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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Tucanos não terminaram as obras de transportes prometidas para 2010



Programadas para serem entregues até o final de 2010, estações de metrô, prolongamento da Jacu-Pêssego e Marginal do Tietê, estão incompletas
Ir da zona leste até Pinheiros, na zona oeste, fazendo uma única baldeação de metrô. Ou sair da Avenida do Estado e entrar na Marginal do Tietê, sentido Castelo Branco, sem ter de passar pela sempre engarrafada Avenida Cruzeiro do Sul. O ano de 2010 acabou e, ao verificar o quanto dessas promessas feitas pelo poder público foram cumpridas, a reportagem descobriu que o resultado não é positivo.
A demora está em três das quatro principais obras do Estado: Linha 4-Amarela do Metrô, ampliação da Marginal do Tietê e o prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego, na zona leste. Incompletas, todas já estão inauguradas. Juntas, elas estão custando R$ 7,1 bilhões aos cofres públicos. Isso sem contar o Trecho Sul do Rodoanel, que já é considerado pronto, mas inda passa por serviços de acabamento. O Estado não admite os atrasos. Fala em novos cronogramas. E justifica parte da demora destacando, entre outros quesitos, a questão da segurança.
O Metrô é o caso de atraso mais emblemático. Das oito estações que deveriam ter sido abertas em 2010, quatro estão funcionando. E as quatro apresentam problemas: até agora, só ficam abertas quando são menos necessárias – fora do horário de pico. Toda a primeira fase da Linha 4-Amarela (que liga a Luz, no centro, à Vila Sônia, na zona oeste), aliás, já deveria estar pronta. Como “primeira fase”, estão as estações mais importantes: Luz, República e Pinheiros, que vão ser integradas às linhas 1-Azul e 3-Vermelha e à CPTM.

As pistas da Nova Marginal do Tietê que foram abertas em março de 2009, faltando completar seis pontes, continua com a obra incompleta: a ponte mais importante da reforma, estaiada, que trará uma conexão com a Avenida da Estado, na região central, ficou para o primeiro semestre deste ano.

Há também o prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego, que liga o Rodoanel à Rodovia Ayrton Senna.  Aberto no fim de outubro, ainda está em fase de acabamento. E a ligação com a Avenida do Estado ficou para 2011 – no que a Dersa chama de “fase dois” da obra.
Estações do Metrô fechadas
As próximas estações a serem entregues pelo Metrô serão Pinheiros, na zona oeste, e República, no centro, interligadas à Linha 3 – Vermelha. Mas a companhia evita falar em novos prazos para abrir essas paradas.

Obras prometidas até o final de 2010
. Seis estações da Linha 4 do Metrô
Situação - só duas estão prontas e funcionamento parcialmente

. Marginal do Tietê
Situação – principal ponte ficou para 2011

. Avenida Jacu-Pêssego
Situação – via foi aberta com trabalhos pendentes
fonte: Jornal da Tarde – 3/1/2011

USP cai 84 posições no ranking mundial


Vio o Mundo
Há tempos se ouvem rumores de que a qualidade de ensino das universidades estaduais paulistas está em queda. A Science Magazine, de 2 de dezembro último, aumentou a suspeita. Na reportagem de seis páginas dedicada à ciência brasileira – foi a principal da edição — a Universidade de São Paulo (USP), apesar de ter grande produção científica, não teve nenhuma pesquisa destacada.

A reportagem começou e terminou por Natal (RN). Mais precisamente no município Macaíba, que sedia o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lilly Safra, mais conhecido como Centro do Cérebro, implantado pelos neurocientistas Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro.

A reportagem destacou também, entre outras, as pesquisas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Petrobras e da Amazônia.

A mídia brasileira, exceto o Correio Brasiliense, ignorou solenemente a edição 331 da Science , que foi festejada no exterior por cientistas que torcem pelo sucesso do Brasil. Pudera. A Science é a mais prestigiosa revista de ciência do mundo, ao lado da Nature , inglesa.

Por que essa conduta, afinal a reportagem da Science foi um gol de placa da ciência brasileira?

Como o feito merecia supercobertura da mídia nativa, só restam hipóteses para o descaso com que tratou a façanha. Mesquinhez? Incompetência? Miopia jornalística? O fato de um projeto inovador de ciência estar brotando no Nordeste e não no Sul do Brasil? Façam as suas apostas.

Pior fez a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo — Fapesp. Proibiu a sua agência de divulgar a proeza brasileira na Science. Inveja pela USP não ter sido destacada? Bancar avestruz como se não houvesse ciência de ponta sendo feita no Brasil além de São Paulo?

Mas nada como um dia após o outro. A verdade aparece. Documento obtido pelo Viomundo mostra que o processo de declínio na qualidade da USP é mais intenso do que até os próprios críticos da USP no mundo acadêmico imaginavam.

O documento em questão é um relatório de avaliação institucional feito pela equipe do reitor da USP, professor João Grandino Rodas, assinado pelo vice-reitor e pelos pró-reitores e enviado por e-mail a todos os docentes e funcionários.

“A antiga reitora, Suely Vilela, instituiu um prêmio de excelência acadêmica, que, na prática, é um bônus em dinheiro para a comunidade da USP”, explica-nos um funcionário da universidade. “Só que este ano não foi concedido. A explicação está na insuspeita confissão da equipe do professor Rodas, demonstrando que, na atual gestão, a USP perdeu várias posições no ranking acadêmico. É o resultado da implantação dos métodos da gestão tucana na Universidade. ”

Nos diversos ranqueamentos acadêmicos de universidades importantes no mundo, a USP perdeu posições em todos, exceto no ranking Heaeact, de Taiwan. No WEBOMETRICS, a USP caiu da posição 38ª, no segundo semestre de 2009, para 122ª, no segundo semestre de 2010. Ou seja, rodou 84 posições escada abaixo.

PÉSSIMA NOTÍCIA PARA O RODAS: UNIVERSIDADE DO MÉXICO SUPERA A USP
Webometrics, como já dissemos, é um dos ranqueamentos acadêmicos de universidades no mundo. Se considerarmos apenas a América Latina, a USP está em segundo lugar. A primeira em qualidade é a Universidade Nacional Autônoma do México.

Inegavelmente, uma péssima notícia para o reitor João Grandino Rodas, ex-diretor da Faculdade de Direito da USP, o segundo colocado da lista tríplice apresentada pelo Conselho Universitário ao então governador José Serra (PSBD). Mesmo sendo o segundo, ele foi escolhido como reitor.

O professor Rodas segue à risca a filosofia do PSDB. Com avaliação institucional, a USP deixou de pagar o bônus aos professores e funcionários e ainda os chamou de incompetentes.

O professor Rodas adota também a cartilha tucana de administração, pautada pela ausência de diálogo com a comunidade acadêmica e os funcionários.

Um de seus últimos atos de 2010 foi processar 24 alunos por militância política, o que tem motivado protestos na USP, como o Ato contra a Criminalização da Política e o Manifesto em Defesa da Política na USP.

Será que a USP ainda tem jeito? Será que vai reverter esse quadro desalentador?

fonte: Vi o Mundo – reportagem: Conceição Lemes

Guarujá, em SP, enfrenta novo surto de diarreia

São Paulo - Um ano após o Guarujá, na Baixada Santista, enfrentar um surto de diarreia, turistas e moradores voltaram a lotar as unidades de saúde com o mesmo problema. Desde domingo, 850 pacientes passaram por médicos: 500 na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e 350 no Hospital Santo Amaro, em Pitangueiras.
As duas unidades costumam atender, juntas, uma média de 60 pessoas por dia. No caso da UPA, cuja responsabilidade é da prefeitura, houve até reforço no atendimento, com a montagem de uma tenda climatizada no lado de fora da unidade. Ali, adultos e crianças com diarreia, vômitos, dores no corpo e febre recebem soro e outras medicações diariamente.

Pacientes ouvidos pela reportagem contaram que as filas nos hospitais chegaram a cinco horas. Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da cidade, Ana Teresinha Lopes Plaza, já foi detectado que 30% dos pacientes são turistas que estavam nas Praias de Pitangueiras e da Enseada.
Para Ana, a situação ainda não é alarmante, apesar de o número de pacientes atendidos na UPA ser o mesmo da temporada passada, quando 500 pessoas procuraram ajuda médica entre 30 de dezembro de 2009 e 3 de janeiro de 2010. "Nesta época de verão, a população aumenta até quatro vezes e esse quadro é esperado, por causa do calor e da má higiene na praia", disse a diretora. Ela contou que os casos de virose representam, por enquanto, 10% dos atendimentos na cidade.
A prefeitura não descarta a hipótese de problemas relacionados à comida consumida na praia ou com a água do mar ou das torneiras. "Com a chuva, parte do lençol freático também acaba contaminado", afirmou a diretora. "É muito leviano dizer que foi a água, mas estamos investigando."
Em 2010, o Instituto Adolfo Lutz revelou que um "norovírus", presente no alimento e na água, foi responsável pelo surto. A Cetesb não comentou a possibilidade de a água do mar ser a causadora da doença e disse ser preciso aguardar o resultado da balneabilidade das praias. Procurada, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou, por e-mail, que "garante a qualidade da água". As informações são do Jornal da Tarde.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

PCC realiza roubo cinematográfico em banco na Argentina

ASP - 
PCC, Facção de SP, roubou banco na Argentina
A Polícia Federal do Rio Grande do Sul investiga a suposta participação de integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) no roubo de US$ 6,5 milhões (cerca de R$ 10,7 milhões) do Banco Província, de Buenos Aires, ocorrido no último dia 31. Os agentes foram colocados em alerta nos postos da fronteira gaúcha com a Argentina

Hospital municipal, em S. Paulo, deixa argamassa vencer e enterra produto nos fundos

ASP
Mais de duas toneladas de argamassa para fixar cerâmica, azulejo e outros materiais em pisos e paredes foram enterrados em um buraco nos fundos do estacionamento do Hospital do Servidor Público Municipal, na Liberdade (região central de SP), que passa por obras

Ladrões de fios deixam quatro cidades sem luz em SP

Bandidos invadiram uma fazenda em Pedra Branca, distrito de Ribeirão Bonito (SP), por onde passam torres de transmissão e levaram 1 500 metros de fio de cobre durante a noite. Quatro municípios da região de Araraquara (SP) ficaram sem luz. Moradores e comerciantes tiveram problemas

Assaltos no Rodoanel assustam viajantes em SP

Jornal da Record - 05/01/2011
Duas famílias tiveram os pneus de seus carros danificados por armadilha montada por bandidos no Rodoanel de São Paulo. Após os carros pararem, os ladrões armados abordaram as famílias, fizeram ameaças e levaram dinheiro, joias e objetos pessoais. A falta de iluminação e de policiamento tornaram a rodovia um trecho perigoso para viajantes e caminhoneiros

Entre 1995 e 2010, Metrô de São Paulo avança apenas 1,4 km por ano

AP
Os tucanos, à frente do governo do Estado de São Paulo, construíram apenas 21,6 Km de linhas do metrô entre 1995 e 2010, o que representa uma média de 1,4 km por ano. É a menor rede metroviária entre as grandes capitais do mundo, com 65,9 km

Lembrando a corrupção no Metro:
 
Propinas pagas a integrantes do governo do PSDB  em SP  e do TCE-SP, no período de 1995 a 2009, garantiam contratos fraudulentos da Alstom com empresas estatais de SP, principalmente o Metrô,  e sua aprovação posterior pelo Tribunal de Contas
 
Estadão - 29/12/2010
Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de SP (TCE-SP),  e mais 10 têm sigilo quebradoEm decisão de sete páginas, a juíza Maria Gabriela Pavlópoulos Spaolonzi, da 13.ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, cita comunicações da procuradoria da Suíça que apontam envolvimento "na prática criminosa" de ex-funcionários de pelo menos três companhias de economia mista controladas pelo governo do Estado de São Paulo - Metrô, Eletropaulo e Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica
A juíza decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal do conselheiro Robson Marinho, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), um dos envolvidos no recebimento de  propinas. Promotores suíços e brasileiros informam que não têm mais dúvidas de que Marinho mantém recursos de origem ilegal em Genebra. Para as remessas de valores teria sido usado um esquema de lavagem por meio de várias empresas de fachada offshore. Uma delas, Higgins Finance, era controlada pelo próprio conselheiro do TCE.
Marinho foi chefe da Casa Civil do governo do Estado entre 1995 e abril de 1997. Ele integra a 2.ª Câmara do TCE-SP.
Saiba mais
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,membro-do-tce-e-mais-10-tem-sigilo-quebrado,659507,0.htm

Folha - 29/12/2010
Conselheiro do TCE-SP recebeu R$ 1 milhão em conta na Suíça
Documentos mostram que Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e chefe da Casa Civil do governador Mario Covas entre 1995 e 1997, recebeu em uma conta na Suíça três depósitos feitos pelo empresário Sabino Indelicato que somam US$ 605.098.
O valor equivale hoje a pouco mais de R$ 1 milhão. A suspeita do Ministério Público é que os valores depositados são parte da propina supostamente paga pela Alstom para obter contratos com o governo de São Paulo a partir de 1997.
Há também a hipótese de que Marinho recebeu o valor para aprovar no Tribunal de Contas os contratos da Alstom com empresas como o Metrô e a Eletropaulo.
Também foi quebrado o sigilo do engenheiro Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô
 
AP - 05/01/2011
Governo tucano: suspeitos de receber propinas da Alstom têm sigilo quebrado na fase judicial das apurações
 
FRAUDES NA LICITAÇÃO DA LINHA 5 DO METRÔ
Folha - 26/10/2010
Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes
A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.
O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente
 

Serra elevou gastos com terceirizados e quintuplicou gastos com publicidade e propaganda no governo paulista

Folha - 06/01/2011
Embora tenha mantido os custos totais da máquina administrativa relativamente estáveis, a gestão de José Serra (PSDB) no governo de São Paulo multiplicou os gastos com propaganda e promoveu aumentos acima da inflação na contratação de mão de obra terceirizada.
Seu antecessor e sucessor, Geraldo Alckmin, ordenou uma revisão em contratos herdados. De 2003 a 2006, Alckmin mais que duplicou despesas com vigilância, informática e consultoria; Serra, há quatro anos, anunciava uma "faxina" nas contas.
Os gastos com publicidade e propaganda de Serra, que não são alvo em particular da auditoria recém-ordenada por Alckmin, apresentam a taxa mais dramática de crescimento. Em valores corrigidos pela inflação, foram quase quintuplicados
Saiba mais

Prova para docente temporário em SP tem erro em 20% das questões

Folha
A prova aplicada para professores temporários da rede estadual de São Paulo no final do ano passado teve até 20% das questões com erros na elaboração.
A Secretaria Estadual de Educação afirmou que o grande número de questões erradas não invalida a seleção, pois "as provas poderiam ter sido aplicadas com número menor de questões", mas não entrou em detalhes

SP vai abolir a progressão continuada. Só o nome

Leia, depois deste link, matéria do Estadão e saiba o porquê da afirmação acima

Estadão - 06/01/2011
Alunos da rede estadual de SP farão exames semestrais
O novo secretário da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, anunciou ontem, ao tomar posse, a intenção de aplicar avaliações semestrais padronizadas para os alunos da rede. As provas fazem parte de um projeto de reestruturação do ensino fundamental, a entrar em vigor em 2012.
Segundo Voorwald, o resultado dessas provas estará ligado não às reprovações, mas a um sistema de recuperação

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Popularidade do PSDB em São Paulo deve ser de 88%


O povo não culpa os tucanos pelo caos porque os governos de Covas, Covas/Alckmin, Alckmin 2, Serra, Goldman e Alckmin 3 não tiveram ainda tempo suficiente para resolver nenhum problema, tadinhos. As enchentes são piores hoje do que em qualquer época da história, o transporte público mais caro do Brasil é um dos piores do mundo, a educação é uma vergonha nacional, professores de estados que tem 50% da renda paulista ganham mais que os paulistas, os presídios são administrados pelos próprios presos, os policiais ganham um dos piores salários do país... e o povo elegeu Serra/Alckmin em 2006 e Alckmin/Serra em 2010, prova definitiva que a maioria absoluta (ganharam no 1º turno nas duas vezes) aprova sem restrições o xoque de jestão tucanalha.
Fotos do UOL


Leia mais em: O Esquerdopata

São Paulo: Reajuste da tarifa de ônibus pode incentivar o uso do metrô, dizem especialistas


O prefeito Gilberto Kassab (DEM) autorizou ontem o aumento da passagem dos ônibus de R$ 2,70 para R$ 3 --alta de 11,11%-- a partir de 5 de janeiro. Com isso, a diferença entre as tarifas entre ônibus e metrô aumentará, provocando um incentivo ao uso do metrô, segundo especialistas.
O metrô já é, desde o início de 2009, mais barato que o ônibus. Na ocasião, Kassab autorizou o aumento dos ônibus de R$ 2,30 para R$ 2,70 --o sistema sobre trilhos, por sua vez, subiu para R$ 2,65.
O novo reajuste da tarifa do sistema sobre trilhos deve sair em fevereiro, mas a Folha apurou que o grupo de transição do governador eleito Geraldo Alckmin (PSDB) já definiu que o bilhete não chegará a R$ 3. Ou seja, a defasagem das tarifas de ônibus e metrô, hoje em R$ 0,05, pode até subir.
Além disso, a nova tarifa dos ônibus será a mais cara do país entre as cidades com mais de 500 mil habitantes. Até novembro, o posto era dividido com Osasco, que reajustou a sua tarifa no início deste mês para R$ 2,90. A tarifa integrada (ônibus + metrô/trem) passa de R$ 4,07 para R$ 4,29.
A prefeitura diz que o reajuste é baseado na projeção de despesas no sistema para o ano. Cerca de 2.000 dos quase 15 mil carros da frota serão substituídos. Apesar desse gasto extra, o preço do litro do diesel se manteve em R$ 2 e os salários de motoristas e cobradores aumentou 6,5%.
Desde julho de 1994, a passagem de ônibus já subiu 500%, ante inflação de 231%.
Mesmo com o aumento de 11,11% nas tarifas, a gestão Kassab aumentará os subsídios às empresas de ônibus. Neste ano, as empresas receberam R$ 600 milhões. Para o ano que vem, o Orçamento prevê R$ 743 milhões.
O vereador Milton Leite (DEM), relator do Orçamento, disse o valor de subsídio para 2011 foi um pedido do secretário-adjunto de Transportes, Pedro Machado.
"A prefeitura mandou R$ 600 milhões, mas o Pedro Luiz pediu para aumentar. Com esse valor, ele disse que a tarifa podia ser de R$ 3. Se fosse ver pelo custo do sistema, a tarifa teria de ser de R$ 3,20 ou R$ 3,30", afirmou.
O vereador Antonio Donato (PT) classificou o reajuste de "assustador". "Acho que eles querem fazer caixa até a eleição à custa do bolso do trabalhador. Acho que não vai ter outro reajuste neste governo", disse o petista.
Ele quer pedir uma auditoria nas planilhas de custo do sistema para verificar se o cálculo da tarifa está correto.
A União Estadual dos Estudantes de SP também atacou o aumento e planeja um protesto em janeiro. "Os ônibus são superlotados, sem conforto, atrasam bastante. Comparado ao benefício que oferece, o reajuste é inaceitável", diz Carlos Eduardo Siqueira, 26, presidente da entidade.

Fonte: Folha.com

São Paulo tem a tarifa de ônibus mais cara do Brasil

Do R7

Levantamento do R7 junto às prefeituras das 26 capitais brasileiras, mais o Distrito Federal, aponta que a nova tarifa de ônibus municipal a ser praticada em São Paulo, em 2011, será a maior registrada entre as grandes cidades do país. A tarifa de ônibus na capital paulista vai subir de R$ 2,70 para R$ 3 a partir de 5 de janeiro, informou o prefeito Gilberto Kassab, na terça-feira (28).

Com essa mesma tarifa, o passageiro pode pegar mais de um ônibus se tiver em mãos o Bilhete Único. Caso contrário, terá de pagar em dinheiro os R$ 3 a cada viagem.

Poucos Estados chegam a um preço semelhante, mas isso geralmente em tarifas intermunicipais. É o caso do Distrito Federal, cujas linhas que levam às cidades satélites custam R$ 3, enquanto a tarifa urbana fica em R$ 2. O último reajuste no DF aconteceu em janeiro de 2006.

Em Florianópolis, quem não fizer uso do cartão magnético integrado, que cobra R$ 2,38 por viagem, terá de desembolsar R$ 2,80 em dinheiro a cada trecho. O último reajuste da tarifa ocorreu em maio deste ano, quando passou de R$ 2,20 para o preço atual.

Entre as tarifas mais altas, estão as praticadas em Campo Grande e Cuiabá (R$ 2,50). Entretanto, nessas duas capitais, o passageiro pode pegar mais de um ônibus pagando esse valor.

A partir de janeiro de 2011, Salvador também vai cobrar R 2,50 pela passagem que, atualmente, custa R$ 2,30, informou a prefeitura da cidade ao R7. Nas cidades de Porto Alegre e Belo Horizonte, os ônibus cobram R$ 2,45 - a capital mineira reajustou a tarifa nesta semana.

A cidade do Rio de Janeiro cobra R$ 2,40 pela tarifa única, mas, desde outubro deste ano, adota o Bilhete Único, que dá direito a viagens integradas. A prefeitura do Rio afirmou não haver previsão de reajuste da tarifa única. Mas o Detro (Departamento de Transportes) do Estado do Rio de Janeiro já autorizou o aumento da passagem dos ônibus intermunicipais a partir de 2 de janeiro em 5,63%, elevando a tarifa de R$ 2,35 para R$ 2,50.

Tarifas mais baratas

Os Estados do Nordeste lideram entre os preços mais baixos. Em São Luís, a tarifa única custa R$ 1,30, a mais barata do país. Para a viagem integrada, o passageiro paga R$ 2,10. Em Fortaleza, a tarifa única custa R$ 1,80.

Já as capitais do Norte apresentam grandes variações de preço. Em Porto Velho, a tarifa custa R$ 2,30, em Manaus, R$ 2,25, enquanto em Macapá chega a R$ 1,90 e, em Belém, a R$ 1,85.


Leia mais em: O Esquerdopata: São Paulo tem a tarifa de ônibus mais cara do Brasil
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Alckmin encontrou a mesma situação que deixou nos distritos

Marcelo Godoy - O Estado de S.Paulo
A decisão de investir no atendimento dado pela polícia à população foi tomada pelo governador Geraldo Alckmin depois de uma constatação. Em seu primeiro mandato, ele foi o responsável pela retirada dos presos das carceragens dos distritos policiais da capital. A superlotação das celas obrigava os policiais civis a trabalhar como carcereiros, deixando de lado a investigação de crimes de autoria desconhecida. O Estado investiu na reestruturação e esperava resultados.
Quatro anos depois, Alckmin voltou ao governo e encontrou uma situação não muito diferente da que deixou: o índice de esclarecimento de crimes ainda é muito baixo em São Paulo. A chance de alguém ser processado depois de cometer um delito na capital é de 1 em 20 (5,2%), e em mais da metade dos casos isso só ocorre porque o bandido foi pego em flagrante - investigações resolvem apenas 2,5% dos casos.
A Polícia Civil criou um plano que modificou o atendimento de ocorrências, iniciado nas delegacias das zonas norte e leste da capital em outubro de 2009. Ele previa que os casos de flagrantes fossem feitos por delegacias específicas de cada região, livrando o maior número de policiais dos plantões para o trabalho de investigação - mas os resultados ficaram aquém do esperado, e o plano não foi estendido a outras áreas da capital.
Nem mesmo a redistribuição de efetivos da Polícia Civil foi concluída - a da PM foi executada no primeiro governo Alckmin. Essa medida devia corrigir distorções, como o fato de Sorocaba, com 550 mil habitantes, ter 11 distritos, enquanto Guarulhos, com 1,2 milhão de moradores, tem nove delegacias de bairro. Por enquanto, só alguns municípios das regiões de Campinas e Piracicaba passaram por ajuste. Ele prevê que o número de delegacias e de policiais em uma cidade leve em consideração população, criminalidade e indicadores sociais e econômicos.

Ministério Público tenta suspender na Justiça pedágio da rodovia Jundiaí-Itatiba (SP)

04/01/2011 - 18h29

JULIANNA GRANJEIA
DE SÃO PAULO 

O Ministério Público de Itatiba (84 km de São Paulo) tenta suspender na Justiça a cobrança do pedágio na rodovia Engenheiro Constâncio Cintra (SP-360), no trecho entre Itatiba e Jundiaí (58 km de São Paulo).
A praça de pedágio no km 77,1 da rodovia começou a funcionar no dia 13 de dezembro. As tarifas são de R$ 1,85 para veículos de passeio e por eixo comercial e R$ 0,90 para motos.
Em ação civil pública contra a Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) e a concessionária Rota das Bandeiras, a promotora de Justiça do Consumidor, Adriana Regina de Santana Ludke, pede a suspensão da cobrança até que as obras licitadas sejam executadas pela concessionária ou, pelo menos, até que a duplicação da rodovia seja finalizada.
A promotora também pede a isenção do pagamento da tarifa para moradores e trabalhadores dos bairros Pomar São Jorge, Aparecidinha, Chavini, Nova Xampirra, Pinhal, Princesa da Colina e condomínio Parque da Fazenda que foram segregados do restante da área urbana de Itatiba pela localização da praça de pedágio.
"É de responsabilidade exclusiva da concessionária a prestação de um serviço adequado, assim como é direito dos usuários do sistema rodoviário receber serviço adequado como contrapartida do pagamento de pedágio. Todavia, a Rota das Bandeiras, ao iniciar a cobrança da tarifa antes do término das obras objeto da licitação, está oferecendo aos consumidores um serviço inadequado, pois os usuários pagam a tarifa de pedágio e utilizam uma estrada sem os melhoramentos previstos no contrato, em flagrante desrespeito aos direitos dos consumidores e da população", afirmou Ludke.
Além disso, segundo a promotora, a obra de duplicação da rodovia --que teve início em agosto de 2010 e tem previsão de término em novembro de 2011-- causa transtornos com grande parte da via sem acostamento, trânsito lento em razão dos maquinários e funcionários no local e falta de segurança e de condições adequadas de tráfego na rodovia Engenheiro Constâncio Cintra.
A ação foi ajuizada no dia 27 de dezembro com base em informações colhidas durante um inquérito civil instaurado logo que a construção da praça de pedágio teve início --em março do ano passado-- e inclui um abaixo-assinado com aproximadamente 2.500 assinaturas de usuários.
Na segunda-feira (3), a promotora foi notificada que sua liminar foi indeferida pelo juiz substituto da 1ª Vara Cível da Comarca de Itatiba, Gustavo Nardi. Ludke afirmou que vai recorrer.
"O juiz aduziu que, numa análise superficial, a cobrança da tarifa está sendo feito de acordo com o contrato licitado, não sendo requisito para a cobrança de pedágio o término das obras previstas no contrato. Em nenhum momento a inicial menciona a necessidade de término das obras licitadas para cobrança do pedágio, mas sim que o serviço posto à disposição dos usuários, mediante pagamento de pedágio, seja adequado. Ainda, porque o interesse público deve sempre prevalecer sobre o interesse privado. A decisão também deixou de analisar o pedido liminar no tocante à isenção de pagamento de pedágio pelos moradores e trabalhadores dos bairros segregados do restante da área urbana do município em razão da localização do pedágio", disse a promotora.
De acordo com Ludke, a cobrança de tarifa dos moradores dos bairros segregados pelo pedágio é "desproporcional e onerosa, fere o princípio da modicidade tarifária e o da igualdade, dentre outros, e viola as diretrizes básicas das relações jurídicas de consumo".
BOLSO
O administrador Eduardo Sanches, 49, mora em Itatiba e trabalha em Jundiaí. De acordo com seus cálculos, ele irá gastar cerca de R$ 900 por ano com o pedágio da rodovia Engenheiro Constâncio Cintra.
"Eu participei do abaixo-assinado, o documento foi entregue na Assembleia Legislativa de São Paulo, no Fórum de Itatiba, ao governo do Estado e à Artesp. Esse pedágio vai pesar muito no bolso da população. Além dos trabalhadores, tem muito estudante que vai ser prejudicado", afirmou Sanches.
Ele diz já ter visto muito acidentes e que a rodovia é perigosa. "Não tem ponto de ultrapassagem e muitos caminhões passam por lá."
Segundo o 4º Batalhão de Policiamento Rodoviário da 1º Companhia da Polícia Militar de Jundiaí, em 2010, no trecho entre Jundiaí e Itatiba, morreram dez pessoas em acidentes. Foram 340 acidentes sem vítimas e 171 com vítimas. Em 2009, foram 11 mortes, 279 colisões sem vítimas e 155 com vítimas.
OUTRO LADO
A Rota das Bandeiras informou que o cumprimento do cronograma das obras na rodovia depende do processo de desapropriações, da obtenção de licenças ambientais e de remanejamento de intervenções instaladas às margens da via, por parte das outras concessionárias que possuem o serviço delegado, como dutos de gás, cabos de telefonia, redes de água e energia, entre outras.
Segundo a concessionária, no total, serão duplicados 17 km de rodovia. Entre as obras previstas, também está um viaduto no acesso ao condomínio Parque Fazenda, no km 74,6.
"O pedágio, entre outras funções, também tem como objetivo garantir recursos para todos esses investimentos. Mas é importante destacar que é com a cobrança do pedágio que a Rota das Bandeiras presta de maneira ininterrupta, 24 horas por dia durante todos os dias da semana, serviços de fundamental importância para oferecer segurança e conforto ao usuário que trafega no Corredor Dom Pedro, que inclui a SP-360", informou a concessionária por meio de nota.
A Rota das Bandeiras também informou que administra a rodovia "de acordo com as determinações previstas no contrato de concessão firmado com o governo do Estado e cumpre rigorosamente todas as decisões judiciais".
A Artesp informou que não foi notificada sobre a ação.

SP não está praparada para as chuvas, avalia especialista

O Jornal Brasil Atual desta quarta-feira (05) analisou a situação da cidade de São Paulo para enfrentar as chuvas de verão. Apesar das obras, a cidade não está preparada para um volume de chuvas muito intenso, principalmente em um curto espaço de tempo. Acompanhe a avaliação de Kazuo Nakano, arquiteto e urbanista do Instituto Polis. 

http://www.redebrasilatual.com.br/radio/programas/jornal-brasil-atual/kazuo_nakano_sp_chuvas.mp3/view

Córrego transborda em São Mateus, na zona leste de São Paulo

04/01/2011 - 19h43
DE SÃO PAULO

O CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da Prefeitura de São Paulo, colocou a região de São Mateus em estado de alerta na noite desta terça-feira. A chuva que atinge a zona leste da cidade deixa toda a área em estado de atenção para alagamentos desde as 19h05. 

Segundo o CGE, o alerta foi provocado pelo transbordamento do córrego Limoeiro, por volta das 19h20. De acordo com o órgão, áreas de instabilidade provocam chuvas fortes e localizadas também entre os bairros de Cidade Tiradentes, Itaquera e Guaianazes e também em municípios do ABC, na região de Suzano, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
A previsão do CGE aponta que as chuvas devem persistir na região e depois seguir em direção ao litoral. Nas demais regiões da cidade há registro apenas de chuva fraca.
Até as 19h30 havia apenas um ponto de alagamento na cidade, localizado na rua Romão Gomes, próximo da avenida Valdemar Ferreira, no Butantã (zona oeste).

Gabo Morales/Folhapress
Nuvem cobre céu na zona oeste de São Paulo; chuva atinge regiões da cidade
Nuvem cobre céu na zona oeste de São Paulo; chuva atinge regiões da cidade

Mãe e filho morrem soterrados por deslizamento de terra em Mauá

A irmã adolescente e seu tio estavam no local e conseguiram escapar com vida

05 de janeiro de 2011 | 2h 23
 
Bruno Lupion, do estadão.com.br
MAUÁ - O garoto Tauã Trindade da Silva Lima, de 11 anos, e sua mãe Deise Trindade dos Santos, de 34, são as primeiras vítimas das chuvas deste ano no Estado de São Paulo. Eles morreram na noite de terça-feira, 4, soterrados por um deslizamento de terra na casa onde moravam, no Morro do Macuco, no Jardim Zaíra, em Mauá, no Grande ABC. A irmã adolescente de Tauã, de 13 anos, e seu tio, Carlos Santos, de 23, estavam no local e conseguiram escapar com vida. A casa de alvenaria ficou completamente destruída pela lama que desceu da encosta.
Bruno Lupion/Reprodução
Bruno Lupion/Reprodução
Tauã, de 11 anos, e sua mãe, Deise, de 34, são as primeiras vítimas das chuvas em SP em 2011
Veja também:
linkCasas são vistoriadas após deslizamento em Mauá
Tauã cursava a 5ª série do ensino fundamental e foi encontrado morto ao lado da porta da casa, dez minutos após a chegada do Corpo de Bombeiros. O corpo de sua mãe, que trabalhava como faxineira em São Caetano do Sul, também no ABC, foi localizado após cerca de dez horas de buscas nos escombros, que contou com o apoio de cães farejadores e um trator.
O marido de Deise e pai das crianças, o auxiliar Édson Edmilson da Silva Lima, de 38 anos, estava na casa de amigos quando foi avisado sobre o deslizamento, por volta das 20 horas. Ele mora no bairro desde que nasceu e acredita que o acidente ocorreu por causa de moradores que estão construindo casas no alto do morro, jogando para baixo a terra retirada e o esgoto das residências. "O solo fica fofo e escorrega", explica. Pela mesma razão, a mãe de Deise, Rita Trindade dos Santos, de 53 anos, decidiu no ano passado sair da casa destruída pelo deslizamento, onde vivia com o casal desde 2006. "Quando chovia sempre descia terra lá de cima, tinha muito medo", conta.
A Defesa Civil Municipal interditou cerca de dez casas no entorno por causa do risco de mais deslizamentos. Segundo a assessoria da prefeitura de Mauá, um mapeamento realizado em 2004 considerou a área do Morro do Macuco como de risco e sugeriu a remoção dos moradores, o que não foi feito.
"Todo ano é assim na época de chuva. Os moradores sabem, as autoridades sabem, mas todo mundo fecha os olhos", diz Alvino Alves Dias, 56 anos, vizinho de Édson. "A Defesa Civil aparece quando ocorrem as tragédias, mas não realiza um monitoramento constante", afirma. Abalado pela morte do filho, Édson pedia providências ao poder público. "Eles deviam fazer conjuntos habitacionais para que o pessoal possa pagar aos pouquinhos. Ninguém mora em favela por que quer", diz. A irmã de Tauã e seu tio, irmão de Deise, foram levados ao Hospital Nardini e não corriam risco de morte, segundo os bombeiros, que enviaram 32 homens para a operação de resgate.
(Matéria atualizada às 7h00)
 

Rio Atibaia transborda e deixa 450 famílias desabrigadas

Cenas comuns há 1 ano voltaram a repetir-se; outras 14 cidades na região de Campinas tiveram alagamentos

Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo
O Rio Atibaia transbordou ontem em 1,2 metro fora de sua calha e obrigou a Defesa Civil Estadual a remover 450 famílias de 11 bairros alagados em Atibaia, a 100 quilômetros da capital. Cenas comuns em janeiro de 2010 voltaram a repetir-se na cidade de 110 mil habitantes, com famílias inteiras do bairro de classe média Parque das Nações removidas em barcos da Defesa Civil Estadual durante todo o dia. A elevação no nível de água do manancial, que chegou a 4,2 metros de profundidade, também causou enchentes em outras 14 cidades na região de Campinas.
Caroline Staboli/FotoRepórter/AE


Fora da calha. Água saiu 1,2 metro do leito do Rio; em 2010, prefeitura culpou a Sabesp
A previsão de novos temporais hoje no interior pode elevar ainda mais o nível do Atibaia e colocar outros bairros e cidades debaixo d"água. Nos últimos dois dias choveu 162,9 milímetros na cabeceira do manancial, quase o dobro da precipitação registrada na capital desde domingo. Existe também o risco de deslizamentos e de novas inundações em municípios cruzados pelo rio, como em Nazaré Paulista, Piracaia e Bragança Paulista.
Hotéis, condomínios e marinas localizados às margens do Rio Atibaia, ao lado da Rodovia D. Pedro I, foram tomados pelas águas que vazaram de suas margens. Em Bom Jesus dos Perdões, também ao lado do rio, moradores do bairro Vila Galícia e dos Condomínios Atibainha e Marina deixaram suas casas. Ao longo do curso do Atibaia, propriedades rurais com plantações de morango e figo ficaram inteiramente submersas. Da Rodovia D. Pedro I também era possível ver cavalos e bois tentando andar em pastos alagados pelas águas do rio.
Segundo a prefeitura de Atibaia, a enchente deste ano não foi causada pelo transbordamento dos reservatórios do Sistema Cantareira, gerenciados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). No ano passado, a cheia do rio deixou cerca de 2 mil famílias desabrigadas na região. Na época, a Sabesp chegou a ser responsabilizada pelas prefeituras do interior, que acusaram a empresa de abrir as comportas dos reservatórios do Cantareira.
"Ao contrário de 2010, neste ano foi apenas o excesso de chuva na cabeceira do rio que causou os transbordamentos", informou a prefeitura. Dois abrigos em escolas municipais foram colocados à disposição dos moradores.
Indignação. Os moradores do Parque das Nações estavam indignados com a nova enchente no local. Ontem pela manhã, após o Atibaia transbordar, a água subiu em menos de meia hora. "Agora vou ter de mudar para a casa da minha mãe por mais um mês", reclamou a farmacêutica Rosana dos Santos, de 32 anos. No fim da tarde, ela teve de deixar seu sobrado de barco com o filho de 3 anos e seu cachorro poodle. "No ano passado, demorei 27 dias para voltar para casa. Quero ver agora." Na periferia de Atibaia, as inundações atingiram principalmente o Bairro Caetetuba.

 

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