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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Alckmin veta professoras obesas

02/02/2011 18h32 - Atualizado em 02/02/2011 18h32

'Não é uma questão de aparência', diz Alckmin sobre professoras vetadas

Docentes foram barradas em exame médico por serem obesas, diz jornal. 
Governador de SP diz que 'se houver erro ou injustiça, caso será corrigido'.

Do G1, em São Paulo
Alckim participa de evento em escola em SP
Alckminm participa de evento em escola em SP
(Foto: Fernanda Nogueira/G1)
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira (2) que mulheres que dizem ter sido impedidas de assumir cargo de professoras por serem obesas poderão entrar com recurso.
O caso foi publicado no jornal Folha de S.Paulo nesta quarta-feira. De acordo com a publicação, as professoras afirmam a contratação delas foi "vetada" após exame médico feito pelo Departamento de Perícias Médicas de São Paulo.
“O ingresso não é uma questão de aparência. O estatuto exige exames físicos. Os critérios são técnicos. A pessoa pode apresentar recurso e vai ser analisado. Se houver erro ou injustiça, será imediatamente corrigido”, afirmou o governador em evento para entrega simbólica de kits escolares em São Paulo.
A Secretaria de Gestão Pública, responsável pela perícia, disse, por meio de sua assessoria, que a obesidade mórbida pode ser considerada doença, e que as docentes podem entrar com recurso.
O G1 entrou em contato com a Secretaria de Gestão Pública para obter mais informações e aguarda retorno.
Em nota, o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) manifestou indignação com o caso. Segundo a presidente Maria Izabel Azevedo Noronha, "denota preconceito e desrespeita direitos fundamentais da pessoa humana, bem como os direitos adquiridos por aqueles que participaram do concurso e nele foram aprovados".

Mata Atlântica é a quinta floresta mais ameaçada do mundo

ONG Conservação Internacional diz que só restaram 8% de sua cobertura original

BBC Brasil




Wikimedia Commons













Um ranking divulgado nesta quarta-feira (2) pela entidade ambiental Conservação Internacional revela que a Mata Atlântica é a quinta floresta mais ameaçada do mundo. A lista enumera o que a organização considera ser as dez regiões florestais mundiais que enfrentam os maiores riscos.
Segundo a ONG, a posição da Mata Atlântica na quinta colocação se justifica porque restam apenas 8% da cobertura original da floresta, que antes ocupava boa parte da costa brasileira. A organização afirma que a floresta ''abriga 20 mil espécies de plantas, sendo 40% delas endêmicas", acrescentando que "ainda assim, menos de 10% da floresta permanece de pé''.
Perigo
O relatório da Conservação Internacional diz ainda que mais de duas dúzias de espécies de vertebrados sob risco de extinção estão lutando para sobreviver na Mata Atlântica. Entre as espécies listadas estão seis espécies de aves que habitam uma pequena faixa da floresta no Nordeste.
De acordo com a Conservação Internacional, um dos motivos para o desmatamento acentuado que a floresta vem sofrendo é a ''crescente urbanização e industrialização do Rio de Janeiro e de São Paulo''. A floresta brasileira ficou atrás de regiões da Índia e de Mianmar que só contam com 5% de seu bioma original.
Também estão mais ameaçadas do que a Mata Atlântica uma área da Nova Zelândia que só mantém 5% de sua cobertura original; outra, situada entre a Indonésia, a Malásia e o Brunei, que só preserva 7% do que já possuiu, e outra nas Filipinas, também com 7% da cobertura original. 

O relatório foi divulgado nesta quarta-feira para coincidir com o anúncio oficial pela ONU do Ano Internacional de Florestas.

Sindicatos se reunirão de novo para tentar pôr fim à greve de ônibus na zona leste

Após encontro entre sindicalistas e patrões, trabalhadores decidirão se greve continua

Dinalva Fernandes, da Agência RecordHélvio Romero/AEHélvio Romero/AE
Motoristas cruzaram os braços desde terça-feira (1º) em protesto contra decisão de viação
Sindicalistas que representam cobradores e motoristas de ônibus da viação Himalaia, em greve desde terça-feira (1º), e seus patrões devem participar na tarde de quinta-feira (3) de reunião na sede do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) na cidade de São Paulo para tentar um acordo para pôr fim à paralisação. A informação é da assessoria de imprensa da SPTrans.
A greve de funcionários das garagens 1 e 2 da viação Himalaia afeta ao menos 180 mil usuários de transporte público da zona leste. O encontro também deve contar com a presença de representantes dos ministérios Público e do Trabalho.
Após a reunião, os sindicalistas realizarão uma assembleia com os funcionários e decidirão o futuro da greve, segundo o diretor do Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários Urbanos), Laercio Cristiano, conhecido como Boca. De acordo com Boca, se não houver acordo, os trabalhadores ameaçam fechar terminais de ônibus da capital paulista, a começar pelo Terminal Parque Dom Pedro, na região central. No entanto, o sindicalista não explicou como o grupo pretende fazer isso.

Os funcionários da Himalaia alegam ter cruzado os braços, porque seriam transferidos para a cooperativa Novo Horizonte sem o recebimento de direitos trabalhistas.

A SPTrans entrou com uma medida cautelar contra a Himalaia no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) nesta terça-feira. De acordo com o órgão responsável pelo transporte de coletivos na capital, enquanto durar a paralisação, os 152 ônibus acionados para a chamada operação Paese (Plano de Atendimento entre Empresas em Situação de Emergência) continuarão operando nas 17 linhas afetadas pela greve. 

Veja a relação das linhas: 

2100/10 Terminal Vila Carrão- Praça da Sé 

2290/10 Terminal São Mateus-Terminal Pq. D. Pedro II 

3160/10 Terminal Vila Prudente-Terminal Pq. D. Pedro II 

324M/10 Terminal São Mateus-Terminal Penha 

408A/10 Cardoso de Almeida-Machado de Assis 

4112/10 Santa Margarida Maria-Praça da República 

4113/10 Gentil de Moura- Praça da República 

374T/10 Cidade Tiradentes- Metrô Vergueiro 

3070/10 Jardim Limoeiro -Terminal São Mateus 

3390/10 Term. São Mateus -Terminal Pq. D. Pedro 2º 

3391/10 Term. São Mateus-Terminal Pq. D. Pedro 2º 

3391/31 Term. São Mateus-Terminal Pq. D. Pedro 2º 

3539/10 Cidade Tiradentes-Terminal Pq. D. Pedro 2º 

3539/31 Cidade Tiradentes-Terminal Pq. D. Pedro 2º 

3775/10 Jd. Rodolfo Pirani-Metrô Carrão

3414/10 Vila Dalila-Terminal Pq. D .Pedro 2º 

3032/10 Terminal Carrão (circular)

Justiça de SP nega recurso do Metrô para liberar licitação de linha que ligará Congonhas ao Morumbi


Decisão exige que Metrô apresente informações sobre obra


Agência Estado


O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou recurso ao Metrô, que tentava liberar a assinatura e homologação da licitação do projeto da Linha 17-Ouro, que deverá ligar o aeroporto de Congonhas ao estádio do Morumbi.
O Metrô recorreu ao TJ-SP após decisão, em dezembro do ano passado, da 3ª Vara da Fazenda Pública da capital, que concedeu liminar em ação civil pública proposta pela Associação Sociedade Amigos da Vila Inah, que pedia a suspensão do processo licitatório.
A decisão suspendeu a assinatura e a autorização para a concessão do direito de obras até que o Metrô apresentasse as informações requisitadas para melhor entendimento do processo. O recurso do Metrô queria a revogação dessa liminar.
De acordo com o desembargador Torres de Carvalho, integrante da Câmara Reservada ao Meio Ambiente e relator do recurso, a decisão de primeira instância teve o cuidado necessário à complexidade da causa. Além disso, ele afirma que a liminar não atrapalha o processo licitatório. A ação civil pública continua em andamento na 3ª Vara da Fazenda, aguardando as informações do Metrô.

Sem limpeza, Tietê transborda de novo

DE SÃO PAULO 

O rio Tietê já transbordou duas vezes neste ano, a última delas anteontem, apesar de o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ter anunciado, em 2005, que isso não voltaria a acontecer.
Duas causas contribuíram para a volta dos alagamentos do rio, que corta a região metropolitana de leste a oeste: falta de obras e de limpeza.
Dos 134 piscinões previstos para toda a região metropolitana, que "segurariam" as águas das chuvas antes que elas chegassem ao rio, apenas 44 saíram do papel.
Também faltou manutenção. O rio não foi limpo adequadamente neste período.
O governo do Estado divulgou que, entre 2008 e 2010, tirou 1,8 milhão de m3 de sujeira de dentro do Tietê.
Amauri Pastorello, superintendente do DAEE, disse que ao menos mais 3 milhões de m3 precisam ser retirados para voltar aos níveis da obra de aprofundamento da calha, concluída de 2005. Isso deve ser feito em 2011 e 2012.
No período de 2006 a 2010, que inclui as gestões de Cláudio Lembo (DEM), José Serra (PSDB) e Alberto Goldman (PSDB) e parte da de Alckmin, o desassoreamento foi feito apenas parcialmente.
Conforme os estudos geológicos incluídos no plano de macrodrenagem da região metropolitana, o Tietê recebe anualmente 1 milhão de m3 de sedimentos por ano. Pastorello, do DAEE, diz que são entre 400 mil e 500 mil de m3.
Se a sujeira fica acumulada no fundo do rio, passa menos água por ali e aumentam as chances de alagamentos.
O projeto previa que o Tietê, após a conclusão das obras -aprofundamento da calha e os 134 piscinões-, tinha apenas 1% de chance de transbordar.
Na situação atual do rio -sujo e sem os piscinões concluídos-, a chance de ocorrer um transbordamento é de 20%, segundo especialistas ouvidos pela Folha.
 
A matéria acima constou na página C4, Caderno Cotidiano, da Folha de S. Paulo de 25/01/2011:
Clique aqui para vê-la, entre outras matérias ali publicadas
 
Folha de S. Paulo - 30/01/2011 - Domingo
Editorial - Pág A2
Sobre o Rio Tietê
Obras para aumentar a calha do rio não são suficientes e novo plano para equacionar o problema das cheias ainda vai demorar mais de um ano

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Assembleia de SP tem 8 diretorias, mas emprega 70 diretores

01/02/2011 - 08h12
FERNANDO GALLO
DE SÃO PAULO 


A Assembleia Legislativa de São Paulo mantém em sua folha de pagamento 70 diretores, embora o Legislativo afirme que existam apenas oito diretorias na Casa.
Somados, os salários dos cargos de direção chegam a R$ 8 milhões por ano. Entre os diretores, estão os do xerox, da garagem e da manutenção de veículos.
Na prática, 60 dos "diretores" atuam em funções de gerência e coordenadoria, mas todos são tratados como diretores --inclusive na folha de pagamento-- e recebem gratificações diferenciadas pelos cargos ocupados.
Em seu quadro oficial, a Assembleia não tem nenhuma unidade chamada de diretoria: são duas secretarias-gerais, oito departamentos, 24 divisões e 36 serviços. Apesar disso, até nas portas das unidades encontra-se a nomenclatura "diretoria".
Os salários dos diretores variam de R$ 6.921 --casos de xerox, garagem e manutenção de carros-- a R$ 16 mil, casos dos dois secretários-gerais. Os valores incluem as gratificações, que variam de R$ 3.172 a R$ 8.696.
Apenas funcionários como procuradores e chefes de gabinete --além dos próprios deputados, que a partir deste mês passam a receber R$ 20 mil mensais-- têm salários maiores ou iguais aos da maior parte dos diretores.
Todos os 70 cargos são de confiança, mas apenas as secretarias-gerais e os oito departamentos (chefias imediatamente inferiores às secretarias-gerais) podem ser ocupados por servidores que não prestaram concurso.
ATRIBUIÇÕES
Pelas normas da Casa, o serviço de xerox (ou "fotomicrografia", nome dado pela Casa) deve "executar extração de cópias de documentos e papeis em geral" e "zelar pela boa conservação e utilização dos equipamentos".
Ao serviço de garagem (ou "controle de frota") cabe "manter o registro" e "providenciar a regularização da documentação dos veículos", além de "pronunciar-se" sobre necessidade de renovação da frota, fazer o controle dos agentes de segurança dos deputados e elaborar escalas de trabalho.
O serviço de garagem é subordinado à divisão de transportes --também chefiada por um diretor--, que tem como atribuições "planejar, coordenar, dirigir, controlar e avaliar as atividades referentes ao transporte", bem como "representar a Casa nos atos de regularização dos documentos" dos veículos.
MANUTENÇÃO
Além de ambos, há também um serviço de "manutenção e reparo" da frota, responsável por serviços de mecânica e por "zelar por equipamentos e ferramentas" e pelo "bom funcionamento e conservação" dos veículos.
Nos quadros da Casa há um diretor da divisão de "protocolo geral e arquivo", outro do serviço de "protocolo geral" e outro ainda do serviço de "arquivo".
O Legislativo tem ainda seis diretores somente na parte de comunicação.
A estrutura administrativa é a mesma desde 1996.
OUTRO LADO
Em nota, a Assembleia afirma existirem apenas oito diretorias e diz que, à exceção dos departamentos, a denominação de "diretor" "limita-se apenas e tão somente à nomenclatura oficial".
"Na prática existem oito diretores, 24 gerentes e 36 chefes de seção", diz a nota.
A Casa informa ter feito um estudo para "adequar a nomenclatura à prática funcional" e diz que a regulamentação será alterada na próxima legislatura, que começa em 15 de março.
O Legislativo diz ainda ser a "Assembleia mais barata do Brasil" em relação ao custo por habitante.

Editoria de Arte/Folhapress


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

HOLERITE: Porque o PSDB é o Pior Salário do Brasil

Acesse o site http://www.recursoshumanos.sp.gov.br/retribuicaoMensal.html e conheça o salário de diversas carreiras do funcionalismo público.








































SALÁRIO BASE

AGENTE DE ORGANIZAÇÃO ESCOLAR (18 anos de trabalho): R$ 633,79 



OFICIAL DE JUSTIÇA APOSENTADO (2001): R$126,64



INVESTIGADOR DE POLÍCIA (2008): R$ 618,29



MÉDICO (2010): R$487,72



INVESTIGADOR DE POLÍCIA (2010): R$701,28



DELEGADO DE POLÍCIA 2 CLASSE: R$1810,17

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sindicato questiona congelamento de adicional de insalubridade dos funcionários do sistema prisional de SP


O Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp) ajuizou, no Supremo Tribunal Federal (STF), uma Reclamação (Rcl 11183), com pedido de liminar, contra o diretor do Departamento de Despesa de Pessoal e contra o coordenador da Unidade Central de Recursos Humanos do estado a fim de que procedam ao descongelamento do adicional de insalubridade dos associados ao sindicato.
A entidade argumenta que houve violação à Súmula Vinculante nº 4, do STF, e à decisão proferida no Recurso Extraordinário (RE) 565714, que originou a súmula do Supremo e estabelece que “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial”.
Os advogados ressaltam que houve um comunicado, emitido pela Unidade Central de Recursos Humanos, determinando que “os valores pagos aos funcionários públicos do Estado de São Paulo, a título de adicional de insalubridade, a partir deste ano de 2010, ficarão congelados até que sobrevenha legislação que fixe nova base de cálculo”.
A entidade alega que o comunicado teria sido embasado em parecer da procuradoria estadual, do qual se extrairia que, após a edição da Súmula Vinculante nº 4, “o salário mínimo não poderia ser utilizado como indexador da base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem substituído por decisão judicial”, sustenta o sindicato.
Desta forma, o sindicato alega que, por conta dessa determinação, os funcionários públicos do estado foram surpreendidos com o congelamento do valor do adicional de insalubridade, continuando a recebê-lo tendo como indexador o valor do salário mínimo federal, mas “sem o reajuste conferido ao mesmo pela Medida Provisória nº 474, de 23 de dezembro de 2009, publicada no DOU de 24.12.2009, a qual o majorou para o valor de R$ 510,00, ou seja: 9,68% a maior do que o valor do salário mínimo anterior, que era de R$ 465,00”.
A entidade ressalta ainda que em 2009, o reajuste do salário mínimo, estabelecido pela Lei nº 11.944/2009 foi considerado normalmente para o cálculo do adicional de insalubridade, não gerando quaisquer perdas para o funcionalismo estadual. Assim, afirma o sindicato, a medida do Departamento de Despesa de Pessoal, “além de ilegal é totalmente equivocada”, pois, segundo a entidade, a súmula do STF foi expressa em afirmar que, enquanto não fosse estabelecido outro indexador para o referido adicional, devia permanecer inalterada a situação, para que não houvesse qualquer perda por parte do trabalhador.
Por fim, o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional frisa que “é inegável que ao ‘congelar’ o valor do adicional de insalubridade, o estado de São Paulo desrespeitou a Súmula Vinculante nº 4”. Afirma ainda que agindo dessa forma, o Departamento de Despesas e a Unidade Central de Recursos Humanos, adotaram justamente a “providência vedada pela parte final da Súmula Vinculante 4″.

Governo de SP libera ampliação do aeroporto de Viracopos (SP)

27/01/2011 - 14h22 
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
DE SÃO PAULO 

O Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo (Consema) aprovou por unanimidade nesta quinta-feira a licença prévia para as obras de ampliação do aeroporto de Viracopos, em Campinas (93 km de SP).
Almeida Rocha/Folhapress
Aeroporto de Viracopos, em Campinas, já tem liberação para obras
Aeroporto de Viracopos, em Campinas, já tem liberação para obras
A aprovação foi anunciada pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). Com a licença ambiental, estão liberados a segunda pista de pouso e decolagem e o segundo terminal do aeroporto.
As obras são de responsabilidade do governo federal, através da Infraero, estatal que administra os aeroportos do país. O governador não deu prazo para início da ampliação de Viracopos, mas disse que esta é uma prioridade.
O anúncio foi feito durante divulgação do vídeo que será utilizado pela cidade de São Paulo na candidatura para sede do Centro Internacional de Transmissão da Copa de 2014.

USP contra o estado de direito

Em 1968 era assim…
Cinco dos mais eminentes professores da Universidade de São Paulo advertem que a ofensiva da direita, por meio de medidas arbitrárias, abusivas, grotescas e respaldadas pelo entulho ditatorial, está levando a instituição ao caos.
Subescrevo e reproduzo na íntegra esta manifestação de inconformismo diante de mais uma recaída autoritária.
Resistir é preciso. Sempre!
A USP CONTRA O ESTADO DE DIREITO
“Um estatuto que permanece intocado mesmo após o fim do regime militar e um reitor que tem buscado a qualquer custo levar a efeito um projeto privatizante estão conduzindo a USP ao caos.
Após declarar-se pelo financiamento privado e pela reordenação dos cursos segundo o mercado, o reitor vem instituindo o terror por intermédio de inquéritos administrativos apoiados em um instrumento da ditadura (dec. nº 52.906/ 1972), pelos quais pretende a eliminação de 24 alunos.
…ultimamente ficou assim.
Quanto aos servidores, impôs, em 2010, a quebra da isonomia salarial, instituída desde 1991, e, para inibir o direito de greve, suspendeu o pagamento de salários, desrespeitando praxe institucionalizada há muito na USP.
Agora, em 2011, determinou o “desligamento” de 271 servidores, sem prévio aviso e sem consulta a diretores de unidades e superiores dos “desligados”. Não houve avaliação de desempenho. Nenhum desses servidores possuía qualquer ocorrência negativa. As demissões atingiram técnicos na maioria com mais de 20 anos de serviços prestados à universidade.
O ato imotivado e, portanto, discriminatório, visou, unicamente, retaliar e aterrorizar o sindicato (Sintusp), principal obstáculo à privatização da USP desde a contestação aos decretos do governo Serra, em 2007. Mas o caso presente traz outras perversidades.
Todos os demitidos já se encontravam aposentados, a maioria em termos proporcionais.
Na verdade, foram incentivados a fazê-lo por comunicação interna da USP, divulgada após as decisões do STF (ADIs nº 1.721 e nº 1.770), definindo que a aposentadoria por tempo de contribuição não extingue o contrato de trabalho.
A dispensa efetivada afrontou o STF e configurou uma traição ao que fora ajustado, chegando-se mesmo a instituir um “Termo de Continuidade de Contrato em face da Aposentadoria Espontânea”.
Nem cabe tentar apoiar a iniciativa no art. 37, parágrafo 10, da Constituição, que prevê a impossibilidade de acumular provento de aposentadoria com remuneração de cargo público, pois esses servidores eram “celetistas”, ocupantes de empregos públicos, e suas aposentadorias advinham do Regime Geral da Previdência Social, e não de Regime Especial.
O ato não tem, igualmente, qualquer razão econômica e, ainda que tivesse, lhe faltaria base jurídica, pois, como definido pelo TST (caso Embraer), a dispensa coletiva de trabalhadores deve ser precedida de negociação com o sindicato.
Do ato à sorrelfa, com a USP esvaziada pelas férias, não se extrai qualquer fundamento de legalidade, sobressaindo a vontade do reitor de impor o terror a alguns dos líderes sindicais da categoria, próximos da aposentadoria, contrariando até mesmo parecer da procuradoria da universidade, que apontara a ilegalidade das demissões.
Assinale-se a magnitude do potencial dano econômico-moral à USP. A ação desumana de gerar sofrimento imerecido a servidores fere a imagem da universidade.
Sob o prisma econômico, a dispensa coletiva, de caráter discriminatório, traz o risco de enorme passivo judicial, pelas quase certas indenizações por danos morais que os servidores “desligados” poderão angariar a partir das decisões do STF e do TST e da forma como o “desligamento” se deu, sem contar reintegrações e salários retroativos.
Cumpre conduzir à administração da USP a noção de que “ninguém está acima da lei”, exigindo-se a revogação imediata dos “desligamentos” e o estabelecimento de uma Estatuinte à luz da Constituição de 1988, em respeito ao Estado democrático de Direito.“
  • FABIO KONDER COMPARATO, professor emérito da Faculdade de Direito da USP.
  • FRANCISCO DE OLIVEIRA, professor emérito da FFLCH-USP.
  • JORGE LUIZ SOUTO MAIOR, professor da Faculdade de Direito da USP.
  • LUIZ RENATO MARTINS, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP.
  • PAULO ARANTES, professor da FFLCH-USP.

Petrobrás prova como Folha de SP mente


A Petrobras podia era parar de comprar a Folha


Saiu no blog da Petrobras:

Conteúdo nacional: carta à Folha


A Petrobras desmente com veemência matéria publicada com chamada de capa no jornal Folha de S. Paulo desta segunda-feira (24/1), sob o título “Petrobras quer reduzir compras no país”. A Petrobras não cogita nem pleiteou ao governo a redução de sua meta de índice conteúdo nacional. A empresa reafirma, da mesma forma que informou à Folha antes da publicação da matéria, que não há atraso no cumprimento das metas, nem qualquer movimentação contrária à sua ampliação.


A Folha de S.Paulo ignorou informações fornecidas pela Petrobras em 21/1, sobre a intensificação de medidas de incentivo, cobrindo áreas estratégicas para as empresas, como tecnologia, finanças e gestão. É mentirosa a informação sobre reuniões entre a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia para discussão destas questões nas últimas semanas.


Com um crescimento de 400% nas contratações no País, a política da Petrobras de participação máxima do mercado nacional na aquisição de bens e serviços no Brasil elevou o conteúdo nacional mínimo de 57%, em 2003, para 77,34%, em 2010. A confiança da Petrobras no mercado supridor nacional e a capacidade de resposta desse mercado permitiram que a parcela nacional das contratações da Companhia registrasse um crescimento constante e acima da meta ao longo dos últimos anos. A política de estímulo à indústria nacional praticada pela Petrobras tem o objetivo de utilizar seu poder de compra para ampliar a competitividade dos fornecedores nacionais.


A empresa tem realizado sistemáticas reuniões com empresários de pequeno, médio e grande porte, com o objetivo de estimular a indústria nacional a desenvolver sua capacidade de fornecimento de produtos, que vão desde parafuso até sondas marítimas.


Em relação à cessão onerosa, dentro do cronograma que vai até 2014, a empresa precisará contratar sondas e outros equipamentos no exterior para cumprir o prazo estabelecido por lei. Isso não significa, de forma alguma, deixar de cumprir as metas estabelecidas. Usar essa informação no contexto da reportagem é, no mínimo, má-fé.

Dilma já trata Kassab como aliado e faz críticas indiretas a tucanos de SP

Sentados lado a lado durante cerimônia em São Paulo, prefeito e ex-presidente Lula conversaram bastante


Julia Duailibi, de O Estado de S.Paulo

A iminente ida de Gilberto Kassab para o PMDB, partido da base governista, levou a presidente da República, Dilma Rousseff, a elogiar o prefeito paulistano e a destacar investimentos na capital, ao mesmo tempo em que criticou, de maneira indireta, o PSDB.

A presidente cumprimentou Kassab (DEM) “com muito carinho” e disse estar “honrada” com o convite feito por ele para participar nesta terça, 25, da cerimônia em comemoração ao 457.º aniversário de São Paulo, na sede da Prefeitura, na qual foi entregue a Medalha 25 de Janeiro ao ex-vice-presidente José Alencar, que luta contra um câncer há 13 anos.

Além de Dilma e Alencar, estavam com Kassab no palco montado na Prefeitura o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), e o vice-presidente, Michel Temer (PMDB), com quem o prefeito mantém conversas sobre a troca de partido. Ontem, os dois conversaram rapidamente na presença de Alckmin.

Sentados lado a lado, Kassab e Lula falaram bastante durante a cerimônia. O prefeito concedera a mesma medalha ao ex-presidente em 2010 – à ocasião, também fez a homenagem ao ex-governador José Serra (PSDB).

Tanto Dilma como Lula são entusiastas da ida de Kassab, que está na oposição, para o PMDB. Ambos avaliam que a troca de partido enfraqueceria o PSDB em São Paulo, principal bastião oposicionista no maior colégio eleitoral do País. Nas últimas cinco eleições, o PT não quebrou a hegemonia tucana no Estado.

Kassab pediu aos peemedebistas discrição nas negociações. Quer tonar pública a decisão apenas depois de 15 de março, quando ocorrerá convenção nacional do DEM para a escolha da nova direção. Caso não consiga emplacar a troca de comando no partido, Kassab terá um argumento forte para abandonar a legenda.

PM reprime com violência manifestação contra enchentes na zona sul de SP

Bruno Lupion, do estadão.com.br


SÃO PAULO – A Polícia Militar reprimiu com violência moradores que protestavam contra enchentes no Jardim Germânia, região do Capão Redondo, zona sul da capital, na noite de terça-feira, 25, aniversário da cidade. Os manifestantes, cansados de perder móveis e eletrodomésticos nos seguidos transbordamentos do Córrego dos Freitas, atearam fogo em lixo acumulado na rua e pneus dentro de caçambas, até serem atingidos por balas de borracha e nuvens de gás pimenta disparados pela Força Tática. Sete homens foram detidos e um adolescente, apreendido. Policiais afirmam que eles atiraram pedras. Os moradores negam.


“Sempre que chove a rua alaga e perdemos tudo. Faz 20 anos que isso acontece. Passou Maluf, Erundina, Pitta, Marta, (*) Kassab, e ninguém resolve”, disse o confeiteiro Lélio Pereira da Silva, 40 anos, enumerando no dedo as gestões municipais. Os moradores querem a canalização do Córrego dos Freitas, cujo projeto, feito em 2007 pela Drenatec Engenharia, por R$ 247 mil, ainda não saiu do papel. Na noite de terça-feira, decidiram atear fogo no lixo e pneus acumulados, em protesto.


A Força Tática chegou por volta das 23 horas à Avenida Agostinho Rubin, altura do nº 200. Segundo o sargento Andrade, os policiais tentaram dialogar, mas foram recebidos a pedradas e obrigados a usar armas não letais para dispersar a manifestação. Os moradores dizem que a polícia já chegou usando todos os meios para desmobilizá-los. Um dos detidos afirma que foi jogado no chão e, em seguida, alvejado com uma bala de borracha. Outros subiram na laje de uma casa e acabaram presos. “Eles estavam gritando para a polícia parar, pois tinham crianças sufocadas com o gás pimenta”, disse Rejane Marta, 40 anos.


“Eles foram presos por interdição de via pública, desacato, incêndio e dano a bem público”, explicou o sargento Andrade, do 1º Batalhão Metropolitano. Após serem ouvidos pela delegada do 92º Distrito Policial, no Parque Santo Antônio, todos assinaram um termo circunstanciado por desacato e foram liberados. Os moradores relataram que, enquanto estavam imobilizados, os policiais ameaçavam ir atrás de suas mulheres em busca de sexo.


O atendente Kevin Carlos do Carmo, 20 anos, observou o confronto ao lado de sua filha, de 1 ano e 2 meses, e reclamou da truculência contra a manifestação. “A polícia foi feita para proteger as pessoas, não para prejudicá-las”, disse.


Jogo de empurra


Segundo o mestre de obras João Batista Rodrigues da Silva, 44 anos, o bairro é prejudicado por um jogo de empurra entre as subprefeituras do Campo Limpo e do M’Boi Mirim. O córrego fica na divisa entre as duas e, segundo ele, ninguém assume a responsabilidade pela limpeza das margens.


“Enquanto eles brigam, a gente continua sofrendo”, disse. De acordo com João Batista, as enxurradas trazem muito lixo, que lota a rua e a entrada das casas. “Depois das enchente a Prefeitura vem, dá um colchão e uma cesta básica. Mas na próxima chuva a gente perde tudo de novo”, disse.







Folha de São Paulo perde a liderança em circulação

Por Altamiro Borges

Depois de 24 anos de hegemonia absoluta, o jornal Folha de S.Paulo perdeu a liderança de maior periódico em circulação no país. A informação, que deve ter tirado o sono da famiglia Frias e de alguns dos seus “calunistas” de plantão, foi divulgada na coluna “Em pauta”, do boletim Meio & Mensagem desta segunda-feira (24).

Segundo explica, ainda faltam alguns dados relativos a dezembro para que o Instituto Verificador de Circulação (IVC) feche seu balanço com o desempenho dos jornais brasileiros em 2010. Mas, nos números já finalizados, a principal novidade é a perda de liderança da Folha, que era o diário de maior circulação no país desde 1986.

Crescimento dos jornais “populares”

Embora já tivesse perdido a liderança em alguns meses, esta foi a primeira vez que o jornal sucumbiu no consolidado de um ano. O topo do ranking em 2010 foi do Super Notícia, título popular de Belo Horizonte. Enquanto a Folha manteve estabilidade, na casa dos 294 mil exemplares por edição, o Super Notícia cresceu 2%, atingindo média de 295 mil.

Meio & Mensagem publicou o ranking dos dez jornais de maior circulação em 2010 e suas respectivas médias por edição:

1º) Super Notícia: 295.701;

2º) Folha de S. Paulo: 294.498;

3º) O Globo: 262.435;

4º) Extra: 238.236;

5º) O Estado de S. Paulo: 236.369;

6º) Zero Hora: 184.663;

7º) Meia Hora: 157.654;

8º) Correio do Povo: 157.409;

9º) Diário Gaúcho: 150.744;

10º) Lance: 94.683.

Algumas razões do declínio

O declínio da Folha, que é consistente há vários anos – o jornal já chegou a ter um milhão de exemplares nas edições de domingo nos anos 1980 –, tem várias causas. A principal, que afeta toda a mídia impressa, no Brasil e no mundo, é o forte crescimento da internet, que permite maior volume de informações e maior interatividade e retira leitores dos jornalões tradicionais.

Fruto do florescimento desta nova mídia também houve a multiplicação, no mundo inteiro, dos jornais gratuitos e “populares”, a preços mais acessíveis. Os próprios monopólios midiáticos têm investindo neste novo filão para compensar a perda de leitores nos diários decadentes. São estes títulos “populares” que hoje explicam o tímido aumento da circulação de jornais no país.

Há ainda a perda de credibilidade da velha mídia. O sociólogo Emir Sader fala em “crise de moral” e o jornalista Pascual Serrano, em “crise de identidade”. A Folha, com seu falso ecletismo, engole seu próprio veneno. Ao qualificar a ditadura brasileira de “ditabranda” ou publicar uma ficha policial fajuta de Dilma Rousseff, ela é descartada por seus leitores mais críticos. Azar dela!

(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

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