Editorial TSP Educação Eleições Contas Públicas Imprensa Política Precatórios Privatizações Saneamento Saúde Segurança Pública Servidores Transporte
Agora São Paulo Assembléia Permanente Brasília Confidencial Carta Capital Cloaca News Conversa Afiada Cutucando de Leve FBI - Festival de Besteiras na Imprensa Jornal Flit Paralisante NaMaria News Rede Brasil Atual Vi o Mundo
Canal no You Tube
Agora São Paulo Assembléia Permanente BBC Brasil Brasília Confidencial Carta Capital Cloaca News Conversa Afiada Cutucando de Leve FBI - Festival de Besteiras na Imprensa Jornal Flit Paralisante NaMaria News Rede Brasil Atual Reuters Brasil Vi o Mundo

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Polícia apreende folhetos contra Dilma na Zona Norte de SP



Caso foi registrado no 46º Distrito Policial da capital, em Perus.
Folheto faz menção à atuação de Dilma na época da ditadura militar.

Do G1, em São Paulo
Folhetos contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, foram apreendidos nesta segunda-feira (25) no bairro de Perus, na Zona Norte de São Paulo, segundo informações do 46º Distrito Policial de São Paulo.
De acordo com a delegacia, o texto se refere à atuação de Dilma na época da ditadura militar. O material começa com a frase: "É esse o presidente que você quer para o nosso país?". Traz o título "Capturado", uma foto antiga de Dilma e uma lista de ações que teria cometido na época da ditadura, entre elas, assalto a um banco e sequestro ao então embaixador dos Estados Unidos, Charles Elbrick.
De acordo com a delegacia, foram apreendidos cem folhetos. Às 19h30, duas pessoas prestavam esclarecimentos na delegacia.
De acordo com a delegacia, não se trata de material oficial de campanha eleitoral, uma vez que não há dados sobre a gráfica - uma exigência da legislação eleitoral. Os folhetos foram encontrados por um grupo de petistas, que comunicou a polícia.
A reportagem procurou a Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo para obter maiores detalhes do caso e aguarda resposta.
O escritório de advocacia que representa o PT disse que foi informado da ocorrência, mas não tinha detalhes sobre o episódio. Um advogado seria enviado ao local para acompanhar a apuração dos fatos.
(*) Com informações da TV Globo

Diretor do sindicato dos motoristas de ônibus é assassinado na zona sul de SP

FOLHA DE SÃO PAULO


O diretor de base do Sindimotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo), Sérgio Augusto Ramos, 48, foi morto na madrugada desta segunda-feira perto da garagem da viação onde trabalhava, na estrada do M'Boi Mirim, na zona sul de São Paulo.



De acordo com o sindicato, ele distribuía jornais em frente à garagem por volta das 5h30, quando um homem que estava na garupa de uma moto disparou vários tiros contra ele. Os criminosos fugiram em seguida. A placa da moto estava encoberta.
De acordo com Willian da Silva Oliveira, que acompanhava a vítima no momento, Ramos tentou se abrigar no interior da empresa, mas não conseguiu escapar. Ele foi atingido por seis tiros. O diretor foi socorrido no posto de saúde do Jardim Jacira e encaminhado ao Hospital Geral de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, mas morreu por volta das 7h. O caso foi registrado no 100º DP (Jardim Herculano).
Em nota, o sindicato lamentou o acontecimento. "A diretoria da entidade e o presidente Jorginho lamentam esta fatalidade e se colocam a disposição das autoridades para ajudar na elucidação de mais este assassinado. Segundo o próprio Willian e a esposa de Sérgio, Maria Cândida de Oliveira, ele vinha sofrendo nos últimos meses algumas ameaças que foram registradas em boletins de ocorrências no 47º DP (Capão Redondo), além de ter gravado um vídeo no qual dizia temer por sua vida e de seus familiares".
A nota diz ainda que o Ministério Público investiga as denúncias, mas que até o momento não convocou o presidente Isao Hosogi, o Jorginho. Ele é apontado pela mulher de Ramos como suposto mandante das ameaças feitas por telefone ao marido. O sindicato disse que contratou o advogado Alexandre Crepaldi para acompanhar o caso --o mesmo que defendeu, em 2003, os diretores presos por suspeita de corrupção.
Jorginho, então diretor de patrimônio, foi um dos 17 sindicalistas acusados de, entre outros crimes, receber propina de empresários para incentivar a categoria a fazer paralisações que provocaram uma crise no transporte paulistano. As greves seriam um meio de pressionar a prefeitura a conceder subsídios ou aumentar a tarifa do transporte. As denúncias não foram confirmadas.

Sistema criado por Serra de compras de materiais para escolas amplia gastos

BRENO COSTA
DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO


Uma mudança feita no sistema de compras de materiais para escolas estaduais de São Paulo com o objetivo de gerar economia aos cofres públicos acabou aumentando os gastos do governo.
A modificação ocorreu no ano passado, durante a gestão do candidato a presidente José Serra (PSDB) no governo de São Paulo.

Alguns itens passaram a ser adquiridos pelo Estado a preços acima do valor de mercado e até por aqueles praticados por outros órgãos do governo paulista.
Pelo sistema vigente até maio de 2009, a FDE (Fundação de Desenvolvimento da Educação) repassava mensalmente a cada uma das escolas o valor correspondente a R$ 1,60 por aluno.
As diretoras dessas unidades compravam no comércio suprimentos cotidianos, como papel higiênico e canetas, após a elaboração de três orçamentos. O dinheiro que sobrava era devolvido à FDE.
Com a mudança, o sistema, agora, é on-line. Duas empresas do ramo de papelarias prestam o serviço para 2.223 escolas de 34 municípios da Grande São Paulo: a Kalunga e a Gimba.
Os pedidos são feitos por um site específico, e a FDE emite "ordens de fornecimento" às empresas, que entregam os produtos em dois dias. O governo efetua o pagamento em até 30 dias.
De janeiro a setembro, as duas empresas já haviam recebido do governo "ordens de fornecimento" no valor de R$ 36,4 milhões --média de R$ 1,64 por aluno/mês. À Folha a FDE afirmou que o novo sistema havia reduzido o índice para R$ 1,08.
Pelo sistema antigo, o Estado teria desembolsado R$ 35,5 milhões, no mesmo período. Esse valor é superestimado, porque não considera as devoluções que as escolas faziam em caso de sobra.
Pelo novo sistema, chamado "rede de suprimentos", diretores de escolas visualizam na internet uma lista na qual são apresentados os produtos disponíveis, quantidade e preços.
A Folha teve acesso à lista de produtos oferecida às escolas pela Kalunga. A análise dos dados mostrou que, mesmo sendo comercializados em larga escala com a FDE, parte dos itens pode ser adquirida por preços mais baixos no site da Kalunga.
Foram comparados artigos com a mesma marca e especificações técnicas aos listados na rede de suprimentos. Enquanto uma embalagem com cinco unidades de arquivo morto é vendida à FDE por R$ 25,60, no site da Kalunga vale R$ 13,35.
A reportagem também comparou os preços ofertados às escolas com os listados na Bolsa Eletrônica de Compras, na órgãos de toda a administração pública compram suprimentos.
Um pacote com oito unidades de papel higiênico para dispenser custa às escolas paulistas R$ 39. Na BEC, o mesmo produto foi negociado por R$ 14,65.
OUTRO LADO
De acordo com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, houve uma diminuição de gastos com a implantação do novo sistema.
"Para o início da implantação do sistema da Rede de Suprimentos, estimou-se o custo até então praticado, de R$ 1,60 por aluno/ mês. A partir desse critério, de maio de 2009 a março de 2010, houve a disponibilização de R$ 29,3 milhões. Os gastos efetivos, no entanto, foram de R$ 20,8 milhões", afirmou o órgão, via assessoria.
A responsável pela rede de suprimentos também disse que, no sistema anterior "praticamente não havia devolução de recursos", porque "as escolas geravam estoques de bens".
Sobre a diferença entre os preços praticados no site comercial da Kalunga e os da rede de suprimentos, a secretaria afirmou que "todos os itens são compatíveis com os preços de mercado e são inferiores àqueles praticados pela própria empresa para o público geral".
Quanto à diferença em relação aos produtos vendidos via BEC para o restante da administração do Estado, a assessoria da pasta disse que "ao contrário do que a reportagem tenta apontar, os preços dos produtos adquiridos pela rede de suprimentos são bem mais em conta do que os valores ofertados na BEC".
"Os preços são válidos por um ano e incluem frete para todas as unidades, entregas parceladas, manuseio, embalagem, além do sistema para gerenciamento das compras e serviço de help desk. Já os valores expostos na BEC são definidos por pregão, com a possibilidade de variação entre uma compra e outra".
A Folha procurou a Secretaria de Fazenda, órgão responsável pela BEC. O órgão informou: "As propostas de preço fornecidas pelos licitantes deverão conter os valores de impostos, do frete e da embalagem que incidem sobre o produto. O preço fornecido é o preço final".
A pasta também ressaltou que "na Bolsa Eletrônica de Compras existe uma base de preços disponibilizada por item de material e item de serviço que as unidades compradoras consultam. Essa base de preços do catálogo de materiais e serviços do Estado serve, sim, como referência aos preços praticados pela administração pública do Estado".

domingo, 24 de outubro de 2010

Novas irregularidades no rodoanel: empreiteiras reduzem custos e valor da obra aumenta.

(da Folha de SP)
Um dia após assumir Rodoanel, ex-diretor da Dersa alterou contrato e liberou mudanças em projeto original
Nova regra previa "preço fechado" para acelerar a obra, mas acabou permitindo até materiais mais baratos.
Um dia após assumir a diretoria da Dersa responsável pelo Rodoanel, Paulo Vieira de Souza assinou uma alteração contratual na obra que deu liberdade para empreiteiras fazerem mudanças no projeto e, na prática, até usarem materiais mais baratos.
A medida, em acordo da estatal com as construtoras, foi definida em 2007 em troca da garantia de "acelerar" a construção do trecho sul para entregá-lo até abril deste ano, quando José Serra (PSDB) saiu do governo para se candidatar à Presidência.
Com a mudança no contrato do Rodoanel, ficou "inviável" calcular se os pagamentos da obra correspondiam ao que havia sido planejado e executado, conforme a avaliação do Ministério Público Federal dois anos depois.
O nome de Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, ganhou projeção na campanha eleitoral após ser citado por Dilma Rousseff (PT) em um debate na Band.
Baseada em reportagem da revista "IstoÉ", a petista disse que ele teria desviado R$ 4 milhões destinados à campanha tucana. Ele nega.
A negociação com as empreiteiras -exigindo que elas não atrasassem a vitrine política de Serra- foi a principal tarefa de Paulo Preto.
O acordo assinado em 2007 mudou de forma radical as regras de pagamento das construtoras fixadas na gestão Geraldo Alckmin (PSDB).
Ficou acertado que, em vez de receberem conforme quantidade e tipo de cada serviço ou material usado na obra, as empreiteiras receberiam um "preço fechado" -no valor de R$ 2,5 bilhões.
Com isso, poderiam fazer alterações no projeto original, permitindo que economizassem. Mas havia, segundo a Dersa, a condição de manter a qualidade final.
Durante a obra, auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) viu "alterações significativas", "inclusive com adoção de alternativas de menor custo em relação ao originalmente licitado".
Citou a troca de concreto moldado no local da obra por pré-moldado, "muito mais barato". Para a Dersa, a diferença era apenas estética.
A estatal argumenta que, com a mudança contratual de 2007, conseguiu um desconto de 4% (R$ 100 milhões) sobre o valor original.
No entanto, as empreiteiras conseguiram um extra de R$ 264 milhões em setembro de 2009, apesar do acordo que previa "preço fechado". A diferença negociada entre a Dersa e as construtoras superava R$ 500 milhões.
O Ministério Público Federal, então, entrou no caso para impor um limite. Decidiu intermediar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para resolver os problemas do aditivo de 2007 e "impedir pagamentos indevidos".

DEMISSÃO
A alteração nos contratos do Rodoanel foi assinada por Paulo Preto e pelo ex-presidente da Dersa Thomaz de Aquino Nogueira Neto no dia 25 de maio de 2007.
Ligado ao tucano Aloysio Nunes -secretário da Casa Civil na época-, Paulo Preto havia sido nomeado para essa missão um dia antes.
Ele assumiu a diretoria de engenharia da Dersa em 24 de maio, no lugar de José Carlos Karabolad, que estava no cargo havia só cinco meses e pediu demissão dois dias antes da assinatura do aditivo.
A mudança contratual enfrentava resistência na estatal, tanto pelo aspecto jurídico como pela avaliação de que não evitaria mais gastos.
Paulo Preto, até então, era diretor de relações institucionais da Dersa, sem vínculo direto com a construção do trecho sul do Rodoanel.
Em 2009, a Folha revelou que uma filha dele era advogada das empreiteiras contratadas para fazer a obra.

sábado, 23 de outubro de 2010

Em depoimento à PF, jornalista afirma que dossiê era “fogo amigo” entre tucanos

Líderes do PSDB tentavam culpar PT por quebra de sigilo de pessoas ligadas a Serra
Do R7
A quebra dos sigilos fiscais de Luiz Carlos Mendonça de Barros, Verônica Serra, Eduardo Jorge Caldas e outros tucanos, ligados ao candidato José Serra, havia sido atribuída ao PT por líderes do PSDB. Nesta semana, porém, as apurações da Polícia Federal conduzem a um caso de investigação interna no partido por motivação política.

O jornalista Amaury Ribeiro Júnior confessou ter contratado o serviço ilícito de investigação. E em depoimentos à Polícia Federal, afirmou que um grupo ligado a José Serra procurava montar dossiê contra Aécio Neves, que à época do pedido, em dezembro de 2007, era governador de Minas Gerais e travava uma disputa interna com Serra para definir quem seria o candidato do PSDB à Presidência.

Leia trecho do depoimento:
depoimento, amaury
A declaração foi dada no último dia 15 em depoimento e o documento foi obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo. O depoimento do jornalista indica que, ao contrário das acusações feitas por Serra, o dossiê contra pessoas ligadas ao tucano nasceu após uma disputa interna dentro do próprio PSDB. A campanha de Serra acusava o PT e pessoas ligadas à campanha de Dilma de ter encomendado a quebra de sigilo de tucanos e de familiares de Serra.
Amaury disse que decidiu, por conta própria, elaborar um dossiê. À época, ele trabalhava no jornal O Estado de Minas. Segundo ele, após obter informações de suas fontes jornalísticas, ele conseguiu descobrir que se tratava de “grupo que trabalhava pra José Serra, sob o comando do deputado federal Marcelo Itagiba [PSDB-RJ]”.
Segundo ele, no grupo havia pessoas ligadas ao SNI (Serviço Nacional de Investigação).

O pedido teria partido de Itagiba, delegado e à ocasião deputado tucano carioca, muito ligado a Serra e comandante do serviço de inteligência da Polícia Federal durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência.

Itagiba teria montado, então, ação com ex-agentes da Polícia Federal e da Abin (órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência) para vasculhar ações de Aécio e procurar supostas irregularidades.

Aécio tinha interesse em ser candidato do PSDB à Presidência e, como tem alto índice de aprovação principalmente em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e decisivo na disputa presidencial, era uma barreira para Serra.

Em abril, o jornalista fez chegar aos ouvidos petistas a apuração, pois tinha interesse em participar da campanha de Dilma Rousseff. Mas o grupo que procurou não foi contratado pela campanha do PT.

Para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o resultado das investigações “comprova o que dizíamos desde o início” sobre o suposto dossiê, de que “não houve solicitação, encomenda, ou ligação do PT ou da campanha” [de Dilma] relativa à quebra de sigilo de pessoas ligadas a Serra.

- O que podemos constatar é que caiu por terra qualquer tentativa do candidato Serra de dar forma de estrela a esse episódio, a esse bicho. Esse bicho tem perna, pena e bico de tucano.

Dutra afirmou que ainda falta descobrir o “motivo”, daí o pedido de investigação sobre a suposta central de espionagem de Serra.

- Não temos nem tivemos qualquer responsabilidade nesse episódio. Pedimos o primeiro inquérito, fizemos aditamento e agora a partir do que foi informado hoje estamos solicitando investigação dessa central de espionagem comandada pelo deputado Marcelo Itagiba, que além de tucano é araponga contumaz.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PF prende três no RS por compra de voto para Serra; PSDB nega

saiu no portal TERRA



ANA GISSONI
BRUNA CAROLINA CARVALHO
A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (21), em Coxilha, no interior do Rio Grande do Sul, três pessoas acusadas de distribuír, em um caminhão de campanha do PSDB, sacolas com produtos alimentícios para compra de votos.
"Eles foram presos por estarem distribuindo sacolas econômicas em um caminhão caracterizado por propaganda eleitoral", afirmou o delegado da Polícia Federal de Passo Fundo, Celso Santos, ao Terra.
De acordo com o delegado, a mulher e dois homens pegos em flagrante estão no Presídio Regional do Passo Fundo, enquadrados por crime eleitoral de compra de votos: dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto. Tal crime implica em pena de prisão de até quatro anos ou multa. Tanto o caminhão quanto as 18 sacolas restantes foram apreendidas.
O secretário-geral do PSDB no Rio Grande do Sul, Carlos Callegaro, afirmou ao Terra que as pessoas presas não têm relação com o partido. O secretário disse que uma assistente social - conhecida por membros do PSDB de Passo Fundo -, recebeu 35 sacolas de alimentos e pediu um transporte emprestado para poder fazer a distribuição desses alimentos. "Ela não é do PSDB, mas se dá com pessoas do partido", afirmou Callegaro.
De acordo com o delegado da PF, no entanto, as pessoas alegaram prestar serviços para o comitê do PSDB. "Eles prestam serviço para o comitê do PSDB em Passo Fundo, segundo eles (acusados) informaram", disse Santos. Questionado sobre essa afirmação, Callegaro voltou a negar a ligação dos acusados com o partido.
Segundo o secretário, foi oferecido para a assistente social um caminhão "que não estava mais contratado pelo partido" e servia de trio elétrico durante a campanha. Callegaro diz que os adesivos do caminhão foram retirados antes dele ser emprestado. "Aí deu toda essa confusão. As três pessoas que estavam no caminhão, que não são filiadas ao PSDB, foram presas e o caminhão apreendido. Mas nem as pessoas são do PSDB e nem o caminhão estava mais contratado pela gente", contou. "Estavam simplesmente levando 35 sacolas de alimento".
A Polícia Federal divulgou uma nota no fim da tarde desta sexta-feira, confirmando o caso e informando que o caminhão e os alimentos ficarão apreendidos na Polícia Federal à disposição da Justiça Eleitoral.

Prefeitura de São Paulo governa para os ricos

Prefeitura, governada por Gilberto Kassab (DEM) e aliada de Serra e Alckmin,  direciona três vezes mais verba por morador no centro do que em regional da periferia.


Orçamento prevê R$ 38,07 por morador de Capela do Socorro e R$ 152,23, para Sé

Julia Chequer/R7A proposta orçamentária para 2011 elaborada pela Prefeitura de São Paulo prevê três vezes mais verba por morador na subprefeitura da Sé, no centro, do que em Capela do Socorro, regional da zona sul. A subprefeitura da periferia pode ter a menor relação verba/habitante da cidade e a regional da Sé, a maior, caso o projeto de lei encaminhado à Câmara Municipal seja aprovado. Nesta sexta-feira (22), acontece a primeira audiência públicapara discutir o projeto de lei, que pode ser modificado pelos vereadores.
Para Capela do Socorro, o governo municipal quer dar cerca de R$ 26,5 milhões para atender seus 696.941 moradores - ou seja, R$ 38,07 por pessoa. Considerando a mesma relação na Sé, o resultado é de R$ 152,23 por habitante. A reportagem do R7calculou a relação verba/morador das 31 subprefeituras da capital paulista e constatou que, em distritos da periferia, o valor por habitante é menor (veja infográfico abaixo).

Especialistas consultados pelo R7 ponderam que a região da Sé conta com vários serviços públicos, o que demanda atenção especial. Quem frequenta a região também aponta essa necessidade. É o caso do vendedor Samuel Ferreira que trabalha no distrito da República, na Sé, que diz que o centro "merece atenção especial".

Entretanto, o valor orçamento/morador de Capela do Socorro ainda é baixo se comparado com a segunda regional que mais recebe dinheiro pela proposta da prefeitura: a subprefeitura de Santo Amaro, na zona sul. Essa região, que engloba as áreas do aeroporto de Congonhas e os distritos de Campo Belo e Campo Grande, receberia por morador 250% de verba a mais do que Capela do Socorro.

Além de ser a subprefeitura com menor verba por pessoa, Capela do Socorro deve perder no ano que vem 17,8% da verba dada neste ano, de acordo com a proposta da prefeitura. Na semana passada, o R7 noticiou que o projeto da prefeitura dá mais verba para a maioria das subprefeituras cuja população tem maior renda e diminui daquelas onde a população tem ganho médio menor.

A verba das subprefeituras é destinada à chamada zeladoria, ou seja, à conservação da infraestrutura dos bairros, como poda de árvores, manutenção de praças, asfalto, pequenas obras, entre outras. A reportagem esteve em Capela do Socorro nesta semana e verificou que a calçada da subprefeitura estava inacabada. Uma praça a cerca de 500 m da sede da regional encontrava-se com a grama alta e com um brinquedo balanço, em má conservação (veja galeria de fotos). A subprefeitura não se manifestou sobre essas questões.


O aposentado Alberto Rodrigues Neto, que vive perto da praça em má conservação, conta que, de vez em quando, os próprios moradores podam as árvores. O também aposentado João Almeida Leite mora a alguns metros de Alberto e diz que a prefeitura "abandonou" a área. Leite conversou com a reportagem enquanto limpava a vegetação de uma calçada em frente a um terreno baldio.

Apesar de Santo Amaro ser uma das subprefeituras com maior verba per capita, o R7 fotografou um carro do órgão com pneus de vários formatos e carecas. A regional não se manifestou até a publicação desta reportagem.
Outro lado
O economista Cícero Liberal Yagi, da Rede Nossa São Paulo, diz que a proposta orçamentária acaba beneficiando regiões desenvolvidas da cidade. Para ele, a capital não é homogênea em termos de infraestrutura e distribuição de renda.

– Tem regiões da cidade com níveis equivalentes aos países europeus mais desenvolvidos ao lado de zonas parecidas com a África mais pobre. Na região mais carente, deveria haver uma atitude para melhorar a qualidade, mas não é o que acontece.

A professora Odete Medauar, titular de direito administrativo da faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), concorda com Yagi. Ela afirma não ver lógica na divisão da prefeitura e diz que seria importante obter um posicionamento do governo sobre o assunto.

A prefeitura afirma, por meio de nota, que é equivocado fazer o cálculo de distribuição de recursos baseado na população. "Os principais investimentos, programas e ações são executados com verbas da própria Coordenação das Subprefeituras e por outras secretarias", diz o texto. Entretanto, essa secretaria, assim como as demais, não discrimina a distribuição de dinheiro por região.

Na nota, a administração municipal promete que os investimentos de secretarias como Saúde, Educação e Transporte "são executados justamente nas regiões onde há maior demanda, ou seja, as mais carentes da cidade".



extraido do R7 com modificações do TSP

Privatizações

Privatizações
Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
Copyright Transparência São Paulo - segurança, educação, saúde, trânsito e transporte, servidores © 2010 - All right reserved - Using Blueceria Blogspot Theme
Best viewed with Mozilla, IE, Google Chrome and Opera.