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terça-feira, 6 de setembro de 2011

PSDB retira mais de 78 milhões da Secretaria de Segurança Pública

Será esse o perfil que  um governo verdadeiramente preocupado com a vida e segurança de seus cidadãos deveria ter?????


  
Publicado pelo PT na Assembleia:

Governo de SP retira mais de R$ 78 milhões da Secretaria de Segurança 

A população do Estado de São Paulo assiste acuada ao crescimento da criminalidade. Os ataques a caixas eletrônicos aumentam assustadoramente. Levantamento da imprensa apurou que, de janeiro até agora, 105 casos de ataques a estes equipamentos aconteceram no período noturno, somente na Região Metropolitana de São Paulo. Foram 50 ações na Capital e 55 na Grande São Paulo. Em 72 dos 105 casos, os bandidos utilizaram explosivos; e em 36 deles as máquinas estavam instaladas dentro de supermercados. O interior do Estado também tem sofrido com este tipo de crime.
O governo do Estado permanece omisso. Faltam investimentos em inteligência policial, essencial na prevenção e repressão ao crime organizado.
O orçamento da secretaria para 2011, previsto em lei, era de R$ 11,9 bilhões. De janeiro até agora, o governo tucano retirou mais de R$ 78 milhões para suplementar outros órgãos do Estado.
“Este é o reflexo da falta de uma política de Segurança Pública para o Estado de São Paulo”, destaca o líder da Bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Enio Tatto.

Riscos ao cidadão

Nas explosões dos caixas, além do intolerável crime ao patrimônio, os bandidos expõem o cidadão comum ao risco de perder sua vida, em uma destas explosões.
Os caixas eletrônicos fora dos bancos que, antes, eram uma comodidade para a pessoa que, em qualquer horário, e em vários pontos comerciais, poderia retirar dinheiro. Agora, está o comércio sob o risco de ser alvo de uma explosão, seus funcionários, os frequentadores e as pessoas passam ou moram no entorno.

Só nas últimas 48 horas

Quatro caixas eletrônicos foram atacados por criminosos, na madrugada desta quinta-feira (1/9). Dois na Zona Sul da Capital, um no município de Jacareí e outro em Rio Claro. Em todos os casos, os bandidos explodiram os caixas, estavam fortemente armados e conseguiram fugir levando parte de dinheiro.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Versão da Rota é uma farsa, diz família


Mãe e viúva de homem apontado como autor de atentado acreditam que ele pode ter sido morto em outro local
Em relatório, Polícia Civil suspeita que ataque seria tentativa de desviar foco de investigação contra PMs
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO
A família do ex-detento Frank Ligieri Sons, morto em um suposto atentado contra a sede da Rota (tropa de elite da PM) em 2010, diz não ter dúvida de que a versão da polícia para explicar as circunstâncias da morte é uma farsa.
Diante de novas informações que reforçam essa suspeita, mãe e viúva querem processar o Estado.
Conforme a Folha revelou na semana passada, relatório sigiloso da Inteligência da Polícia Civil coloca em xeque a versão oficial apresentada.
Ela é apontada como um possível engodo dos PMs envolvidos com o crime.
O documento, em um trecho, diz: "Possivelmente, o atentado contra a mencionada sede miliciana seria para tirar o foco de práticas ilícitas envolvendo integrantes da Rota e martirizar os envolvidos".
Essa tese é sustentada no documento por alguns supostos crimes praticados por PMs e, ainda, por possíveis inconsistências da versão oficial.
Entre elas: o desparecimento do coquetel molotov (que Sons estaria carregando), a falta de exames para apurar uso de arma (residuográfico) e a versão da Rota sobre a inexistência de câmeras para fornecer imagens da ação (o relatório diz haver duas).
A viúva, Ana Paula Sons, e a mãe de Sons, Vera Lúcia Ligieri, apresentam outras possíveis inconsistências.
Uma delas é não terem encontrado marcas de sangue no local onde Sons teria sido baleado. "Nós andamos em volta de todo o quarteirão da Rota, procurando, e não encontramos nada", diz a viúva.
"Eu tenho certeza de que ele não foi morto ali [ao lado da Rota]. Foi desovado lá. Meu coração de mãe diz isso", afirmou Vera Lúcia.
Elas dizem que Sons "morria de medo" de polícia, principalmente quando estava sob o efeito de drogas (tratava-se do vício em cocaína).
Quando usava droga, diz Ana Paula, ficava a noite toda olhando pela janela de casa, temendo a presença de policiais, e debaixo dos móveis, com medo de animais.
"Drogado, ele jamais teria coragem de fazer um atentado. De cara limpa, muito menos. Eu vivi 17 anos com ele e sei que ele não fez aquilo."
A família traz outras questões sobre a versão policial: 1) Sons não tinha dinheiro para comprar uma arma; 2) nunca andava acompanhado [policiais dizem que estava com um comparsa, que fugiu]; 3) não tinha dívida com o tráfico que pudesse levá-lo a cometer esse "suicídio".
"E ele queria muito viver", afirma a viúva.
Continuam: 4) ouviram no hospital que a roupa de Sons havia sido incinerada; 5) ouviram da polícia que o exame não detectara pólvora na mão de Sons [o relatório diz não ter sido requisitado]; e 6) ouviram de um delegado que Sons foi baleado com um tiro de fuzil nas costas [os PMs dizem que usavam revólveres e que ele foi alvejado no tórax e abdômen].
OUTRO LADO
PM diz que será rigorosa na apuração do caso
DE SÃO PAULO
O comando da PM-SP diz que solicitou à Polícia Civil o relatório da Inteligência para apurar as irregularidades apontadas nele.
Diz que, por ora, não fará comentário sobre informações passadas pela Folha. Adianta que, havendo qualquer irregularidade, será implacável contra desvios de conduta, assim como será rigorosa nas apurações.
Folha tentou contato com o delegado Eder Pereira da Silva, responsável pela investigação, mas não teve resposta. Na semana passada, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso estava sob investigação.
Anteontem, o governador Geraldo Alckmin disse que as corregedorias das polícias são fortes. "Se há algum indício, precisa ser apurado. Vamos verificar com cautela, apurar direitinho, para ter as informações corretas", disse.

Justiça quebra sigilos de peritos suspeitos de fraude nos laudos dos acidentes do Metrô


Léo Arcoverde

do Agora
A Justiça estadual quebrou os sigilos bancário e fiscal de peritos do IC (Instituto de Criminalística) suspeitos de envolvimento em uma suposta fraude nos laudos sobre os acidentes da cratera do metrô e da queda do teto da Igreja Renascer em Cristo --que deixaram, respectivamente, sete e nove mortos.
O levantamento revelou que alguns deles movimentaram cifras milionárias. O salário da categoria --peritos são servidores estaduais-- não passa de R$ 9.000.
Na semana passada, o Gaeco (grupo de promotores que investiga o crime organizado) pediu à Justiça o detalhamento das movimentações bancárias dos investigados.
A investigação já apontou que um perito comprou à vista, por R$ 3,1 milhões, um apartamento em Perdizes (zona oeste), em 2007.
Na conta de um outro perito, entre 2008 e 2009, foram depositados R$ 2,5 milhões.

Metrô desliga escada rolante de estação Paulista em horário de pico e revolta passageiros


Empresa diz que ação é uma medida de segurança para controlar o fluxo
Julia Carolina, do R7



metro-esteira-estação-paulista-hgJulia Carolina/R7
Jovem precisa andar em esteira parada na estação Paulista da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo




A  superlotação de passageiros na estação Paulista da linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo tem feito os funcionários desligarem parte das escadas e esteiras rolantes do local nos horários de pico. Usuários da estação, que faz integração com a linha 2-Verde do sistema, reclamam do tumulto constante no local por causa da medida. Em média, cerca de 140 mil usuários circulam no local diariamente.  

A reportagem do R7 esteve na estação no final da tarde do último dia 24 e constatou o problema. Passageiros chegaram a classificar a situação na estação no fim do dia como “caos”. Foi o caso do analista de comunicação Rafael Ernandi, de 27 anos. Ele afirma que a estação inaugurada em 2010 até facilitou o acesso à avenida Paulista, mas em horários de grande movimento o local fica insuportável. 


- A estação tem um único corredor [que liga a linha Amarela à Verde] de entrada e saída de passageiros e, no horário de pico, fica impossível caminhar. É preciso até mesmo desativar as escadas rolantes. 

Usuária de estação, a bancária Dirce Alexandre Nunes, 52 anos, confirma que é normal encontrar algumas esteiras e escadas rolantes desligadas nos períodos de movimento mais intenso. 

- Todos os dias desligam. Falaram que é por causa do grande fluxo e a gente entende que eles estão em fase de adaptação. Mas é ruim. Eu fico 15 minutos andando aqui dentro. 

Ernandi também reclama do tempo que gasta andando entre as estações. 

- O passageiro, muitas vezes, chega a ficar parado e perde pelo menos 15 minutos para chegar à plataforma, tempo superior ao percurso entre as estações Paulista e Pinheiros, onde é realizada a integração com a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos]. 

Ação de segurança 

A assessoria do Metrô afirmou que o tumulto na estação Paulista ocorre pelo grande número de pessoas que utilizam a “via” no mesmo horário. A empresa ressalta que neste mês de agosto o Metrô bateu o recorde histórico de 4 milhões de passageiros transportados diariamente. 

Nesse contexto, segundo o Metrô, desligar escada e esteira é uma medida de segurança, uma forma de bloqueio para conter o fluxo de passageiros. De acordo com a empresa, caso não haja o desligamento, core-se o risco de a multidão se projetar na plataforma, criando um risco enorme de acidentes. 

Porém, não é assim que muitos usuários têm enxergado o desligamento das escadas. As colegas de trabalho Suzana Batista David, de 26 anos, e Lorena Moura, de 23, ambas auxiliares de seguros, dizem que todos os dias se deparam com a multidão na estação e com escadas desligadas. Suzana diz acreditar que a interrupção no funcionamento da escada acaba piorando a situação na Paulista. 
- Acho que atrapalha o movimento na estação, porque vai acumulando o número de pessoas e o risco de tropeçar acaba sendo maior. 


O Metrô informa que a previsão é que o fluxo de passageiros na Paulista diminua a partir de setembro, quando a linha 4 irá inaugurar as estações/conexões República, integrada com a linha 3-Vermelha, e Luz, ligada à linha 1-Azul, ambas na região central de São Paulo. Segundo a empresa, atualmente, grande parte dos passageiros que fazem a transferência da linhas 4-Amarela para a 2-Verde usando as estações Paulista e Consolação segue em direção à estação Paraíso pois tem com destino final o centro da capital paulista. 

Aumento 

A estação Consolação, da linha 2-Verde, teve crescimento de 68% no número de passageiros só nos últimos quatros meses. Em maio, cerca de 84 mil pessoas usaram a estação por dia. No dia 3 de agosto, circularam por lá 142 mil usuários. 

O período coincide com ampliações no funcionamento da linha 4-Amarela, cuja estação Paulista faz conexão com a linha 2 na Consolação. Entre as principais mudanças na linha 4 estão a abertura da estação Pinheiros e a extensão do horário de abertura, até as 21h. 

Nova Luz espalhará rato, pombo e morcego no centro de SP


DE SÃO PAULO


As obras de revitalização da região conhecida como cracolândia devem espalhar pelo centro de São Paulo ratazanas, camundongos, pombos e morcegos, segundo um estudo de impacto ambiental do projeto Nova Luz, da prefeitura.


A informação é da reportagem de José Benedito da Silva publicada na edição desta segunda-feira da Folha. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
A dispersão seria provocada por demolições e escavações, que destruirão habitats como porões, sótãos, forros e galerias. Pombos e morcegos podem ir longe, mas mesmo ratos podem se deslocar por 3 km, o que os levaria à avenida Paulista e a bairros como Higienópolis e Pacaembu.
O que mais preocupa, pelo número e pela nocividade, são os ratos. Para amenizar o impacto, o estudo sugere controle químico antes de demolições e escavações. O estudo detectou ainda escorpiões, baratas, aranhas, formigas, mosquitos e abelhas --a dispersão desses, no entanto, não preocupa.
Caio Guatelli/Folhapress
Garis da Prefeitura de SP retiram lixo acumulado das ruas da cracolândia; revitalização deve espalhar animais
Garis da Prefeitura de SP retiram lixo acumulado das ruas da cracolândia; revitalização deve espalhar animais

domingo, 4 de setembro de 2011

Total desrespeito do IML em SP. São SEIS MESES para se receber um laudo deste instituto!!!!!

Mais uma prova do desrespeito do governo PSDB com seus cidadãos. São Paulo está abandonado em todos os aspectos. 

Entrega de laudo do IML demora mais de seis meses

Artur Rodrigues
do Agora


A demora para a entrega de laudos do IML (Instituto Médico Legal) pode ultrapassar seis meses na capital.
Funcionários do instituto afirmam que a culpa é do laboratório, que atende toda a Grande São Paulo com a realização de exames.
Os laudos do IML são obrigatórios sempre que as pessoas morrem fora de um hospital. Entre outras finalidades, o documento pode ser exigido para que familiares de pessoas mortas recebam seguros de vida. Laudos podem atestar que a pessoa não se matou --em casos de suicídio, as seguradoras não costumam pagar.
A falta de laudo prejudica ainda inquéritos policiais, já que o IML analisa se uma pessoa morreu de morte natural ou de assassinato.

Exame

Funcionários do IML Leste afirmaram à reportagem que o laudo demorou para sair por conta do exame toxicológico, pedido pelo médico legista.
O exame da filha de Guedes retornou ao IML no dia 22, e o laudo ficaria pronto na semana passada.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública afirmou que não há demora, mas não respondeu quantos laudos e exames aguardam na fila.
Segundo a pasta, o exame toxicológico é um dos mais demorados devido a sua complexidade. Anualmente, o IML realiza 470 mil exames.

Homicídios em 2011 - Na Capital de SP, dos 629 homicídios registrados, 128 foram efetuados pela PM

De cada 5 assassinatos registrados na cidade de SP, 1 é de autoria da PM
Em 2011, capital do Estado teve 629 pessoas mortas, 128 pela polícia.

Corporação diz que 60% dos confrontos no período não tiveram mortos.

Raphael Prado
Do G1 SP

A aposentada Valquíria Marques dos Santos, que teve o filho de 15 anos assassinado por um PM: ‘Os policiais que levaram meu menino continuam na ativa’ (Foto: Raphael Prado/G1)De cada cinco pessoas assassinadas na cidade de São Paulo em 2011, uma foi morta pela Polícia Militar. Os dados fazem parte de relatório da Secretaria da Segurança Pública do estado.
Nos primeiros meses do ano, entre janeiro e julho, 629 pessoas foram assassinadas na capital paulista. Deste total, 128 registros foram feitos como “pessoas mortas em confrontos com a Polícia Militar em serviço”. O tipo de ocorrência, conhecido em outros estados como “auto de resistência”, é um indicativo de revides da PM a ataque de criminosos ou enfrentamento em ação policial.
saiba mais
PM de SP investiga dez policiais por vídeo violento Presos dez PMs suspeitos de não socorrer assaltantes baleados em SP Em todo o estado de São Paulo, no primeiro semestre de 2011, foram registrados 2.241 homicídios. Desses, 241 foram cometidos por policiais – o que dá uma proporção de um assassinato pela PM para cada 9,3 cometidos por outros cidadãos.
A proporção de um assassinato cometido pela polícia para cada cinco que acontecem na capital faz da PM na cidade uma das tropas mais violentas do mundo. Nos Estados Unidos, em 2009, foram registradas 406 mortes causadas por policiais em um total de 14.402 homicídios – o que significa que de cada 34 assassinatos um foi cometido pela polícia norte-americana.
Na Argentina, de acordo com o CELS (Centro de Estudos Legais e Sociais), em todo o ano de 2007 – os últimos dados disponíveis –, a região metropolitana de Buenos Aires (que tinha, à época, 12 milhões de habitantes) registrou 79 casos de pessoas mortas em confronto com a polícia. Neste mesmo 2007, só na capital paulista – excluídas as cidades da Grande São Paulo -, a PM registrou 203 mortes “em confronto”. Moram na capital 11 milhões de habitantes.
Na semana passada, tornou-se público um vídeo em que policiais observam um homem agonizando e outro ferido atrasando o atendimento e pedindo que eles “estrebuchem”. A PM investiga dez policiais pela conduta mostrada nas imagens.
Para o deputado estadual Adriano Diogo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, os dados informados pela secretaria são “subdimensionados”. “A execução está liberada no estado”, afirma o parlamentar.
Ele diz que não vê perspectivas de redução nesse índice de letalidade da PM. “Porque tem um calor, um coro midiático pedindo sangue”, diz. “Antigamente estava-se tentando legalizar a pena de morte. Hoje não precisa mais. Ela está institucionalizada”, afirma, acrescentando que o método de registro dessas ocorrências é o mesmo que se usava no regime militar. “Matavam as pessoas e o resultado era ‘morreu atropelado’, ‘resistência seguida de morte’. Agora acontece o mesmo”, diz. As vítimas, segundo o deputado, geralmente são jovens, negros e pobres da periferia.
A PM, por meio da assessoria de imprensa, diz que o confronto fatal é o “último recurso” adotado pelos policiais em caso de abordagem. A corporação informa que, no primeiro semestre de 2011, na capital paulista, não houve mortes em 60% dos confrontos – “quando existiu necessidade de confronto” – e 82% dos envolvidos foram somente presos ou feridos.
A Polícia Militar afirma ainda que é necessário “fazer distinção” entre os homicídios dolosos e as mortes decorrentes de abordagens policiais porque são “situações sociais distintas” e que casos como a negativa de socorro por policiais são “condutas individuais, contrárias ao que é pregado pela corporação e rigorosamente investigadas”.
A corporação refuta as declarações do deputado e afirma que “está comprometida com a legalidade, arriscando a vida dos policiais em defesa da população, com respeito integral aos direitos humanos”.
Nos seis primeiros meses de 2011, foram mortos cinco policiais militares em trabalho.
Morto tomando refrigerante
A morte do filho Wagner dos Santos por um policial militar há 15 anos fez com que a aposentada Valquíria Marques dos Santos passasse a estudar a legislação para tentar culpar o assassino.
Era uma sexta-feira, 6 de dezembro de 1996. Wagner não teve aula naquele dia e foi, então, jogar bola com os amigos. Passou o dia em um parque no Jabaquara, rodeado de colegas com quem sempre estava – garotos da mesma faixa etária que a dele: 15 anos de idade.
Terminada a partida, todos se sentaram na porta de uma favela onde alguns moravam. Conversavam em um grupo, tomando refrigerante.
Perto dali, um jovem descia acompanhado de uma garota: estava levando a irmã para a escola. De acordo com os relatos das testemunhas, o rapaz esbarrou em um policial. Começou uma discussão, que terminou em um espancamento. O PM foi embora e, segundo contam, prometeu: “’Fica esperto, porque a gente volta pra te matar”. Não demorou.
Valquíria mostra o Código Penal e a Constituição:
ela passou a estudar a legislação na tentativa de
condenar o assassino do filho (Foto: Raphael
Prado/G1)Sentado como estava, Wagner foi alvejado no pulso – uma demonstração de que tentou se proteger do tiro, colocando a mão no rosto, segundo a mãe. “O policial foi e atirou com uma espingarda 12. Tinha quatro ou cinco amigos [na roda], mas mataram só o meu menino”, diz a aposentada.
O crime é antigo, mas só em julho, 15 anos depois, três policiais acusados de matar Wagner foram a julgamento. Amedrontadas, as pessoas que testemunharam a ação não apareceram. Os PMs foram absolvidos, mas Valquíria recorreu da decisão. “A gente não se sente amparada por esse Estado, para quem eu pago imposto, que matou meu menino”, afirma a mãe.
Trauma
“Sou meio traumatizada. Eu vejo viatura, vejo enquadrando, não gosto nem de olhar, porque eu entro em pânico”. A afirmação é da recepcionista Selma Martins Dulfrayer. Ela diz se sentir assim sempre que cruza com um carro da Polícia Militar.
Em 16 de janeiro de 2008, a família Dulfrayer estava em festa. Nascia o filho do porteiro Sidney Martins Dulfrayer, então com 23 anos, irmão de Selma. A alegria durou pouco.
Cinco dias depois, em 21 de janeiro, Sidney “trocou tiros com a polícia” – na versão dos oficiais da Rota – e foi morto com duas balas: uma na barriga e outra na virilha. Chegou vivo ao hospital, mas morreu em seguida.
“Por se tratar da Rota e pelos tiros que ele tomou, eu tenho certeza que ele se entregou”, afirma Selma. Dulfrayer tinha cumprido quatro anos de pena por roubo e estava há três meses em liberdade. “Mesmo que ele estivesse aprontando de novo na hora, não dá direito de fazer o que eles [os policiais] fizeram”, diz Selma. A última foto que ela tem do irmão foi no hospital, segurando o filho de poucos dias.

O perigo da volta ao militarismo - A segurança pública em SP nos remete aos "anos de chumbo"

Versão da Rota é uma farsa, diz família

Mãe e viúva de homem apontado como autor de atentado acreditam que ele pode ter sido morto em outro local

Em relatório, Polícia Civil suspeita que ataque seria tentativa de desviar foco de investigação contra PMs

ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

A família do ex-detento Frank Ligieri Sons, morto em um suposto atentado contra a sede da Rota (tropa de elite da PM) em 2010, diz não ter dúvida de que a versão da polícia para explicar as circunstâncias da morte é uma farsa.
Diante de novas informações que reforçam essa suspeita, mãe e viúva querem processar o Estado.
Conforme a Folha revelou na semana passada, relatório sigiloso da Inteligência da Polícia Civil coloca em xeque a versão oficial apresentada.
Ela é apontada como um possível engodo dos PMs envolvidos com o crime.
O documento, em um trecho, diz: "Possivelmente, o atentado contra a mencionada sede miliciana seria para tirar o foco de práticas ilícitas envolvendo integrantes da Rota e martirizar os envolvidos".
Essa tese é sustentada no documento por alguns supostos crimes praticados por PMs e, ainda, por possíveis inconsistências da versão oficial.
Entre elas: o desparecimento do coquetel molotov (que Sons estaria carregando), a falta de exames para apurar uso de arma (residuográfico) e a versão da Rota sobre a inexistência de câmeras para fornecer imagens da ação (o relatório diz haver duas).
A viúva, Ana Paula Sons, e a mãe de Sons, Vera Lúcia Ligieri, apresentam outras possíveis inconsistências.
Uma delas é não terem encontrado marcas de sangue no local onde Sons teria sido baleado. "Nós andamos em volta de todo o quarteirão da Rota, procurando, e não encontramos nada", diz a viúva.
"Eu tenho certeza de que ele não foi morto ali [ao lado da Rota]. Foi desovado lá. Meu coração de mãe diz isso", afirmou Vera Lúcia.
Elas dizem que Sons "morria de medo" de polícia, principalmente quando estava sob o efeito de drogas (tratava-se do vício em cocaína).
Quando usava droga, diz Ana Paula, ficava a noite toda olhando pela janela de casa, temendo a presença de policiais, e debaixo dos móveis, com medo de animais.
"Drogado, ele jamais teria coragem de fazer um atentado. De cara limpa, muito menos. Eu vivi 17 anos com ele e sei que ele não fez aquilo."
A família traz outras questões sobre a versão policial: 1) Sons não tinha dinheiro para comprar uma arma; 2) nunca andava acompanhado [policiais dizem que estava com um comparsa, que fugiu]; 3) não tinha dívida com o tráfico que pudesse levá-lo a cometer esse "suicídio".
"E ele queria muito viver", afirma a viúva.
Continuam: 4) ouviram no hospital que a roupa de Sons havia sido incinerada; 5) ouviram da polícia que o exame não detectara pólvora na mão de Sons [o relatório diz não ter sido requisitado]; e 6) ouviram de um delegado que Sons foi baleado com um tiro de fuzil nas costas [os PMs dizem que usavam revólveres e que ele foi alvejado no tórax e abdômen].

OUTRO LADO

PM diz que será rigorosa na apuração do caso
DE SÃO PAULO

O comando da PM-SP diz que solicitou à Polícia Civil o relatório da Inteligência para apurar as irregularidades apontadas nele.
Diz que, por ora, não fará comentário sobre informações passadas pela Folha. Adianta que, havendo qualquer irregularidade, será implacável contra desvios de conduta, assim como será rigorosa nas apurações.
A Folha tentou contato com o delegado Eder Pereira da Silva, responsável pela investigação, mas não teve resposta. Na semana passada, a Secretaria da Segurança Pública informou que o caso estava sob investigação.
Anteontem, o governador Geraldo Alckmin disse que as corregedorias das polícias são fortes. "Se há algum indício, precisa ser apurado. Vamos verificar com cautela, apurar direitinho, para ter as informações corretas", disse.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Promessas de campanha não são incorporadas no Plano Plurianual de Alckmin.

(do Transparência SP)

A imprensa paulista foi inundada nas últimas semanas pela propaganda dos projetos futuros do governo Alckmin, previstos no Plano Plurianual 2012/2015.

Novas linhas de metrô, novos "piscinões", mais escolas técnicas, modernização dos trens, novas linhas de trens expressos para o interior, túnel que ligará Santos ao Guarujá, duplicação de rodovias (como a Tamoios), término do Rodoanel (trechos Leste e Norte) Veículo Leve sobre Trilhos na Baixada Santista, trem expresso para Guarulhos, mais recursos para a agricultura, etc.

Quem acompanhou o noticiário, acredita em um governo altamente empreendedor. Que não para nunca.

Quem for analisar com mais cuidado, verá que grande parte destas promessas já estavam no PPA 2004/2007, elaborados no outro governo Alckmin.

Se grande parte das promessas não saíram do papel nos últimos 10 anos, o que temos é "marketing político", reproduzido falsamente como "fato concreto" pela grande mídia.

Em uma das pouquíssimas reportagens que investigaram a sério o PPA 2012/2015, observou-se as grandes divergências entre as promessas de campanha eleitoral e as propostas concretas apresentadas no plano pelo governador Alckmin.

Plano de Alckmin reduz promessas de campanha

Alckmin diz que cumprirá promessas de campanha (Foto: André Lessa/AE)
(por FABIO LEITE, do Jornal da Tarde)

O Plano Plurianual (PPA) do Estado de 2012 a 2015, que deve pautar quase toda a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) no governo paulista revê – e em muitos casos reduz – promessas que o tucano fez durante a campanha ao Palácio dos Bandeirantes em 2010. A assessoria de Alckmin nega a redução e diz que as metas serão cumpridas (leia abaixo).
O Jornal da Tarde confrontou os 184 compromissos assumidos por Alckmin – destacados no site da campanha do tucano e publicados pelo JT após a eleição, em 4 de outubro – com os projetos previstos no Orçamento deste ano e no PPA, enviado este mês à Assembleia Legislativa (veja no quadro ao lado).

O levantamento mostra que as promessas revistas se concentram na área de transportes. Na campanha, Alckmin disse, por exemplo, que faria 30 km de metrô em quatro anos, mas algumas linhas podem não ficar prontas até 2015, segundo o PPA.


Metrô
É o caso do trecho da Linha 4-Amarela entre a Vila Sônia e a estação da Luz. “Nós vamos terminar a Linha 4 do Metrô”, prometeu Alckmin no programa do horário eleitoral exibido na TV no dia 25 de agosto de 2010. No PPA, contudo, a previsão é que 87% do trajeto esteja concluído até 2015. O governo diz que acabará a obra no prazo.
Já a Linha 6-Laranja, que vai ligar a Brasilândia à estação São Joaquim, da Linha 1-Azul, prometida na campanha no mesmo programa do tucano, terá 31% do trajeto implantado, segundo previsão do PPA. O governo afirma que o projeto está em andamento e que Alckmin disse que iniciaria a obra.
Corredor, VLT e trem
Em agenda na cidade de Hortolândia, em setembro do ano passado, o então candidato prometeu concluir o Corredor Metropolitano Noroeste, que interliga cidades da região de Campinas, com a expansão até Santa Bárbara d’Oeste. A promessa foi reproduzida na conta de Twitter da campanha, Geraldo45, no mesmo dia. Mas, no PPA, Alckmin prevê que apenas 20% da expansão estarão implantados nos próximos quatro anos. O governo diz que a meta do PPA é “conservadora” e deve ser readequada.
Para a Baixada Santista, Alckmin se comprometeu a levar o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que ligará Santos, São Vicente e Praia Grande. “Melhoria do transporte público na Baixada Santista com o metrô de superfície, compromisso de @geraldoalckmin”, prometeu no Twitter. No PPA, porém, o governador indica que, até 2015, a previsão é ter feito 30% do trecho projetado. A assessoria do tucano afirma que a primeira etapa do projeto será concluída até 2014, e os demais trechos serão implantados nos anos seguintes.
Já o trem regional ligando São Paulo a Sorocaba, que o tucano estabeleceu como meta na campanha no programa de TV do dia 6 de setembro, tem previsão no PPA de 3,1% do trecho implantado. O governo nega a promessa de conclusão no mandato.
Outras diferenças ocorrem na compra de trens para a CPTM, no total de quilômetros de estradas vicinais asfaltadas, no número de piscinões construídos e na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho (leia mais ao lado).
Bases distintas
O acompanhamento em alguns casos é mais difícil de ser feito pois o PPA faz previsões em bases distintas do que foi dito em campanha. É o caso da construção de oito hospitais e 20 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) – o PPA prevê 713.607 m² de obras realizadas em prédios hospitalares – e de 30 Centros de Detenção Provisória (CDPs) – o PPA prevê 30.096 novas vagas para detentos. Segundo afirmou o governo, os números nesses casos indicam entrega de obras acima do que foi prometido em campanha.
Outro lado
O governo do Estado informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o Plano Plurianual (PPA) não pode ser confundido com a peça orçamentária anual. “O primeiro estabelece as diretrizes, objetivos e metas da administração pública estadual para um período de quatro anos. O segundo define em detalhe, anualmente, o gasto e as ações do governo em cada programa.” Segundo o governo, é preciso esperar pelo final do mandato para mostrar o que foi feito e o que deixou de ser feito.
A assessoria do Palácio dos Bandeirantes cita como exemplo a promessa de construção de 30 Centros de Detenção Provisória (CDPs). “O PPA menciona a criação de vagas em presídios e CDPs (30.096, aliás), mais do que suficientes para cumprir o prometido na campanha.” O mesmo, afirma o governo, ocorre com as unidades de Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs). “A meta está expressa em metros quadrados de obras e reformas concluídas, e o valor expresso no PPA é, também, mais do que suficiente para o cumprimento da promessa eleitoral.”
‘Futurologia’
Segundo o governo, o Jornal da Tarde faz “exercício de futurologia sobre as realizações da gestão Alckmin, que nem completou seu primeiro ano”. A assessoria de imprensa questiona ainda que a reportagem compara o governo Alckmin, que vai de 2011 a 2014, com o PPA, que engloba 2012 a 2015. “Desconsidera, por exemplo, as variações da arrecadação tributária e seu impacto nas ações do governo, que são anualmente dimensionadas quando da elaboração da lei orçamentária”, afirma.
A assessoria de Alckmin informa ainda que há promessas de campanha do tucano que foram concluídas no primeiro ano de governo, como a Via Rápida para o Emprego, programa de capacitação de mão de obra, o reajuste do salários de policiais, as fábricas de cultura, a criação da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano e uma unidade da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) na Baixada Santista, entre outras.

Passageiros relatam explosão no metrô de SP; linha 3 é afetada


DE SÃO PAULO

Uma falha elétrica prejudicou a circulação de trens na linha 3-vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda) do metrô de São Paulo por quase uma hora na tarde desta sexta-feira. Passageiros relataram terem ouvido explosões no interior de uma composição.
De acordo com o Metrô, o trem que apresentou problema estava na altura da estação Sé, seguindo pelo sentido Palmeiras/Barra Funda, quando teve a falha, por volta das 12h36. Usuários tiveram que deixar a composição com problema, que precisou ser rebocada.
Devido ao trabalho de reboque da composição, todos os outros trens que trafegavam pela linha tiveram que andar com velocidade reduzida. Por volta das 13h22, o metrô informou que a circulação voltava a ser normalizada.
A integração com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na estação Brás e na estação Barra Funda foi fechada durante o problema, devido ao controle de fluxo de passageiros. A integração no Brás ficou fechada das 13h10 até as 13h55. Já a da Barra Funda ficou interrompida entre as 13h32 e as 13h55.
No Twitter, usuários também reclamam do problema no metrô. "Qdo cheguei na estação voltaria em 4 min., dps subiu para 7 e dps pra 10.. fora q rolou um explosão agora", diz @tozzoni. "A galera só chegando e se amontoando e muvucando", completou o usuário.
Rubens Cavallari/Folhapress
Estação da Sé, na linha vermelha do metrô, lotada após problema elétrico em trem
Estação da Sé, na linha vermelha do metrô, lotada após problema elétrico em trem

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Segurança - Moradores do Morumbi exigem que o governo paulista tome uma atitude.

É...como a elite paulista impera, certamente, serão bem atendidos. Mas o que fazer com o cidadão que mora lá nos confins da zona norte, pobre, que sofre com os mesmo problemas??? Provável resposta do governo paulista: "NADA".

 

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/08/31/bairro-chic-da-chuica-quer-upp-de-favela-carioca/

Bairro chic da Chuíça (*) quer UPP de favela carioca




Moradores do Morumbi, em SP, pedem unidade pacificadora na favela de Paraisópolis


Jaqueline Falcão (jaquefalcao@sp.oglobo.com.br)

SÃO PAULO – Moradores do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, decidiram descruzar os braços para discutir a violência crescente no bairro, uma das áreas nobres da capital paulista. Mais de 4 mil pessoas aderiram no Facebook ao Grupo Moradores do Morumbi. Na rede social, eles contam suas experiências de violência, e cobram das autoridades mais policiamento e medidas efetivas para controle da violência. No bairro está fincada uma das mais antigas e maiores favelas paulistanas, a Paraisópolis, que tem quase 100 mil moradores numa área de 800 mil metros quadrados. Os moradores querem que o governo paulista siga o exemplo do Rio de Janeiro e implante no local uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

(…)

NavalhaNão fosse o PiG (**), esses tucanos de São Paulo não passavam de Resende.


Paulo Henrique Amorim



(*) Chuíça é o que o PiG de São Paulo quer que o resto do Brasil ache que São Paulo é: dinâmico como a economia Chinesa e com um IDH da Suíça.

(**) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Máfia japonesa, Yakuza, se alia a PCC em São Paulo


Máfia japonesa, Yakuza se alia a PCC em São Paulo Foto: DIVULGAÇÃO

Justiça já condenou 15 descendentes de orientais por participação no grupo cuja marca são as tatuagens nos corpos de seus integrantes; eles praticam extorsões e agem com extrema violência; interior de SP virou palco de atuação

30 de Agosto de 2011 às 07:49
Fernando Porfírio_247 - A temida máfia japonesa Yakuza está em plena atuação no interior de São Paulo. A Justiça condenou pelos menos 15 pessoas, acusadas do crime de formação de quadrilha ou bando armado. Um desembargador paulista que cuidou dos recursos do grupo para conseguir a liberdade de seus integrantes afirmou que o bando pratica delitos como roubos a mão armada e extorsão e que firmou aliança com o PCC. Pelo menos quatro recursos de integrantes da organização foram apreciados e negados pelo Tribunal paulista.
“Há indícios de que o paciente [acusado] integra verdadeira organização criminosa, regularmente estabelecida para a prática de diversos crimes como roubos a mão armada e extorsões as mais diversas. Tal organização teria, ademais, ligações com o PCC e até mesmo com uma das mais importantes famílias que compõem a Yakuza, a máfia japonesa”, destacou o desembargador.
No ultimo dia 2, o caso de uma pessoa acusada de integrar a Yakusa foi apreciado pelo STJ. O Tribunal abrandou a pena aplicada a um veterinário condenado por integrar uma organização criminosa que, segundo o ministro Gilson Dipp, mantém laços com a máfia japonesa Yakuza e passou a agir em conluio com o PCC no interior de São Paulo.
O veterinário Rogério Massaharo Kabeya ganhou do STJ o direito de cumprir a pena de dois anos e oito meses de reclusão a que foi condenado em regime semiaberto. O juiz de primeiro grau determinou que a pena deveria ser cumprida em regime inicial fechado. A defesa recorreu e o STJ decidiu pelo regime intermediário com o argumento que este seria o mais adequado.
Kabeya e pelo menos mais 14 pessoas são acusados e foram condenados por integrar uma organização criminosa que agia no interior do Estado de São Paulo com ligações com a máfia japonesa Yakuza e o PCC. O bando foi condenado pela Justiça de Birigui.
Em pedido de habeas corpus apresentado ao STJ, a defesa sustentou que o veterinário deveria cumprir a pena em regime aberto por ser primário, ter bons antecedentes, residência fixa e profissão definida, além de ser proprietário de comércio na sua área de formação.
Segundo o ministro Gilson Dipp, a sentença afirmou que os condenados pertenciam à organização criminosa Yakuza, com elevado número de integrantes e extensa área de atuação. Essa circunstância causou o aumento da pena além do mínimo. Como a quadrilha era armada, a pena inicial foi dobrada, fixada em dois anos e oito meses.
Conforme o relator, não há ilegalidade na utilização das mesmas circunstâncias judiciais para a fixação da pena e de seu regime de cumprimento. Ele explicou que, apesar de a pena concreta de dois anos e oito meses pressupor a fixação do regime aberto, o fato de a pena ter sido aplicada acima do mínimo legal, em razão das circunstâncias judiciais desfavoráveis, afasta essa possibilidade.
Mas o ministro também entendeu como exagerada a conclusão da sentença: “Por outro lado, entendo como justa a aplicação do regime intermediário para o desconto de pena imputada ao réu, por considerar o regime fechado desproporcional, tanto em face do pequeno aumento operado na pena-base (de apenas quatro meses), quanto em face da pena final cominada (dois anos e oito meses).”

Página da ROTA elogia golpe de 1964 e recebe duras críticas de ministra Maria do Rosário

Brasão da Polícia Militar1º Batalhão de Polícia de Choque
Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar - ROTA

A História do Batalhão

            Com o advento da República o então Corpo Policial Permanente foi, em 1º de dezembro de 1891, dividido em quatro Corpos, passando a denominar-se Força Pública, momento em que este Batalhão foi chamado de 1º Corpo Militar de Polícia, cuja missão era manter a tranqüilidade, auxiliar a justiça e defender as Instituições Republicanas. Após inúmeras denominações, passou a ostentar, a partir de 15 de dezembro de 1975, seu nome atual. Marcando, desde a sua criação, a história desta nação, este Batalhão teve seu efetivo presente em inúmeras operações militares, sempre com participação decisiva e influente, demonstrando a galhardia e lealdade de seus homens, podendo ser citadas , dentre outras, as seguintes campanhas de Guerra:
            - Campanha do Paraná, em 1894, conhecida como Revolta da Armada, quando defendeu a República dos Federalistas, avançando de Itararé – interior de São Paulo – até Curitiba – Paraná;
            - Questão dos Protocolos, em 1896, quando defendeu a capital do Cônsul da Itália, que revoltou-se pela morte de imigrantes alistados nas Forças Legais;
            - Guerra de Canudos, em 1897, sendo responsável pelo último combate que derrubou o Reduto de Canudos, comandado por Antônio Conselheiro, que lutava contra a República. Suas ações foram positivamente citadas no livro “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, que a ele se referia como “Batalhão Paulista”;
            - Levante do Forte de Copacabana, em 1922, defendendo as fronteiras do Estado contra as invasões vindas do Paraná;
            - Revolução Constitucionalista de 1932, quando o povo paulista lutou pelo retorno do Brasil à Constitucionalidade, aclamando Pedro de Toledo como governador;
            - Revolução de 1964, quando participou da derrubada do então Presidente da República João Goulart, apoiando a sociedade e as Forças Armadas, dando início ao regime militar com o Presidente Castelo Branco;
            - Campanha do Vale do Rio Ribeira do Iguape, em 1970, para sufocar a Guerrilha Rural instituída por Carlos Lamarca, onde o então Tenente Alberto Mendes Júnior, comandando um pelotão desta Unidade, foi vítima de uma emboscada, oferecendo-se em troca da liberdade de seus subordinados, quando foi assassinado, sendo promovido "post mortem" a Capitão, e hoje considerado o herói símbolo do heroísmo e mais um marco histórico da Polícia Militar.

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A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, criticou o governo de São Paulo por permitir site da Rota que elogia o golpe militar de 1964 e fez várias cobranças com relação ao governo do Estado com relação à sua área de atuação.A ministra participou nesta segunda-feira, 29, de audiência publica na Assemleia Legislativa de São Paulo.A audiência contou ainda com a presença da deputada estadual Leci Brandão (PCdoB), do padre Julio Lanceloti e a secretária de Justiça do governo de São Paulo, Eloisa de Sousa Arruda.
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“Eu considero que todos os Estados da Federação devem fazer também o seu esforço pelo direito à verdade e à memória e pela democracia. Uma página oficial do governo estadual, em um período democrático, que presta homenagem à deposição de um presidente, legitimamente eleito, do presidente João Goulart… Eu me senti aviltada de fato por isso e eu tenho certeza que o governador Geraldo Alckmin tomará providências diante disso porque é uma estrutura do Estado de São Paulo”, disse. “Não se pode comemorar golpe, não se pode comemorar a violação do Estado democrático de Direito, sob pena de plantar-se novas violações.”
 
Maria do Rosário fez outras cobranças ao governo do Estado, como quando criticou que São Paulo ainda não tenha uma  Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae) e também ao encampar algumas das reivindicações dos presentes – afirmou, por exemplo, que irá discutir com o governador Geraldo Alckmin decreto que tira autonomia do  Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe/SP). ”Direi à secretária que reveja os preceitos dos direitos humanos no Estado”, afirmou ainda.
 
Após a realização da audiência, no entanto, a ministra disse que seu objetivo não é criticar a atuação do governo do Estado na área. “Não foi meu objetivo produzir críticas pontuais ao Estado de São Paulo ou a prefeituras municipais. O meu objetivo é um trabalho em parceria, é trabalharmos juntos. E a presença da secretária de Justiça daqui de São Paulo na abertura do evento e sua equipe na reunião, é um passo muito importante para que os trabalhos nos direitos humanos não estejam pautados na oposição ao governo. Lá no Congresso Nacional ou aqui em São Paulo. Direitos humanos são direitos humanos, tem caráter universal, é um princípio ético. O governo federal, o governo da presidenta Dilma estende a mão, estamos juntos e vamos estar juntos com o governo do Estado de São Paulo, superando as dificuldades.”
 
Comissão da Verdade
 
Maria do Rosário defendeu ainda que a Comissão da Verdade, cujo projeto tramita no Congresso Nacional, seja votado ainda este ano. Ela vê dificuldades da proposta ser apreciada em 2012, ano de eleições municipais. A ministra considerou que a saída de Nelson Jobim do comando do Ministério da Defesa não atrapalha as negociações em torno da iniciativa.
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Ela ressaltou que tem se empenhado pela aprovação da proposta que visa esclarecer casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar. “Eu peço que a gente tenha a aprovação neste ano, porque 2012 é ano eleitoral e tudo fica mais difícil”, afirmou. O projeto de lei que cria a Comissão foi enviado ao Congresso em maio de 2010 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
A ministra também defendeu que os governos municipal, estadual e federal trabalhem juntos em uma política pública de atendimento às crianças e pediu uma nova política nacional anti-drogas para combater o crack.
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Jair Stangler para o Estado de S. Paulo

Empresa de parentes de Alckmin é suspeita de fraudar prefeitura


Cunhado do governador é procurador da Wall Street, que teria falsificado papéis para pagar taxas menores
Valor fraudado seria de R$ 4 milhões; donos da empresa e o governador não se pronunciaram sobre a investigação
EVANDRO SPINELLI
GIBA BERGAMIM JR.

DE SÃO PAULO

Uma empresa de familiares de Lu Alckmin, mulher do governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), é investigada sob suspeita de ter se beneficiado de uma fraude de R$ 4 milhões contra a Prefeitura de São Paulo.
Segundo a prefeitura, a Wall Street Empreendimentos e Participações Ltda. falsificou documentos para pagar um valor menor de outorga onerosa, uma taxa cobrada para autorizar a construção de prédios altos do edifício Royal Street, na av. Brigadeiro Faria Lima, área nobre da zona oeste paulistana.
O licenciamento da obra correu na prefeitura entre 1994 e 1999, quando foi efetuado o pagamento.
Os sócios da Wall Street são Maria Paula Abreu Cesar Ribeiro, Adhemar Cesar Ribeiro Filho e Othon Cesar Ribeiro. Maria Paula é mulher de Adhemar Cesar Ribeiro, irmão de Lu Alckmin e procurador da empresa. Em 2006, ele participou da arrecadação da campanha de Alckmin à Presidência.
Alckmin é adversário político do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD). A fraude apontada teria sido efetuada na gestão do então prefeito Celso Pitta, já morto.
A prefeitura, em 2000, chegou a notificar a Polícia Civil sobre indícios de fraude, mas as investigações não avançaram. Na época, Alckmin era vice-governador.
Em 2001, já na gestão de Marta Suplicy (PT), a própria prefeitura arquivou o caso.
A suposta fraude voltou a ser investigada, segundo Edilson Bonfim, corregedor-geral de São Paulo, na quinta-feira, quando ele recebeu uma denúncia anônima.
Ontem, em entrevista coletiva, Bonfim detalhou o esquema de fraude, mas não relacionou o caso com parentes do governador. Informou apenas o nome da empresa e o endereço do imóvel.
Os responsáveis pela Wall Street foram procurados pela Folha, mas não se pronunciaram. Alckmin também não comentou.
O ESQUEMA
De acordo com o corregedor-geral, a Wall Street fraudou o valor do metro quadrado que constava do carnê do IPTU do imóvel com o objetivo de enganar os técnicos da prefeitura e conseguir aprovar o empreendimento pagando um valor menor pela construção do prédio.
Segundo Bonfim, a empresa deveria ter recolhido R$ 4,2 milhões pelo direito de construir um prédio de 4.100 metros quadrados, mas pagou apenas R$ 184.744.
O rombo do esquema de fraude no pagamento de outorga onerosa já totaliza R$ 41 milhões até agora.
Foram identificados dois tipos de fraude. A falsificação da guia do IPTU para reduzir o valor da outorga onerosa atingiu apenas a Wall Street.
No outro tipo de fraude, as construtoras exibiam guias verdadeiras do pagamento da taxa, mas com a autenticação do banco falsificada.
Como a prefeitura não tem sistemas de controle eficientes e não fazia checagem dos documentos, os alvarás de aprovação das obras eram emitidos mesmo sem que o dinheiro tivesse caído na conta do município.
As construtoras acusadas de terem se beneficiado do esquema são Odebrecht, Zabo, Onoda, Porte e Marcanni.
OUTRO LADO
Responsáveis não respondem recados do jornal
DE SÃO PAULO
Os responsáveis pela Wall Street Empreendimentos e Participações, Adhemar Cesar Ribeiro Filho, Othon Ribeiro Filho e seus pais, Maria Paula e Adhemar, não responderam aos oito recados deixados pela Folha na empresa ontem.
A primeira informação foi que eles tinham saído, mas quando a Folha disse se tratar de reportagem sobre fraude, a resposta foi que os responsáveis estavam viajando.
O governador Geraldo Alckmin não comentou a citação de parentes de sua mulher no caso. Ele apenas negou que Adhemar tenha integrado o comitê financeiro de sua campanha em 2006.
A Odebrecht disse que entrou com ação judicial para impedir a paralisação das obras e se dispôs a pagar o valor cobrado pela prefeitura até que o caso seja esclarecido. A Zabo e a Marcanni informaram que fizeram o pagamento da taxa mediante a apresentação de títulos públicos, o que a prefeitura afirma não ser possível.
A Porte Construtora informou que foi vítima de estelionato. O advogado da Onoda, Paulo Teixeira, disse que a construtora também pode ter sido vítima.

Justiça barra uso de leitos públicos de SP para planos de saúde privados


O TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo concedeu, na terça-feira (30), liminar favorável a uma ação movida pelo Ministério Público contra o Estado por conta de uma lei que permite o uso de 25% dos leitos de hospitais públicos --administrados por OS (Organizações Sociais)-- para atender pacientes de planos de saúde.
Estado vai repassar conta de hospitais a planos de saúde
A decisão tomada pela 5ª Vara da Fazenda Pública suspende os efeitos do Decreto Estadual nº 57.108/2011, assinado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 6 de julho e que regulamentou a lei estadual de 27 de dezembro de 2010.
Além disso, a liminar proíbe que o Estado celebre contratos de gestão, alterações ou aditamentos com organizações sociais. Ficou estabelecida multa diária no valor de R$ 10 mil em caso de descumprimento da decisão.
Na liminar, o TJ-SP diz que a lei e o decreto "são afrontas ao Estado de Direito e ao interesse público primário da coletividade".
"O efeito pretendido pelo mencionado Decreto favorece à prática de "dupla porta" de entrada, selecionando beneficiários de planos de saúde privados para atendimento nos hospitais públicos", diz a decisão divulgada pelo Ministério Público.
AÇÃO
Na ação civil pública, a Promotoria afirma que as OS administram hoje 52 unidades hospitalares no Estado, responsáveis por 8 milhões de atendimentos em 2008. Com isso, diz a Promotoria, a permissão de uso de 25% destes leitos por pacientes de planos privados poderia representar a perda de 2 milhões de atendimentos públicos.
Órgãos como o Conselho Nacional de Saúde, Conselho Estadual de Saúde e o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo se manifestaram contra a concessão dos leitos, segundo o Ministério Público. A terceira entidade argumenta que, com a perda dos leitos nos hospitais estaduais, as redes municipais de saúde pública ficarão sobrecarregadas.
COBRANÇA
De acordo com o decreto regulamentar de Alckmin, os hospitais públicos devem cobrar diretamente dos planos de saúde o atendimento feito a seus conveniados. Não são permitidos a reserva de leitos e o tratamento diferenciado a pacientes particulares.
Na avaliação do pesquisador da USP Mário Scheffer, especialista em saúde pública, o decreto usa termos genéricos que dão margem a diferentes interpretações.
"Ele fala que a OS deve "abster-se de proceder à reserva de leitos, consultas e atendimentos". Mas a OS pode não "reservar", e mesmo assim facilitar o acesso [de pacientes conveniados] à marcação e ao agendamento", diz.
Levantamento da Secretaria Estadual da Saúde aponta que um em cada cinco pacientes atendidos em hospitais estaduais na capital paulista têm algum tipo de convênio ou plano de saúde. Mas quem paga essa conta, avaliada em R$ 468 milhões anuais, é o SUS.
Editoria de Arte/Folhapress

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Secretário acha "bisonho" ataque ao prédio da ROTA.

Será que o ataque foi "bisonho" ou teria outros interesses pessoais escusos para chamar a atenção ou se fazerem de vítimas a fim de obter um determinado fim?


http://jovempan.uol.com.br/noticias/2011/08/secretario-acha-bisonho-ataque-ao-predio-da-rota.html

29/08/11 - 17h50
 
Publicado Por: Fábio Chaib

Secretário acha bisonho ataque ao prédio da ROTA

Para Ferreira Pinto, atentado com garrafa de cerveja cheia de gasolina é algo de rapaz principiante

Secretário acha bisonho ataque ao prédio da ROTA
Vagner Campos/News Free/Folhapress


Jornal Jovem Pan
Thiago Uberreich

Podcast

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, declarou, nesta segunda-feira, que considera bisonha a versão sobre o ataque ao prédio da ROTA em agosto de 2010.

No suposto atentado na Avenida Tiradentes, um homem morreu e outro conseguiu fugir. A Polícia de São Paulo está investigando a ação.

Para o secretário, o caso levanta suspeitas.

“O criminoso não pertencia à facção criminosa e, quando permaneceu preso, ele cumpriu pena em presídio oposto à facção. Eu acho bisonho alguém querer atacar o prédio da ROTA com uma garrafa de cerveja cheia de combustível. Eu acho bastante bisonho. O grande desafio é desconstituir essa história. O aspecto subjetivo não entra nisso. A Polícia Civil e a Polícia Militar estão empenhadas nessa historia. Eu digo para vocês que ela não é convincente”, afirmou Ferreira Pinto.

O secretário, que argumenta que não existe corporativismo na polícia, prometeu que vai punir os PM´s que aparecem em um vídeo humilhando dois homens que tinham sido baleados na Zona Leste da capital paulista.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

PC de SP continuará com um dos piores salários do Brasil - Projeto do Governador Alckmin.

Os policiais de São Paulo continuarão a  receber um dos piores salários do Brasil. Carreiras como as de Escrivão e de Investigador de Polícia, ambas de nível universitário,  continuarão a ganhar um terço do salário de outras, como por exemplo Perito Criminal, que exigem o mesmo nível com graduação em qualquer área acadêmica.

VIDE

PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 47, DE 2011

Mensagem A-nº 064/2011, do Senhor Governador do Estado

São Paulo, 22 de agosto de 2011
 

Rota é suspeita de “mandar recado” para ladrões de caixas.

Infelizmente o sistema de segurança pública em São Paulo tornou-se exclusivamente militarista. É um regime retrógrado, antidemocrático. A sociedade não sabe o risco que está correndo em deixar sua 'segurança' nas mãos de policiais militares! Pelo menos nesse sistema PSDB. Quanto mais poder lhes der, mais mortes acontecerão. Queremos, sim,  um modelo de segurança moderno e eficaz, eficiente. Uma polícia ostensiva não pode ser  sinônimo de genocida.


http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/

OAB e Assembleia investigarão “emboscada” em supermercado

Rota é suspeita de “mandar recado” para ladrões de caixas 

ANDRÉ CARAMANTE
DE SÃO PAULO

As comissões de direitos humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e da Assembleia Legislativa de São Paulo vão acompanhar, a partir de hoje, as investigações sobre a atuação de PMs da Rota e do 18º Batalhão em um suposto confronto com assaltantes, no último dia 5.
Na ação, os PMs mataram seis homens que tentavam roubar caixas eletrônicos de um mercado na zona norte.
“Vamos acompanhar as investigações para evitar que o caso caia na vala do esquecimento e que, em caso de excessos ou crimes por parte dos PMs, eles sejam devidamente processados e responsabilizados”, disse Martim de Almeida Sampaio, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP.
Na Assembleia Legislativa, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Adriano Diogo (PT), pedirá para ouvir os responsáveis pelas investigações.
Conforme revelou a Folha ontem, a operação no mercado pode ter sido uma emboscada, segundo investigação da Polícia Civil, da Corregedoria da Polícia Militar e do Ministério Público Estadual.
Logo após as mortes, o tenente-coronel Paulo Telhada, chefe da Rota, e o capitão Fábio Paganotto Carvalho, do 18º Batalhão, disseram que a Rota estava em Santo André (ABC) e foi chamada após a polícia ser avisada do assalto ao CompreBem.
Os policiais que investigam as seis mortes no mercado, porém, foram avisados por policiais que os PMs chegaram ao local quatro horas antes e ficaram de tocaia até os ladrões aparecerem.
A Folha apurou que a suspeita é que a ação foi premeditada para “mandar um recado” aos ladrões de caixas eletrônicos -500 equipamentos foram atacados em São Paulo neste ano.
O secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, disse ontem suspeitar que a operação da PM foi uma emboscada “é mera especulação” e que a investigação está com o DHPP (departamento de homicídios, da Polícia Civil), “onde há mais isenção e profissionalismo”, afirmou Ferreira Pinto.

Privatizações

Privatizações
Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
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