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sexta-feira, 16 de abril de 2010

DOCUMENTO COMPROVA: FHC E SERRA PRETENDIAM PRIVATIZAR BANCOS PÚBLICOS

PSDB: mania de privatizar o Brasil.


Veja o documento (extraído do Brasília Confidencial)




Um documento obtido pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) comprova que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estudou, em 1999, a privatização de bancos públicos, entre eles o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, o BNDES, entre outros, além de outros ativos na área de geração e transmissão de energia. Trata-se de memorando de Política Externa elaborado pelo Ministério da Fazenda com metas que seriam submetidas ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Na época, o atual presidenciável do PSDB, ex-governador José Serra era o ministro do Planejamento de FHC.
No dia 8 de março de 1999, o memorando do Ministério sobre o “ajuste fiscal” que seria realizado pelo governo de FHC comemorava que o “programa governamental”, “apoiado pelo FMI, Banco Mundial, BID, BIS e pela maioria dos países industrializados” teria continuidade com a “redução do papel dos bancos públicos na economia”. O documento da Fazenda lembrava que “o Banco Meridional, uma instituição federal, foi privatizado em 1998 e em 1999 o sexto maior banco brasileiro, o Banespa, agora sob administração federal, será privatizado”.
Além disso, o governo estudava vender instituições públicas como o “Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES”. Eles estariam sujeitos a “possíveis alienações de participações”, com “vendas de componentes estratégicos, transformação em agências de desenvolvimento ou bancos de segunda linha”.  Segundo o memorando, o governo já havia decidido realizar a privatização da administradora de ativos afiliada ao Banco do Brasil (BB/DVTM) e do Instituto de Resseguros do Brasil (IRB),  reiterando o compromisso de “acelerar e ampliar o escopo do programa de privatização, que já se configura como um dos mais ambiciosos do mundo”.
O documento anunciava ainda que, em 1999, o governo FHC pretendia “completar a privatização das companhias federais geradoras de energia” e, em 2000, iniciar “o processo de privatização das redes de transmissão de energia”.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

CEU, FEITO POR MARTA, É ABANDONADO POR KASSAB

do R7
15/04/2010
CEU na zona leste de SP tem rachaduras e água escorrendo sobre lousas; elevador está quebrado.

Crianças perdem aulas em dias de chuva forte, dizem mães de estudantes

Foto por Arquivo pessoal
Veja a galeria de fotos do CEU São MateusProfessora deixa de usar lousa por causa de goteira no CEU São Mateus, na zona leste de São Paulo
Rachaduras e infiltrações causam goteiras nas paredes e encharcam as lousas das salas. A água também invade o ginásio e o teatro. O elevador, quebrado, obriga os cadeirantes a serem levados pelas escadas.
Essas e outras condições precárias são vividas pelos alunos do CEU São Mateus, na zona leste de São Paulo, pelo menos desde 2006, relatam mães de alunos e funcionários ouvidos peloR7.
Nos dias de chuva forte, as aulas são suspensas, segundo mães de alunos. Quando não são dispensados, eles são levados para a sala de vídeo, onde ficam até o término do horário escolar.
Em muitas salas, as lousas ficam inutilizadas devido à água que escorre. Uma das mães, Regiane Maria da Silva, disse que seu filho deixava de ter aulas com o problema.
- Quando chovia, jorrava na lousa. As crianças iam para a sala de vídeo e ficavam dormindo.
Conselheira do CEU São Mateus, Cláudia Alves afirma que os problemas “se arrastam desde 2006”, e que, apesar das constantes reuniões, nada é feito de concreto.
- Estamos cansados de fazer reunião e não dar resultado. A DRE [Diretoria Regional de Ensino] diz que não tem dinheiro e o problema vai agravando. Chegaram a fazer um serviço no fim do ano, mas foi só para tapear, as goteiras continuam.
Outra mãe de aluno, Josefa Francisca, afirma que algumas mães tentaram se organizar e chamar a atenção da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e da imprensa anteriormente, mas não tiveram sucesso.
- A gente tirou fotos, mandamos e-mails, mas ninguém nos ajudou. Além disso, a maioria precisa trabalhar e não tinha tempo de fazer alguma coisa.
Um funcionário do CEU São Mateus, que não quis se identificar, relatou que o piso do ginásio também foi reformado recentemente, devido a um problema causado pelas goteiras do teto, que continuam até hoje. Para ele, o “descaso da prefeitura” é intencional.
- Como este CEU foi feito pela Marta [Suplicy, ex-prefeita de São Paulo], a administração atual deixa de lado, meio que “de propósito”.

Elevador
Outro problema grave no CEU São Mateus é o elevador, que não funciona há meses, de acordo com mães e alunos. Para chegar às salas de aula, que ficam no primeiro andar, os deficientes físicos são carregados pela escada. Uma estudante, cadeirante, deixou de estudar por conta desse problema, afirma Cláudia.
- Ela se sentia constrangida por ter que pedir ajuda às pessoas todos os dias.
A reportagem do R7 visitou o local e constatou rachaduras nos muros e paredes externas, ferrugem nas armações de metal e janelas quebradas. A diretoria do CEU São Mateus impediu a reportagem de entrar em suas instalações.
Outro lado
Em nota da assessoria de imprensa, a secretaria de Educação admitiu que há a necessidade de obras de manutenção no CEU São Mateus, e que elas estão na fase de elaboração de orçamento. O órgão também alega que foram realizados serviços de manutenção no telhado dos blocos afetados no fim do ano passado.
A secretaria negou que os alunos tenham sido dispensados e, quando isso ocorre, “as aulas são respostas, como determina a lei”.
extraído de: http://noticias.r7.com/vestibular-e-concursos/noticias/ceu-na-zona-leste-de-sp-tem-rachaduras-e-agua-escorrendo-sobre-lousas-elevador-esta-quebrado-20100415.html



Notícias Relacionadas:


Marta Suplicy chora na porta do CEU por não poder entrar (22/08/2008)


Rachadura no muro do CEU São Mateus, na zona leste de São Paulo


PSDB VAI AO TSE CONTRA PESQUISA RUIM PARA SERRA

do Brasília Confidencial
15/04/2010
    O PSDB entregou ontem ao Tribunal Superior Eleitoral uma representação em que pede que o instituto Sensus, autor da mais recente pesquisa que aponta empate entre Serra e Dilma, seja multado em R$ 100 mil. O partido de Serra alega que a divulgação dos resultados, na terça-feira, foi feita antes de que se esgotasse o prazo de cinco dias contados a partir do registro da pesquisa no TSE.
   O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, disse que a representação tem “origem política”.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

COM USO POLÍTICO DA CHUVA, REVISTA VEJA PROTEGE SERRA E ATACA ADVERSÁRIOS

extraído de: http://www.viomundo.com.br/politica/rodrigo-vianna-demole-capas-da-veja-e-publica-a-carta-psicografada-do-brizola.html e http://alhoeolho.blogspot.com/2010/04/uso-politico-da-chuva.html

Veja mantém a tradição da manipulação política.Na capa mais abaixo (10/02/2010) a chuva (não as falhas da administração Serra/Kassab) é a culpada pelos estragos em São Paulo. Já, na capa logo abaixo (14/04/2010) a culpa pelos estragos no Rio de Janeiro cabe à administração pública





SERRA PLAGIA SLOGAN DE CAMPANHA

NO INTERIOR DE SP, POR FALTA DE VAGAS PARA NOVOS PRESOS, DELEGADOS SÓ PRENDEM EM CASOS GRAVES

12/04/2010 – 18:15
Agência Estado
Por José Maria Tomazela


Sorocaba, SP – Com as cadeias superlotadas e sem vaga para novos presos, os delegados da Polícia Civil da região de Sorocaba, no sudoeste paulista, só estão pedindo a prisão temporária de suspeitos ou acusados em caso de crimes graves. A orientação partiu do diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 7), Weldon Carlos da Costa, como uma medida extrema.

“Todas as cadeias estão superlotadas e não temos onde colocar o preso temporário”, justificou. Ele disse que os delegados foram orientados a só pedir a prisão temporária em casos “absolutamente indispensáveis”. Nos demais, eles devem concluir o inquérito e só então pedir a prisão preventiva, já que nesse caso o preso vai para um Centro de Detenção Provisória (CDP).

A medida se deve à situação de caos em que se encontram as prisões vinculadas à Secretaria da Segurança Pública na região. A cadeia de Itapeva, a 280 km de São Paulo, está sob ameaça de interdição pela Justiça. Uma vistoria realizada na semana passada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara constatou que o prédio tem capacidade para 50 detentos, mas abrigava 191. De acordo com a vereadora Áurea Aparecida Rosa (PTB), os presos dormem nos banheiros, os sanitários estão entupidos e sem chuveiro e, para tomar banho, eles usam canequinhas.

Os médicos que atendem os detentos a cada 15 dias não conseguem extinguir doenças provenientes da superlotação, como a sarna. O prédio não tem laudo do Corpo de Bombeiros, nem alvará da Vigilância Sanitária e está em condições precárias.

O titular do Deinter 7 disse que a cadeia de Itapeva não é a única com problemas. “Todas as nossas unidades estão com 300% da capacidade nominal e em algumas temos limitações impostas pela Justiça.”

O excedente chega a 1.100 detentos na região. Em Cesário Lange, a cadeia é para 12 presos, mas abriga 56 e já chegou a ter 80. De acordo com o diretor, todos os dias há necessidade de fazer o remanejamento de presos para aliviar a tensão no sistema, o que ocupa parte do efetivo da Polícia Civil e prejudica outras atividades, como a investigação.

“Nossa expectativa é de que a construção de CDPs (Centros de Detenção Provisória da Secretaria de Administração Penitenciária) resolva ou pelo menos alivie o problema”, disse. Está em obras um CDP em Iperó e há previsão de um Centro de Progressão Penitenciária (CPP) em Porto Feliz, além de um complexo feminino em Votorantim. A Prefeitura de Porto Feliz é contrária à obra e tenta o embargo judicial.

A Secretaria da Administração Penitenciária informou que até 2011 serão construídas 49 novas unidades prisionais no Estado de São Paulo, gerando mais 39.540 vagas

terça-feira, 13 de abril de 2010

SERRA VETOU PROJETO DE LEI DE MAPEAMENTO E CADASTRAMENTO DE ÁREAS DE RISCO

Grande São Paulo tem pelo menos duas áreas construídas sobre aterros

A tragédia no Morro do Bumba, no Rio de Janeiro, despertou o alerta em relação a outros bairros construídos sobre aterros sanitários. O ABC paulista tem duas áreas nessas condições: o Núcleo Espírito Santo, localizado no bairro Cidade São Jorge, em Santo André, e o Residencial Barão de Mauá, localizado no Parque São Vicente, em Mauá.

Antes mesmo da tragédia carioca que deixou 150 pessoas soterradas, a deputada petista Ana do Carmo apresentou e conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa um projeto de lei que determina que o Estado elabore mapeamento e levantamento cadastral das áreas de risco, para adotar medidas que evitem as tragédias. Só que o projeto foi vetado em maio de 2008 pelo governador José Serra.

A deputada vai realizar no próximo mês uma audiência pública para debater com a população e os parlamentares o projeto de lei e também a elaboração de um Plano Estadual de Prevenção de Riscos, que prevê a avaliação de favelas, loteamentos precários e outras áreas de risco com o objetivo de buscar soluções na prevenção de deslizamentos, enchentes, inundações e outras catástrofes.

Uma lei como a que foi proposta pela deputada Ana do Carmo poderia evitar situações como a do Núcleo Espírito Santo, em Santo André, que surgiu na década de 80 sobre um lixão e hoje abriga 1.490 famílias ao lado de um aterro sanitário. Além do risco de explosões causadas pelos gases da decomposição do lixo, os moradores convivem com mau cheiro, paredes e tetos com rachaduras e a possibilidade de desabamento devido à instabilidade do solo.

Já o Residencial Barão de Mauá foi construído sobre um depósito clandestino de lixo industrial. Os moradores descobriram que o terreno estava contaminado por 44 tipos de resíduos industriais depois que um homem morreu e outro ficou ferido em uma explosão de gás, dez anos atrás. Um levantamento realizado na época pela Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, a Cetesb, revelou o problema.

De acordo com especialistas, áreas que já serviram para depósito de detritos ficam impróprias para edificação durante décadas. Além da instabilidade do solo, há o risco permanente de contaminação por materiais tóxicos, explosões, incêndios e desabamentos.

O PL de Ana do Carmo, vetado por Serra, estabelece que o levantamento cadastral das áreas tem que levar em conta as condições de risco geológico, tecnológico, ameaça à Área de Preservação Permanente (APP) e proteção de mananciais. Esse levantamento é necessário para a adoção de medidas administrativas, ou judiciais, que assegurem a segurança das famílias moradoras de locais cuja situação seja de risco. O projeto prevê ainda que estas famílias sejam contempladas em programas de reurbanização ou reassentamento habitacional.

A audiência pública proposta pela deputada petista vai colocar o assunto em pauta novamente na Assembleia Legislativa. Afinal, o governador vetou o projeto que trata do problema há dois anos, mas não apresentou nenhuma solução.

SERVIÇO: Audiência Pública Sobre o Plano Estadual de Prevenção de Riscos

11 de maio, às 14h00

Auditório Franco Montoro

extraído de: http://www.ptalesp.org.br/bancada_ver.php?idBancada=2337

GOVERNO PAULISTA PAGA R$ 63 MILHÕES A EMPRESA LIGADA AO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DO DEM NO DF

A empresa tem como um de seus sócios Marcelo Reis Perillo, primo do senador Marconi Perillo, do PSDB.




Desde 2008, a Secretaria Estadual da Saúde já pagou mais de R$ 63 milhões à Hospfar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares, acusada pela Corregedoria Geral da União (CGU) de superfaturamento de preços de medicamentos e suposta fraude em licitações nas gestões de Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (ex-DEM) no Distrito Federal.

O governo paulista, só no primeiro trimestre de 2010, empenhou R$ 5,5 milhões para pagamento da Hospfar. Pelo menos 20 dos 51 contratos foram feitos para cumprimento de decisão judicial, quando o cidadão ganha na Justiça o direito de receber do Estado o medicamento. Três deles foram feitos com dispensa de licitação.

A empresa tem como um de seus sócios Marcelo Reis Perillo, primo do senador Marconi Perillo, do PSDB.

Outro sócio da empresa, Moisés de Oliveira Neto, também aparece como proprietário da Linknet, apontada como uma das principais operadoras do “mensalão do DEM”.

Conexão

Além da Linknet, pelo menos outras duas empresas suspeitas de abastecerem o “mensalão do DEM” no Distrito Federal atuaram em São Paulo: Uni Repro e Serveng Civilsan.

A Uni Repro foi investigada em 2007 dentro da Operação Parasitas da Polícia Civil. A empresa faria parte de um grupo que teria causado um rombo de R$ 100 milhões na área da saúde por meio de fraudes em licitações, superfaturamento de preços e entrega de produtos de má qualidade. A empresa prestou serviços ao Estado de São Paulo de 1999, época do governo Mário Covas, a 2007, início da gestão de José Serra.

A construtora Serveng participou de, ao menos, dois consórcios com contratos no Estado. Um para a realização de obras de melhorias no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e outro para a construção do trecho sul do Rodoanel. Em ambos, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou irregularidades e suspeita de superfaturamento.

A Serveng também foi um dos principais doadores da campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 2008 - R$ 1,2 milhão. O repasse foi considerado ilegal pela Justiça Eleitoral, que cassou o mandato de Kassab. Ele aguarda no cargo julgamento de recurso.

fonte: Jornal da Tarde

sábado, 10 de abril de 2010

COM LULA, BNDES AUMENTA RECURSOS PARA O ESTADO DE SP


Durante o governo Lula, o BNDES deverá liberar ao governo do Estado de SP mais de R$ 3,7 bi. Com FHC, os repasses foram de apenas R$ 519 milhões.

Do Transparência São Paulo
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) vem assinando contratos de financiamento com o governo do Estado de SP, durante o período de 1994 a 2010, no valor de R$ 4,2 bilhões. Deste total, quase 88% dos recursos serão aprovados durante o governo Lula. Apenas 12% foram repassados pela gestão FHC.
Durante o período Lula, já foram liberados R$ 1,5 bilhões para a ampliação da Linha 2 do Metrô (Alto do Ipiranga - Vila Prudente), trecho este cuja obra segue em grande velocidade e a propaganda do Estado busca esconder a origem de boa parte dos recursos.
Neste período também foram contratados R$ 240 milhões para a ampliação do sistema prisional do Estado.
Finalmente, o governo Lula deve ainda aprovar R$ 766 milhões para a expansão da Linha 5 do Metrô (Largo 13 de maio - Chácara Klabin) e mais R$ 230 milhões para o Teatro da Dança.
Cumpre lembrar que os projetos para obtenção dos recursos são apresentados pelo governo estadual, cabendo ao BNDES analisá-los de acordo com sua viabilidade.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

SECRETARIA DA SAÚDE MAQUIA NÚMEROS DA DENGUE EM SÃO PAULO

do Brasília Confidencial

São Paulo já registra pelo menos 20 óbitos causados pela dengue neste ano. Mesmo assim, o governo tucano insiste em divulgar queda na incidência da doença no estado. No início de abril a Secretaria de Estado da Saúde apresentou um balanço referente ao primeiro trimestre de 2010. Com bastante destaque, informou que os casos de dengue no estado de São Paulo “caíram 52% em março, em comparação ao mês anterior”. Na conta da Secretaria constam 8.076 ocorrências da doença em março e 16.869 em fevereiro. Em janeiro foram 9.337 casos.
Pelos dados oficiais, no entanto, a cidade de Ribeirão Preto, no interior paulista, possui 6.952 casos confirmados, apesar da Secretaria de Saúde da cidade computar 8.801 ocorrências, quase 2 mil a mais que a noticiada pelo governo tucano. Já Araçatuba aparece oficialmente com 1.667 casos, mas a secretaria de Saúde local registra 7.834. E São José do Rio Preto, com 7.552 casos, aparece com 3.414 no balanço do governo estadual. Já as cidades de Guarujá e São Vicente tem 2.979 e 1.877 casos, respectivamente. Há possibilidade destes números também estarem maquiados.
A situação da dengue no estado é tão preocupante que o deputado estadual Fausto Figueira (PT), presidente da Comissão de Higiene e Saúde da Assembleia Legislativa encaminhou representação ao Ministério Público Estadual pedindo que sejam apuradas eventuais responsabilidades pela omissão do estado em não reconhecer a epidemia de dengue vivida pelos municípios da Baixada Santista. Segundo o deputado, a Secretaria de Estado da Saúde reluta em admitir a existência do problema, “o que gera riscos para a população, uma vez que o enfrentamento dessa doença, com as características graves que está assumindo no litoral, não vem sendo realizado da maneira mais adequada.”A denúncia foi encaminhada aos promotores de Justiça Clever Rodolfo Carvalho Vasconcelos e Eduardo Antonio Taves Romero.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

GOVERNO SERRA DEIXA DE INVESTIR R$ 4,2 BILHÕES NOS ÚLTIMOS 3 ANOS.


Investimentos não realizados poderiam construir 84 novas estações de tratamento de esgoto para 17 milhões de pessoas, ou ainda 21 kilometros de metrô.

do Transparência São Paulo

Um outro balanço do governo Serra pode ser feito nestes três últimos anos, à frente do Estado de São Paulo.
Considerando os recursos previstos para investimentos diretos em obras e equipamentos nos últimos orçamentos e os valores efetivamente gastos (liquidados), observamos que o governo Serra deixou de gastar R$ 4,2 bilhões.
Na Educação, deixaram de ser investidos mais de R$ 200 milhões, suficientes para a construção de 50 novas escolas.
Na Saúde, o governo estadual deixou de investir R$ 100 milhões, equivalentes a 2 novos hospitais de 250 leitos cada.
Na habitação, o Estado não investiu cerca de R$ 820 milhões (só na CDHU foram R$ 600 milhões), recursos estes que poderiam significar a construção de 13.600 novas casas.
No saneamento, os recursos não aplicados chegam a R$ 1,1 bilhão, o equivalente a 23 novas estações de tratamento de esgoto, para 200 mil pessoas cada. Nesta área, recordes foram batidos apenas em propagandas.
Finalmente, na área dos transportes, "grande vitrine serrista", deixaram de ser aplicados mais de R$ 3 bilhões, o equivalente a 9,5 kilômetros de metrô e 220 kilômetros de estradas vicinais pavimentadas.
Este déficit de investimentos se soma ao congelamento dos recursos em ínumeros programas sociais durante estes três anos (como o Renda Cidadã, o Escola da Família e o Saúde da Família), programas estes que não tiveram sequer seus escassos recursos aplicados na totalidade durante o período, conforme já analisamos aqui em postagem anterior.
As dificuldades em aplicar recursos próprios ou em captar recursos externos ficam visíveis com estes números, demostrando a baixa capacidade de planejamento e execução do governo Serra.
A única vantagem deste governo é sua base de comparação: o governo Alckmin. Em cima das fragilidades do antecessor é que se constrói o mito de "bom gestor" de Serra.

SERRA APERTA A FOLHA DOS SERVIDORES PÚBLICOS E ELEVA INVESTIMENTOS

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), marcou os três anos e três meses de sua gestão com o aumento de investimentos no Estado, redução das despesas com pessoal e gastos com o pagamento da folha de servidores abaixo do limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

CRISTIANE AGOSTINI
do Valor
Desde o primeiro ano do governo, Serra focou em ações para elevar a arrecadação tributária, com medidas como a ampliação da substituição tributária, o combate à sonegação por meio do programa nota fiscal paulista e o ataque a incentivos de outros Estados. As ações reforçaram o caixa paulista e deram fôlego ao governo para ampliar a construção de obras de infraestrutura, como o Rodoanel e a expansão do metrô, bandeiras do tucano na campanha à Presidência. Algumas dessas escolhas para ampliar a receita estadual, no entanto, geraram indisposição com setores empresariais.

Hoje Serra apresentará oficialmente o balanço de sua gestão, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. O governador deve deixar o cargo na sexta-feira, para disputar a eleição presidencial. O evento deve contar com a presença de mais de 2 mil pessoas e é o primeiro ato de lançamento da candidatura. Os secretários responsáveis pela parte econômica do governo, Mauro Ricardo Costa, da Fazenda, e Francisco Vidal Luna, do Planejamento, destacarão que o desafio foi “ampliar investimentos sem comprometer gastos sociais essenciais e sem aumentar impostos”.

Para ampliar os investimentos no Estado, o governador adotou uma agenda tributária que gerou atritos com parte dos setores empresariais atingidos. A medida mais lembrada – e polemizada – por empresários e políticos próximos a Serra é a ampliação da substituição tributária, regime que consiste na arrecadação antecipada do ICMS no começo da cadeia produtiva, para reduzir a sonegação fiscal. O diretor do departamento jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Hélcio Honda, avalia que a situação entre governo e empresários melhorou neste ano, mas que ainda há descontentamento em relação à medida. “É preciso que o governo reveja a substituição tributária. A medida é muito boa para arrecadar mais, mas como política fiscal ela tem de ser repensada”, afirma.


Empresários, consultores e políticos lembram que a desconfiança em relação a Serra era maior no começo do governo, quando o governador anunciou medidas como a revisão dos contratos e licitações – a exemplo do que havia feito quando assumiu a Prefeitura de São Paulo, em 2005 – o uso obrigatório do pregão eletrônico e o recadastramento dos servidores públicos. “Houve muita indisposição com o governo, que foi superada”, comenta Honda. O anúncio, neste ano de medidas como a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 12% para 7% para o setor têxtil foi vista como um sinal de que a relação com o setor produtivo mudou, em especial com a proximidade das eleições. “Está melhor, mas é preciso que haja mais desonerações e que o governo dê mais celeridade a isso.”

A agenda tributária do governo fez com que São Paulo entrasse em conflito também com Estados. No ano passado, a disputa em torno do ICMS sobre importações entre São Paulo e o Espírito Santo, complicou a relação entre do Estado com Espírito Santo e Santa Catarina. O governo nega que tenha havido problemas.

Além das medidas para reforçar a arrecadação , Serra ampliou as operações de crédito, para captar recursos para financiar obras de infraestrutura, e aumentou o endividamento de São Paulo. O captou R$ 11,6 bilhões em financiamentos. Ontem, o governo federal ampliou a capacidade de endividamento do Estado em R$ 3,3 bilhões. Com a medida, o limite de empréstimos salta de R$ 11,6 bilhões para R$ 14,9 bilhões. Os recursos devem ir para a construção do trecho Norte do Rodoanel e para construção de um veículo leve sobre trilhos.

Serra apostou na venda de ativos para aumentar a receita do governo e obteve R$ 15,2 bilhões com venda da folha de pagamentos do Nossa Caixa, seguida pela venda do banco estatal, com a concessões do Rodoanel Oeste e de cinco lotes de rodovias). As iniciativas fizeram com que os investimentos no Estado fossem de R$ 9,5 bilhões em 2007 para R$ 22 bilhões em 2010. O percentual de investimentos diante da receita do Estado passou de 11% para 16,8%.

O foco dos investimentos é a área de Transportes, com o Rodoanel, a expansão do metrô e a melhoria dos trens da CPTM. A previsão deste ano é que o governo gaste 56% do total de investimentos com transporte.

Os gastos com pessoal e encargos sociais reduziram-se, segundo dados obtidos no portal da Secretaria da Fazenda, na internet. Em 2007, os gastos correspondiam a 38,19% do total de despesas. Em 2009, reduziu esse percentual caiu a 32,53%. Apesar das greves do funcionalismo público, o governo gasta compromete 41,2% da receita com pessoal, abaixo do limite da LRF, de 46,5%.

Educação tem avanços tímidos e taxa de homicídios sobe
De São Paulo
31/03/2010

As manifestações organizadas pelo principal sindicato dos professores de São Paulo, Apeoesp, contra o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), às vésperas de o tucano deixar o cargo para disputar a Presidência, sinalizam a tensão que marcou a relação entre governo e servidores da Educação durante toda a gestão.

Os problemas de Serra com área da educação começaram logo nos primeiros dias do governo, em 2007, com a edição de decretos que alteravam regras das universidades. O governador, que começou a carreira política como militante da União Nacional dos Estudantes (UNE), foi acusado de tentar interferir na autonomia das três universidades paulistas: USP, Unesp e Unicamp. O episódio gerou uma crise no meio universitário, com a ocupação das reitorias por alunos. O governador teve de recuar. O secretário responsável pela área, José Aristodemo Pinotti (morto em 2009), deixou o governo.

A relação mais delicada se deu entre o governo e os docentes do ensino médio. Serra criticou duramente as greves, que aconteceram durante o governo, e apostou em duas medidas para aumentar o salário dos professores: valorização pelo mérito e política de bônus por desempenho das escolas. Quem participa das greves receberá um bônus menor, já que o cálculo leva em conta a presença na sala de aula.

A área, no entanto, apresentou tímidos avanços. O desempenho dos alunos das escolas estaduais melhorou sutilmente no último ano, mas continua com grandes defasagens, de acordo com o Saresp, prova aplicada nos alunos. O aluno do 3º ano do ensino médio, por exemplo, não chega nem ao esperado para a 8ª série. Das três séries que fizeram os exames, a 4ª do ensino fundamental foi a que mais melhorou no geral. O avanço foi mais tímido na 8ª série e inexistente no 3º ano do ensino médio. Para o secretário de Educação, Paulo Renato Souza, a principal atuação do governo foi na reformulação do currículo, cujos resultados começam a ser sentidos no Saresp.

O governo investiu de forma expressiva na expansão do ensino técnico e tecnológico. Com a expansão, o PSDB tenta ingressar em redutos petistas da capital, já que cursos técnicos estão sendo implementados nos CEUS, escolões que foram a bandeira da ex-prefeita Marta Suplicy na capital, na periferia.

Além da educação, servidores das áreas de saúde e segurança se mobilizaram em greves contra o governador. Os problemas foram controlados com mais facilidade por Serra.

Em 2008, o governo enfrentou a pior greve na história de São Paulo, de policiais e delegados. O governo aproximou-se dos sindicatos e lideranças dos movimentos e criou uma relação mais amistosa, apesar da pressão do setor por um salário melhor. Na segurança, São Paulo conseguiu controlar rebeliões nas penitenciárias e impediu novas ações do PCC, como a que marcou 2006. Os índices do Estado na área ainda são preocupantes e o número homicídios aumentou, após 10 anos de queda.

Na saúde, as greves foram controladas desde o início do governo. Serra investiu na construção de ambulatórios médicos, os AMEs, espalhados na periferia da capital paulista e no Estado. os equipamentos devem melhorar a relação entre Estado e prefeitos. Serra também investiu em obras de grande visibilidade, como o Hospital do Câncer e o de reabilitação de pessoas com dificuldades de locomoção. (CA)

DENGUE AVANÇA NO ESTADO DE SÃO PAULO

do Bom Dia São Paulo

Do começo do ano até agora já foram resgistrados mais de 30 mil casos. Em São José do Rio Preto, oito pessoas morreram e três contraíram a forma mais grave da doença, a dengue hemorrágica. Ribeirão Preto tem o maior número de casos do Estado.


TREM DA CPTM DESCARRILA

Mais uma vez, estranhamente, o SPTV (da Globo) em seu site omitiu os nomes CPTM ou Metrô.
veja o vídeo abaixo


EMPRESA DO GOVERNADOR DE SP É INVESTIGADA POR CONTRATOS SUSPEITOS

do Brasília Confidencial
07/04/10

O atual governador de São Paulo, Alberto Goldman, que sucedeu José Serra (PSDB) no governo do Estado, criou em 2001 o Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transportes e Meio Ambiente (Idelt), uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OCIP), investigada pelo Ministério Público paulista por manter contratos suspeitos com governos do PSDB em São Paulo.

O Idelt foi criado por Goldman, então vice-governador paulista juntamente com ex-secretário municipal de Transportes de São Paulo, Frederico Bussinger e o ex-presidente do Desenvolvimento Rodoviário SA (Dersa), Thomaz de Aquino Nogueira Neto. A OCIP, que tinha contratos com o governo do Estado e prefeituras tucanas, foi acusada de receber ao menos R$ 5 milhões dos cofres públicos. A entidade era presidida pela esposa do ex-secretário municipal, Vera Bussinger.

Os promotores analisaram 16 contratos e aditamentos, parte sem licitação, realizados entre o Idelt e o Dersa, Sabesp, Secretaria Estadual do Trabalho, prefeituras de São Paulo e Carapicuíba. As contratações referiam-se a cursos de qualificação profissional como assistente administrativo, reciclagem de lixo, conservação, limpeza e formação de mão de obra para fazer calçadas (calceteiro), além de assessoria técnica em transporte público e programas de água de reúso.

Um dos inquéritos foi aberto em 2007 pela Promotoria da Justiça e Cidadania e analisou quatro contratos e três aditamentos feitos entre o Idelt e a Dersa, que somaram mais de R$ 450 mil. Foram analisados ainda contratos de R$ 948 mil com a Prefeitura de São Paulo, firmados na gestão do então prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB). O procurador-geral de Justiça do Estado à época, Rodrigo Cesar Rebello Pinho, requereu o arquivamento de procedimento aberto contra o Idelt de Goldman.

GOVERNO TUCANO EXIGE FIM DA GREVE PARA NEGOCIAR COM PROFESSORES

do Brasília Confidencial
08/04/2010


Em reunião de duas horas que manteve ontem com a diretoria da Apeoesp, o secretário da Educação do estado de São Paulo, Paulo Renato Souza, condicionou ao fim da greve dos professores a abertura de negociação sobre as reivindicações da categoria.

Hoje, na falta de uma contraproposta do governo estadual, nova assembleia dos professores deverá aprovar a continuidade da greve iniciada há exatamente um mês.

O magistério reivindica 34,3% de reposição das perdas salariais, entre outros benefícios.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

MAIS UM ACIDENTE NAS OBRAS DO METRÔ

Desta vez, um caminhão guindaste não suportou o peso. O acidente ocorreu nesta madrugada de terça (06/04/10) para quarta (07/04/10). Estranhamente, o "Bom Dia São Paulo" (Rede Globo) não informou em sua página na internet que o caminhão estava a serviço das obras da Linha 4 do Metrô.
Confira o vídeo do acidente (abaixo)


Clique aqui e veja o vídeo do novo acidente nas obras do Metrô. (pelo Bom Dia São Paulo)

ou assista ao vídeo pelo portal R7



terça-feira, 6 de abril de 2010

PARA RELEMBRAR: 18 ESTADOS PAGAM A DELEGADOS MAIS QUE SP.

Levantamento feito pela Folha revela que Estado ocupa o 9º lugar no ranking dos que pagam as piores médias salariais

MARIO CESAR CARVALHO
JOSÉ ERNESTO CREDENDIO

DA REPORTAGEM LOCAL
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), está certo quando diz que os sindicalistas da Polícia Civil criaram um mito ao propagar a idéia de que o Estado paga os piores salários do país. Os policiais em greve também têm razão quando afirmam que São Paulo não paga um salário condizente com a arrecadação do Estado.
Levantamento feito pela Folha revela que São Paulo ocupa o 9º lugar no ranking dos Estados que pagam as piores médias salariais a delegados. Dito de outra forma, 18 Estados pagam em média melhor do que São Paulo. A pesquisa foi feita em 26 Estados e no Distrito Federal. Quatro Estados não informaram a média (Rio, Mato Grosso do Sul, Piauí e Rio Grande do Norte). Essa lacuna não altera o ranking porque eles pagam pisos superiores à média salarial paulista.
São Paulo paga a delegados em média R$ 7.085,85, valor menor do que Estados muito mais pobres, como Piauí, Alagoas e Maranhão. Policiais civis paulistas estão em greve desde 16 de setembro.
A Bahia é o Estado que paga o pior salário médio a delegados. Lá, a média é de R$ 5.427. Quando se analisa o salário inicial, São Paulo ocupa a pior posição no país: o piso é de R$ 3.708,18. O governo paulista diz que esse valor não traduz a realidade salarial da categoria, já que só 15 dos 3.500 delegados recebem esse montante.

ESTADO DE SP CAI NO RANKING E CONTINUA PAGANDO BAIXOS SALÁRIOS AOS PROFESSORES.


da Folha On Line

A rede estadual paulista de ensino caiu quatro posições desde 2007 no ranking nacional de salários iniciais, para professores da educação básica. Ocupa hoje a 14ª colocação entre os 27 Estados.

De acordo com o levantamento feito pela Folha, no sistema paulista, o salário é de R$ 1.834, para uma jornada de 40 horas semanais. Foi considerada a remuneração inicial (que abrange metade da rede estadual de SP) dos docentes com formação superior. A hora-aula paga em São Paulo equivale à metade da de Roraima, unidade com a melhor remuneração.

Parte dos docentes paulistas está em greve há quase um mês. Eles exigem reajuste de 34,3%. Desde 2008 não há aumento e desde 2005 os reajustes aos docentes estão abaixo da inflação.

Em resposta a reivindicação dos professores, a política implementada pelo governo Serra, que seguirá com Goldman (ambos PSDB), foi dar dinheiro extra aos docentes mais bem avaliados. Ontem, por exemplo, a Secretaria da Educação anunciou que 20% dos docentes ganharam aumento de 25% --eles tiveram as maiores notas numa prova.


segunda-feira, 5 de abril de 2010

OFICIAIS DE JUSTIÇA DE SP AMEAÇAM ENTRAR EM GREVE

do Brasília Confidencial
05/04/2010



Mais uma categoria de servidores estaduais de São Paulo, os oficiais de justiça – ameaça entrar em greve. Novamente, a reivindicação principal é a reposição das perdas salariais com a inflação. A Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp) marcou para o dia 14, na próxima semana, no Centro de São Paulo, uma assembleia geral para decidir se entram ou não em greve.

Eles alegam que o Tribunal de Justiça e o governo do Estado estão descumprindo lei que garante reposição anual da inflação na data-base da categoria, em março. Segundo a Aojesp, o vencimento de oficiais de justiça e escreventes no estado, que chegou a 20 salários mínimos, hoje é de seis salários mínimos, resultado de um processo de desvalorização que teve início de 1999. A categoria reivindica 20,16% de reposição.

A diretora secretária da Aojesp, Enizal Vieira, acusa o agora ex-governador de São Paulo e atual candidato a presidência pelo PSDB, José Serra, de promover o início de “guerrinha entre policiais civis e militares”, ao usar a PM para dispersar manifestações de servidores. “Ficamos a mercê da arrogância e mau humor dele”, reclama. Além da não reposição da inflação, os oficiais reclamam de terem de arcar com os gastos de transporte para cumprir as diligências, por falta de equipamentos nos tribunais, e ainda da falta de pessoal. Denunciam também problemas com o reembolso destes gastos e a falta de estrutura física de trabalho (como sala com mesas, cadeiras e telefone).

Privatizações

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Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
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