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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Retomando o caso Alstom e Siemens: testemunha desvenda esquema de propina do Metrô de SP e do DF

Dinheiro de “caixinha” vinha por meio de duas offshores do Uruguai
(por Gilberto Nascimento, do R7)
Documento mostra acordo entre a Siemens Ltda., com sede em São Paulo, e a Gantown Consulting S/A, com sede no Uruguai
Uma figura que acompanhou de perto contratos firmados nos últimos anos pelas duas empresas com os governos do PSDB em São Paulo e do DEM no Distrito Federal para a compra de trens e manutenção de metrô passou a fazer novas revelações e a esmiuçar os caminhos do propinoduto europeu em direção ao Brasil.
Supostos “acertos” e negociações atribuídos a representantes das duas companhias estão em um documento elaborado por essa fonte e encaminhado ao Ministério Público de São Paulo.
Contatada pelo R7, a testemunha – que se identifica apenas como F. e teme ser fotografada por causa de represálias – dá detalhes de como a propina chegava ao Brasil por meio de duas offshores (paraísos fiscais), a Leraway e a Gantown, sediadas no Uruguai, e de como a Alstom e a Siemens teriam se utilizado da contratação de outras empresas para encaminhar o dinheiro da “caixinha” a políticos, autoridades e diretores de empresas públicas de São Paulo e de Brasília.
F. relata esquemas supostamente arquitetados para a obtenção de contratos da linha 5 do metrô no Capão Redondo, na zona sul de São Paulo; para a entrega e a manutenção dos trens série 3000 (também conhecidos como trem alemão) para o governo paulista, além da conservação do metrô do Distrito Federal.
O deputado estadual Simão Pedro (PT) encaminhará ao Ministério Público de São Paulo nos próximos dias uma representação pedindo a investigação das denúncias feitas por F..

Sob investigação na Europa
A francesa Alstom e a alemã Siemens foram alvos de investigações na Suíça e na Alemanha por causa da acusação de pagamento de suborno a políticos e autoridades da Europa, África, Ásia e América do Sul. Somente a Siemens teria feito pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões.
Um tribunal de Munique acusou a empresa alemã de ter pagado propina a autoridades da Nigéria, Líbia e Rússia. O ex-diretor Reinhard Siekaczek acrescentou que o esquema de corrupção atingiria ainda Brasil, Argentina, Camarões, Egito, Grécia, Polônia e Espanha.
Já a propina paga pela Alstom em diversos países – incluindo o Brasil -, pode ter sido superior a US$ 430 milhões, de acordo com os cálculos da Justiça suíça. No Brasil, a empresa foi acusada, por exemplo, de pagar US$ 6,8 milhões em propina para receber um contrato de US$ 45 milhões no metrô de São Paulo.
A francesa Alstom fabrica turbinas elétricas, trens de alta velocidade e vagões de metrô. Maior empresa de engenharia da Europa, a alemã Siemens faz desde lâmpadas até trens-bala. As duas companhias são concorrentes, mas em determinados momentos na disputa tornavam-se aliadas, conforme a testemunha.

Para trazer o dinheiro ao Brasil
O esquema para mandar dinheiro ao Brasil via offshore, revela F., conta com a participação das empresas Procint e Constech, sediadas na capital paulista e pertencentes aos lobistas Arthur Teixeira e Sergio Teixeira. As offshores Leraway e Gantown seriam sócias da Procint e da Constech. F. mostrou cópias de contratos firmados pela Siemens da Alemanha com as duas offshores. Segundo ele, esses contratos comprovam o envolvimento da empresa alemã no esquema.
As offshores também teriam sido utilizadas, diz a testemunha, em outros contratos com empresas como a MGE Transportes, TTetrans Sistemas Metroferroviários, Bombardier (canadense), Mitsui (japonesa) e CAF (espanhola).
Há dois anos, parte dos documentos em poder de F. foram enviados para o Ministério Público de São Paulo e para o Ministério Público Federal. Promotores confirmaram a veracidade de informações ali contidas. No entanto, ainda não conseguiram colher o depoimento da testemunha, localizada agora pelo R7.
O promotor Valter Santin confirmou que o caso já vem sendo investigado, mas disse que não pode revelar detalhes “por ser sigiloso e envolver conexões internacionais”.

Documentação
Uma documentação bem mais ampla – só agora exibida ao R7 – foi eviada por F., em 2008, ao escritório de advocacia Nuremberg, Beckstein e Partners, da Alemanha. Na época, o escritório atuava como uma espécie de ombusdman da Siemens.
- Por que a Siemens não investigou as denúncias encaminhadas e por que a companhia no Brasil foi poupada nas investigações? Não foi por falta de informação, pois a carta mencionada revelava todos os nomes e detalhes e incluía provas dos esquemas de corrupção, avalia F.
Por meio de uma nota, a Siemens diz conduzir seus negócios “dentro dos mais rígidos princípios, legais, éticos e responsáveis” e afirma não ter firmado contrato em parceria ou consórcio “com nenhum concorrente no que tange à manutenção de metrôs”.
Na mesma linha, a Alstom afirmou em um comunicado que segue “um rígido código de ética, definido e implementado por meio de sérios procedimentos, de maneira a respeitar todas as leis e regulamentações mundialmente”. A empresa disse que está colaborando com as investigações e “até o momento, as suspeitas de irregularidades em contratos não foram comprovadas e não estão embasadas em provas concretas”.
O Metrô de São Paulo e a CPTM afirmaram, por meio de nota, que desconhecem os fatos mencionados e esclarecem que os seus contratos firmados com qualquer empresa “obedecem à legislação específica que norteia a lisura do processo licitatório, além de serem submetidos ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE)”.
Já o Metrô do DF afirmou, em nota, que desconhece as irregularidades apontadas e que “a licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal”. Veja a íntegra da nota:
“O Metrô-DF desconhece as supostas irregularidades apontadas anonimamente pela reportagem do Portal R7 e, ressalta que:
- O processo de licitação para a manutenção do Metrô-DF (transcorrido em gestão anterior), seguiu a modalidade de licitação de concorrência pública tipo técnica e preço, sendo que no primeiro aspecto as duas empresas finalistas receberam a pontuação máxima;
- No quesito preço, o consórcio Metroman apresentou a melhor proposta (menor preço), vencendo então a licitação;
- A licitação foi acompanhada em todas as suas etapas pelos órgãos de controle externo, em especial o Tribunal de Contas do Distrito Federal;
- O consórcio Metroman vem atendendo satisfatoriamente todas as demandas de manutenção apresentadas pelo Metrô-DF.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

SP: moradores de prédios de luxo tentam impedir construção de habitações populares

Um professor afirmou que a elite inventa desculpas porque não quer a favela por perto.


O déficit habitacional aqui no Brasil ainda é motivo de muita preocupação. E retirar moradores de áreas de risco está entre as prioridades dos três níveis de governo. Mas numa cidade grande e complexa, como São Paulo, a tentativa de remanejar casas e comunidades implica em mexer com vários interesses. E o choque de interesses envolve ricos e pobres.

A tentativa da prefeitura de construir prédios em favelas para realocar famílias que moram em áreas de risco está esbarrando na oposição de moradores de classe média alta. Uma moradora do condomínio de luxo alega que não houve estudo e reclama que a região já tem um trânsito ruim. Um professor afirmou que a elite inventa desculpas porque não quer a favela por perto. 

Metroviários de SP contra a privatização da Linha Lilás

9 de fevereiro de 2011 às 14:03

Nota do Sindicato dos Metroviários de São Paulo

Não à privatização da Linha 5 – Lilás
Em vista da pretensão do governador Geraldo Alckimin, através das declarações do secretário de Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes, publicadas dia 4/02, em ceder a Linha 5 – Lilás para a iniciativa privada através da Parceria Público-Privada – PPP, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo manifesta seu repúdio a mais essa tentativa irresponsável de lidar com o patrimônio público por parte do governo, e pela sua falta de comprometimento com os interesses dos cidadãos que são: um transporte público decente com tarifa reduzida.
A experiência de privatização de linhas de metrô com a Parceria Público-Privada – PPP, aplicada na Linha 4 – Amarela, é desastrosa. Contabiliza muitas vítimas, algumas fatais, decorrentes de seus vários acidentes, comprovando o descaso da iniciativa privada que busca o lucro em detrimento da qualidade e segurança do serviço.
A Linha 5 – Lilás opera desde 2002, atendendo 200 mil usuários por dia, em uma das regiões mais carentes e populosas de São Paulo. Em pesquisa, divulgada no dia 2/02, pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), a Linha 5 – Lilás recebeu índice de aprovação de 90% dos entrevistados, sendo a melhor avaliação entre todas as linhas do sistema metroferroviário da Grande São Paulo. A própria Cia. do Metropolitano de SP – Metrô, parabenizou o profissionalismo dos 650 funcionários da linha pelo desempenho no último ano, confirmando a dedicação dos metroviários em atendimento aos usuários e não pela lucratividade de grupos empresariais.
Enquanto isso, a Linha 4 – Amarela, já teve seu prazo de inauguração adiado por oito vezes, e está prestes a completar um ano funcionando apenas em  horário reduzido (fora do horário de pico). A Linha 4 – Amarela conta com um trágico histórico de falhas e acidentes, como a cratera nas obras da futura estação Pinheiros, que, lamentavelmente, resultou na perda de sete vidas, e recentemente a morte de um engenheiro no exercício do trabalho.
Além disso, a verba para a conclusão da Linha 5 já está disponibilizada. O governo pretende redirecioná-la para a empresa que controla a Linha 4 ante sua incapacidade em cumprir o cronograma. Dinheiro público é para ser usado em beneficio da população e não para socorrer empresas incompetentes.
Os metroviários de São Paulo não pouparão esforços para alertar o cidadão dependente do transporte público sobre a necessidade de mobilização para impedir mais esta violação ao seu direito de locomoção, que deve ser garantido e operado pelo Estado.
Reiteramos nosso absoluto desacordo com a implantação das Parcerias Público-Privadas – PPPs, por defendermos a gestão integral do Estado em prover transporte digno à população.

Em 10 anos, governo paulista gastou R$ 609 milhões com cartão corporativo.

(do site Contas Abertas)


O cartão de pagamentos do governo paulista fechou a fatura do ano passado em R$ 32,8 milhões, menor valor desde 2002. Nos últimos dez anos, no entanto, os gastos com o cartão já atingiram R$ 609 milhões em São Paulo. O valor é 70% superior ao registrado pelo Executivo federal no mesmo período – R$ 357,6 milhões (veja a tabela). Em geral, o cartão do governo de São Paulo é usado para cobrir gastos “decorrentes de despesa extraordinária e urgente, cuja realização não permita delongas”.
Dos 25 órgãos estaduais que fizeram uso do cartão de pagamentos no ano passado, 23 registraram redução de gastos na comparação com 2009. Apenas a Assembleia Legislativa, que passou de R$ 129,5 mil para R$ 144,2 mil, e a Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude, com acréscimo de 170%, registraram aumento nas despesas.
No ano passado, quem liderou o ranking foi a Secretária de Saúde do estado, que desembolsou o total de R$ 12,3 milhões. O valor é quase três vezes o que o Ministério da Saúde e unidades vinculadas, por exemplo, utilizaram com o cartão corporativo do governo federal no mesmo ano. Em segundo lugar aparece a Secretaria de Segurança Pública, com quase R$ 10 milhões desembolsados no período. Clique aqui para ver o quadro por órgão.
A regulamentação estadual prevê 39 tipos diferentes de classificação de despesas. Pelo menos nos últimos dois anos, no entanto, 25% das despesas se concentraram em apenas duas rubricas: “outros materiais de consumo” e “despesas miúdas e de pronto pagamento”. Nesta última, estão incluídos gastos com selos postais, telegramas, material e serviços de limpeza e higiene, lavagem de roupa, café e lanches, por exemplo. Nela também podem ser adicionadas despesas com encadernações, artigos farmacêuticos ou de laboratório para uso ou consumo próximo ou imediato, além de qualquer outra conta de pequeno vulto, desde que devidamente justificada.
A “manutenção de viaturas pelo regime de adiantamento”, que consiste na entrega do valor ao servidor sem a necessidade do processo normal de aplicação, também aparece entre as descrições mais utilizadas pelos portadores do cartão. Entre 2009 e 2010, cerca de R$ 10,5 milhões foram gastos com esta finalidade. Para suprimentos, manutenção e serviços de informática, quase R$ 8,6 milhões foram utilizados na temporada

Queda de 70%
A partir de 2008, as despesas com o cartão despencaram. No início daquele ano, o então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), determinou a suspensão dos saques com os cartões de pagamento do governo, o que reduziu as despesas em 70%, se comparados os gastos de 2010 com os de 2007, quando foram desembolsados mais de R$ 100 milhões.
Nesse período, explica a assessoria da Secretaria de Fazenda, embasado em dispositivo legal, a opção de saque, pagamento de diárias e ajuda de custo era realizada por meio do cartão de pagamento de despesas. “Por decisão governamental, o saque não foi mais permitido e as despesas com diárias e ajuda de custo passaram a ser realizadas pelo processo normal de aplicação, sempre precedido de empenho em dotação própria, medidas essas que contribuíram com a redução dos gastos realizados pelo regime de adiantamento”, afirma.
Atualmente existem 4.454 cartões de pagamento de despesa distribuídos pelo governo paulista, quantidade que representa apenas 10% da quantidade registrada em 2007. Dentre os aperfeiçoamentos realizados em 2008 e 2009, a Sefaz destaca ainda a limitação dos gastos de despesa miúda em até R$ 100 por tipo de aquisição de bem ou serviço e R$ 200 para a Secretaria da Educação. Além disso, nenhuma aquisição poderá ultrapassar o valor de R$ 8 mil.
Todos os dados citados na matéria foram extraídos do portal de transparência do governo estadual, o “Prestando Contas”. O portal permite acesso à lista de fornecedores, com informações sobre a data da operação, órgão que efetuou a despesa e o valor. Ao contrário do governo federal, no entanto, não em possível conhecer os portadores dos cartões, nem sequer o valor acumulado por secretaria. Para isso, foi preciso tabular manualmente os dados. De acordo com a equipe da Sefaz, a atual formatação do portal foi proposta para “facilitar a usabilidade na consulta, mesmo por leigos, evitando várias aberturas de páginas”.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Loja de venda de ingressos é assaltada em shopping de SP

14/02/2011 - 12h07
DE SÃO PAULO



Uma loja de venda de ingressos, localizada no estacionamento do Morumbi Shopping, na zona sul de São Paulo, foi assaltada na noite de ontem (13), segundo informações da assessoria do shopping.
O crime aconteceu por volta das 20h, quando o shopping já estava fechando. A assessoria do local afirmou que a loja --que não teve o nome divulgado-- não tem ligação com a parte interna do shopping. Os criminosos conseguiram fugir.
Não foi informado quantos homens participaram do crime, ou valor roubado. Todo o shopping funciona normalmente nesta segunda-feira, segundo a assessoria do estabelecimento.
Na semana passada, homens armados assaltaram a joalheria Dryzun também no Morumbi Shopping. Duas mulheres foram mantidas reféns após assalto. Elas foram usadas como escudo até a chegada ao carro dos criminosos.
Em outubro do ano passado, a loja de artigos de luxo Montblanc no mesmo shopping também foi assaltada. Na época, o Deic informou que os objetos levados da loja, avaliados em aproximadamente R$ 15 mil, foram recuperados.
HISTÓRICO
No ano passado foram registrados diversos casos de assaltos a shoppings em São Paulo, principalmente joalherias. A onda de assaltos fez com que alguns locais, inclusive, contratassem seguranças armados e instalassem equipamento antiterrorismo.
Para o sociólogo José dos Reis Santos Filho, a segurança em shoppings é um mito.
No dia 18 de dezembro, uma joalheria do shopping Plaza Sul foi assaltada e deixou um segurança ferido.
De acordo com o shopping, dois assaltantes se passaram por clientes, entraram na loja da joalheria Casa Tokyo e anunciaram o assalto. Os criminosos fugiram rapidamente e dispararam tiros para causar tumulto entre os consumidores e facilitar a fuga --a loja fica no térreo, perto da saída.
Já do lado de fora do shopping, um segurança foi baleado no ombro. Ele foi encaminhado para o hospital Arthur Ribeiro de Saboya e seu estado de saúde é estável, de acordo com o shopping.
No dia 5 de novembro, o shopping Plaza Sul também foi invadido por criminosos. Dois homens se passaram por clientes da joalheria Vivara, entraram na loja e anunciaram o assalto. Os criminosos levaram algumas mercadoria da loja --quantidade e valores não foram divulgados-- e fugiram antes da chegada da polícia.
Outro assalto ocorreu no shopping Campo Limpo, na zona sul. Cerca de 20 homensinvadiram o local na madrugada do dia 28 de outubro e tentaram roubar um caixa eletrônico do Banco do Brasil. Durante a ação, funcionários do estabelecimento e clientes que estavam no cinema foram rendidos. O alarme foi disparado durante a ação dos criminosos, que fugiram rapidamente.
relojoaria Timeland foi assaltada em 15 de agosto, no shopping Pátio Higienópolis, na região central de São Paulo. Na ocasião, dois homens, um deles armado e com um falso uniforme dos Correios, renderam uma vendedora e uma mulher que havia levado uma pulseira para consertar. A dupla ordenou que a funcionária colocasse os relógios mais caros numa sacola e fugiu caminhando.
Em 7 de agosto, o Santana Parque Shopping sofreu uma tentativa de assalto. Um grupo formado por cerca de sete homens tentou assaltar duas joalherias. Houve troca de tiros e um segurança foi baleado na cabeça e acabou morrendo, após ter ficado cinco dias internado.
Em 3 de julho, assaltantes invadiram uma joalheria no shopping Ibirapuera, na zona sul de SP. O roubo ocorreu na loja S.Rolim e deixou os mostruários das vitrines vazios. Segundo funcionários do shopping, a ação dos criminosos foi muito rápida.
A loja da Rolex no shopping Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, foi alvo de bandidos no dia 7 de junho --menos de um mês depois da ação na Tiffany. Sete homens participaram da ação --quatro deles, vestindo terno e óculos escuros entraram no shopping enquanto os outros aguardavam do lado externo.
Em meio a onda de roubos, a associação dos shopping centers trouxe dos EUAespecialistas em crimes contra o varejo, entre eles um do FBI, a polícia federal americana, para discutir segurança pública com lojistas, donos de shopping e com a cúpula da polícia.

Ronaldo revela hipotireoidismo e culpa dores por aposentadoria precoce aos 34 anos

14/02/2011 - 13h02

Carlos Padeiro e Gustavo Franceschini
Em São Paulo



Chegou ao fim nesta segunda-feira a carreira de um dos maiores jogadores da história do futebol. Chorando bastante, Ronaldo anunciou oficialmente a sua aposentadoria. O jogador revelou que sofre de hipotireoidismo e culpou as constantes dores no corpo para antecipar o adeus, que deveria acontecer apenas no final do ano.

Despedida de Ronaldo




Foto 24 de 56 - Ronaldo foi à coletiva no CT do Corinthians com os filhos, nesta segunda-feira, e fez o esperado: anunciou a aposentadoria do futebol, por culpa das dores e do hipotireoidismoFernando Pilatos/UOL Esporte
hipotireoidismo é a baixa produção de hormônios pela tireoide. Os principais sintomas são cansaço, depressão e ganho de peso. "Há quatro anos fiz um exame no Milan que constatou que eu tinha hipotireoidismo. Eu precisava tomar hormônios, mas não podia porque seria pego no doping. Alguns de vocês agora devem estar arrependidos de fazer tanta chacota com meu peso, mas não guardo mágoa. Só queria explicar isso no ultimo dia da minha carreira", disse Ronaldo.
Além do hipotireoidismo, Ronaldo também culpou as dores para antecipar a decisão de pendurar a chuteira. "Na quinta-feira (dia que decidiu a parar) as dores me consumiam. Eu perdi para o meu corpo. Esse é o momento de parar", reconheceu Ronaldo. "Eu sinto dor ao subir uma escada. E no meu prédio nem tem elevador", completou.
O fracasso na Copa Libertadores - derrota por 2 a 0 para o Deportes Tolima, na Colômbia - foi a última aparição do craque como jogador profissional. E apesar dos protestos de parte da torcida do Corinthians, o atacante disse que terá sempre um carinho especial pelo clube e pediu desculpas por não ter conquistado o título da Libertadores.
“Em algumas vezes em outras entrevistas eu falei que...que...não imaginava realmente ter vivido sem o Corinthians...quero agradecer ao presidente e pedir desculpas publicamente por ter fracassado no projeto Libertadores, dizer que você é meu irmão, que a historia foi linda aqui, maravilhosa, que continuarei vinculado ao clube da maneira que você quiser”, disse Ronaldo.
O adeus do Fenômeno mobilizou a imprensa nacional e internacional. Centenas de jornalistas, fotógrafos, cinegrafistas e até profissionais que cobrem o mundo das celebridades compareceram ao CT Joaquim Grava, na zona leste da capital paulista, para registrar a aposentadoria do veterano de 34 anos.
O atacante chegou ao CT por volta das 10h30, acompanhado de dois dos seus filhos: o primogênito Ronald e Alex. Na entrada, recebeu o carinho de poucos fãs. Duas horas antes da entrevista coletiva, o maior artilheiro da história das Copas do Mundo caminhou lentamente ao campo, onde os demais jogadores treinavam. Todos sentaram no banco de reservas, e o Fenômeno falou durante cerca de dois minutos.
Após o camisa 9 finalizar seu discurso, seus colegas de equipe o aplaudiram. Depois, um por um levantou para abraçá-lo. Tite e os demais membros da comissão técnica também cumprimentaram o agora ex-jogador.

A carreira do Fenômeno

OPINIÃO DOS BLOGUEIROS

Segundo Falcão, só o jogador de futebol morre duas vezes, a 1ª quando encerra a carreira. Leia mais
Hoje é dia de homenagear fenômeno. Quaisquer críticas ficam para outra hora. Leia mais
A iminente saída de Ronaldo vai diminuir imediatamente a receita obtida pelo Corinthians com patrocínio.
Leia mais
O projeto do Corinthians, segundo o presidente Andrés é transformar o gênio em embaixador do time.Leia mais
Ronaldo entra para a história do futebol. Leia mais
Ronaldo resolveu parar mesmo sem o gol de bicicleta. Leia mais
E agora, o adeus de Ronaldo Fenômeno? Leia mais
Ronaldo vai deixar saudades. Cara autêntico e que incomodava muita gente. Leia mais
O início de Ronaldo no futebol aconteceu no São Cristóvão, clube do Rio de Janeiro. Em 1993, ele foi contratado pelo Cruzeiro por irrisórios US$ 10 mil (hoje R$ 17 mil), onde estreou como profissional. Em 44 partidas na equipe mineira, anotou 44 gols.
O surgimento meteórico rendeu ao promissor atacante, aos 17 anos, a convocação por Carlos Alberto Parreira para a Copa do Mundo de 1994. Do banco de reservas, ele participou da conquista do tetracampeonato mundial.
A entrada no milionário futebol europeu ocorreu pela Holanda, no PSV Eindhoven, onde marcou 54 gols em 57 jogos.
Em 1996, o brasileiro foi vendido ao Barcelona por US$ 20 milhões. Na temporada 1996-1997, fez 47 gols em 49 partidas e ganhou o apelido de Fenômeno.
Eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa em 1996 e 97, Ronaldo se transferiu para a Internazionale, de Milão, por US$ 36 milhões.
Na Copa do Mundo de 1998, balançou as redes quatro vezes, porém o que entrou para a história foi o mal-estar que ele sofreu na véspera da decisão com a França, quando foi levado às pressas ao hospital. Participou da final, mas pouco fez.
Na Itália manteve a alta média de gols (99 em 59 exibições), porém começou a conviver com as lesões no joelho. Foram duas consecutivas e cerca de 20 meses longe da bola.
Foi para o Mundial de 2002 sob a desconfiança de parte da torcida e da imprensa. Brilhou, foi o artilheiro com oito gols e voltou a ser o melhor do mundo no final do ano.
O sucesso no Japão e na Coreia do Sul fez com que o Real Madrid o contratasse por US$ 45 milhões. Entre 2002 e 2007, marcou 104 gols em 177 jogos na Espanha.

INTERAÇÃO COM RONALDO

Na sua opinião, este foi o momento certo para o Fenômeno abandonar a carreira de jogador? Deixe sua opinião
Na Copa de 2006, marcou mais três gols e virou o maior artilheiro de todos os tempos em Copas do Mundo.
A partir daí, começou a queda na carreira do astro. Transferiu-se para o Milan por US$ 9,5 milhões onde marcou 9 gols em 20 partidas. Uma nova lesão no joelho o afastou dos gramados mais uma vez.  
A volta ao Brasil
Após aproximadamente 15 temporadas, Ronaldo retornou ao futebol brasileiro. Treino no Flamengo, porém frustrou os torcedores rubro-negros ao assinar com o Corinthians.
Depois de uma primeira temporada de sucesso, em 2009, com títulos da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista, o atacante viveu períodos de dificuldade, com seguidos problemas físicos e duas eliminações na Copa Libertadores. A última delas, no começo deste ano, gerou uma série de protestos de parte da torcida.
A partida que marcou a despedida de Ronaldo dos campos aconteceu no último dia 2 de fevereiro, na derrota do Corinthians para o Tolima por 2 a 0, na cidade de Ibagué, na Colômbia. O resultado impediu a classificação da equipe brasileira para a fase de grupos da Libertadores 2011.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Apagão em SP provoca falta de água em várias regiões

09/02/2011 11h39 - Atualizado em 09/02/2011 19h21
Apagão afetou 46 bombas de abastecimento de água, diz Sabesp
Blecaute fez sistema de bombeamento ficar parado nesta terça.

Segundo empresa, ainda há falta d’água na Zona Sul e na Grande SP.
Do G1 SP



O apagão que atingiu parte de São Paulo nesta terça-feira (8) afetou o funcionamento de 46 bombas de sete estações elevatórias da Sabesp, segundo informou a companhia na manhã desta quarta-feira (9). Anteriormente, a empresa havia informado que apenas 18 bombas haviam sido afetadas, número que foi aumentado após novo balanço.
No início desta manhã, a assessoria de imprensa da Sabesp informou que o fornecimento de água na Zona Sul da capital paulista já estava normalizado. Entretanto, por volta das 11h, a companhia informou que os reservatórios do Grajaú, Parelheiros, Jardim Ângela ainda estão em recuperação – por isso, ainda o abastecimento ainda está comprometido nestas regiões. Na capital paulista também foram afetadas as regiões do Butantã, Morumbi, Brooklin, Jardim São Luiz e Jabaquara


A falta de água atingiu também municípios da Grande São Paulo, como Embu, Taboão da Serra e Embu-Guaçu. Segundo a Sabesp, os reservatórios de Embu e Taboão da Serra também estão em recuperação e ainda há falta d’água.
No caso de Embu-Guaçu, o restabelecimento do serviço ocorreu durante a noite – entretanto, as áreas mais altas e distantes da cidade ainda não estão recebendo água. Por isso, a Sabesp disponibilizou caminhões-pipa para atender os consumidores.
A Sabesp verificou a primeira queda de energia entre 15h30 e 16h desta terça-feira (8). Todo o sistema de bombeamento foi paralisado, e, quando as bombas voltaram a funcionar após meia hora, houve o segundo apagão. A Sabesp, em nota, informou que às 16h45 as equipes recomeçaram o trabalho para regularizar o sistema. Foram necessários mais 30 minutos para o início da normalização do bombeamento de água aos reservatórios.

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/apagao-afetou-46-bombas-de-abastecimento-de-agua-diz-sabesp.html

MORADORES SOFREM COM FALTA DE ÁGUA DEPOIS DE APAGÃO EM SP

http://g1.globo.com/videos/sao-paulo/v/moradores-sofrem-com-falta-de-agua-depois-de-apagao/1431298/#/SPTV

COM FALTA DE ÁGUA, POPULAÇÃO IMPROVISA EM SP APÓS APAGÃO

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/02/com-falta-dagua-populacao-improvisa-em-sp-apos-apagao.html


Na volta às aulas, mato alto, pichação e abandono

07/02/2011
Fernanda Barbosa
do Agora
Após mais de um mês de férias, estudantes da rede estadual vão encontrar escolas com janelas e muros quebrados, mato alto, pichações e até fezes de pombo no pátio. Esses foram alguns dos problemas observados pelo Vigilante Agora em 15 unidades visitadas. Ao todo, seis foram reprovadas. As aulas voltam na próxima quinta-feira.
Foram escolhidas três escolas por região da cidade de acordo com o rendimento dos alunos do nono ano (antiga 8ª série) do ensino fundamental na prova de português do Saresp 2009, exame anual aplicado pelo Estado. Uma com nota baixa, outra com nota mediana e a última, alta.
Na maioria dos casos, os alunos com o pior desempenho têm a pior estrutura para estudar. É o caso da Escola Estadual Professora Maria Eugenia Martins, no Jaguaré (zona oeste), onde parte do muro quebrou. Em volta da unidade ainda há lixo e um fio caído. 

http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u871635.shtml

Restaurado por fora, palácio em São Paulo é morada de pulgas

 05/02/2011 - 07h00
JAMES CIMINO
DE SÃO PAULO

 Com suas fachadas restauradas desde agosto de 2010, o Palácio dos Campos Elíseos, que foi sede do governo paulista até 1965, é a perfeita imagem da expressão "por fora bela viola, por dentro pão bolorento".
Localizada na avenida Rio Branco (centro de SP), a construção do fim do século 19, em estilo eclético e cujo primeiro proprietário foi o barão do café Elias Chaves, virou moradia de pulgas, cupins e gatos.
O piso original de madeira está apoiado sobre escoras para não despencar.
Os lustres, pesados demais para o teto podre, foram colocados em um auditório no porão, próximo a um local onde há um cofre "que nunca ninguém conseguiu abrir", segundo conta a arquiteta Maria Vitória Fischer, da Companhia de Restauro, responsável pela recuperação das fachadas e do telhado de cobre e ardósia.
A parte externa está, por enquanto, impecável. Porém, se a reforma interna não for feita logo, o exterior pode não durar muito tempo.

Os muros, também restaurados, já foram pichados. E, mesmo com a presença de seguranças 24 horas, resolveu-se pintar os dutos de água pluvial, réplicas dos originais, da cor da parede.
"Ia ficar lindo sem pintura, da cor do cobre, mas os noias entravam e roubavam para vender", relata a arquiteta.

O edital de licitação para a segunda fase das obras de recuperação do interior do palácio e de seus jardins e fontes deve ser lançado ainda neste semestre. A previsão de custo da obra é de R$ 21 milhões, informou a Secretaria de Planejamento.
A ideia de levar para lá o governo do Estado, porém, foi abortada e futuro do prédio ainda está sob análise.
A princípio, o palácio será utilizado para despachos eventuais do governador e para eventos. O prédio também será aberto à visitação pública guiada.
Eduardo Anizelli/Folhapress
Fachada principal do Palácio dos Campos Elíseos
Fachada principal do Palácio dos Campos Elíseos, no centro de São Paulo 
 
http://www1.folha.uol.com.br/poder/870993-restaurado-por-fora-palacio-em-sao-paulo-e-morada-de-pulgas.shtml

Inspeção veicular valerá para todo Estado de SP, diz secretário

 05/02/2011 - 11h42 
 DE SÃO PAULO

 Toda a frota de veículos do Estado de São Paulo será alvo da inspeção veicular obrigatória, caso a vontade de Bruno Covas, secretário de Meio Ambiente, prospere. A informação é da reportagem de Eduardo Geraque publicada na edição deste sábado da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Sem dar datas concretas, o secretário disse à Folha que vai atuar para que o projeto de lei sobre o tema, que está parado na Assembleia Legislativa, seja aprovado. "O mais breve possível", afirmou o neto de Mário Covas. Em entrevista, ele afirmou que tem "urgência nisso, mas o assunto será pautado quando houver consenso."
Na cidade de São Paulo, os motoristas enfrentam mudanças na inspeção veicular nesta semana. A primeira é a análise de ruído como critério para reprovar. A aferição já vinha sendo realizada, mas apenas neste ano passou a ser suficiente para barrar os veículos que se submetem ao teste.
Mateus Bruxel/Folhapress
Carros são aferidos, no Jaguaré, zona oeste de SP; Ruído agora pode barrar veículo em inspeção ambiental
Carros são aferidos, no Jaguaré, zona oeste de SP; Ruído agora pode barrar veículo em inspeção ambiental
Uma segunda novidade é a mudança no tempo de medição de poluentes em marcha lenta. O objetivo é atenuar distorções --incluindo as que atingiam alguns modelos de seminovos reprovados em seguidos testes.
Antes, a captação dos gases era feita num tempo de 30 segundos programado pelo equipamento. O problema é que esse período não era suficiente para estabilizar a medição em parte dos veículos. 

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/871211-inspecao-veicular-valera-para-todo-estado-de-sp-diz-secretario.shtml

Fábrica de vacina contra gripe do Butantã entra em funcionamento com pouco mais de 10% da capacidade

Inaugurada em 2007, instalação ainda não havia conseguido cumprir todas as exigências para [br]desenvolver o produto

05 de fevereiro de 2011 | 0h 00

Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo
A fábrica de vacina contra influenza do Instituto Butantã, em São Paulo, está finalmente funcionando - embora com pouco mais de 10% da capacidade. Isso significa que, neste ano, parte da população brasileira vai receber a vacina contra a gripe totalmente nacional. Até então, a vacina era importada e apenas envazada pelo instituto.

Anunciada em 2004 e inaugurada em 2007, a fábrica da influenza ainda não tinha conseguido cumprir todas as etapas para disponibilizar a vacina da gripe - o que provocou problemas de abastecimento na última campanha de vacinação.
O Butantã pretende entregar de 2 a 6 milhões de doses da vacina tríplice (que inclui o vírus H1N1 e mais dois que estão em circulação) para a campanha deste ano. A fábrica, no entanto, foi projetada para produzir 20 milhões de doses. E o Ministério da Saúde informou que pretende adquirir 30 milhões de doses.
O anúncio do funcionamento integral da fábrica foi feito ontem, durante a posse do novo diretor do instituto, o médico imunologista Jorge Kalil Filho. "Vacina é o ato médico mais eficaz que existe. Nesta primavera vamos começar a campanha de vacinação da gripe com doses completamente produzidas aqui."
Apesar de a fábrica ter sido oficialmente inaugurada em 2007, o superintendente-geral do Butantã, Hernan Chaimovich, diz que não houve atraso para o início da produção. "O que foi inaugurado em 2007 foi o prédio. O processo de fabricação é muito mais complexo, envolve etapas de adequação e de validação. E esse processo demorou três anos. A fábrica está em operação integral desde o fim do ano passado", afirmou.
Segundo Kalil, o maior desafio do Butantã é conseguir produzir vacinas contra doenças que não proporcionam imunidade depois que as pessoas se contaminam, como uma vacina contra o vírus HIV, por exemplo. Além disso, uma das suas prioridades será investir na produção de uma vacina eficaz contra a dengue - o que já acontece.
O instituto vai iniciar os testes de segurança contra os quatro sorotipos da dengue no segundo semestre em uma fábrica piloto. Serão selecionados cem voluntários saudáveis - que nunca tiveram dengue antes e não possuem nenhuma outra doença.
"A nossa preocupação é, no futuro, quando tivermos de estudar pessoas que já tiveram dengue, ter a certeza de que essa vacina foi capaz de desencadear uma resposta imunológica para os quatro tipos de vírus", diz Alexander Precioso, diretor de ensaios clínicos do Butantã.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Giovanni Guido Cerri, a intenção é disponibilizar a vacina contra a dengue para a população brasileira em 2015.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110205/not_imp675568,0.php

Aborto não previsto no código penal é autorizado pela Justiça de SP

4 de fevereiro de 2011


Uma liminar do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) concedida na terça-feira, 1, autorizou a interrupção de gestação de feto anencéfalo na região de São José do Rio Preto, no interior do Estado.
De acordo com a Defensoria Pública do Estado, que acionou a Justiça a pedido dos pais da criança, “não faz sentido algum, sob a ótica jurídica ou mesmo médica, prolongar uma gestação em que inexiste a possibilidade de sobrevida do feto”. Conforme a assessoria de imprensa da Defensoria, a mulher está grávida de 24 semanas (cerca de 6 meses).
Na ação, os defensores públicos Júlio Cesar Tanone e Rafael Bessa Yamamura disseram que foram informados pelos médicos de que a continuidade da gestação pode provocar risco para a saúde física e mental da mãe e que o problema de formação fetal é irreversível e não há possibilidade de tratamento intra ou extrauterino. A equipe médica, então, recomendou a interrupção da gravidez.
O pedido para o aborto havia sido negado em primeira instância. “Se fossem possível, quando da elaboração do Código Penal, os exames médicos que hoje possibilitam apurar defeitos genéticos do feto, o legislador, para bem ou para mal, certamente, teria autorizado este caso (a interrupção da gravidez em caso de anencefalia)”, justificou o desembargador Francisco Bruno. A assessoria não deu detalhes sobre a cidade onde o casal vive por causa de sigilo imposto ao caso pela Justiça.

http://blogs.estadao.com.br/jt-cidades/justica-autoriza-aborto-de-feto-anencefalo/

"Minhocão" terá obra para conter alagamento das pistas

LUÍSA ALCALDE
Os 92 pilares de sustentação ao longo dos 1.236 metros do Elevado Costa e Silva, o Minhocão, na região central, estão recebendo canaletas. As tubulações metálicas servirão para captar água das chuvas que hoje se acumulam nas pistas e caem, por meio de furos das laterais de concreto, nos carros e pedestres que passam nas ruas e calçadas sob a estrutura, inaugurada em 1971.
As obras começaram na segunda quinzena de novembro e estão previstas para serem concluídas entre o fim deste mês e o início de março. A intervenção vai custar quase R$ 1 milhão.
Frentista de um posto de combustível da Rua Amaral Gurgel, Marcos Domingos de Moura trabalha há três anos no local e conta já ter visto muita gente ficar “ensopada” de água suja depois de passar sob o Minhocão. “Os banhos ocorrem principalmente em motoqueiros. Às vezes, vem pedra junto com a água da chuva e amassa a lataria dos carros”, afirma.
Já Luís Fernandes, ajudante de serviços gerais do Bar e Lanchonete Quixadá, também na Amaral Gurgel, acha a intervenção desnecessária. “Há 40 anos isso está assim. Nunca aconteceu nenhum acidente aqui embaixo porque cai água lá de cima”, diz.
Não é raro o Elevado Costa e Silva ter as pistas interditadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) quando chove forte na capital, por acumular pontos de alagamentos intransitáveis.
Segundo a Prefeitura, a instalação das canaletas faz parte das obras de manutenção do elevado e visa conservar a estrutura e a melhorar a captação das águas das chuvas que se acumulam na pista. A intervenção compreende recuperação estrutural dos pilares; retirada de manchas; lavagem dos pilares por hidrojateamento; e pintura. A área que será lavada e pintada totaliza 15.442 m2.
Nos 92 pilares estão localizados os ramais de drenagem do Elevado que serão limpos e desobstruídos. As obras incluem a colocação de tubulação de quatro polegadas de aço galvanizado para conduzir as águas pluviais das pistas do Elevado para caixas coletoras, subterrâneas. Essas caixas são responsáveis pela distribuição da água para as galerias, e serão desentupidas.
Apoio
O engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, do Instituto de Engenharia (IE), aprova a medida. Ele diz que se o atual sistema de drenagem não consegue dar vazão à água das chuvas, é normal o poder público decidir por outro, ainda que a Prefeitura tenha planos de demolir o Minhocão. “Se um dia optarem por demolir, o valor não é tão relevante porque esse tipo de intervenção, de manutenção, não é tão cara assim.”

Professor obeso vai à Justiça e garante emprego

05/02/2011
Cristiane Gercina
do Agora
Um professor de 150 kg, 1,87 m e 36 anos, reprovado em concurso estadual de 2007 por obesidade mórbida, conseguiu uma liminar (decisão provisória) na Justiça e, desde junho de 2009, atua na rede em uma escola da Grande São Paulo. Nesta semana, a reportagem recebeu reclamações de professores que dizem ter sido reprovados em seleção do Estado por serem considerados obesos.
A perícia médica se baseou no cálculo do IMC (Índice de Massa Corpórea) --utilizado pela OMS (Organização Mundial de Saúde)-- para definir a sua obesidade mórbida.
O professor, que atua na área de humanas, não quis se identificar porque trabalha na rede e diz que tem medo de sofrer retaliações. 

Muro de escola desaba e interdita rua no ABC

05/02/2011
Caio do Valle
do Agora
Mais de duas semanas após desabar e a menos de uma semana do retorno das aulas, o muro dos fundos da Escola Estadual Ovídio Pires de Campos, em Santo André (ABC), ainda interditava, ontem, parte da rua onde caiu, no bairro Cidade São Jorge.
Cerca de 15 metros da estrutura de concreto cederam sobre a rua Brasópolis na noite de 19 de janeiro, durante um temporal. Os escombros permanecem na rua desde o dia do incidente.
Um poste de luz e uma perua Kombi, que estava parada ao lado do muro, foram atingidos. Ninguém se feriu, mas o poste segue inclinado e cercado de detritos. Os próprios moradores tiveram que empurrar, com o auxílio de pás, os restos do muro do meio da rua, já que a prefeitura não apareceu para limpar o local.

Início do Rodoanel Leste vai atrasar

Consórcio deixou de fazer depósito previsto e contrato não pôde ser assinado no prazo


Renato Machado e Renée Pereira - O Estado de S.Paulo
O início das obras do Trecho Leste do Rodoanel Mário Covas vai atrasar. O contrato com o vencedor da licitação para a concessão dos Trechos Leste e Sul deveria ser assinado até a próxima segunda-feira, dia 7 de fevereiro, mas o consórcio SPMar, formado por duas empresas do Grupo Bertin (Contern e Cibe), não fez o depósito da caução, de R$ 360 milhões, previsto para ontem. O prazo foi prorrogado para até 3 de março.

O leilão estabeleceu que o vencedor será responsável por administrar e explorar o pedágio do Trecho Sul. Em contrapartida, terá de construir a parte leste. O resultado foi anunciado em novembro e resultou em deságio de 63,3% no valor do pedágio, que ficou em R$ 2,19 no sul. A proposta foi considerada ousada e levantou dúvidas sobre a capacidade do consórcio em honrar os compromissos, especialmente após o grupo ter mostrado dificuldade em apresentar garantias em concessões no setor elétrico.
Mesmo assim, a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) chegou a prever para este mês o início das obras. "A empresa tem 30 dias para assinar o contrato", disse o governador em 26 de janeiro. "Esperamos que em fevereiro sejam iniciadas as obras", afirmou.
O SPMar solicitou 30 dias a mais para realizar o depósito e, consequentemente, assinar o contrato. A prorrogação está prevista na concessão e foi aceita ontem pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). A legislação, no entanto, prevê a exigência de um "motivo justificado".
A reportagem do Estado questionou qual seria essa razão, mas a Artesp não informou. Disse apenas que o consórcio terá agora até o dia 3 de março para fazer o depósito. A previsão do governo do Estado é que o contrato comece a vigorar após o carnaval. "Temos plena certeza de que o grupo vencedor cumprirá as obrigações assumidas", informou a Secretaria dos Transportes por meio de nota.
O Grupo Bertin afirmou que a decisão de adiar o depósito e assinatura do contrato está dentro de legislação e faz parte de estratégia da companhia. "Se fosse obrigada a fazer o pagamento ontem, faria", destacou a empresa. Apesar da prorrogação, a companhia garante que o cronograma das obras não será prejudicado.
Problemas. Nos bastidores, a prorrogação do prazo para o depósito é vista como efeito direto do lance ousado dado pelo consórcio SPMar para arrematar o Rodoanel. Fontes próximas do grupo afirmam que a conta não está fechando. A estratégia tem sido buscar pequenas empreiteiras para terceirizar trechos da obra. O Grupo Bertin nega qualquer problema e diz que não há nenhum impedimento para assinar o contrato.
As suspeitas que recaem sobre o grupo foram sendo formadas aos poucos, depois de algumas "trapalhadas" feitas no setor elétrico. Em 2009, a empresa teve dificuldades de apresentar garantias financeiras para usinas arrematadas em leilão promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas conseguiu superar o problema.
O grupo voltou ao noticiário nesta semana por não cumprir o cronograma de seis usinas térmicas, que deveriam estar concluídas em janeiro. A empresa terá de depositar quase R$ 200 milhões para honrar os contratos feitos no setor, além de pagar multa de R$ 1,2 milhão pelo atraso. Há suspeitas também que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não teria aceitado as garantias da empresa no projeto da Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
A construtora Contern, do grupo, também tentou se aventurar no maior projeto de infraestrutura do País: o Trem de Alta Velocidade (TAV). A empresa se associou a um consórcio coreano, mas desistiu da disputa dias antes da entrega das propostas previstas para novembro do ano passado - que foi adiada para abril deste ano. Segundo fontes do mercado, a empresa atendeu ao pedido direto do governo federal, que já conhece todas as suas dificuldades no setor elétrico.


PONTOS-CHAVE

Anel viário
O Rodoanel completo terá 176 quilômetros. A via vai permitir que se ligue a todas as rodovias que chegam à capital paulista e assim evita que veículos apenas de passagem, principalmente caminhões, entrem na cidade, atrapalhando o trânsito.

Ligação
89 km
estão em operação - Trechos Oeste e Sul -, ligando a Anchieta, Imigrantes, Régis, Raposo, Castelo, Anhanguera e Bandeirantes

Modelo
Os Trechos Sul e Oeste foram construídos com dinheiro do Estado. A última gestão determinou que o vencedor da concessão do Sul faria o Leste. Já o Norte voltará a ser feito com verbas públicas.                 

‘Temos mais obras do que orçamento’, diz Saulo de Castro Abreu Filho secrétario dos Transportes

Jornal da Tarde - 05/02/2011

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) negou nesta sexta-feira, 04, que tenha “congelado” o prolongamento da Avenida Jacu-Pêssego, a duplicação da Rodovia dos Tamoios e a construção da ponte Santos-Guarujá, como revelou reportagem publicada na edição de quinta-feira, 03, no Jornal da Tarde.
Mas, horas depois, o secretário dos Transportes, Saulo de Castro Abreu Filho, disse que os prazos de conclusão dessas obras só serão definidos em seis meses. A seguir, os principais trechos da entrevista.

O governador Geraldo Alckmin disse que as obras não estão paradas, apesar de as informações terem vindo da secretaria. Já há prazos?Primeiro vou passar um conceito geral. Temos mais obras aqui do que eu tenho no orçamento. Isso é fato. É um volume de obras que o orçamento não contempla. Algumas vão ter de ser readequadas e temos de priorizar. A Jacu-Pêssego é uma prioridade, e as marginais vão sair rápido. O fato é que o recurso não estava alocado no orçamento, mas já conseguimos remanejar. O que não vai sair ainda é o prolongamento até a Avenida dos Estados, porque nem o projeto está pronto. A obra é enorme e vai ter de licitar.
E a ponte Santos-Guarujá? Há algum projeto?Há um projeto bem básico sobre a ponte, fruto de um desejo político. Agora é preciso estudar, há impacto ambiental, tem de ver o traçado. E essa obra não está prevista no orçamento. É uma obra prometida, mas não comprometida. Um desejo que hoje, em termos orçamentários, não é realizável. E como fazer? Ou você suplementa o orçamento ou faz remanejamento.
Mas obra foi prometida na gestão anterior…Talvez na questão de prazo tenha tido algum tipo de precipitação. Ou pelo menos não se refletiu no orçamento o desejo manifestado publicamente. Pode até estar no orçamento deste ano, mas preciso saber primeiro quanto custa. O projeto apresentado é bem incipiente.
E o que acontecerá com a Rodovia dos Tamoios, que seria duplicada?O traçado está sendo definido. Temos cinco opções e uma será definida em breve. A obra é grande e vamos escolher a modalidade de contratação, provavelmente uma PPP (Parceria Pública Privada), e se terá pedágio. Mas vai sair e está andando.
Há prazos para essas obras serem iniciadas pelo governo do Estado?Não tem nada congelado e estamos tentando viabilizar todas as obras. Eu acho que neste semestre a gente define tudo.
PAULO SALDAÑA e RODRIGO BURGARELLI

Mulher que se sente homem terá direito a retirada de útero e de mama pelo SUS


o Serviço para transexuais será oferecido em São Paulo pela Secretaria de Estado da Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo irá oferecer, a partir do final deste mês cirurgias para remoção de útero aos homens transexuais (mulheres que se sentem homem) atendidos no Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, na capital paulista.
Os pacientes triados no CRT serão encaminhados para o hospital estadual Pérola Byington para avaliação e realização de histerectomia (retirada do útero).
No Pérola haverá capacidade para realizar até 100 cirurgias de retirada de útero. Os transexuais terão atendimento personalizado, com quartos individuais e equipe treinada para lidar com as demandas específicas desta população. 
Já há, no ambulatório do CRT, cinco transexuais a serem encaminhados ao Pérola para avaliação de histerectomia.
A Secretaria também deverá encaminhar os homens transexuais para cirurgia de retirada de mama. O hospital de referência, na capital, será definido nos próximos meses.
"Trata-se, sem dúvida, de uma grande vitória contra a discriminação e a legitimação dos direitos desta população", diz Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP.
Em setembro de 2010, o Conselho Federal de Medicina aprovou nova resolução sobre a assistência a transexuais no Brasil. A partir daquela data, o CFM passou a considerar que os procedimentos de retiradas de mamas, ovários e útero no caso de homens transexuais (aqueles que se identificam com o gênero masculino, embora tenham nascido com sexo biológico feminino) deixam de ser experimentais e podem ser feitas em qualquer hospital publico e/ou privado que sigam as recomendações do Conselho. O tratamento de neofaloplastia (construção do pênis) ainda não foi liberado e permanece em caráter experimental.
Secretaria de Estado da Saúde
Assessoria de Imprensa
(11) 3066-8708 / 8709 / 8253 / 8834 / 8337

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Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
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