2007 dentro da Operação Parasitas da Polícia Civil. A empresa faria parte de um grupo que teria causado um rombo de R$ 100 milhões na área da saúde por meio de fraudes em licitações, superfaturamento de preços e entrega de produtos de má qualidade. A empresa prestou serviços ao Estado de São Paulo de 1999, época do governo Mário Covas, a 2007, início da gestão de José Serra.
A construtora Serveng participou de, ao menos, dois consórcios com contratos no Estado. Um para a realização de obras de melhorias no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e outro para a construção do trecho sul do Rodoanel. Em ambos, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades e suspeita de superfaturamento.
A Serveng também foi um dos principais doadores da campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 2008 - R$ 1,2 milhão. O repasse foi considerado ilegal pela Justiça Eleitoral, que cassou o mandato de Kassab. Ele aguarda no cargo julgamento de recurso.
fonte: Jornal da Tarde
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