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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Representação Coletiva dos Policiais Civis de São Paulo



Av. Cásper Líbero, 390, 5º andar, Luz, São Paulo – SP, CEP 01033-000, Tel. 3313.5077
A Sua Excelência
O Senhor Doutor GERALDO JOSÉ RODRIGUES ALCKMIN FILHO
DD. Governador do Estado de São Paulo

São Paulo – SP


Senhor Governador:

A Representação Coletiva dos Policiais Civis de São Paulo, órgão de congregação das entidades de classe (associações e sindicatos) que pelos seus presidentes a este subscrevem, vem até Vossa Excelência para externar-lhe sua extrema preocupação com o episódio que envolveu delegados de polícia da Corregedoria Geral da Polícia Civil e a então Escrivã de Polícia V.S.F.L., fato exaustivamente noticiado pela mídia.
A insólita ocorrência demonstrou à saciedade, o alto grau de prepotência com que agiram os Delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, que desobedeceram  preceitos constitucionais e da legislação processual penal pátria, o  que se revela inaceitável sob todos os pontos de vista, até porque compromete o bom conceito da instituição policial civil.
Outros dois delegados, também da Corregedoria, Drs. Emílio Antonio Pascoal e Renzo Santi Barbin, teriam, de algum modo, contribuído na perpetração da grotesca diligência contra V.S.F.L. Até mesmo o titular do 25º Distrito Policial, palco dos acontecimentos, teria se omitido, permitindo que um procedimento espúrio se realizasse nas dependências da unidade policial que chefia.
De igual modo, merece censura o comportamento da Sra. Diretora da Corregedoria Geral de Polícia Civil, Dra. Maria Inês Trefiglio Valente, que procurou legitimar as práticas arbitrárias dos seus subordinados.
Até mesmo o representante do Ministério Público, o Promotor Público Everton Zanella, como que conivente com a barbárie, procurou justificar a atitude dos policiais, dizendo que “despir a Escrivão foi conseqüência do transcorrer da operação policial contra ela”
É de se reconhecer, Senhor Governador –e os signatários assim defendem- a premente necessidade da depuração dos quadros policiais, alijando-se os maus, porém que isso seja feito dentro dos parâmetros da legalidade, impessoalidade e moralidade, respeitando sempre o preceito da dignidade da pessoa humana.
Assim, Senhor Governador, esta Representação Coletiva solicita, com empenho, a Vossa Excelência, que seja determinado ao Sr. Secretário da Segurança Pública que adote providências no sentido do desarquivamento do inquérito policial instaurado para apurar a conduta dos policiais da Corregedoria que trabalharam na investigação que culminou com a prisão em flagrante, com o afastamento desses policiais, até que seja o feito concluído por outra autoridade.
Que igualmente seja desarquivado e refeito o processo administrativo disciplinar que resultou na demissão da nominada ex-servidora policial, eis que o mesmo foi contaminado pelas provas obtidas por meios ilegais.
Em assim fazendo, estará Vossa Excelência rendendo homenagens à Justiça que a sociedade paulista e brasileira espera que seja feita.
Valem-se do ensejo os presidentes das entidades que compõem a Representação Coletiva dos Policiais Civis de São Paulo, para apresentar a Vossa Excelência protestos da mais alta consideração e profundo respeito.
São Paulo, 22 de fevereiro de 2011


MARIA ALZIRA DA SILVA CORRÊA
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto


MARIA APARECIDA DE QUEIROZ ALMEIDA
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sorocaba e Região


SONIA APARECIDA DE OLIVEIRA
Presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Telemática Policial do ESP


VANDERLEI BAILONI
Presidente da Associação dos Investigadores de Polícia do Est. de S.Paulo


OSCAR DE MIRANDA
Presidente da Associação dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo


NELSON DE JESUS LEONE
Presidente da Associação dos Agentes Policiais do Estado de São Paulo


ERALDO DE FARIAS
Presidente da Associação dos Carcereiros da Polícia Civil do Est. São Paulo


JOÃO XAVIER FERNANDES
Presidente do Sindicato dos Escrivães de Polícia do Estado de São Paulo


VALDIR FERNANDES DA SILVA
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Mogi das Cruzes e Região


WALTER DE OLIVEIRA SANTOS
Pres. do Sindicato dos Policiais Civis da Baixada Santista e Vale do Ribeira


CELSO JOSÉ PEREIRA
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Marília e Região


LÚCIO FLÁVIO MORENO
Pres. do Sindicato dos Policiais Civis de Presidente Prudente e Região


APARECIDO LIMA DE CARVALHO
Presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Campinas e Região


JARIM LOPES ROSEIRA
Presidente da International Police Association – IPA

http://www.aipesp.com.br/

Após temporal, cinco regiões ainda estão sem luz nesta terça-feira



Vila Mariana, Vila Maria, Mooca, Tremembé, Santana e Tatuapé estão sem abastecimento


A cidade de São Paulo ainda tinha cinco regiões sem luz, por volta das 7h desta terça-feira (22), após o temporal do início da tarde de segunda-feira(21). De acordo com a Eletropaulo, as regiões da Vila Mariana e Mooca, na zona sul da capital, além da Vila Maria, Tremembé, Santana e Tatuapé, ainda estavam com o abastecimento prejudicado no horário. Em todas essas regiões, segundo a empresa, a falta de luz foi provocada pela queda de árvores de grande porte em cima da fiação. 




Para que o abastecimento seja retomado, é necessário aguardar o trabalho de remoção das árvores pela Defesa Civil. A Eletropaulo afirmou que não há previsão para que a luz volte nas regiões. Ainda por causa da chuva, SP amanheceu com 110 semáforos com problemas. A maior parte deles, 56, estava apagada no horário, segundo dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Outros 23 equipamentos não estavam funcionando por falta de emergia elétrica e 31 estavam no amarelo piscante. 

O temporal que atingiu a capital paulista levou caos à cidade. O CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) chegou a registrar 37 pontos alagados. Pelo menos 170 árvores caíram na cidade. 

Por causa da chuva, os córregos Ipiranga, na zona sul, eJaçanã, na zona norte, transbordaram e o CGE decretou alerta para essas regiões. O término da situação foi decretado para o Jaçanã às 15h30. Toda a cidade foi colocada em estado de atenção para o risco de alagamentos às 14h40. 

A CET registrava, às 17h30, 67 semáforos apagados em decorrência da tempestade que atingia a capital na tarde desta segunda-feira. De semáforos piscantes, a companhia contabilizava 45. 

O aeroporto de Congonhas, na zona sul da cidade, foi fechado para pousos e decolagens às 14h19, e reaberto às 15h. Segundo o CGE, rajadas de vento de 50 km/h atingiram a região. A pista do Campo de Marte, na zona norte, ficou completamente fechada durante cerca de 45 minutos e foi reaberta às 15h47. Apenas o aeroporto de Guarulhos funcionava normalmente na tarde desta segunda-feira. 

As rodovias Dutra e Fernão Dias tiveram parte de suas pistas interditadas por causa de pontos de alagamento provocados pela chuva.


Moradores protestam contra falta de água na zona norte


Manifestantes atearam fogo em entulhos e bloquearam a avenida Cantídio Sampaio


Pelo menos 150 moradores da região da Brasilândia, zona norte de São Paulo, fizeram uma manifestação, na noite de segunda-feira (21), contra a falta de água na região há mais de dois dias.

Segundo a Polícia Militar, os manifestantes colocaram fogo em entulhos e bloquearam a avenida Cantídio Sampaio, na altura do número 2.200, por volta das 20h. O Corpo de Bombeiros foi chamado e apagou as chamas. 

Houve negociação com a polícia e, por volta da 0h, a manifestação terminou e os moradores voltaram para suas casas. Ninguém ficou ferido, segundo a PM.

De acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo), no domingo (20), caiu um raio na estação elevatória da Brasilândia e o abastecimento de água foi prejudicado. Desde então, o calor e consequentemente o alto consumo de água dificultam a normalização do abastecimento. De acordo com a empresa, a situação está sendo regularizada.

Assista ao vídeo:




Deslu: mega-loja de luxo irá fechar




A mega-loja de luxo da massa cheirosa vai fechar as portas

Ao mesmo tempo, a empresária Eliana Tranchesi aguarda um desfecho para a sua grife. Na próxima semana, a Daslu fará assembleia com 200 credores para aprovar a entrada de investidores na empresa por meio de um leilão. 

Em recuperação judicial desde o ano passado e com um dívida estimada em R$ 80 milhões, a empresa pode passar para as mãos de um novo grupo. Embora saiba que não tem nenhum poder sobre a decisão da Justiça, Eliana acredita que vai surpreender. "Eu vou voltar com a Daslu que todo mundo ama", disse a empresária ao Estado.

A Daslu começou a micar cerca de 40 dias depois da inauguração da butique, em 2005, quando Eliana recebeu uma visita surpresa da Polícia Federal - que resultou na sua prisão. Acusada de fraude em importação, formação de quadrilha e falsidade ideológica, Eliana foi condenada a 94,5 anos de prisão - a decisão cabe recurso. A dívida fiscal, que não é afetada pela recuperação, supera R$ 500 milhões.

A relação com a cliente fiel era tão direta que, em suas viagens de compras, nos showrooms das grifes internacionais, Eliana e sua sócia, Donata Meirelles, faziam os pedidos já pensando nos "heavy users". 

O estacionamento custava R$ 30, mas os clientes exclusivos ganhavam um cartão para entrar sem pagar (hoje, o ingresso de carro não se dá mais pelos imponentes portais com cancela da Rua Chedid Jafet, mas por uma rampinha escondida no final da Avenida Juscelino Kubitschek).

Quando Eliana despontava com seu Porsche Cayenne de R$ 450 mil na portaria do casarão, dois empregados no interior subiam as escadarias acarpetadas borrifando purificadores de ar para "limpar"a passagem. 

"Até para conseguir trabalhar lá tinha fila. Fiz o teste em 2004, mas só fui chamada um ano depois e ainda assim para ser caixa. Eu amo a Daslu. Sempre quis trabalhar aqui", diz subgerente da loja do Shopping Cidade Jardim, que prefere não se identificar, aberta bem depois do escândalo. No auge da exposição, uma das dasluzetes era a filha do então governador, Sofia Alckmin.

Com a migração de dasluzetes e de marcas importadas para o Shopping Cidade Jardim, na margem oposta da Marginal Pinheiros, boa parcela das órfãs da Villa Daslu agora circula por aqueles corredores com seus sapatos Louboutins e suas bolsas Bottega Veneta. Estão ali grifes como Giorgio Armani, Carolina Herrera, Hermès, Tiffany e Chanel.

Em uma outra frente de luxo, junto com o Cidade Jardim e o Iguatemi, o aguardadíssimo Shopping JK, dos mesmos empreendedores, já briga para abiscoitar a clientela de heavy users. Com um investimento orçado em R$ 240milhões, o JK vai ficar em um terreno vizinho à Villa Daslu e tem como sócio o dono do prédio, Walter Torre, pelo que se espera que agregue uma espécie de luxo remanescente. 

A Villa Daslu será ocupada por escritórios. A WTorre também não descarta a alternativa de transformar o espaço em teatro, marcando, assim, o fim de um ciclo.

Com informações do Estadão

Violência da PM paulista, seu próprio brasão explica

do blog Em defesa da Educação

As cenas de repressão descabida registradas na sexta-feira última (18.fev) pela Polícia Militar de São Paulo contra jovens que manifestavam contra o aumento da tarifa do ônibus, longe de ser um fato isolado fazem parte da paisagem da capital e deste estado como um todo. Toda vez que a PM se defronta com movimentos sociais ou manifestações espontâneas da população, é raro não acabar em violência ou, para usar um eufemismo da mídia, uso excessivo da força. Mas, afinal de contas, por que isso acontece com tanta frequência em São Paulo? Uma boa forma de entendermos esse mais de força, mais de violência é olhar para o brasão da PM paulista, compreender sua gênese e o que ele representa.
Apesar de ter surgido de outras instituições, primeiro como uma milícia de São Paulo que lutou contra levantes e insubordinação de pobres pelo país, a polícia militar representa o orgulho das classes alta e média paulistanas em ter uma organização cujo currículo consiste basicamente na repressão de gente mais fraca e, principalmente, perseguir e, às vezes, eliminar civis e insubordinados para garantir-se como a fundação sangrenta da ordem paulista onde os fortes batem nos fracos, que são maioria.
No começo ela se institucionaliza como força militar do Estado, princípio federativo radical onde, em ultima instância, era possível imaginar um conflito contra outros estados da federação e mesmo o poder central. O que chega a ocorrer de fato no levante paulista de 1930. Posteriormente, progressivamente se subordinam ao poder central, perdem sua aeronáutica e, finalmente, o próprio regime militar, notando tamanho potencial, cria no Brasil algo que Pinochet criou no Chile, uma instituição militar junto com uma policial para substituir a polícia política que sustentava sua ditadura.
E isto se mostra pelo símbolo da PM, o Brasão , onde cada estrela representa um levante ou um morticínio diferente.
1ª estrela – 15 de Dezembro de 1831, criação da Milícia Bandeirante.
2ª estrela – 1838, Guerra dos Farrapos.
3ª estrela – 1839, Campos dos Palmas.
4ª estrela – 1842, Revolução Liberal de Sorocaba.
5ª estrela – 1865 a 1870, Guerra do Paraguai.
6ª estrela– 1893, Revolta da Armada (Revolução Federalista).
7ª estrela – 1896, Questão dos Protocolos.
8ª estrela – 1897, Campanha de Canudos.
9ª estrela – 1910, Revolta do Marinheiro João Cândido.
10ª estrela – 1917, Greve Operária.
11ª estrela – 1922, “Os 18 do Forte de Copacabana” e Sedição do Mato Grosso.
12ª estrela – 1924, Revolução de São Paulo e Campanhas do Sul.
13ª estrela – 1926, Campanhas do Nordeste e Goiás.
14ª estrela– 1930, Revolução Outubrista-Getúlio Vargas.
15ª estrela 1932, Revolução Constitucionalista.
16ª estrela – 1935/1937, Movimentos Extremistas.
17ª estrela– 1942/1945, 2ª Guerra Mundial.
18ª estrela – 1964, Revolução de Março.
Somente a última estrela representa uma ação própria da Polícia Militar, mas, mesmo assim, a própria PM surge depois do golpe de 1964, que ainda chamam e ostentam como revolução, colocando-se assim como um representante presente do regime de exceção.
Seu nascimento como PM aconteceu, pois, após silenciar potenciais adversários políticos. Sobrava erradicar os que se insubordinavam espontaneamente por motivos quaisquer como, por exemplo, quebra-quebras recorrentes na nossa história contra maus serviços públicos ou outros levantes espontâneos que não podiam ser imputados à esquerda para justificar, durante o período do regime militar, o assassinato de seus líderes como terroristas, pois estavam ali trabalhadores, estudantes, pobres, mães e outros que não podiam ser chamados de militantes organizados.
Contra eles surgiu a ideia de uma resposta imediata na cidade, ligada à gestão da ordem e por isso ao sentido antigo de polícia e não de investigação ou prisão de pessoas. Era muito mais ligada à mutilação, à violência, ao assassinato sumário e outros tipos de ocorrência. Não era necessário investigar, mas bater rápido seja lá em quem for e conseguir reverter possíveis revezes de equívocos operacionais apoiados na imprensa,  que por sua vez justificaria qualquer atitude do poder público como o preço em sangue e sacrifício de inocentes para a manutenção da ordem, isto é, da ordem que mantém os pobres, explorados e insubordinados em seu lugar. E pra isso surge a Polícia Militar.
A Polícia Militar pode tudo, pois atua no mundo civil, mas só é processada pelo poder militar, sendo a ele subordinado, pois o máximo que um policial militar consegue chegar é a um grau intermediário do exército, colocando como força de última instância do controle da população, estruturalmente corrupta, como as reportagens recentes mostram e repetem, mas que, passados os períodos em que a memória se aviva com escândalos, ressurge sua inviolabilidade por qualquer norma do direito civil ou constituição, sendo-lhe atribuída ao mesmo tempo o direito de interpretar o que é a ordem e mantê-la.
Eis mais um daqueles resíduos que criam uma mitologia própria, como vemos no Brasão que coloca fases diversas de instituições de funções diversas como uma coisa só, milícia, força pública e polícia militar, conjurando e misturando o orgulho em ser paulista com o amor à repressão e à violência e que, na verdade, é uma criação que na origem sustentava o regime militar na ditadura, mas que, misteriosamente, permanece para além dela.
Ostentando um brasão com um currículo desses é difícil não concordar com o professor Gilson Teixeira de que: “A manipulação autoritária, realizada pelo regime militar, em relação aos órgãos policiais, transformando-os em agencias estatais diretamente responsáveis pela prática da repressão ideológica, da prisão clandestina e ilegal, e da prática de tortura como método de trabalho, contribuiu para uma cisão profunda entre a sociedade e a polícia” (TEIXEIRA, Gilson. “Os ‘Homens da Lei’: um estudo do ethos profissional dos policiais civis do Rio de Janeiro”, p. 78).

Isolados por pedágio estocam gás e comem pão velho; até a Guarda Municipal deixou de vigiar a área


Folha de S. Paulo

Em Paulínia, morador tem que pagar R$ 7,65 até para ir à padaria ou à farmácia; Guarda suspende ronda
Heraldo Ezier Bizi, 68, montou um estoque de seis botijões de gás dentro de casa - um para cada morador, já incluídos os dois netos.

José Pedro Moreno Morcillo, 58, armazena comida.
Adenair Scardua, 65, comprou quatro galinhas para garantir os ovos do jantar.
E há mais de um ano quase toda a vizinhança não come mais pão fresquinho, não recebe a visita da Guarda Municipal nem a pizza do delivery.
Não se trata de prenúncio de guerra nem catástrofe.
É só a vida de moradores que ficaram isolados pela implantação de uma praça de pedágio na SP-332, em Paulínia (a 117 km da capital paulista), com tarifa de R$ 7,65.
A cobrança, a cargo da concessionária Rota das Bandeiras, começou há 14 meses -na segunda etapa de concessões do governo paulista.
Ela é feita num acesso lateral da estrada. O alvo eram caminhões de uma refinaria da Petrobras. Mas os moradores das casas espalhadas nas proximidades da fazenda Cascata ficaram sem alternativa de acesso a lugares indispensáveis como padaria, farmácia e banco.
O estoque de mantimentos é uma estratégia para atenuar a passagem no pedágio.
“Imagina pagar R$ 7,65 de manhã para comprar três pãezinhos, que não custam nem R$ 1. Aqui não existe comércio”, diz a servidora Rosineide de Oliveira Moreno, 51.
O marido dela reclama que não consegue nem receber a visita regular dos netos, mesmo morando a dez minutos deles. “Nem usamos a rodovia. É só para atravessar um pontilhão”, conta José Pedro.
O transporte público não serve de opção -por ser uma área afastada, os ônibus só passam três vezes no dia.
A concessionária diz que os pontos de pedágio foram definidos pelo governo e que ela segue o contrato.
O governo Geraldo Alckmin (PSDB), por sua vez, não reconhece os problemas (leia texto nesta página).
Sem serviço público
Em Paulínia, há um agravante: esses habitantes, que a prefeitura estima em mais de mil, tiveram até serviços públicos reduzidos.
A Guarda Municipal não vigia mais a área separada pelo pedágio -alega não ter isenção para seus carros e não ter como custear a tarifa para fazer a ronda.
“Não há possibilidade de prestar serviço público lá por conta da cobrança. Só em caso de emergência”, afirma Ronaldo Pontes Furtado, secretário de Segurança Pública.”O lixo era coletado três vezes por semana. Agora, é uma. O pessoal da saúde não vai porque tem pedágio“, complementa ele.
Empresas que vendem gás, galões de água e material de construção interromperam as entregas na região -exceto se a tarifa de R$ 7,65 for paga pelo próprio cliente.
Quem trabalha no centro de Paulínia passou a ter a despesa extra diariamente -num mês, beira R$ 200.
Morador do local há 14 anos, Espedito de Paula Dias, 80, diz que nunca mais recebeu os clientes que compravam as abóboras de seu sítio.
A rota à cidade vizinha, Cosmópolis, não adianta. A 3 km, tem outro pedágio, de R$ 5,45 -na ida e na volta.

fonte: Folha de S. Paulo - reportagem de Alencar Izidoro

Combate à criminalidade exige investir no social


Edinho Silva
Após a onda de violência do final do ano passado, que culminou com a expulsão de traficantes do Complexo do Alemão, o Rio de Janeiro voltou a ser manchete internacional. Desta vez, com uma notícia que, se ainda não possibilita comemoração, pelo menos traz alento. De acordo com balanço da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro, divulgado no mês de janeiro, o número de homicídios dolosos, com intenção de matar, caiu 17,7% no estado em 2010 comparado a 2009.

Foi a maior queda desde que o levantamento teve início, em 1991. O Rio registrou no ano passado 4.768 homicídios dolosos, contra 5.793 casos em 2009. Em 2001, o estado totalizou 7.518 assassinatos.

Os dados também mostram redução da incidência de assaltos a mão armada, que caíram 21% em 2010 e de roubo de veículos, que apresentou redução de 20%. A Secretaria de Segurança Pública do Rio classifica o resultado como positivo e registra queda de 38,5% também no número de roubos seguidos de morte.

Os números não podem ser comemorados porque os índices ainda estão bem acima do preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando se trata de violência urbana. A OMS considera um índice de homicídio acima de 10 para cada 100 mil habitantes como de “violência epidêmica”. O Rio de Janeiro, mesmo com a redução, passou a ter 26 casos para cada 100 mil habitantes.

Porém, a violência no Rio, assim como em outros estados brasileiros, não deve ser analisada apenas a partir das estatísticas. A “epidemia” não começou hoje nem será extirpada num passe de mágica. A criminalidade cresceu embalada por anos de descaso das autoridades com as comunidades das periferias. Sem projetos sociais, sem assistência à saúde, sem educação qualificada, vivendo em moradias improvisadas e até mesmo sem meio de transporte adequado, essa população virou refém do crime organizado. O Estado foi substituído pelas organizações criminosas.

O relatório do Instituto de Segurança Pública (ISP) é sintomático. Mostra que a curva da violência no Rio começou a mudar a partir da chegada às periferias de programas sociais capazes de, realmente, promover a inclusão social das comunidades carentes. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), instaladas em várias comunidades nos morros da cidade do Rio de Janeiro, têm papel significativo, mas não preponderante. Ações integradas de políticas públicas não só restabelecem o papel do Estado, enfraquecendo o crime organizado, como também melhora a auto-estima das comunidades, diminuindo o “fermento da violência”.

A presença constante da polícia é importante, porém, crucial é reverter a condição social dos moradores das periferias urbanas. Nesse particular, méritos também para o governo do ex-presidente Lula, que investiu para levar saúde, educação, transporte, enfim, oferecer condições dignas de vida à população dos morros cariocas.

Ao longo de décadas essas comunidades foram tratadas como um problema, sem, contudo, merecer atenção dos governantes em busca de uma resolução para esse exemplo de degradação urbana. O governo Lula provou que é possível fazer a diferença nas “periferias do Brasil” quando se tem vontade política. Levou o Programa de Aceleração do Crescimento às favelas, investindo em escolas, saneamento básico, moradias do programa Minha Casa, Minha Vida. O mais importante, gerou empregos, condição essencial para a estruturação das famílias.

No fim do ano passado, como exemplo da construção da auto-estima desse povo sofrido, inaugurou um moderno sistema de transporte por teleférico no Morro do Alemão. Antes desse investimento era impossível desenvolver qualquer sistema de transporte urbano para aquela comunidade. Ainda há muito a ser feito e o governo da presidente Dilma Rousseff seguirá investindo nas comunidades carentes, não apenas do Rio de Janeiro, mas também de todo o Brasil.

A redução da criminalidade no Rio, como no Brasil todo, é a comprovação inequívoca de que a violência não se combate apenas com polícia, mas, sobretudo, com oportunidades de inclusão social para as camadas mais carentes da população. O governo Lula reduziu o “fermento da criminalidade” ao investir no crescimento do país. Em oito anos, o Brasil gerou mais de 16 milhões de empregos formais e tirou mais de 24 milhões de pessoas da linha de pobreza, além de melhor a renda da maioria da classe trabalhadora. Sem dúvida, a inclusão social é o melhor escudo contra a violência.


*Edinho Silva é presidente estadual do PT-SP e deputado estadual eleito

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Carta aberta ao Delegado Geral de Polícia do Estado de São Paulo

TEXTO RETIRADO DA COMUNIDADE DO ORKUT
Caro Dr.Marcos Carneiro Lima,
Escrevo esse pequeno texto na certeza que nossas palavras alcance Vossa Senhoria. Até o presente momento, não vi nenhuma declaração da Delegacia Geral.
De maneira simples, e direta, vou dizer ao Senhor como ficou a “tropa” de restopol aqui embaixo: “A POLÍCIA CIVIL ACABOU”.
Não conheço um único policial civil honesto que HOJE se diz contente com sua função. Depois deste fatídico episódio, pode esquecer esse discurso de “renovação, valorização e investigação” de uma nova Polícia Civil surgindo.
Se não for dada uma resposta rápida e eficiente, posso afirmar que os poucos policiais honrados e honestos jogarão a toalha de vez.
Há muito tempo eu joguei a toalha, mas não passei para o outro lado. Gostaria de retornar e colocar em prática tudo que aprendi ao longo de alguns quinquênios. Mas, está impossível. É só desgosto. Em nenhum momento defendo prática de corrupção. Se for comprovada a participação de qq policial civil em corrupção, que pague nas penas da lei.
Agora, sinceramente: o Senhor acha que eu vou começar uma investigação de quadrilha de roubo de carga, drogas, assaltantes……sabendo que temos todas as armas apontadas para nossas cabeças, a começar por indignos policiais corregedores da nossa própria instituição?
Pense Senhor DGP, pense muito a respeito disso.
Tem muita gente aqui embaixo que nasceu com sangue de policial, gosta da PC e só espera uma condução correta, honesta e digna para desempenhar suas funções.
Atenciosamente
Assinado: Márcio, “mais um lixo policial que se sentiu com as calças arriadas também.”

http://flitparalisante.wordpress.com/2011/02/21/carta-ao-dgp/

Polícia de SP comete abuso ao revistar escrivã, diz Ministra dos Direitos Humanos

"Apagão" de coleta seletiva atinge 5,4 milhões de moradores de SP

Capital paulista desperdiça ao menos R$ 1,7 bilhão com coleta precária
A Prefeitura de São Paulo não coleta hoje o lixo reciclável de praticamente metade da população de São Paulo. De acordo com a secretaria de Serviços, 48% dos imóveis da cidade não contam com caminhões de coleta seletiva - contratados para o serviço pela administração municipal - que passem em sua porta. O percentual representa cerca de 5,4 milhões de pessoas (a população total da capital paulista é de 11,2 milhões, de acordo com o Censo 2010). Isso significa que esses moradores têm, por iniciativa própria, que levar o material a postos de coleta, com exceção de regiões em que cooperativas sem regulamentação fazem o serviço porta a porta.
Algumas subprefeituras - a maioria da zona leste - sofrem totalmente com o "apagão da coleta seletiva": Cidade Tiradentes (leste), Ermelino Matarazzo (leste), Guaianases (leste), M'Boi Mirim (sul), Parelheiros (sul), São Mateus (leste) e São Miguel (leste). Todas estão localizadas em regiões periféricas da cidade. Entretanto, mesmo em distritos cobertos pelo serviço da prefeitura, há ruas em que os caminhões não passam. Veja aqui os locais atendidos pela coleta seletiva porta a porta.

Estimativa do Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem) aponta que a capital paulista gera 12 mil toneladas de lixo por dia (cerca de 4,4 milhões de toneladas por ano). Desse total, entre 25% e 30% têm potencial para ser reciclado. Ou seja, São Paulo gera entre 1,1 milhão e 1,3 milhão de toneladas por ano de lixo reciclável.
O R7 perguntou à Secretaria Municipal de Serviços por que quase metade das casas de São Paulo não conta com coleta seletiva em suas portas, mas a pasta não respondeu ou comentou os dados.
Por meio de nota, a secretaria disse ter ampliado a quantidade de lixo reciclável coletado. "Em 2005, foram recolhidas 5.300 toneladas de material reciclado, enquanto que, em 2010, foram 41 mil toneladas", diz o texto. Esse número representa ao menos 3,7% do potencial de lixo reciclável por ano.
Na cidade de São Paulo, duas empresas contratadas pela prefeitura fazem a coleta seletiva - a Loga, nas regiões central, oeste e norte, e a Ecourbis, nas zonas leste e sul.
De acordo com a secretaria, para o recolhimento, os resíduos devem ser acomodados em contêineres de coleta seletiva pelos moradores. Para pedir a instalação de uma caixa dessas, deve-se telefonar para o telefone 156 ou escrever para o e-mail limpurb@sac.prodam.sp.gov.br. Entretanto, é necessário antes verificar se a empresa passa em sua região. Nas ruas sem espaço para o contêiner, e que têm a coleta porta a porta, os sacos de lixo podem ser colocados nas vias públicas.
Desperdício
Estudos do Cempre apontam que o Brasil gera em riqueza R$ 12 bilhões com as cerca de 7,3 milhões de toneladas de lixo recicladas, em média, anualmente. Usando essa mesma proporção para São Paulo, a cidade deixa de gerar entre R$ 1,7 bilhão e R$ 2 bilhões - parte dessa riqueza seria gerada com a criação de empregos.

As estimativas do quanto pode ser reciclado do total de lixo produzido na cidade poderiam ser ainda maiores se forem contabilizadas técnicas de compostagem - pouco comuns no Brasil -, de acordo com o diretor-executivo do Cempre, André Vilenha. Compostagem é a reciclagem de material orgânico, que pode, por exemplo, virar adubo.

Cada um faz sua parte

Para chegar a usar o pleno potencial da cidade em reutilizar o chamado lixo seco, seria preciso uma grande campanha educacional. A arquiteta Nina Orlow, integrante do grupo de estudos de meio ambiente da Rede Nossa São Paulo, diz que a prefeitura falha nesse sentido.

– Nunca recebi na minha casa, e não conheço ninguém que tenha recebido, alguma orientação da prefeitura sobre como fazer a separação do lixo.

Para ela, é necessário minimizar a produção de lixo de cada família - outro ponto que precisaria de campanhas de educação massivas. Vilenha, do Cempre, defende que a prefeitura faça convênios com catadores.

– Hoje, para cada tonelada [de lixo reciclado] que a prefeitura coleta, você tem quase 20 toneladas coletadas por catadores ou sucateiros.
A prefeitura informou ter ampliado as centrais de triagem. No ano passado, quatro cooperativas foram conveniadas, chegando ao total de 20. "O Limpurb [Departamento de Limpeza Urbana] já está em busca de áreas para implantar novas centrais de triagem que possam receber outras cooperativas e, ainda neste primeiro semestre, será inaugurada mais uma central de triagem, na região da Lapa."

Se medidas urgentes não forem tomadas quanto à pouca reciclagem, o IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) de São Paulo pode dar um salto, alerta Vilenha. Com o lixo tendo que ser depositado cada vez mais longe, o custo da operação aumenta. A verba para a coleta de lixo sai praticamente toda do IPTU.

Foi recebida com alegria pelos ativistas a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos regulamentada no final do ano passado, que obriga todos os municípios a fazerem coleta seletiva nos próximos quatro anos. Depois desse período, quem não separar lixo seco do orgânico vai ser multado em até R$ 500. As cidades que não fizeram a coleta seletiva podem sofrer multas de até R$ 10 milhões.

CQC em Matéria na Assembléia Legislativa de SP: vagas para deficientes









e apenas esclarecendo, quem é (foi) Ruy Codo:

Candidatura para Prefeito:

Promotor descarta ampliação do Aeroporto de Ribeirão Preto

Promotor "enterra" ampliação da pista

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MARCELO PEDROSO GOULART volta a descartar negociação para o Leite Lopes e critica postura de administradores da cidade

André Luis de Jesus

O promotor do meio ambiente, Marcelo Pedroso Goulart, enterrou de uma vez por todas a esperança do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) e da prefeitura de Ribeirão Preto de tentar uma negociação para a ampliação da pista do aeroporto Leite Lopes. Segundo o promotor, o acordo judicial firmado entre o Ministério Público Estadual (MPE) e o Daesp é o resultado de uma ação movida por ele e pelo promotor de habitação e urbanismo, Antônio Alberto Machado, que pedia a interdição do aeroporto por causa das más condições de funcionamento, e não será reeditado sob qualquer argumento que for apresentado. "Mexer na pista está totalmente fora de cogitação. A pista já tem 2,1 mil metros de comprimento e terão de usá-la desta forma. Qualquer obra neste sentido será vetada pelo acordo judicial", disse Goulart. A pista realmente possui 2,1 mil metros de extensão, mas só pode utilizar 1,8 mil metros por causa das normas de segurança.

O promotor considera o aeroporto ultrapassado e que a solução para Ribeirão Preto seria a construção de um novo aeroporto. "O Leite Lopes já não serve para atender a demanda regional de passageiros. Além disso, não há demanda para passageiros internacionais e nem para cargas. Tanto que a empresa que detém a concessão não se preocupou em operar até hoje. Mas, se houvesse essa demanda que falam por aí, a empresa já teria começado a funcionar desde 2002. Quando a internacionalização foi liberada", criticou.

O promotor não acredita que exista intenção de se investir no Leite Lopes devido à proximidade com Viracopos em Campinas. "Veja bem, não há a menor possibilidade de se investir no aeroporto Leite Lopes do jeito que a prefeita quer, pois em termos aeronáuticos a distância entre esses dois aeroportos é como atravessar uma rua. E em Viracopos já estão sendo investidos não sei quantos milhões em estrutura para receber até cargas internacionais. Tem a questão da copa do mundo também. Eles não vão investir aqui por causa disso", argumentou. 

Goulart contestou ainda a afirmação do superintendente do DAESP, Sérgio Camargo, de que o estado não esteja querendo passar os aeroportos paulistas para a iniciativa privada. "O Estado quer se livrar destes aeroportos e o que estão fazendo são uns puxadinhos para poderem passar para frente. Já os dividiram até em lotes para serem vendidos".

Na visão dele, Ribeirão Preto sofre com a falta de visão de seus administradores que emperra o desenvolvimento da cidade. "Ribeirão Preto precisa de estadistas de verdade no comando. Gente que pense a cidade como a região metropolitana na qual se transformou. E, em vez disso, temos administradores de vila. Não digo isso criticando especificamente o atual governo, mas o problema aqui é histórico", concluiu.

Fonte: Jornal A Tribuna – 12/02/2011.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

TJ absolve delegado acusado de trocar cocaína

ANDRÉ CARAMANTE

DE SÃO PAULO
O Tribunal de Justiça de São Paulo absolveu na sexta-feira (18) o delegado Robert Leon Carrel em um dos dois processos no qual ele era réu acusado de trocar 327,5 kg de cocaína pura apreendida pelo Denarc (departamento de narcóticos), da Polícia Civil de São Paulo, por droga com qualidade inferior.
Outros quatro policiais, o delegado Luiz Henrique Mendes de Moraes, e os investigadores Ismar José da Cruz, João Carlos da Silva e Valdir Jacinto dos Santos, também foram absolvidos.
“Não há prova de que a cocaína apresentada não era a mesma que fora apreendida”, sentenciou o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, da 37ª Vara Criminal.
A acusação de que os policiais trocaram a cocaína foi feita à Justiça em julho de 2008 e partiu de José Reinaldo Guimarães Carneiro, Roberto Porto e Arthur Pinto de Lemos Júnior, à época promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público Estadual.
À época, Carrel foi preso por ordem da Justiça. A cocaína havia sido apreendida em Itu (SP), em abril de 2003.
Na próxima terça, Carrel será julgado em outro processo no qual é acusado de desviar cocaína apreendida em um avião. Ele afirma ser inocente em ambos os casos.
Robert Carrel é defendido pelo advogado Daniel Leon Bialski e associados.

Renato Luiz Engler Pinto, Delegado da Polícia Civil de SP, é autuado em flagrante por tentativa de homicídio

O delegado RENATO LUIZ ENGLER PINTO, de 42 anos, primo do deputado estadual ROBERTO ENGLER, foi autuado em flagrante, hoje de madrugada, 16 de abril de 2010,  por tentativa de homicídio. Ele atirou com uma pistola ponto 40 da Polícia Civil contra um investigador dentro do clube de strip-tease AMERICAN SHOW, em MOEMA. O tiro acertou de raspão a orelha esquerda do investigador, identificado como RODRIGO, da Divisão Anti-Seqüestro. Eram 2:30 horas quando o delegado discutiu com uma dançarina do clube, na Avenida dos CARINÁS, 318. RODRIGO fazia a segurança da casa noturna e tentou acalmar o delegado. Descontrolado, ENGLER disse que era policial e efetuou o disparo contra a cabeça de RODRIGO. Por sorte, o tiro acertou de raspão o investigador. ENGLER foi levado para o 27º DP – CAMPO BELO – tendo discutido com o delegado de plantão, dizendo que não aceitaria ser indiciado por alguém com cargo inferior ao seu. ENGLER foi levado para o PRESÍDIO ESPECIAL DA POLÍCIA CIVIL.

http://flitparalisante.wordpress.com/2011/02/19/o-titular-da-nossa-escriva-favelada-enviagrado-na-balada-e-macho-de-muita-atitude/

Deputado Federal Alexandre Leite (DEM-SP), 21, nega ter recusado teste do bafômetro

Carro do deputado federal Alexandre Leite da Silva após acidente em SP

Guilherme Balza 

Do UOL Notícias 
Em São Paulo

O deputado federal Alexandre Leite (DEM-SP), 21, que sofreu um acidente na madrugada deste sábado em São Paulo, afirmou que não se recusou a fazer o teste do bafômetro. O veículo do deputado se chocou violentamente contra um poste por volta de 3h em Interlagos, na zona sul da capital, perto da residência do parlamentar. Com o impacto da batida, o poste e a fiação elétrica tombaram.
Segundo informações da Agência Estado, Leite sofreu ferimentos leves e foi encaminhado pela PM ao Hospital Albert Einstein, no Morumbi. Após ser abordado pelos policiais, que desconfiaram de uma possível embriaguez, o deputado, que estaria irritado e bem alterado, se recusou a realizar o teste do bafômetro, informou a agência.
O parlamentar nega a informação de que a polícia teria solicitado o teste do bafômetro e afirma que não havia ingerido bebida alcoólica antes do acidente. “Em momento algum me foi pedido o bafômetro. As autoridades policiais não viram a necessidade, minha lucidez era notória.”
Alexandre Leite diz ainda que foi o seu pai, o vereador Milton Leite (DEM), que o levou ao hospital, e não os PMs. “O acidente aconteceu a 100 metros de casa. Meu pai me socorreu e me levou ao hospital para fazer alguns curativos. Por volta de 6h eu já havia feito o boletim de ocorrência”, afirma.
A reportagem do UOL Notícias procurou os policiais do 102º DP, mas a equipe que registrou a ocorrência não estava mais no distrito. A assessoria de imprensa da PM disse não possuir informações de que o parlamentar tenha se recusado a fazer o teste do bafômetro, mas também não confirmou a versão de Leite.

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/02/19/deputado-que-se-acidentou-em-sp-nega-ter-recusado-teste-do-bafometro.jhtm

Corregedoria, Ministério Público e Justiça consideram legal a ação dos policiais da corregedoria que despiram em público escrivã



Para a Corregedoria, não houve excessos na ação dos dois delegados. Segundo a corregedora Maria Inês Trefiglio Valente, eles agiram "dentro do poder de polícia".
O promotor Everton Zanella foi ouvido no inquérito que investigou os policiais e disse que a retirada da roupa foi uma consequência do transcorrer da operação.
"Houve apenas um pouco de excesso na hora da retirada da calça da escrivã, todavia, em nenhum momento vislumbrei a intenção do delegado que comandava a operação de praticar qualquer ato contra a libido da escrivã", disse o promotor no inquérito.
PROCESSO
Além de ser expulsa, a escrivã responde a um processo criminal. A primeira audiência do caso só deverá ocorrer em maio, conforme seus advogados.
Os delegados Eduardo Filho e Gustavo Gonçalves continuam trabalhando na Corregedoria da Polícia Civil. A corregedora os caracterizou como policiais "corajosos e destemidos". AFolha não localizou os dois policiais neste sábado para comentar o assunto


Policial algemada e despida à força... e a imprensa em silêncio. Quem escolhe nossas primeiras páginas?

Mais de um dia após a divulgação das imagens da escrivã de polícia sendo algemada e despida à força na frente de policiais da corregedoria, a imprensa escrita e os "grandes" portais nacionais (UOL, TERRA, R7, G1) continuam em silêncio, ignorando o escândalo. Afinal, quem escolhe as reportagens que serão os não publicadas? Quem decide o que é "notícia" e o que não é? E o mais importante: que interesses movem estas escolhas?
Após a repercussão intensa das imagens da operação da Polícia Federal, que prendeu policiais civis e militares no Rio de Janeiro, a "blindagem" que a imprensa tem fornecido à Polícia Civil e Militar paulista não pode ser gratuita.
Interesses em manter o Governador Alckmin com a imagem de "bom gestor" e em proteger a Polícia Civil de SP (a mesma polícia que extorquiu o traficante colombiano Abadia; a mesma polícia que extorquiu e até seqüestrou familiares do assalto ao Banco Central de Fortaleza)? Qual a razão para isso?














Capa Folha de S.Paulo - Edição São Paulo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Venda do SUS: Ministério Público recebe ação contra lei que repassa leitos do SUS para convênios

Um grupo de entidades apresentou, na última terça-feira (15/02), representação ao Ministério Público Estadual contra a lei que permite reserva de 25% das vagas em hospitais públicos para empresas de medicina de grupo. 

A Lei Complementar 1.131/2010 foi aprovada por deputados da base governista na Assembleia Legislativa, na última sessão do ano passado. A Bancada do PT protestou e votou contra. Mas, foram 55 votos favoráveis da maioria governista e 18 contrários da oposição.


Por enquanto, a representação é assinada pelo Idisa - Instituto de Direito Sanitário Aplicado -, Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor -, Sindicato dos Médicos, Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde e ONGs do setor. Mas, os organizadores da Mobilização Contra a Lei 1131 querem obter mais assinaturas institucionais para fortalecer a ação no MPE e “demonstrar a indignação contra a ‘venda’ do SUS para os planos de saúde em São Paulo.

No documento encaminhado ao Promotor de Justiça e Direitos Humanos em Saúde Pública, as entidades demonstram as perdas para os usuários do sistema público com o desvio de atendimentos para os planos de saúde privados.

“Os hospitais administrados por Organizações Sociais no Estado de São Paulo realizaram, em 2008, aproximadamente 8 milhões de atendimentos, incluindo cerca de 250.000 internações e 7,8 milhões de outros procedimentos. Ainda que tais dados estejam defasados, é possível calcular o potencial de perda para os usuários do SUS.  Seriam quase dois milhões de atendimentos desviados para os usuários de planos de saúde privados, ou seja, dois milhões de atendimentos a menos para usuários do SUS que já enfrentam longas filas de espera na rede pública. Como não há rede ociosa, o que fica evidenciado com a superlotação dos hospitais públicos administrados pelas OSs, conclui-se que a Lei nº 1.131 permitirá a subtração de 25% da capacidade de atendimento da população que depende exclusivamente do SUS”, explicam os signatários da representação.

Durante a tramitação do projeto que deu origem à lei, o promotor Arthur Pinto Filho apontou a inconstitucionalidade da proposta e os equívocos do texto aprovado na Assembleia. “O primeiro deles é querer que uma lei estadual restrinja o que uma lei federal não restringe. O projeto também fere o princípio constitucional de que todos os usuários do Sistema Único de Saúde sejam tratados de forma igualitária”, considerou o promotor.

Para participar da ação, usuários e entidades ligadas ao SUS em São Paulo devem enviar uma carta de adesão ao Ministério Público de São Paulo, com cópia aos coordenadores da Mobilização Contra a Lei 1131. Informe-se com Mário Scheffer (coordenador da Mobilização): mscheffer@uol.com.br

Policial se recusa a ser revistada na frente de colegas (homens), mas é algemada e despida à força

As cenas que você vai ver abaixo foram registradas nas dependências do Vigésimo-quinto Distrito Policial de São Paulo no dia 15 de junho de 2009. Mais do que chocantes, são emblemáticas do desrespeito com que policiais costumam tratar pessoas que estão sob investigação. Até quando os investigados são colegas de corporação.
As imagens que o Blog do Pannunzio publica em primeira mão foram feitas por ordem dos delegados Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, ambos da Corregedoria da Polícia Civil — curiosamente os protagonistas desse thriller moral. Eles foram à delegaciade Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo, para prender flagrante a escrivã V.F.S.L. Ela acabara de livrar da cadeia um homem supostamente deveria sr autuado por porte ilegal de arma que, em contrapartida, teria pago R$ 250 de propina.
Quando a equipe da Corregedoria chegou, V.F.S.L., acuada, tentou entregar o dinheiro ao delegado titular. Tarde demais. Além de estar de posse das cinco notas de R$ 50,  não conseguiu explicar por que não deu voz prisão ao suspeito por tentativa de suborno, o que seria suficiente para mantê-lo trancafiado durante alguns dias. Os delegados-corregedores sabiam de absolutamente tudo o que havia se passado minutos antes . Tinham, inclusive, informações precisas do local onde a escrivã havia ocultado o suposto suborno: dentro da calcinha.
Tudo o que aconteceu a partir desse momento está registrado no vídeo abaixo. Durante quase 13 minutos os delegados tentaram convencê-la a se despir para passar por uma revista íntima. Em momento algum V.F.S.L. tentou resistir. Sua única exigência foi a de que a busca fosse feita por policiais do sexo feminino, como prescreve o Artigo 249 do Código de Processo Penal.
A sala onde tudo a prisão em flagrante foi feita estava cheia de policiais do sexo masculino. Havia, também, pelo menos duas PMs no local. Mas os corregedores foram inflexíveis. Diante da exigência da escrivã, mandaram algemá-la, jogaram-na no chão e arrancaram sua calça na marra. Humilhada, ela foi despida por colegas, no chão da sala lotada de homens.
A prova do suborno foi abtida e o flagrante, lavrado. V.F.S.L. foi presa. O advogado Fábio Guedes Garcia da Silveira foi contratado e conseguiu livrá-la do cárcere até o julgamento. Até hoje ela aguarda a realização da primeira audiência, marcada para meados de junho deste ano, quando o caso completa seu segundo aniversário.
O defensor da escrivã apresentou uma denúncia contra os policiais à Corregedoria. Mas ambos foram absolvidos no curso de uma sindicância administrativa. Os pares que os julgaram entenderam que eles usaram  “meios moderados” para a obtenção da prova.
“Isso não seria normal nem no Iraque, nem no Iran”, diz o advogado. Para ele, a corregedoria agiu com corporativismo em defesa dos colegas. Agora, espera anular a prova que cinsidera ter sido obtida mediante coação e por meios ilícitos.
Em outra frente, Fábio da Silveira fez uma representação ao Ministério Público e agora espera ver os delegados condenados por abuso de autoridade. “Ainda mais que isso pode caracterizar prática de tortura”, diz ele, certo de que agora os abusos serão reconhecidos  pela Justiça.
O video revela, ainda, que o flagrante pode ser sido armado. Ao mostrar o dinheiro para a camera, um dos delegados diz claramente que  “tá tudo aqui. Notas xerocopiadas”. Se isso restar comprovado, de acordo com uma fonte do Ministério Público, o flagrante será necessariamente anulado. “Isso equivale a induzir ao comentimento do crime, o que é proibido pela legislação”.
As imagens falam por si e deixam um alerta: se delegados de polícia agem com tanta arbitrariedade contra os  colegas, o que esperar de seu comportamento perante a clientela habitual dos distritos, em sua maioria desvalidos, pobres, vulneráveis e desinformados sobre seus próprios direitos ?


"Absurdo também é que até agora os grandes portais UOL, TERRA, G1, R7 e IG se recusaram a divulgar essa matéria na primeira página de seus portais!!!! Essa é a famosa BLINDAGEM do PSDB com a imprensa! Basta ver as matérias neste blog para constatar que escândalos inacreditáveis são escondidos pela imprensa (o PIG: Partido da Imprensa Golpista), que em troca recebe milhões em verbas de publicidade, além da participação de seus empresários nas terceirizações e privatizações no estado. CPFL, CESP, ELETROPAULO, CEAGESP, BANESPA, NOSSA CAIXA, COMGÁS, SABESP, FEPASA, TELESP, estradas, ... a lista não tem fim; assim, o patrimônio construído com os impostos e o trabalho do povo paulista foi saqueado e vendido para os amigos dos poderosos. Não acredite que a privatização melhorará os serviços! A privatização só servirá para encher os bolsos da elite gananciosa! Defenda que o estado seja bem administrado e que o patrimônio continue DE TODOS!"

Policial não se recusa a ser revistada, mas é algemada e despida à força
Exclusivo: policial é deixada nua e revistada à força
Jornal da Band
pauta@band.com.br
O Jornal da Band mostra nesta sexta-feira um caso de humilhação, no qual delegados e policiais de São Paulo tiraram à força a roupa de uma colega, em busca de provas que supostamente a incriminariam. O fato aconteceu no 25° Distrito Policial em Parelheiros, zona sul de São Paulo.
A reportagem teve acesso com exclusividade a imagens gravadas pela corregedoria da polícia civil, que mostram um suposto caso de corrupção praticado por uma ex-escrivã. Segundo a denúncia, a policial teria recebido R$ 200 para ajudar um acusado a se livrar de um inquérito. A investigação transcorria normalmente até que o delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho, decide que a acusada seria revistada. Ela não se recusa, mas pede a presença de policiais femininas.
O pedido é feito nada menos do que 20 vezes em pouco mais de 12 minutos. Além do delegado Eduardo, está na sala o delegado Gustavo Henrique Gonçalves – que também é da corregedoria da Polícia Civil – e o delegado titular da delegacia, Renato Luiz Hergler Pinto, chefe da acusada.
Em vários momentos da gravação, feita pelos próprios policiais, a acusada pede a ajuda do chefe. No vídeo é possível identificar pelo menos seis homens e duas mulheres, todos agentes públicos.
Os policiais não se importam com a presença da câmera e mesmo sem a policial se recusar a ser revistada, ela é algemada a força e depois é despida.
As imagens foram feitas em 2009, mas foram mantidas em sigilo pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A suspeita ainda não foi julgada, mas mesmo assim, foi expulsa da polícia civil. Para a corregedoria a ação dos envolvidos foi correta e moderada. Ninguém mais foi punido ou processado.
Agora, o Ministério Público está investigando a conduta dos policiais e já cobrou explicações da corregedora e do Secretário Estadual da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto.

Privatizações

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Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
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