Editorial TSP Educação Eleições Contas Públicas Imprensa Política Precatórios Privatizações Saneamento Saúde Segurança Pública Servidores Transporte
Agora São Paulo Assembléia Permanente Brasília Confidencial Carta Capital Cloaca News Conversa Afiada Cutucando de Leve FBI - Festival de Besteiras na Imprensa Jornal Flit Paralisante NaMaria News Rede Brasil Atual Vi o Mundo
Canal no You Tube
Agora São Paulo Assembléia Permanente BBC Brasil Brasília Confidencial Carta Capital Cloaca News Conversa Afiada Cutucando de Leve FBI - Festival de Besteiras na Imprensa Jornal Flit Paralisante NaMaria News Rede Brasil Atual Reuters Brasil Vi o Mundo

sábado, 12 de março de 2011

Reinaldo Azevedo defende Ferreira Pinto do Serra

O secretário de segurança pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, foi flagrado recentemente em um ato suspeito oferecendo um envolope lacrado no Shopping a um jornalista. O Pinto juntamente com Itagiba fazem parte da milícia de vazadores de dossiê a serviço do Serra, como bem sabe o Tio Rei, tantas vezes municiados por eles.

O colunista-serrista, ao invés de questionar o porque de estar alí um secretário de segurança pública, em pleno horário de expediente, entregando aquele suspeito envelope lacrado a um jornalista; ou mesmo questionar singelamente, ao menos, o que seria aquele envelope, o que nele conteria. 

Não, ele está preocupado com "a motivação" do mensageiro em apresentar um secretário de segurança realizando uma ação, no mínimo, suspeita. Ele considera um absurdo que alguém, serrista, possa ser assim, tão facilmente denunciado por qualquer desmando, mal feito ou ato suspeito.

Para não deixar dúvidas da operação salva-serristas, se deu o trabalho de apresentar um suposto gráfico dos trabalhos prestados pela Gestapo serrista. Um gráfico produzido com o selo da credibilidade da Veja! Tão credível quanto o Consenso de Washington depois da crise financeira internacional de 2008. 

O marido traído (Alckmin) que flagrou a mulher é processado pelo Ricardão por estar ameaçando sua liberdade de associação? Pobre secretário serrista, não consegue nem mais operar livremente suas operações obscuras. Com certeza ele deve estar preocupado com o constrangimento a liberdade de expressão se lhe perguntarem sobre o conteúdo do envelope! Para ele e alguns colunistas, seria uma violação séria dos direitos humanos (da máfia serrista).

sexta-feira, 11 de março de 2011

Segurança de SP: Para onde se olha tem trampa.

Num shopping center movimentado, o Secretário de Segurança, Antonio,  entrega a um (excelente) repórter documentos que comprovam a corrupção na Secretaria de Segurança – a Secretaria do próprio Antonio.

A reportagem revela que, nos Governos Alckmin (anterior) e Cerra, se praticava um tipo de corrupção que não se viu, por exemplo, no Governo Maluf: vender dados sobre criminalidade a construtoras e esconder do público (e dos compradores de imóveis.)

Chicago na veia !

Funcionários da Secretaria de Segurança capturam o vídeo da câmera do shopping Center e divulgam.

(Que Secretário de Segurança é esse que  tem encontro secreto nu shopping Center ?)

O Secretário de Segurança é do Cerra, que o Alckmin manteve.

O Secretário de Segurança do governo anterior do Alckmin, Saulo, é suspeito de participar do massacre de criminosos no famoso episódio conhecido como “Massacre da Castelinho”

Saulo foi quem contratou o funcionário que vendia informações sobre criminalidade.

A Antonio se atribui a tarefa de punir funcionários corruptos da Secretaria, funcionários que lá estão desde os tempos do Saulo.

A Folha – no espaço da página 2 dedicado a Clovis Rossi – suspeita que os funcionários corruptos da Secretaria de Segurança (do Saulo e do Antonio) estejam por trás do vazamento do vídeo.

Mas, quem está mesmo por trás de tudo são o Alckmin e o Cerra – ou não, amigo navegante ?

Quando é que São Paulo vai ter um Beltrame ?

Enquanto isso, na pág. C3 da Folha (*), Vila Madalena, bairro nobre de São Paulo, sofreu o quinto arrastão em 30 dias.

Enquanto isso, até em Paris, o poste do Cerra enfrenta protestos por aumento de ônibus.

São Paulo é a única cidade do Brasil que, neste momento, enfrenta paralisações de moradoresindignados com o aumento do transporte público.

Em uma semana, três estudantes universitários foram assassinados durante roubos em São Paulo,informa o jornal Agora (o único que presta, em São Paulo), na pág. A6.

Só não haverá um processo de impeachment na Assembléia, porque o próprio Presidente da Assembléia, segundo a Folha, na primeira página, é acusado de um pequeno desvio de R$ 3 milhões (coisa insignificante, para os padrões da Chuíça (**)), na cidade de Itapira.

A Assembléia não comporta DOIS processos de impeachment simultâneos !

Viva a Chuíça (**) !

(E ele ainda quer ser Presidente !)

Clique aqui para ver o vídeo do encontro secreto do Antonio, secretário de Segurança (?), num shopping.



por Paulo Henrique Amorim


http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/03/11/seguranca-de-sp-para-onde-se-olha-tem-trampa/

Secretário de Segurança, Ferreira Pinto, se encontra com Jornalista da Folha em Shopping Center: assista aqui

Ferreira Pinto parece agitado, portanto um envelope. O jornalista da Folha, Mario Cesar Carvalho, também aparenta estar apressado.

Jornalismo serrista tenta salvar o Pinto

por Rodrigo Vianna
O serrismo iniciou a operação para salvar Antônio Ferreira Pinto – o secretário de Segurança que foi filmado conversando com um repórter da “Folha” em shopping de São Paulo (quatro dias depois, o repórter publicou matéria com denúncias contra um assessor da secretaria, que integraria grupo rival de Ferreira Pinto na pasta; segundo a matéria, Tulio Khan ”vendia” informaçõe sigilosas através de uma consultoria privada – tudo com “aprovação informal” da secretaria).
O primeiro sinal da “operação de salvamento do Pinto” (com todo respeito) veio na quinta-feira, com um texto no blog de um daqueles jornalistas da “Veja”. A linha da defesa era: o secretário é um “homem bom” (copyright – Professor Hariovaldo) e foi vítima de uma operação de espionagem armada pela “banda podre” da polícia. Depois, o tal blogueiro desfiou números dos bons serviços prestados por Ferreira Pinto ao bravo povo bandeirante.
Hoje, a “Folha de S. Paulo” adotou a mesma linha. Chamada na capa questionando o shopping (que cedeu as imagens), e artigo de Fernando Barros e Silva, sob o título:  ”A quem interessa espionar o titular da Segurança?”. A cobertura, digamos, “jornalística” do episódio a “Folha” deslocou para o caderno “Cotidiano” – longe das páginas de “Política”. Hum…
Acho que a “Folha” faz bem em perguntar “a quem interessa espionar o secretário de Segurança”. Evidentemente, alguém estava na cola do secretário, viu o encontro dele com o repórter, e acionou a equipe de segurança do shopping para obter as imagens. O subtexto da “reportagem” da “Folha” e do artigo do Fernando Barros e Silva é: Ferreira Pinto está sendo perseguido pela “banda podre” da polícia.
Ok. Pode até ser. E isso seria grave mesmo.
O estranho é a “Folha” não fazer outras perguntas. Então, humildemente, faço-as aqui.
1) Por que o secretário foi conversar com  repórter no shopping, em vez de recebê-lo em seu gabinete? O secretário não queria que ninguém na secretaria testemunhasse o encontro? (isso mostra o grau de divisão que há na secretaria, e entre os tucanos de São Paulo de forma geral…).
2) Se o secretário Ferreira Pinto foi o responsável, como sugerem as imagens no shopping, por vazar para o jornalista Mario Cesar Carvalho informações sobre as atividades, digamos, pouco republicanas do assessor Tulio Khan, por que o próprio secretário não demitiu antes Tulio Khan? (isso compromete um pouco a imagem de “homem bom” que Ferreira Pinto tenta vender para justificar sua permanência no cargo)  
3) Se um ministro de Lula (ou um secretário de Marta, quando prefeita de São Paulo) fosse flagrado com envelope debaixo do braço, e depois reunido com um blogueiro sujo fora do horário de expediente, a “Folha” estaria cobrando explicações do shopping, ou estaria partindo pra cima do governo? (isso mostra, como se fossem necessárias ainda provas adicionais, a diferença de tratamento da velha mídia para tucanos e petistas).
Além das perguntas singelas acima, acho importante relembrar alguns pontos:
- esse episódio é parte da guerra fratricida travada entre os tucanos, como escrevi aqui;
- essa guerra começou muito antes, documentos do wikileaks mostram como os serristas se referiam a Alckmin durante a disputa pela candidatura presidencial em 2006, com você pode ler aqui
- em novembro de 2010, quando Alckmin montava o secretariado, a “Folha” (sempre ela) trouxe reportagem do mesmo Mario Cesar Carvalho defendendo a tese de que tirar Ferreira Pinto da Secretaria de Segurança seria uma rendição à “banda podre” da polícia (a reportagem, por “coincidência”, interessava a Serra – que pretendia manter o afilhado Ferreira Pinto na pasta; ou seja: a Folha teria feito lobby para manter um secretário serrista no governo de Alckmin); a “Folha” está afundada até o pescoço nessa história, e fará de tudo para virar o jogo, tentando transformar  episódio em “grave violação dos preceitos constitucionais”.
- a imagem do secretário com o repórter não foi divulgada em nenhuma TV, não saiu no rádio nem no jornal – foi publicada “apenas” em blogs; portanto, a “Folha” gasta umas três páginas (com chamada de capa) para responder a meia dúzia de blogs sujos (o que mostra como o jogo da comunicação no Brasil tornou-se mais complexo). 
Por fim, a pergunta mais importante: por que Serra (e o jornalismo serrista) estariam tão preocupados em manter Ferreira Pinto no cargo? Certamente, não é porque ele é um “homem bom” a serviço da liga da Justiça bandeirante!
A resposta está na política… A Secretaria de Segurança de São Paulo é mais importante que muito ministério em Brasília. Mexe com dezenas de nomeações de delegados e policiais. E por ela passam invesigações importantes. Dois exemplos singelos: o caso que envolve o cunhado de Geraldo Alckmin, e a investigação sobre Paulo Preto. Os dois casos são conduzidos pelo Ministério Público. Mas a polícia civil é (sempre) o braço operacional nas investigações. 
Interessa a Serra ter o comando de uma secretaria que pode, digamos, direcionar investigações que mexem com a composição de forças do tucanismo em São Paulo.
O caso Ferreira Pinto é tão grave que pode levar parte da base aliada de Alckmin a pedir uma CPI na Assembléia Legislativa. Pelo menos quatro deputados estaduais da base já manifestaram interesse em pedir investigação sobre Fereira Pinto. O que move os parlamentares não é  interesse público. Pinto tem-se mostrado duro (com todo respeito) no trato com parlamentares: nega-se a atender pleitos políticos para nomeações de delegados e teria destratado dois parlamentares em audiências recentes.
Alckmin gostaria de rifar logo Ferreira Pinto. Mas se o fizer agora, o jornalismo serrista vai espalhar que ele “cedeu à banda podre”. Mas a decisão de trocar o secretário, garantem fontes na Assembléia Legislativa de São Paulo, já estaria tomada.
Vão voar mais penas de tucanos por aí. A “Folha” e o blogueiro da “Veja” podem ajudar a recolhê-las… Boa sorte a eles.   
  

Presidente da Assembleia de SP é acusado de desvio de verba

Investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado encontraram dezenas de depósitos feitos em dinheiro na conta do deputado, no valor total de R$ 933 mil.


Por Flavio Ferreira e Silvio Navarro, de São Paulo
Sexta-feira, 11 de março de 2011

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Barros Munhoz (PSDB), é acusado num processo judicial sigiloso de participar do desvio de R$ 3,1 milhões dos cofres da Prefeitura de Itapira (SP), município que administrou até 2004.
Investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado encontraram dezenas de depósitos feitos em dinheiro na conta do deputado, no valor total de R$ 933 mil.
Segundo a denúncia apresentada à Justiça, que acusa Barros Munhoz de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, a movimentação em suas contas é incompatível com a renda que ele declarou na época em que era prefeito.
A Justiça de São Paulo, onde corre o processo, mandou bloquear os bens do deputado. Barros Munhoz recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar liberar seu patrimônio, mas a decisão da Justiça Estadual foi mantida no ano passado.
Seis auxiliares do deputado também foram denunciados pela Promotoria. A ação civil pública foi ajuizada em setembro de 2006 e corre em segredo de Justiça para proteger o sigilo bancário dos acusados. Não há previsão para a data do julgamento.
Barros Munhoz assumirá na semana que vem seu segundo mandato como deputado estadual e deverá ser reconduzido à presidência da Assembleia com apoio quase unânime. Até o PT e outros partidos que fazem oposição ao PSDB prometem apoiá-lo.
O tucano administrou Itapira em três oportunidades e deixou a prefeitura em 2004, quando não podia mais concorrer à reeleição e não conseguiu eleger o sucessor.
Em nota encaminhada por sua assessoria, Barros Munhoz negou as acusações e disse que os promotores que o acusaram agiram por motivação política.
A investigação começou em 2004 com objetivo de apurar acusações de fraude em quatro licitações da prefeitura, que contratou a empresa Conservias Construções e Serviços Rodoviários para pequenas obras.
Os contratos somam apenas R$ 436 mil. Posteriormente, ao analisar a movimentação bancária dos acusados, o Ministério Público contabilizou depósitos de R$ 2,7 milhões em suas contas.
A promotoria não conseguiu esclarecer a origem desses recursos e somou os dois valores para chegar aos R$ 3,1 milhões indicados na denúncia à Justiça.
Documentos colhidos nas investigações e depoimentos de funcionários da prefeitura e outras testemunhas indicam que auxiliares de Barros Munhoz descontaram na boca do caixa cheques emitidos pela prefeitura para pagar a empresa Conservias e outros fornecedores.
Em 16 casos, os cheques foram endossados no verso pelo próprio Barros Munhoz e por seu secretário de Finanças, Ademir Graciato, o que permitiu que os recursos fossem sacados por funcionários da prefeitura.
A Folha teve acesso a parte da ação sigilosa. Seu objetivo é reaver o dinheiro desviado dos cofres públicos e afastar os envolvidos de cargos políticos. Se for condenado à pena máxima, Munhoz ficará impedido de disputar eleições por dez anos.
PERÍCIA
Há vários indícios de que as licitações que levaram à escolha da Conservias foram fraudadas. Peritos descobriram que propostas apresentadas por concorrentes diferentes nas quatro licitações foram redigidas na mesma máquina de escrever.
Na denúncia apresentada à Justiça, os promotores André Luiz Brandão e Neander Sanches dizem que a Conservias era uma empresa fantasma, criada apenas para assegurar contratos com a prefeitura e receber pagamentos do município. A empresa fechou as portas em 2004.
Em 2008, os contratos da prefeitura com a Conservias foram aprovados em tomadas de contas feitas pelo Tribunal de Contas do Estado.
Os promotores descobriram que 33 cheques emitidos pela prefeitura em favor da empresa foram sacados na boca do caixa.
O então assessor de gabinete do prefeito, Sandro Pio, e o ex-chefe do serviço de água e esgoto de Itapira Noé Massari fizeram saques.
Barros Munhoz nega fraudes e ataca promotores
Segundo ele, os empréstimos foram declarados à Receita Federal em 2004.
Barros Munhoz disse que os contratos da prefeitura com a Conservias, classificada como empresa de fachada pela Promotoria, foram regulares. O TCE (Tribunal de Contas do Estado) aprovou os contratos em 2008.
O tucano afirma que as licitações apontadas como irregulares foram conduzidas por funcionários concursados. Alguns desses funcionários também são citados na acusação da Promotoria.
“Não há nada a esconder e o deputado tem certeza de que a Justiça lhe dará razão”, diz a nota da assessoria.
Munhoz afirma que os promotores contabilizaram de maneira errada os depósitos que ele recebeu, ignorando transferências entre suas contas e somando duas vezes algumas transações.
Ele diz que recebeu R$ 519 mil no período em que os promotores identificaram depósitos de R$ 933 mil.
Sobre o fato de endossar cheques da prefeitura que foram sacados na boca do caixa, Munhoz afirmou que era “uma prática da prefeitura”, adotada “em casos muito raros” para o pagamento de fornecedores.
O tucano diz que nunca foi intimado a prestar depoimento e que se ofereceu para prestar esclarecimentos, apresentando à Justiça uma petição uma semana após a apresentação da denúncia.
Munhoz disse ver motivação eleitoral nas investigações da Promotoria. O tucano afirmou que apresentou representações à Corregedoria do Ministério Público contra os promotores André Luiz Brandão, que assina a denúncia, e Adriano Andrade de Souza, que conduziu as investigações. As representações foram arquivadas.
Os promotores não comentaram o caso sob o argumento de que corre em segredo de Justiça.
O ex-diretor do serviço municipal de água e esgoto Noé Massari não respondeu a e-mail enviado pela reportagem. A Folha não conseguiu encontrar Massari nem Sandro Pio, ex-assessor do gabinete da prefeitura.
A reportagem telefonou para o ex-secretário de Finanças Ademir Graciato, mas não conseguiu contatá-lo. Sua advogada disse que não poderia falar para não violar o segredo de Justiça. 

Serra x Alckmin: conflitos sem fim.

(do Transparência SP)

 Reportagem desta sexta feira (11/03), publicada na Folha de SP, representa mais um capítulo da guerra fraticida entre Serra e Alckmin, disputada nos bastidores.
A reportagem apresenta a existência de processo judicial que apura desvios de até R$ 3 milhões na administração de Barros Munhoz (PSDB), quando este era ainda prefeito da cidade de Itapira.
Nos últimos dois anos, Barros Munhoz foi presidente da Assembléia Legislativa de SP, representando um ponto de equilíbrio político para o governo Serra.
Diante de uma bancada do PSDB dividida, Barros Munhoz vem se viabilizando também como possível candidato a presidente da ALESP nos próximos dois anos, servindo agora como ponto de equilíbrio do governo Alckmin.
Nesta transição de Serra para Alckmin, Barros Munhoz vem colhecionando desafetos entre os serristas. Não por outro motivo, investigações sobre sua administração em Itapira, que já existem desde 2006, só estão aparecendo agora, e ainda por cima, na Folha de São Paulo (= Serra).
Os serristas não estão para brincadeira. Não querem deixar pedra sobre pedra do governo Alckmin. 


****************************

Presidente da Assembleia de SP é acusado de desvio de verba

(na Folha de SP)

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Barros Munhoz (PSDB), é acusado num processo judicial sigiloso de participar do desvio de R$ 3,1 milhões dos cofres da Prefeitura de Itapira (SP), município que administrou até 2004.
Investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Estado encontraram dezenas de depósitos feitos em dinheiro na conta do deputado, no valor total de R$ 933 mil.
Segundo a denúncia apresentada à Justiça, que acusa Barros Munhoz de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito, a movimentação em suas contas é incompatível com a renda que ele declarou na época em que era prefeito.
A Justiça de São Paulo, onde corre o processo, mandou bloquear os bens do deputado. Barros Munhoz recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) para tentar liberar seu patrimônio, mas a decisão da Justiça Estadual foi mantida no ano passado.
Seis auxiliares do deputado também foram denunciados pela Promotoria. A ação civil pública foi ajuizada em setembro de 2006 e corre em segredo de Justiça para proteger o sigilo bancário dos acusados. Não há previsão para a data do julgamento.
Barros Munhoz assumirá na semana que vem seu segundo mandato como deputado estadual e deverá ser reconduzido à presidência da Assembleia com apoio quase unânime. Até o PT e outros partidos que fazem oposição ao PSDB prometem apoiá-lo.
O tucano administrou Itapira em três oportunidades e deixou a prefeitura em 2004, quando não podia mais concorrer à reeleição e não conseguiu eleger o sucessor.
Em nota encaminhada por sua assessoria, Barros Munhoz negou as acusações e disse que os promotores que o acusaram agiram por motivação política.
A investigação começou em 2004 com objetivo de apurar acusações de fraude em quatro licitações da prefeitura, que contratou a empresa Conservias Construções e Serviços Rodoviários para pequenas obras.
Os contratos somam apenas R$ 436 mil. Posteriormente, ao analisar a movimentação bancária dos acusados, o Ministério Público contabilizou depósitos de R$ 2,7 milhões em suas contas.
A promotoria não conseguiu esclarecer a origem desses recursos e somou os dois valores para chegar aos R$ 3,1 milhões indicados na denúncia à Justiça.
Documentos colhidos nas investigações e depoimentos de funcionários da prefeitura e outras testemunhas indicam que auxiliares de Barros Munhoz descontaram na boca do caixa cheques emitidos pela prefeitura para pagar a empresa Conservias e outros fornecedores.
Em 16 casos, os cheques foram endossados no verso pelo próprio Barros Munhoz e por seu secretário de Finanças, Ademir Graciato, o que permitiu que os recursos fossem sacados por funcionários da prefeitura.
A Folha teve acesso a parte da ação sigilosa. Seu objetivo é reaver o dinheiro desviado dos cofres públicos e afastar os envolvidos de cargos políticos. Se for condenado à pena máxima, Munhoz ficará impedido de disputar eleições por dez anos.

PERÍCIA
Há vários indícios de que as licitações que levaram à escolha da Conservias foram fraudadas. Peritos descobriram que propostas apresentadas por concorrentes diferentes nas quatro licitações foram redigidas na mesma máquina de escrever.
Na denúncia apresentada à Justiça, os promotores André Luiz Brandão e Neander Sanches dizem que a Conservias era uma empresa fantasma, criada apenas para assegurar contratos com a prefeitura e receber pagamentos do município. A empresa fechou as portas em 2004.
Em 2008, os contratos da prefeitura com a Conservias foram aprovados em tomadas de contas feitas pelo Tribunal de Contas do Estado.
Os promotores descobriram que 33 cheques emitidos pela prefeitura em favor da empresa foram sacados na boca do caixa.
O então assessor de gabinete do prefeito, Sandro Pio, e o ex-chefe do serviço de água e esgoto de Itapira Noé Massari fizeram saques.

quinta-feira, 10 de março de 2011

URGENTE: Policiais Civis preparam GREVE

SENHOR SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA: QUEREMOS RESPOSTA PARA NOSSAS REIVINDICAÇÕES. NÃO DÁ MAIS PARA ESPERAR!

No dia 14 de março a “representação coletiva” tem audiência marcada com o Senhor Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
Iremos em busca de resposta para os sete itens da nossa pauta de reivindicação entregue ao Senhor Delegado Geral de Polícia no começo de fevereiro, sendo eles:
1 – Reestruturação das carreiras policiais civis, já em trâmite há 10 anos;
2 – Regularização do cálculo do Regime Especial de Trabalho Policial – RETP;
3 – Descongelamento do Adicional de Insalubridade;
4 – Transformação da remuneração em subsídio;
5 – Regularização da Aposentadoria Especial;
6 – Cumprimento da lei que fixa a data-base em 1º de março de cada ano;
7 – Revalorização do Vale Alimentação, com ampliação da faixa de abrangência, das 141 UFESPs para 300 UFESPs.
Não dá mais para esperar.
Com nossa postura ordeira e disciplinada não estamos obtendo resposta às reivindicações. Não nos resta alternativa. Teremos que de novo, irmos às ruas.
Pedimos aos colegas Policiais Civis que fiquem atentos para possível mobilização de toda a Polícia Civil.
Queremos salários dignos e uma instituição saneada das mazelas que a infelicitam. “Esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
a) “REPRESENTAÇÃO COLETIVA DOS POLICIAIS CIVIS DE SÃO PAULO”
(Acarcepol – Aepesp – Agepol – Aipesp – Apapesp – Appesp – Clube dos XXX – Ipa – Sintelpol e Sinpols de Campinas – Marília – Mogi das Cruzes – Presidente Prudente – Ribeirão Preto – Santos e Sorocaba)

Raízes do conflito tucano: 'caipiras' x 'cosmopolitas'

Porque o governo paulista segue sendo espaço de disputa fraticida entre tucanos.

(do blog O Escrevinhador, por Rodrigo Vianna)

O racha tucano não vem de hoje. Documentos do Wikileaks, de 2006, indicam que o PSDB está em adiantado estado de desagregação há pelo menos 5 anos.
O que se confirmaria em 2008, quando Alckmin (o “caipira”, o homem da Opus Dei – no entendimento dos “punhos de renda” que cercam Serra e FHC) foi rifado pelo serrismo. Os tucanos ligados a Serra apoiaram Kassab para a reeleição à Prefeitura de São Paulo – contra Alckmin, o candidato do partido.
Durante a disputa pela candidatura tucana em 2006, a revista “Época” (=Globo=Serra) trouxe ampla reportagem mostrando as ligações de Alckmin com a Opus Dei. Descia a detalhes, contava sobre reuniões de Alckmin com gente da Opus Dei dentro do Palácio dos Bandeirantes. Na época, especulou-se que a “Época” teria agido sob orientação dos serristas.
Agora, comprova-se (por telegramas do Wikileaks a que o “Escrevinhador” e outros blogueiros e jornalistas tiveram acesso) que Andrea Matarazzo (típico serrista “punhos de renda”) falava sobre Alckmin e a Opus Dei até para os diplomatas dos EUA!
É um partido muito unido! Em 2006, Serra ainda não havia descoberto as maravilhas da direita católica, como faria em 2010.
Confiram mais detalhes, no texto de Juliana Sada (com informações ds seção brasileira do Wikileaks).
===
Ao longo de 2006, as representações diplomáticas dos EUA no Brasil acompanharam de perto a movimentação eleitoral, especialmente a campanha tucana. Foram feitas diversas consultas aos membros do PSDB e de partidos aliados, como mostram novos documentos do Wikileaks.
Diversos telegramas relatam a disputa interna no PSDB entre as candidaturas de Geraldo Alckmin e José Serra. Curiosamente, a maioria das avaliações apontava que Serra sairia como candidato à presidência por conta de sua maior inserção nacional, assim como maior experiência.
A escolha de Alckmin como candidato foi recebida com surpresa. Como mostra um telegrama enviado em março de 2006 pelo Cônsul McMullen, “parece que todos sabiam que Alckmin era um hábil político e administrador, mas poucos imaginavam que ele teria a tenacidade de se sobrepor frente a um oponente mais conhecido e a percebida oposição da liderança partidária, especialmente do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.
Com amigos como estes…
Após a escolha de Alckmin, foram muitas as críticas relatadas aos membros do consulado sobre a escolha tucana – vindas tanto de aliados quanto de membros do partido.
Uma fonte comentou com funcionários do consulado que “o problema do Alckmin é que, como médico de uma pequena cidade, ele não sabe como pensar grande. Além disto, como um anestesista, ele sabe como preparar um paciente para a cirurgia, porém ele está acostumado a sentar e deixar outra pessoa fazer todo o trabalho pesado enquanto ele se contenta em monitorar os sinais vitais”.
Já o então governador Cláudio Lembo (PFL) relatou a possibilidade de aliança com os tucanos mas problematizou que o PSDB estava dividido internamente: “há um conflito cultural entre FHC – que se considera uma pessoa cosmopolita e figura internacional – e Alckmin, que é visto por Cardoso como um caipira, por ser de Pindamonhangaba, cidade do interior paulista”.
Em junho de 2006, o tucano Andrea Matarazzo declarou que Alckmin possuía chances de ganhar de Lula mas ponderou que “o partido errou gravemente ao escolher Alckmin como candidato”. Para Matarazzo, que se declarou serrista, o candidato tucano e o grupo ao seu redor “simplesmente não têm noção de como executar uma campanha nacional”. A visão seria compartilhada por muita gente dentro do partido, que não estariam dispostas a colaborar com a campanha. Ao explicar a direção direitista da gestão de Alckmin no estado, Matarazzo afirmou “é claro que ele é da Opus Dei, mas não é um líder do grupo”.

Campanha desacreditada
Com o desenvolvimento da campanha, as avaliações foram se tornando cada vez mais pessimistas sobre as chances de Alckmin ganhar a eleição.
Em agosto, Tasso Jereissati, presidente do PSDB à época, afirmou aos diplomatas que as pesquisas indicavam uma vitória de Lula no primeiro turno mas acreditava que os tucanos tinham cerca de quinze dias para mudar o curso das eleições. “Se Alckmin não conseguir mudar a maré até meados de setembro, a campanha nacional do PSDB será desmoralizada e candidatos do partido nos estados e municípios irão se focar inteiramente em suas próprias campanhas”, afirmou Jereissati.
O presidente do partido explicou que o campanha passava por problemas financeiros pois muitos dos empresários, que eram tidos como apoiadores de Alckmin, estavam hesitantes em publicamente doar fundos para a campanha já que o tucano permanecia estável nas pesquisas e os empresários temiam represálias caso Lula se reelegesse.
Os telegramas relatam ainda uma avaliação de que para Aécio Neves seria melhor que Alckmin não ganhasse, pois assim o mineiro garantiria sua vaga como candidato em 2010.

Guerra entre tucanos na segurança paulista.

(do blog O Escrivinhador, por Rodrigo Viana)

Peço a atenção dos leitores para mais um capítulo da guerra entre os tucanos de São Paulo (sobre a disputa entre os “cosmopolitas” e os “caipiras”, já escrevi aqui).
Primeiro, algumas informações de fundo (na sequência trarei uma novidade factual, na forma de um vídeo que circula pela internet desde terça à noite). O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, é dos poucos remanescentes da equipe de Serra que foram mantidos por Alckmin. Como se sabe, Serra e Alckmin travam uma batalha surda pelo controle do PSDB paulista.
Ele é homem de Serra, mantido a contragosto por Alckmin...
Na época em que Alckmin montava seu gabinete, jornal paulista vazou a informação (plantada sabe-se lá com que interesses, mas podemos imaginar) de que a saída de Ferreira Pinto significaria a vitória da “banda podre” da polícia paulista. A reportagem saiu na “Folha” (o jornal costuma estar à disposição para as manobras de Serra), e foi assinada por Mario Cesar Carvalho. Guardem esse nome.
Depois disso, Alckmin ficou de mãos amarradas: se tirasse Ferreira Pinto, ganharia a pecha de beneficiar a “banda podre”. Se mantivesse Ferreira Pinto, teria cedido a pressões e manobras de um homem nomeado pelo antecessor Serra.
Alckmin optou pela segunda decisão. Mas mandou um recado a Ferreira Pinto (e a Serra), nomeando para a Secretaria de Transportes Saulo Abreu de Castro. Saulo era o homem forte da Segurança na gestão anterior de Alckmin como governador (2003/2006). É como se Alckmin dissesse a Ferreira Pinto (e, indiretamente, a Serra): você ganhou o primeiro “round”, mas a qualquer momento o fantasma de Saulo pode avançar sobre a Segurança de novo!
Pois bem. Na última semana de fevereiro, Ferreira Pinto foi bombardeado. Lembram-se da imagem da escrivã humilhada por uma equipe da Corregedoria de Polícia? Assessores de Ferreira Pinto dizem, em off, que o vídeo pode ter partido da turma de Saulo – interessado em desgastar o atual titular da Segurança.
Ferreira Pinto foi para o contra-ataque. Como?
No último dia 1 de março, o jornal “Folha de S, Paulo”, em boa reportagem de Mario Cesar Carvalho (!), trouxe a informação de que um assessor da secretaria de Segurança recebia grana como consultor “vendendo” informaçõe sigilosas para particulares. O nome do assessor: Tulio Kahn. Quem nomeou Túlio para o cargo, no mandato anterior de Alckmin? Saulo de Castro.
Parece complicado esse emaranhado, mas é importante prestar atenção: Saulo(=Tulio Khan)=Alckmin X Ferreira Pinto (=Serra).
Ontem, começou a circular um vídeo que mostra o secretario de Segurança Ferreira Pinto (aquele, nomeado por Serra, e mantido por Alckmin) circulando por um shopping de São Paulo. A imagem é do dia 25 de fevereiro (4 dias antes da reportagem da “Folha” ser publicada). Ferreira Pinto circula, com um envelope na mão, até que chega um homem, de jaqueta branca. Quem é esse homem? O jornalista Mario Cesar Carvalho.
A imagem mostra que o jornalista eo secretário andam juntos até um café, sentam numa mesa e conversam.
Qual a conclusão de quem acompanha essa área de Segurança? O secretário Fereira Pinto é que teria sido a fonte da “Folha”. Ou seja: Ferreira Pinto forneceu munição contra Tulio Khan, para atingir Saulo (o rival dele, que pode ocupar a secretaria de Segurança).
Hoje, jornalistas perguntaram a Ferreira Pinto se ele de fato se encontrou com o repórter da “Folha” no shopping. O secretário admitiu o encontro, mas não revelou o que havia no envelope, nem deu mais detalhes.
Antes que se façam insinuações feias, ninguém imagina que o envelope contivesse pagamento ou dinheiro. Nada disso. Imagina-se que continha informação que o Mario Cesar deve ter utilizado na reportagem.
O jornalista da “Folha” não falou sobre o caso. Eu se fosse ele não falaria. É o princípio básico do sigilo da fonte. Mario Cesar não fez nada de errado, ao contrário. O jornalista estava atrás de uma informação. Normalmente, é quando os políticos brigam que as informações circulam.
O incrível é outra coisa: um secretário vazar para o jornal informação que, no fim e ao cabo, atinge o próprio governo em que ele trabalha!
Mais um indicativo de como as relações enre os tucanos estão envenenadas.
Por último, algumas observações adicionais…
Por que um secretário se encontraria com um jornalista num shopping, e não no gabinete na secretaria? Talvez, para evitar que assessores vissem o jornalista, e depois contassem a Tulio Khan.
O vídeo que compromete Ferreira Pinto vazou na internet num blog do Vale do Paraíba (base política de Alckmin); o titular do blog chama-se João Alkimin (!!!!).
É o estilo de Geraldo Alckmin. Deu o troco usando um blog do interior, para fritar Ferreira Pinto em fogo brando. Nada de escândalo. O que interessa é apagar – aos poucos e sem fazer marola – os vestígios do serrismo no governo paulista.
Eles se amam. E olhe que 2014 ainda está longe. Mas no meio do caminho há 2012.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Depois de mais de R$ 10 milhões, Parque Tecnológico de São Paulo só existe em papel e outdoor


Com informações do Jornal Diário de S. Paulo


A capital paulista deveria ter um Parque Tecnológico desde o dia 1º de janeiro de 2011. Só que no local reservado para a obra, no Jaguaré, existe apenas uma placa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, informando que foram investidos R$ 10.674.990,63 no projeto, que ainda não saiu do papel.
A reforma do galpão instalado na Avenida Engenheiro Billings, na Marginal Pinheiros, estava prevista para começar no dia 1º de junho de 2010, mas, segundo comunicado da Secretaria de Desenvolvimento, surgiram dúvidas sobre a execução da obra após assinatura do contrato com a empresa vencedora da licitação.
Ainda segundo a nota, um novo modelo jurídico para a ampliação do projeto inicial passou a ser avaliado. Segundo reportagem publicada nesta sexta-feira no Jornal Diário de S. Paulo, “entre 2007 e 2010, a secretaria afirma ter investido cerca de R$ 45 milhões na realização de obras e estudos para a implantação de parques tecnológicos”.

Convocação de Paulo Preto e outros seis pedidos de investigação da Bancada do PT são rejeitados


 

O pedido do deputado petista Simão Pedro para a convocação do ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, personagem de inúmeros escândalos envolvendo o Palácio dos Bandeirantes, foi apenas um de uma lista de sete requerimentos rejeitados na tarde desta quinta-feira (03/03) pela Comissão de Serviços e Obras da Assembleia Legislativa, na última reunião da atual legislatura.
Os deputados governistas, maioria na Comissão, recusaram-se a aprovar o convite para que Paulo Vieira, também conhecido como Paulo Preto, e o atual diretor-presidente da Dersa, José Max Reis Alves, fossem convidados para prestar esclarecimentos à Assembleia sobre várias irregularidades denunciadas pela imprensa, inclusive a contratação de empreiteiras, cuja representação era feita pelo escritório da própria filha do ex-diretor da Dersa, responsável exatamente pela fiscalização das empreiteiras, e também sobre outros contratos já denunciados por irregularidades.
Presidente da Comissão, Simão Pedro foi o único a votar favoravelmente a requerimentos que poderiam resultar em esclarecimentos aos parlamentares e à população sobre uma série de ações do Palácio dos Bandeirantes. O deputado petista teve ainda outro requerimento rejeitado pela Comissão.
Licitação da Linha 5
Simão Pedro pediu ainda a convocação do secretário de Estado de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portela, e de membros da comissão de Licitação do Metrô para a prestação de informações à Assembleia sobre a denúncia do Jornal Folha de S. Paulo de que o resultado da licitação de seis lotes da Linha 5 (Lilás) do Metrô, anunciado em outubro de 2010, já era publicamente conhecido desde abril do mesmo ano. Este requerimento também foi rejeitado pela Comissão.
Os deputados Alex Manente (PPS), Celso Giglio (PSDB), Gilson de Souza (DEM) e Orlando Morando (PSDB) também votaram contra o requerimento apresentado pelo líder da Bancada do PT, deputado Antonio Mentor, que solicitou à Comissão a convocação do secretário estadual de Energia, José Aníbal Peres de Pontes, para explicar aos parlamentares as razões e as medidas em relação aos sucessivos apagões em várias regiões do Estado de São Paulo.
A deputada petista Ana Perugini também teve um requerimento rejeitado pelo bloco. Perugini queria que a secretária de Saneamento e Energia e o presidente da Sabesp fossem convocados para a prestação de esclarecimentos sobre a construção da Estação de Tratamento de Esgoto do Município de São Roque.
Foi rejeitado ainda pelo bloco governista requerimento do deputado petista Vanderlei Siraque para a promoção de uma audiência pública entre as Comissões de Serviços e Obras e Direitos Humanos e Secretarias de Estado sobre a remoção de famílias, que está sendo realizada pela CDHU e Prefeitura de Santo André no Jardim Santo André.
A Comissão ainda votou contra o requerimento assinado pelos deputados petistas Maria Lúcia Prandi e Fausto Figueira para a convocação do superintendente do Departamento de Águas e Energia Elétrica para esclarecimentos sobre as obras de adequação (desassoreamento) do Canal de Circunvalação (canais de entorno), na margem esquerda do Rio Tietê, em trecho localizado em Cangaíba, na zona leste da capital.
O pedido da petista Beth Sahão para a realização de uma audiência pública sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos também foi rejeitado.
“Eu e a deputada Beth Sahão representamos a Bancada do PT e a oposição na Assembleia na Comissão de Serviços e Obras. Apresentamos requerimentos e projetos de interesse da população; alguns deles já amplamente denunciados pela imprensa. Lamentamos que não tenham resultado em debates e investigações”, disse o deputado Simão Pedro, presidente da Comissão nos últimos dois anos.
Arsesp
Os cinco deputados presentes nesta última reunião da atual legislatura aprovaram, por unanimidade, a indicação da advogada Fernanda Meirelles Ferreira para a Diretoria de Relações Institucionais da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo, a Arsesp.
Indicada pelo governador Geraldo Alckmin para o cargo, Fernanda Meirelles apresentou aos parlamentares explicações sobre o atendimento realizado pela Arsesp aos usuários e outros setores da sociedade e problemas na prestação de serviços de fornecimento de energia elétrica, gás e saneamento básico.
O abuso das concessionárias que prestam estes serviços em dezenas de municípios paulistas foi alvo de questionamentos da Bancada do PT, que apresentou à nova diretora da Agência um relatório com 32 perguntas, referentes a questões como a poluição do Rio Tietê e a privatização de serviços essenciais, como saneamento e fornecimento de energia.
Fernanda Meirelles deve enviar as informações solicitadas no relatório à Comissão de Serviços e Obras, nas próximas semanas.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Alckmin copia o diagnóstico da oposição para governar e aponta ruptura com Serra.

(do blog Se a Rádio não Toca)

O presente artigo busca compreender os primeiros passos do governador Geraldo Alckmin à frente do Palácio dos Bandeirantes.
O primeiro ponto se refere à arquitetura da organização da administração. Temos um governo que volta à configuração inicial do mandato de 2001 a 2006. O governo Serra ampliou em cinco o número de Secretarias e criou quatro empresas. Agora o governador Alckmin adotou essa arquitetura, ampliou o número de Secretarias e recriou o Gabinete do Governador, que havia sido extinto em 2006 e incorporado à Casa Civil, conforme consta do decreto 56.635, de 1º de janeiro de 2011.

O governador Alckmin ainda pretende dar um “drible da vaca” na sociedade paulista ao criar novas Secretarias e trocar a denominação de outras através de decreto, como fez com a Secretaria de Comunicação, transformando-a em Secretaria de Energia.

Oras, isto por si é questionável, ainda mais que a criação de uma Secretaria pressupõe uma hierarquia e uma série de cargos em comissão para tocar esta organização administrativa. Com este Ato o governador começou sua gestão atacando as prerrogativas do Poder Legislativo, visto que tais ações necessitam da aprovação de Projeto de Lei Específico, como ficou patente no debate em 2007 sobre a criação da secretaria de Ensino Superior por este instrumento.
Deste modo, Alckmin começa com o velho estilo de fazer um governo centralizador e muito pouco transparente. A pretensa postura republicana e democrata, tão alardeada em seu discurso de posse, não passa de um palavreado vazio, típico de um velho admirador da Opus Dei e da direita espanhola.

A secretaria do Desenvolvimento, que no seu governo anterior foi também uma super secretaria e incorporava as universidades públicas, ficou sob o comando de Guilherme Afif, que além disto comanda a Agência de Fomento. Esta conta com capital de R$ 1 bilhão (ironicamente o mesmo valor foi anunciado em 2007 por Serra e só virou realidade nos últimos dias do governo Goldman).

Alckmin, desde 2002, pretendia criar uma secretaria para as regiões metropolitanas. Agora, não só fez isto como ainda nomeou o deputado Edson Aparecido, com a função de quebrar o poderio petista na Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista e Campinas. Além disto, nomeou o ex- Secretário de Segurança, Saulo de Castro, na pasta dos Transportes, visando entre outras coisas levantar os desvios da gestão anterior.

O mais interessante, no começo do governo Alckmin, é utilizar o diagnóstico do PT para governar.Vejamos como isto se reflete na suas ações de governo.

Em primeiro lugar, o governador disse que nomeou Saulo de Castro para negociar com as concessionárias a redução do preço do pedágio paulista. Lembro que foi o próprio governador Alckmin que comandou o processo de licitação das rodovias, estipulando o lucro das concessionárias em 20% e resultando nos pedágios mais caros do Brasil. Sustentado na fórmula draconiana de reajuste pelo IGP-M, isto significou um aumento do repasse para as concessionárias 85% superior à inflação medida pelo IPCA.

Agora, o governo Alckmin insinua que pretende alterar tudo o que fez no passado e com isto assume como corretas as críticas relacionadas ao custo altíssimo dos pedágios paulistas.

No entanto, para o cidadão paulista, uma coisa é certa: trata-se apenas de um malabarismo retórico, pois as medidas anunciadas não significam redução no preço do pedágio.

O governador também vem falando na valorização das políticas de transferência de renda. Isto pode, de um lado, solidificar a crítica de Dilma sobre o desprezo de Serra aos programas sociais - uma vez que este gastou menos que o previsto. De outro, o governador pode construir uma imagem de que não é contrário a estas políticas.

Outro ponto de inflexão do governador se refere aos problemas enfrentados pela Dersa, que com a venda do sistema Ayrton Senna e Carvalho Pinto, foi quebrada pelo governo paulista e depende cada vez mais dos repasses do executivo.
Por isso, o governo paulista colocou na diretoria da Dersa pessoas especializadas em apurar crimes financeiros, provavelmente visando levantar os problemas ocorridos nos contratos da gestão de Paulo Preto.
Seria interessante que estas apurações viessem "à luz do dia" para que o povo paulista pudesse saber tudo sobre “o homem bomba de Aloysio Nunes”, como o intitulou a Veja Online.

Nas enchentes, o superintendente do DAEE afirmou que precisava retirar mais de 3 milhões de metros cúbicos de dejetos do rio Tietê. Ou seja, o governo tucano deixou de limpar o rio por quase 3 anos, causando uma série de enchentes na capital paulista. Agora, Alckmin afirma que vai limpar o rio Tietê e pretende gastar os tubos. Esta atitude do governador sugere sutilmente que o governo Serra foi negligente nas suas atividades e aponta que a inércia do ex-governador é uma das causas das mortes de duas crianças no Jardim Pantanal.

A oposição criticou muitas vezes os gastos absurdos com publicidade, superando inclusive a despesa com a limpeza do rio Tietê. Alckmin aceitou como certa esta crítica e fez um decreto retirando recursos da publicidade e destinando-os para a limpeza do Tietê.

Na educação, o governo Alckmin começou a rever a política de Serra/Bush, baseada em méritos. Também vem anunciando o aumento do número de ciclos, aparentemente buscando desmontar parte dos desatinos da política educacional implantada desde Mario Covas, que condenou uma geração inteira à ignorância e ao emburrecimento.

Na saúde, é patente que o governo Serra fez uma expansão eleitoreira das AME´s (Ambulatório Médico de Especialidades), repassadas para inúmeras Organizações Sociais (OSs). A oposição vem apresentando dados consistentes de que as Organizações Sociais (OSs) tem custado, em média, 47% a mais do que os hospitais e equipamentos geridos diretamente pelo Estado. Diante disto, o governo bloqueou novas AME´s e discute formas de diminuir estes gastos.

A farra da OS tem um custo insuportável para as finanças públicas, além de não haver nenhuma transparência, visto que não há na página da Secretaria da Saúde sequer os contratos e aditamentos (como manda a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei da Transparência). Mais ainda, os relatórios dos gastos com as OSs também não estão disponíveis para o cidadão comum. Ou seja, as OSs são uma "caixa preta" e podem funcionar como o grande cabide de emprego do PSDB.

Picuinhas também não faltam: O governador Alckmin vendeu, no seu primeiro governo, o avião pertencente à CTEEP, junto com o patrimônio da companhia. Mais tarde, o governador Serra fez a CESP comprar o avião de volta, anunciando pretensa economia. Na prática, o custo/mês de utilização da aeronave saltou de R$ 208 mil para R$ 350 mil, ou seja, uma elevação de 68%. Agora, como se fosse um ato de revanche, o governador Alckmin manda vender o avião novamente.

O mesmo ocorreu com os carros blindados alugados pelo Palácio dos Bandeirantes na gestão Serra, que desde o início de 2007 consumiram mais de R$ 4 milhões. Ocorre que no segundo semestre de 2007 o governo comprou e blindou três carros, um deles o modelo CAMRY da Toyota, pelo valor de R$ 579 mil. O desperdício do dinheiro público era evidente, visto que o que já foi gasto com locação de blindados dava para ter comprado e blindado aproximadamente 21 veículos como este.

O mais escandaloso é que mesmo tendo comprado e blindado veículos, o governo manteve o contrato original, ampliando a locação de 6 para 8 blindados e prorrogando o contrato até o final de 2010. Agora, no começo de 2011, o governo Alckmin cancelou o contrato.

Estas são amostras de ações de Alckmin atacando frontalmente a gestão de Serra e apontando que governa com o diagnóstico da oposição, embora isto contradiga as suas próprias palavras. Conforme discursos de posse no Palácio dos Bandeirantes, Alckmin realçou a continuidade dos governos tucanos em São Paulo:

“Mas, para além do desafio pessoal, há o legado, a continuidade e inovações característicos desses dezesseis anos do projeto político que representa a forma e o estilo de governar do meu partido, o PSDB. Defender, aprimorar e inovar, para ampliar ainda mais o nosso legado em são Paulo, são os desafios que o povo paulista me confiou”.

O que estamos assistindo, com a série de eventos noticiados pela imprensa, é a desconstrução e ruptura com o Governo Serra, e não uma continuidade administrativa.
O seu discurso ainda busca apontar que pretende governar para os mais humildes e faz várias referências aos trabalhadores, buscando costurar acordos com estes setores que se afastaram durante o governo Serra.

A ação de Alckmin de usar do diagnóstico da oposição para governar mostra o trabalho acertado que foi feito pela mesma em São Paulo e, evidentemente, contrasta com o desastre da oposição federal, liderada pelo PSDB.

Realmente a inovação é a grande marca tucana, como noticiou o Estadão no caso dos parentes de Alckmin e a escandalosa máfia da merenda.
O melhor da estória aparece quando revela-se que o sobrinho de Alckmin, que tinha um contrato com a prefeitura de Pindamonhagaba para o transporte de defuntos, usava o mesmo veículo para entregar merenda nas escolas municipais.
Esta ação espetacular, sem dúvida, lembra os coronéis como Odorico Paraguaçu, apontando que o futuro de São Paulo, talvez, o aproxime de uma nova e gigantesca Sucupira (cidade administrada pelo 'Bem Amado').

Serra inundou São Paulo. Alckmin e imprensa escondem.

(do Tranparência SP)

Nesta semana, o governador Alckmin apresentou, em coletiva de imprensa, as ações e metas do governo do Estado para o enfrentamento das enchentes constantes na Região Metropolitana de SP.
Após suas declarações, algumas situações incômodas ficam muito claras, apesar de pouco ou nada exploradas pela grande imprensa.
Primeiro, o governador diz que o enfrentamento das enchentes não pode ser feito em 24 horas. Ora meu caro governador, o PSDB já governa o Estado a 16 anos. Será que neste período não seria possível melhorar bastante a situação?
Segundo, o governador diz que investirá fortemente no desassoreamento do rio Tietê, principalmente na retirada de areia acumulada no fundo do leito do rio. Esta areia representaria pelo menos 60% do assoreamento do rio, segundo o próprio governador. Oras, esta questão derruba tese muito difundida pela imprensa conservadora de que a falta de educação da população, ao jogar lixo nas ruas da cidade, estaria na principal causa das constantes enchentes dos rios da cidade.
Ainda assim, após esta declaração do governador, não houve nenhuma investigação sobre os motivos que levaram o governo estadual a acelerar o desassoreamento do rio Tietê.
As verdadeiras causas já apareceram nos blogs alternativos a algum tempo: o governo Serra passou dois anos e meio sem limpar o rio Tietê, causando brutal assoreamento e, na prática, jogando no lixo as obras de aprofundamento da calha do Tietê executadas na gestão anterior de Geraldo Alckmin.
Até quando São Paulo vai sofrer com esta disputa no ninho tucano?
Informações obtidas no orçamento estadual reforçam esta verdadeira causa: Serra deixou de investir no combate às enchentes durante os anos de 2007 e 2008. Apenas em 2009 e 2010 algumas ações foram retomadas, ainda assim em ritmo muito lento.
Considerando apenas os recursos estaduais aplicados no programa de combate às enchentes, em valores atualizados pelo IPCA, os anos de 2007 e 2008 apresentaram os dois menores níveis de investimento do governo paulista na década.
Se a grande imprensa quiser e cumprir seu papel, é fácil melhorar a qualidade de vida em São Paulo.


Tietê transborda pela 3ª vez no ano, SP tem dia de caos e solução só em 40 anos.

(do Estado de SP)

Ruas travadas, Marginal interditada, carros boiando, pessoas ilhadas. O drama paulistano das enchentes, que já atingiu a zona oeste da cidade no domingo, ganhou mais força ontem em outras regiões, principalmente norte e leste. O Rio Tietê, que ficou quatro anos sem alagamentos (entre 2005 e 2009), transbordou pela terceira vez em 50 dias. E, caso o prazo de investimentos governamentais seja mantido, São Paulo só vai livrar-se das enchentes em 40 anos.
Além do Tietê - que saiu do leito perto das Pontes das Bandeiras, Vila Maria, Aricanduva, Tatuapé e Limão - transbordaram o Córrego Aricanduva e o Rio Tamanduateí. A cidade registrou 49 pontos de alagamentos e os bombeiros receberam 136 chamados relacionados à chuva - dezenas na região do Aricanduva. Na zona norte, uma pessoa ficou ferida após a queda de um muro de supermercado. O rodízio de veículos foi suspenso à noite. Houve queda de energia no centro e 88 semáforos apagaram,
Também choveu forte em Guarulhos, Osasco, ABC, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Santos - onde a Defesa Civil municipal registrou 15 deslizamentos em morros, mas sem vítimas.
Em Santo André, a Avenida dos Estados ficou interditada próximo do centro da cidade, por causa do transbordamento do Tamanduateí. Em Guarulhos, uma cratera com 5 metros de comprimento foi aberta na Avenida Paulo Freire, ao lado do Córrego Boituva. Na capital, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou o segundo pior congestionamento do ano: 150 km, às 19h42. Alagamentos interromperam a circulação de duas linhas da CPTM - a 7-Rubi e a 10-Turquesa.

Futuro. A solução para São Paulo ficar livre das enchentes só deve vir em 2050. Atualmente, 45 piscinões - ou um terço do previsto em 1998 pelo Plano de Macrodrenagem do Alto Tietê - foi finalizado, o suficiente para armazenar 9 milhões de m³. Pelo projeto, para resolver o drama paulistano seria preciso fazer mais 91 reservatórios, com capacidade para 26,6 milhões de m³ (ou 9.500 piscinas olímpicas). Eles comportam temporais de até 80 mm - ontem na foz do Aricanduva caíram 82,5 mm, segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).
O superintendente do Daee, Amauri Pastorello, diz que há problemas para construir reservatórios na Região Metropolitana, que segue em ritmo lento. "Faltam terrenos para ampliar piscinões."
Para Pastorello, a chuva de ontem, que começou na zona leste, foi de grande intensidade, o que diminuiu a velocidade no escoamento do Tietê.
A vazão ficou reduzida a partir do entroncamento com o Tamanduateí e o Aricanduva. O contrato com a empresa que faz desassoreamento do Tietê acaba em abril. O Daee quer concluir nova licitação até essa data. O objetivo é retirar neste ano 2,1 milhões de m³ de sujeira do rio.

Corregedoria da Polícia Civil de SP solta traficantes e prende policiais inocentados pela justiça


Marcelo Rosa Pinto e Ivair Donizete de Paula passaram oito meses na prisão por extorsão aguardando uma audiência na Justiça. Os dois foram inocentados e agora querem provar que tudo foi uma armação de delegados da Corregedoria da Polícia Civil de SP.

Secretário de Segurança de SP, Antônio Ferreira Pinto, se envolve em escândalo

Dois policiais civis foram afastados de seus cargos após uma denúncia de extorsão feita pelo sobrinho do secretário de Segurança Pública de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto. O caso aconteceu no final de 2010, quando uma chopeira da distribuidora dele foi apreendida em Diadema, no ABC Paulista, porque não tinha documentos que comprovavam a sua origem.

Os policiais faziam uma busca por uma máquina que havia sido roubada. O sobrinho do secretário foi convocado para prestar esclarecimentos à polícia e fez uma denúncia contra os policiais de que eles teriam pedido R$ 10.000 para que a máquina fosse liberada.

Em depoimento a corregedoria, Ferreira Pinto contou que recebeu um telefonema do sobrinho para pedir ajuda e diz ter determinado que os policiais fossem afastados das funções.

Os policiais vão responder pelo crime de corrupção. A chopeira do sobrinho foi liberada sem que Denis apresentasse a documentação da máquina.

Por meio de nota, a secretaria informou que “da mesma forma que a SSP orienta o cidadão, o secretário orientou o sobrinho a denunciar o caso à Corregedoria Geral da Polícia Civil. Não há privilégio nisso. Ele determinou que o órgão investigasse o fato e que o policial fosse afastado administrativamente enquanto durasse a apuração”.







--------
Uma chopeira foi a causa de todas as denúncias. O secretário Antônio Ferreira Pinto teria beneficiado o sobrinho, dono de um bar, depois que o material foi apreendido por policiais civis. Entenda o caso.





terça-feira, 1 de março de 2011

Funcionário da SSP/SP vende dados sigilosos

DE SÃO PAULO


O sociólogo Túlio Kahn, que é chefe da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento) da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, vende serviços de consultoria nos quais põe à disposição de empresas dados sigilosos sobre a violência no Estado, informa a reportagem de Mario Cesar Carvalho publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Como sócio da Angra Consultoria, Kahn repassa a clientes informações cuja divulgação é vetada, "para não alarmar o público".
Entre elas, estão que tipo de bens é levado com maior frequência em assaltos a condomínios de São Paulo e quais os furtos mais comuns na região de Campinas. Os contratos da Angra chegam a até R$ 250 mil.
Parte das informações criminais é publicada trimestralmente, de acordo com a resolução 160, que criou em 2001 as regras para divulgação de estatísticas.
A divulgação, porém, não inclui dados estratégicos, como o local do crime. Com isso, não dá para se saber a rua onde se mata mais na cidade de São Paulo ou as faculdades que concentram o furto de veículos. Não há esse veto para a clientela da Angra.
OUTRO LADO
Kahn afirma que jamais violou dados da secretaria. Segundo Kahn, foi o próprio Estado que sugeriu que ele abrisse uma empresa para cobrar por certos projetos, pois seu salário era baixo.

Privatizações

Privatizações
Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
Copyright Transparência São Paulo - segurança, educação, saúde, trânsito e transporte, servidores © 2010 - All right reserved - Using Blueceria Blogspot Theme
Best viewed with Mozilla, IE, Google Chrome and Opera.