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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Delegado agride cadeirante por vaga de estacionamento no interior de São Paulo


Corregedoria Auxiliar de São José dos Campos instaurou inquérito sobre o caso

Agência Estado



Um advogado paraplégico foi agredido por um delegado, na tarde de segunda-feira (17), em São José dos Campos, a 97 km de São Paulo. Os dois brigaram por causa de uma vaga de estacionamento especial para deficientes físicos.
O irmão do advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, Fúlvio, contou que, por volta das 17h de segunda-feira, Anatole tentava parar seu carro em uma vaga próxima a um cartório no centro da cidade. Porém, a vaga destinada a deficientes físicos estava ocupada. O advogado parou o carro mais longe e quando estava próximo ao cartório viu que o homem que utilizou a vaga não era portador de deficiência física.
Segundo Fúlvio, seu irmão questionou o delegado Damásio Marino, que trabalha no 6º Distrito Policial de São José dos Campos. Os dois discutiram e o delegado teria insultado Anatole.
- Meu irmão se sentiu desrespeitado e cuspiu no vidro do carro dele.
O delegado teria então descido novamente do carro, e com uma arma na mão, dado coronhadas na cabeça, olho e boca do advogado.
O delegado foi identificado, pois uma pessoa que testemunhou a briga anotou a placa do carro dele, informou o irmão do advogado. Ainda na segunda-feira, Anatole registrou um boletim de ocorrência, por lesão corporal, e fez exame de corpo de delito no IML (Instituto Médico Legal).
A SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo afirmou, por meio de nota, que o delegado titular da 1ª Corregedoria Auxiliar de São José dos Campos, Antônio Álvaro Sá de Toledo, instaurou um inquérito, na terça-feira (18), para investigar o caso. Também foi aberto um processo administrativo para apurar a responsabilidade funcional do delegado. O advogado de defesa de Marino, Luiz Antonio Lourenço da Silva, não foi encontrado para comentar o caso.

Polícia Civil vai repassar parte da tarefa de elaboração dos boletins de ocorrência para a PM

Da Rádio Bandeirantes

cidades@eband.com.br

Em entrevista ao Ciranda da Cidade, o novo Delegado-Geral de São Paulo Marcos Carneiro de Lima, afirmou que os delitos mais simples, que são registrados pela internet, como furto de veículos e celulares, poderão ser comunicados às companhias da PM.

O Delegado-Geral disse que também vai incentivar a divisão de capturas da Polícia Civil e reforçar o trabalho voltado para a inteligência.

Ainda segundo ele, a mudança é mais de caráter administrativo. O trabalho será o mesmo, com duas linhas de frentes principias: atendimento melhor para a população na delegacia e melhorar a investigação policial.

Governo Alckmin bloqueia mais recursos da Habitação e dos Transportes.

(dO Estado de SP)
Transporte e habitação são as duas áreas mais afetadas pelo congelamento de R$ 1,5 bilhão anunciado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) no início do mandato. Juntas, elas respondem por 72% das verbas bloqueadas pelo tucano, ou R$ 1,1 bilhão. O governo alega que a medida é “cautelar” e que nenhuma obra ou projeto será paralisado ou adiado por causa da decisão.
Ao todo, 43 órgãos do governo, sendo 17 secretarias, tiveram parte dos recursos contingenciados. Na prática, isso significa que os valores definidos ficam bloqueados no orçamento de cada órgão e poderão ser liberados ou não no futuro, de acordo com o andamento da arrecadação do Estado. Quem mais sofreu com a medida, em volume de dinheiro, foi a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, que teve R$ 422,7 milhões congelados, ou 9% dos R$ 4,8 bilhões previstos para este ano. A pasta é responsável pela construção de linhas de metrô e trem em São Paulo.
O secretário Jurandir Fernandes disse que, para não afetar obras em andamento, como a Linha 4-Amarela (Vila Sônia-Luz), pode usar verbas que estavam previstas para outras duas ações que estão paralisadas por problemas jurídicos: a Linha 5-Lilás, suspensa por suspeita de fraude na licitação, e a Linha 17-Ouro, suspensa por liminar da Justiça.
“O contingenciamento é global. Não se dá em cima de um programa específico. Na minha área, como há situações de paralisia, como as linhas 5 e 17, não afeta os outros programas. Se for preciso pego (recursos) da linha 5. Mas, sanados os problemas jurídicos, o governo vai injetar dinheiro e as obras serão retomadas”, afirmou.

DER e Tamoios
Na sequência no ranking do congelamento vem o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), responsável pelo programa de recapeamento de rodovias. O órgão teve R$ 241 milhões bloqueados, dos quais R$ 240 milhões são em investimentos. Em nota, o DER informou que trata-se de “medida rotineira” no início de cada ano que, “por ora, não há definição de cortes nas intervenções viárias previstas para este ano”.
Além do DER, a Secretaria de Logística e Transportes, à qual o órgão é vinculado, teve R$ 58,4 milhões congelados. Os dois órgãos são responsáveis, por exemplo, pelo recapeamento de 52,9 km da Rodovia dos Tamoios (SP-99), ao custo de R$ 36 milhões. O prazo para conclusão da obra é maio.

Obstáculo à 1ª promessa
É na Tamoios, aliás, que está o primeiro obstáculo para promessas eleitorais de Alckmin. Nas eleições, ele disse que a duplicação da rodovia seria a primeira obra do governo, com início este mês. O projeto ainda está em estudo de impacto ambiental e não tem recursos previstos. O custo estimado é de R$ 2,7 bilhões. “A obra é cara e procuramos possibilidades de financiamento. Mas o governador disse que vai fazer e vamos fazer”, disse o secretário de Planejamento, Emanuel Fernandes.
Ainda no transporte, o bloqueio atingiu R$ 211,4 milhões da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), 8% dos R$ 2,5 bilhões previsto inicialmente. Fernandes, cuja pasta controla a companhia estatal, disse que, como no metrô, não haverá atrasos em programas. De todas as pastas, a Secretaria de Habitação é a que registrou o maior impacto do congelamento proporcionalmente: 15% ou R$ 199,9 milhões do orçamento de R$ 1,31 bilhão. “Não haverá problema de descontinuidade nas obras. O congelamento é temporário e o que está livre dá para gastar sem comprometer as ações”, disse o secretário Silvio Torres.

Outro lado
Responsável por distribuir os recursos do orçamento do Estado e por administrar os pedidos dos órgãos do governo por mais dinheiro, Fernandes, disse que nenhuma obra será paralisada neste início de governo por causa do congelamento, mas que cortes podem ocorrer futuramente dependendo do desempenho do governo na arrecadação de impostos e tributos.
“Ninguém vai cortar no começo porque este contingenciamento se dá no final. Pode ser que lá para outubro, se a arrecadação não atingir nossa previsão, o dinheiro não seja liberado. Mas agora, asseguro que nenhuma obra vai parar por causa disso”, afirmou Fernandes.
O secretário disse que a Secretaria da Fazenda faz o acompanhamento diário da arrecadação e que, na primeira quinzena de governo, ela está de acordo com o valor estimado. “Vamos fazer uma análise da arrecadação dos primeiros três meses e definir isso. Mas os secretários já estão avisados de que se não conseguirem fazer alguma coisa porque não têm dinheiro para fazer o empenho, é para falar, porque o governador e eu vamos liberar o dinheiro”.
Fernandes não soube dizer quais ações dentro de cada órgão foram afetadas pelo congelamento. Ele destacou apenas que ficaram intactos os orçamentos das secretarias de Saúde, Educação e Segurança, das universidades paulistas e do Centro Paula Souza, além dos outros poderes, como Assembleia Legislativa e Tribunal de Justiça.

SABESP inunda cidades em São Paulo

Falta de transparência, planejamento e responsabilidade na gestão das represas paulistas.(do Transparência SP)

A reportagem investigativa abaixo revela as responsabilidades do governo do Estado (SABESP) nas inundações recentes em Franco da Rocha. Em 2011, barbeiragens na administração do sistema Cantareira repetem as barbeiragens na gestão do sistema Alto Tietê em 2010. Nos dois casos, diversas cidades e bairros experimentaram enchentes absurdas.

(de Conceição Lemes, do blog Vi o Mundo)

Na última semana, Franco da Rocha, a 45 quilômetros da capital paulista, “ganhou” o noticiário nacional. Na quarta-feira, 12, amanheceu inundada, inclusive a Prefeitura. Em certos lugares, a água subiu 2 metros. A população de 120 mil habitantes ficou ilhada.

Sábado, 16 de janeiro, os moradores começaram a voltar para casa. A remoer-lhes esta dúvida: A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) agiu corretamente ao abrir as comportas?
“Por telefone, no dia 11 [terça-feira], a Defesa Civil de Franco da Rocha foi comunicada que no dia seguinte [12, quarta-feira] a Sabesp iria abrir as comportas da represa Paiva Castro e liberar 15 metros cúbicos por segundo [15m³/s]”, diz ao Viomundo João Cruz, assessor de imprensa da Prefeitura do município. “Nada mais foi dito.”
“Por telefone?”, esta repórter questionou-o.
“Só por telefone!”
“Foi só esse comunicado à Defesa Civil?”, a repórter insistiu.
“Só isso. Nada mais.”
“Nem que aumentariam a vazão de 15 m³ para 80 m³/s?”
“Não. Em nenhum momento.”
“No dia 10 [segunda-feira], choveu bastante, mas no 11 deu uma estiada, durante o dia”, prossegue Cruz. “Fomos dormir com os pontos tradicionais de alagamento quando chove aqui. No dia 12 [quarta-feira], amanhecemos debaixo d’água. A inundação foi devido à abertura das comportas da Paiva Castro e não às chuvas que caíram antes.”
Ou seja, em 11 de janeiro, a Defesa Civil de Franco da Rocha foi comunicada que no dia 12 a Sabesp iria abrir as comportas da represa Paiva Castro. Guarde essa informação.
No dia 12, quarta-feira, em entrevista coletiva, a Sabesp afirmou que a abertura das comportas era necessária.
Para o governador Geraldo Alckmin (PSDB), a Sabesp acertou ao abrir as comportas da represa Paiva Castro. Comunicado da empresa reforçou.
Será? A Sabesp teria agido no momento adequado?

O QUE ACONTECEU EM 2009/2010 NO SISTEMA DO ALTO TIETÊ
As represas liberam água o ano inteiro para os rios envolvidos manterem as suas características. Na maior parte dos meses, em pequenas quantidades. Porém, por volta de setembro, outubro ou novembro, dependendo do volume represado, começam a soltar progressivamente mais água. É para evitar que as barragens fiquem lotadas na época das chuvas. Quando essa recomendação não é seguida, há dois riscos: 1) rompimento das barragens; 2) abertura das comportas numa época em que os rios estão naturalmente cheios devido às chuvas, causando inundações nas regiões abaixo.
Foi o que aconteceu em janeiro de 2010 com as represas do sistema do Alto Tietê, que o Viomundo revelou .
“O Pantanal [em 23 de janeiro] inundou, de novo, porque as barragens do sistema do Alto Tietê estão excessivamente cheias para o verão, e a Sabesp abriu as comportas, contribuindo para alagar ainda mais região”, denunciou, na época, ao Viomundo José Arraes. “É uma irresponsabilidade a Sabesp e o Daee terem deixado a cheia chegar, para começarem a descarregar água dos seus reservatórios. É um crime. É um erro tremendo de gerenciamento.”
Arraes é economista, ambientalista, membro do Comitê da Bacia do Alto Tietê, do Subcomitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e do conselho gestor da APA (Área de Proteção Ambiental) da várzea do Tietê. No final de 2009, ele e outros ambientalistas alertaram à Sabesp e ao Daee [Departamento de Águas e Energia Elétrica], órgãos do governo do Estado de São Paulo, que as barragens do Alto Tietê estavam lotadas demais para o verão.
A de Paraitinga (em Salesópolis), tem capacidade para 37 milhões m³, estava com 92% da sua capacidade. A de Biritiba-Mirim (no município do mesmo nome), 35 milhões m³, estava com 94%. A de Jundiaí (em Mogi das Cruzes), 84 milhões m³ e 97% de cheia. A de Ponte Nova, 300 milhões m³, estava com 73%. A de Taiaçubepa (entre Mogi das Cruzes e Suzano) tem capacidade para 82 milhões m³, estava com 73% de cheia.
Resultado: em janeiro de 2010, a Sabesp teve de aumentar a descarga de água dos seus reservatórios, mesmo o Tietê estando cheio devido às chuvas de verão e à falta de desassoreamento em 2006, 2007 e 2008, como demonstrou reportagem do Viomundo (clique aqui para ler).
A questão do desassoreamento persiste em 2011. Segunda-feira passada, 10 de janeiro, a capital paulista submergiu mais uma vez. Apesar de Ronaldo Camargo, secretário de Administração das Subprefeituras da capital, jogar a culpa em São Pedro (clique aqui para ler), o rio Tietê e vários afluentes transbordaram por falta crônica de capacidade e de limpeza. Diferentemente de 2010, as barragens do sistema do Alto Tietê não tiveram influência nas inundações que atingiram este ano certas áreas do Pantanal, como a Vila Itaim e a Chácara Três Meninas.
“A denúncia do Viomundo deu resultado. Este ano as barragens do sistema do Alto Tietê entraram preventivamente no período chuvoso com 70% da capacidade de armazenamento, diferentemente do verão passado, quando estavam com 99%”, observa José Arraes. “ Quem passa habitualmente pelas marginais do Tietê, deve ter percebido que, no segundo semestre de 2010, o leito estava mais cheio e não ‘lá no fundo’, como em 2009, quando o rio era apenas uma lâmina de uns 20 centímetros.”
A Sabesp está exigindo na Justiça explicações de Arraes sobre a denúncia que ele fez ao Viomundo em 2010.
“NÃO HÁ NADA QUE POSSA JUSTIFICAR A DESCARGA DE 80 M3/S”
E o que tem a ver o sistema do Alto Tietê, Zona Leste da capital paulista, com o da Cantareira, Zona Oeste?
Tenham um pouco de paciência. O assunto é complicado. O sistema Cantareira inclui várias barragens:
* Jaguari/Jacareí – 808 milhões m³
* Cachoeira – 79,6 milhões m³
* Atibainha – 96, 2 milhões m³
* Paiva Castro – 7,6 milhões m³


Elas são interligadas por túneis, que funcionam como vasos comunicantes. A Jaguari-Jacareí descarrega água na Cachoeira, que lança na Atibainha, que, por sua vez, manda para Paiva Castro. Daí, via estação elevatória de Santa Inês, vai para o reservatório de Águas Claras. O destino é a estação de tratamento de água do Guaraú.
Assim, continuamente elas descarregam água – mais ou menos — na seguinte.
A explicação que demos para o sistema do Alto Tietê, vale para Jaguari-Jacareí, Cachoeira e Atibainha. Essas três represas não podem estar lotadas na época das chuvas, pois correm o risco de transbordamento ou de rompimento. Recomenda-se que, antes das cheias, soltem progressivamente água, para que fiquem num nível seguro no verão e suas comportas não precisem ser abertas.
Paiva Castro é diferente. Não chega a ser um reservatório de água. É um canal de passagem. Imagine “quatro piscinas”, conectadas por canos. Jaguari-Jaguareí, a maior de todas, é a “piscina olímpica”. Cachoeira, uma “piscina de academia de ginástica”. Atibainha,” semi-olímpica”. A Paiva Castro é “uma piscina infantil”.
Como essas “piscinas” são integradas e transferem água para outra, dependendo do volume descarregado na “piscina infantil”, o seu volume pode aumentar muito em poucas horas, mesmo sem chuvas intensas. No dia 10, Paiva Castro estava com 48,67%. No dia 11, saltou para 93,42% . No dia 12, quando atingiu 96,40%, Franco da Rocha amanheceu debaixo d’água.
“A vazão média do rio Juqueri, que é o formador da Paiva Castro, é de 2 m³/s. Esse reservatório repassa para o canal de Santa Inês, em média, 33 m³/s ”, explica o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, ex- professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica da USP. “Essa operação é feita rotineiramente há mais de 30 anos.”
“As chuvas ocorridas na região são consideradas normais para essa época do ano, como atestam os meteorologistas”, prossegue Cerqueira César. “A série histórica de precipitações apresenta dados de mais de 40 anos.”
“Não há nada, portanto, que possa justificar a descarga de 80 m³/s, a não ser a irresponsabilidade da operadora da Paiva Castro”, é taxativo Cerqueira César.

PAIVA CASTRO NÃO ATINGIU 97%, EMBORA COMUNICADOS E ALCKMIN DIGAM QUE SIM
No site da Sabesp, não há informações transparentes para o público (consumidores, jornalistas, investidores, etc) sobre cada uma das represas dos seus vários sistemas. Atualmente, estão indisponíveis até internamente para os funcionários. Está aberto apenas o dado global, juntando todas as represas do sistema Cantareira. Mesmo assim não é fácil achá-lo.
O jeito foi recorrer ao Google, pois buscava informações detalhadas, diárias, de cada uma das quatro represas. Busca aqui, busca ali, o que procurávamos encontra-se hoje lá pelo décimo quarto resultado. Em cima desses dados, esta repórter montou a tabela:


Atentem aos dias 10, 11 e 12. No dia 10, a Paiva Castro estava com 48,67% do seu volume. No dia 11, saltou para 93,42%. No dia 12, para 96,40%.
Para checar, solicitei à Sabesp o volume das represas Jaguari-Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro também nos dias 1º de outubro de 2010, 1º de novembro, 1º de dezembro e 1º de janeiro de 2011. Comparei as respostas fornecidas pela Sabesp com os dados não elencados nos links de suas páginas iniciais e internas, obtidos com a ajuda do Google. Todos coincidem, exceto um. O volume da Paiva Castro do dia 11. O fornecido pela Sabesp é 97%, enquanto o real é 93,42%. O volume do dia 12 não nos foi enviado.
Por sinal, o volume de 97% é citado em vários comunicados da Sabesp à imprensa, inclusive no que é citado o governador Geraldo Alckmin.
É que com 97% há risco de rompimento dessa barragem — o que justifica a abertura das comportas.
Só que a Paiva Castro não atingiu 97% nem no dia 10, nem no 11, nem no 12, quando Franco da Rocha acordou ilhada.
Alguém poderia dizer: “Ah, mas no dia 12, chegou perto – 96, 40%”
No dia 12, Franco da Rocha já amanheceu submersa. Então, por que, curiosamente, o volume do dia 11 foi o único que a Sabesp forneceu errado (via e-mail) para o Viomundo? A Sabesp nos informou 97%. Só que o volume real era 93,42%
Estranhamente algo mais aconteceu nos dias 10 e 11.

TEMPESTADE DA TERÇA, CHUVA DA NOITE DA SEGUNDA OU IRRESPONSABILIDADE?
Aqui, vale a pena recordar um trecho do comunicado oficial da Sabesp após a coletiva do dia 12, quarta-feira passada. O diretor metropolitano da empresa culpa “tempestade da terça”.
No dia 13, outro informe da Sabesp fala em 96% e põe a culpa na chuva da segunda-feira pela abertura das comportas:
Dadas as chuvas que aconteceram na noite de 10/01, o volume de água que chegou na represa Paiva Castro fez com que a reservação passasse de 46% para 96% do volume total.
Diante dessa situação, foi necessário abrir as comportas para evitar o rompimento da barragem.
Lembram-se das informações que, lá no início desta reportagem, pedimos para vocês guardarem bem? São as revelações de João Cruz, assessor de imprensa de Franco da Rocha, ao Viomundo. Elas foram confirmadas pela Defesa Civil e pela Guarda Municipal da cidade. Vale a pena repeti-las aqui.
“Por telefone, no dia 11, a Defesa Civil de Franco da Rocha foi comunicada que no dia seguinte a Sabesp iria abrir as comportas da represa Paiva Castro e liberar 15 m3/segundo”, repetiu-nos várias vezes João Cruz. “No dia 10, choveu bastante, mas no 11 deu uma estiada, durante o dia. Fomos dormir com os pontos tradicionais de alagamento quando chove aqui. No dia 12, amanhecemos debaixo d’água. A inundação foi devido à abertura das comportas da Paiva Castro e não às chuvas que caíram antes.”

A propósito:
1) Não há elementos para se afirmar que a abertura das comportas se deveu às chuvas, como diz a Sabesp. Há divergência entre os próprios comunicados da empresa. Um atribui às chuvas do dia 10, outro, às do dia 11.
Qual deles é o correto? Como o diretor diz que a tempestade da terça fez com que a vazão atingisse 80m3/s, se durante o dia 11 a chuva deu uma estiada em Franco da Rocha, segundo João Cruz, que é de lá?
2) A Defesa Civil de Franco da Rocha foi avisada no dia 11 que no dia 12 a Sabesp abriria as comportas da Paiva Castro. Só que as comportas foram abertas no mesmo dia em que foi feita a comunicação.
Como a Defesa Civil poderia ter tomado medidas preventivas em Franco da Rocha se as comportas foram abertas antes do que havia sido comunicado?
Confiram no quadro abaixo. A vazão de 1 m³/s, às 8 h, pulou para 16 m³/s, às 9h. Às 23h, comportas já estavam jorrando 80 m3/s. A progressão não foi conforme explicação da Sabesp no comunicado em que cita o governador Alckmin.
As comportas da Paiva Castro foram abertas na seguinte sequência:


Ontem, 17 de janeiro, a represa Jaguari-Jacareí — a maior do sistema Cantareira, com capacidade para 808 mihões m3 — estava com 100,2% de volume.
“Considerando que Jaguari-Jacareí deve ser operada também para proteger a bacia hidrográfica a jusante [abaixo] contra inundações, a ocorrência desse nível nessa época do ano, estação chuvosa, não se justifica”, reprova o professor Cerqueira César. “A não ser como mais uma irresponsabilidade da operadora do sistema Cantareira”.
Não se pode entrar na estação chuvosa, repetindo o professor Júlio, com a principal represa cheia, já que vai entrar muita água das precipitações.
Em 1º de janeiro de 2011, Jaguari-Jacareí já estava com 83,97% de sua capacidade (veja a tabela Sistema Cantareira — Volume Operacional). E daí só fez aumentar.
Será que, a exemplo do aconteceu com o sistema do Alto Tietê em 2009/2010, esse procedimento não está equivocado?
Será que se Jaguari-Jacareí estivesse operando com volume compatível para o tempo de chuva, a abertura das comportas de Paiva Castro poderia ter sido evitada?
Será que se os ganhos financeiros da Sabesp não fossem provenientes da venda de água, Jaguari-Jacareí estaria com tanta água na época chuvosa?
São perguntas para as quais não existem, por enquanto, respostas definitivas.
Mas nos parece claro que falta transparência ao gerenciamento das represas paulistas, especialmente quando dependem de transparência e clareza as ações preventivas da Defesa Civil, de prefeituras e dos próprios moradores das cidades atingidas.


Economia e Receitas Públicas: indicadores do Estado de SP.













quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ferreira Pinto, Secretário de Segurança Pública, na época da SAP era "piu-piu"

26/06/2006 – 10h16
Isolados, líderes do PCC impõem o terror
 
ANDRÉ CARAMANTE 
enviado especial da Folha de S.Paulo a Presidente Venceslau

Dentro das muralhas da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km de SP), 400 chefes do PCC (Primeiro Comando da Capital) vivem um regime de confinamento próximo ao imposto aos prisioneiros de guerra: o monitoramento ininterrupto por parte de um grupo de homens fortemente armados e treinados para evitar rebeliões.

Nas galerias da P2, formada por seis raios (pavilhões), a todo instante, presos como Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola (braço direito de Marcola, chefe do PCC), Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior (irmão de Marcola), Orlando Mota Júnior, o Macarrão, Paulo Cesar Souza Nascimento Júnior, o Paulinho Neblina, além de Colorido, Moringa e Birosca prometem reação violenta aos métodos usados para contê-los.

O receio de uma revanche do PCC é tão grande que, hoje, o secretário da Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, proíbe seus assessores de divulgar sua agenda de compromissos.
Sob a mira de armas

À noite, na P2 de Venceslau, se não fossem a presença constante dos homens do GIR (Grupo de Intervenção Rápida), do GAR (Grupo de Atuação Regional) e dos Aevps (Agentes de Escolta e da Vigilância Penitenciária), seriam apenas 20 os agentes penitenciários responsáveis por todos os chefes do PCC que, até para tomar banho de sol, só saem das celas sob a mira de escopetas calibre 12 e pistolas automáticas.

As visitas também só entram no presídio sob a mira destas mesmas armas e, como nunca aconteceu antes, são obrigadas a ficar trancadas nas celas com os detentos, durante apenas duas horas (no sábado ou no domingo).

Segundo os agentes do presídio, o governo vai usar isso como “moeda de troca” para voltar a ter o controle total da prisão sem a necessidade dos grupos especiais.

“O secretário [Ferreira Pinto] endurece agora e, mais na frente, volta a negociar com o PCC e passa a estender as regalias. Aí, aparentemente, o sistema prisional volta a ficar na paz”, diz um agente da P2, que não quis se identificar.

Como forma de pressão psicológica pelo que chamam de “repressão”, os chefes do PCC passaram a prometer uma nova onda de ataques nas ruas e, segundo nove funcionários do presídio entrevistados pela Folha, sob a condição de anonimato, isso começaria pelas ruas de Presidente Venceslau –e os próprios guardas e seus parentes seriam os principais alvos.

“Hoje, a P2 só não é tomada pelos presos porque existe essa pressão feita pelo nosso pessoal armado. O dia em que eles forem embora, os presos vão arrancar as cabeças de todos os funcionários. Estamos à beira de uma nova matança”, diz um funcionário que trabalha há oito anos no sistema prisional e afirma nunca ter passado tanto medo como agora.

Agentes armados
Enquanto o secretário Ferreira Pinto cria um “bunker” e deixa apenas a sede da SAP, no Carandiru, sempre cercado por seguranças armados, muitos agentes penitenciários das prisões do oeste paulista, sob a alegação da necessidade de garantir a segurança particular e de seus familiares, passaram a andar armados, mesmo sem ter o direito de portar arma.

“Apesar de pagos para custodiar quem cometeu crimes, hoje, nós precisamos driblar a lei e andar com arma irregular, mesmo sob o risco de também passar a ser um detento amanhã”, diz outro agente.

Rebelião branca
Em solidariedade aos chefes do PCC presos na P2 de Venceslau, presos de outras cadeias têm feito o que ficou conhecido como “rebelião branca” –uma interrupção nas atividades dos presídios onde estão, principalmente depois da exigência feita pelo comando do PCC para que todos se recusem a se apresentar em audiências na Justiça.

Desde a tarde de sexta-feira, a Folha procurou o secretário Ferreira Pinto, por meio de sua assessoria de imprensa, mas não teve sucesso. A resposta dada foi sempre a mesma: “Ele não foi encontrado no celular”.

assim é facil falar grosso e ser macho

Governo Alckmin faz encenação e finge incorporar propostas derrotadas nas urnas.

(do Transparência SP)

Nesta última eleição para o governo do Estado de SP, o candidato governista do PSDB fugiu como pôde de alguns temas polêmicos propostos pelos candidatos oposicionistas.
O abuso dos pedágios, o fracasso do sistema de progressão continuada no ensino fundamental e a questão da retomada do transporte ferroviário no Estado foram alguns dos temas abordados pela oposição e que o candidato governista tentou evitar a todo custo.
A julgar pelo resultado das eleições, a maioria da população paulista não entendeu serem estes temas realmente relevantes, uma vez que não são recentes e o mesmo bloco político governa o Estado a 16 anos.
O interessante é que passadas as eleições, o governo Alckmin começa a anunciar projetos que parecem uma verdadeira "confissão de culpa", mas não passam de encenação política. 
Num dia, o Secretário de Transporte Metropolitano diz que o Trem de Alta Velocidade (do governo federal) é fundamental, e deve ser interligado a novas linhas de trens rápidos por todo o interior. Outro dia, o governo anuncia que fará a revisão de todos os contratos de concessão das rodovias, mas não sabe se as tarifas cairão ou subirão ainda mais.
Finalmente, os jornais noticiam que o governo estadual planeja modificar o sistema de progressão continuada no ensino fundamental. Perfumarias à vista.
Alguma coisa está muito errada no processo político eleitoral em São Paulo.
Em "democracias maduras", o programa de governo do partido vitorioso nas eleições é implantado, enquanto os partidos derrotados vão para a oposição fiscalizar. Aqui, o partido vitorioso foge do debate eleitoral e finge implantar o programa de governo dos derrotados.
Esta é a democracia paulista, com a grande imprensa interditando o debate no Estado antes das eleições para depois fingir que os problemas serão resolvidos pelos mesmos que não o fizeram nos últimos 16 anos.

Segue abaixo matérias nos jornais dando conta destes acontecimentos:

(da Folha de SP)
Governo estadual vai rever pedágios até o fim do ano

Todos os 18 contratos com concessionárias serão analisados, mas governador diz que não sabe se tarifas vão diminuir ou aumentar
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou ontem que a análise dos contratos das concessionárias das rodovias terá início "imediato" e o resultado - com uma posterior revisão nos valores - sairá com certeza no primeiro ano de sua gestão. O tema foi um dos mais polêmicos na eleição para o governo estadual e o então candidato tucano garantiu que iria promover uma "correção".
"É imediato esse trabalho de analisar contrato por contrato, respeitando o contrato, mas verificando o equilíbrio econômico e financeiro", disse o governador, na manhã de ontem, após reunião com os secretários no Palácio dos Bandeirantes.
Alckmin disse que não iria antecipar as medidas que pretende adotar. A atual gestão vai esperar o resultado das análises, pois, segundo o governador, há a possibilidade de que o equilíbrio do contrato não aponte necessariamente para a redução dos valores. "Nós não vamos antecipar nada, até porque o equilíbrio financeiro pode ser a favor do governo ou da concessionária. Tudo isso vai ser analisado." Alckmin só foi taxativo quando perguntado se a revisão seria no primeiro ano da gestão: "Claro."
Durante a campanha, o então candidato havia informado que promoveria a redução em alguns casos específicos para corrigir algumas distorções. Ele citou o caso de cidades da região de Campinas, como Paulínia e Jaguariúna, onde motoristas transitam por um trecho muito pequeno e pagam tarifa inteira. "Vamos fazer uma redução ou uma modificação do local", disse em entrevista ao Estado no dia 3 de outubro.
O candidato declarou que os contratos seriam analisados para verificar a hipótese de equilíbrio favorável ao Estado. "Se tiver espaço, em vez de exigir obras, podemos reduzir tarifa."

(da Folha de SP)
Alckmin vai mudar a progressão continuada na rede de ensino a partir de 2012.

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu alterar a progressão continuada na rede estadual de ensino. A principal mudança deverá ocorrer no sistema de reprovação dos estudantes.
Hoje, o aluno do fundamental só pode repetir ao final do quinto e do nono ano. A ideia é que a retenção ocorra também no terceiro ano. Assim, o número de ciclos sobe de dois para três. A antecipação da reprovação permite que o aluno com sérias dificuldades seja recuperado mais rapidamente (em vez de demorar cinco anos para refazer uma série, passe a ser depois de três).
A Folha apurou que já está finalizado estudo com o novo desenho do programa. "Pessoalmente, acho que vamos ficar mesmo com três ciclos", afirmou o novo secretário-adjunto da Educação, João Cardoso Palma Filho, ao ser indagado pela reportagem. Ele ressaltou, porém, que o assunto ainda está em análise na secretaria.

(do Agora SP)
Trens regionais.

(O Secretário Jurandir) Fernandes já declarou "apoio incondicional" ao trem-bala, bandeira dos petistas Lula e Dilma.
Mais que isso: planeja fazer dos trens regionais com velocidade de 180 km/h, complementares e em sintonia com a proposta do TAV (Trem de Alta Velocidade) do governo federal, a principal "marca" dos transportes do atual mandato.
"O que sonho como marca do Geraldo? A volta dos trens regionais", revelou o novo secretário à reportagem, sobre projetos já em andamento para retomar trechos ferroviários ligando capital-litoral e capital-interior em menos de uma hora.
Os quatro trens de passageiros considerados essenciais por ele ligam São José dos Campos-SP, Campinas-SP, Sorocaba-SP e Santos-SP.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Polícia de SP sem estrutura para capturar foragidos: estado tem 152 mil foragidos

 Estadão - 17/01/2011
Estado de SP tem 152 mil foragidos
Alto número de fugitivos expõe dificuldade da polícia em capturá-los.
Entre eles, famosos como Roger Abdelmassih, Jonathan Lauton, Eduardo Soares, Mizael Bispo, Evandro Bezerra e Evandro Correia. Todos fugiram e constam na lista de mais de 152 mil fugitivos no Estado de São Paulo. Eles reforçam na sociedade a sensação de impunidade e confirmam a falta de estrutura da Divisão de Capturas da Polícia Civil. O novo delegado-geral, Marcos Carneiro Lima, admite o problema e tem planos para tentar solucionar a fragilidade desse setor

Máfia da merenda em São Paulo transportava alimentos para alunos em carros funerários. Grande imprensa em silêncio sobre o caso


Estadão - 17/01/2011
Funerária de sobrinho de Alckmin levava merenda, diz ex-funcionário
Empresário de Pindamonhangaba é filho de Paulão, suspeito de chefiar fraude em licitações e pagamento de propina a prefeitos
Estadão - 17/01/2011
‘Problema a gente via, mas vai fazer o quê? Era empregado’, diz ex-funcionário de funerária
Vicente Ricardo de Jesus conta que transportava merenda no mesmo veículo que levava cadáveres
Jornal da Tarde - 17/01/2011 - Manchete de capa
Máfia - Carro levava merenda de dia e cadáver à noite
Jornal da Tarde - 17/01/2011
Carro levava merenda e cadáver
Jornal da Tarde - 18/01/2011
MP apura merenda em carro funerário
O Ministério Público deve incluir no inquérito que investiga a máfia da merenda em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, a denúncia revelada ontem pelo Jornal da Tarde de que as refeições fornecidas pela Verdurama eram transportadas pela funerária de Lucas César Ribeiro. Lucas é filho do lobista Paulo César Ribeiro, o Paulão, cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A apuração corre sob segredo de Justiça
Folha - 18/01/2011
Acusado de pagar propina, dono de empresa nega conhecer cunhado de Alckmin
Acusados de participação no suposto esquema de pagamento de propina envolvendo o cunhado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), os responsáveis pela Verdurama negam conhecer Paulo César Ribeiro e atacam a atuação do Ministério Público no caso

Dinheiro das enchentes foi para Fundação Roberto Marinho

Extraído do blog do Nassif:

Do Blog do Garotinho

A hipocrisia das Organizações Globo na hora da tragédia

Numa hora dessas o mais importante é a solidariedade. Não é hora de fazer política. Mas também é uma indignidade usar de hipocrisia, como fazem os veículos das Organizações Globo.

A capa de O Globo mostra a demagogia numa hora dessas. Cobra das autoridades federais verbas para a prevenção de tragédias, para a contenção de encostas. Essa cobrança mereceria os meus aplausos se fosse pra valer.

Mas não dá pra esconder, que em outubro do ano passado, o governador Sérgio Cabral desviou R$ 24 milhões do FECAM (Fundo Estadual de Conservação do Meio Ambiente), para a contenção de encostas e obras de drenagem e deu para a Fundação Roberto Marinho, conforme poderão relembrar, na reprodução abaixo. Eu fiz a denúncia no blog, no dia 20 de outubro de 2010 e não saiu uma linha na imprensa.

Então não venham de hipocrisia. Os mesmos veículos das Organizações Globo que estão cobrando investimentos públicos – o que é emergencial, é claro – escondem que a fundação dos seus patrões, a família Marinho pegou R$ 24 milhões, dados por Cabral, que era para terem sido usados na prevenção de enchentes e contenção de encostas. É tudo lastimável.

Nova direção troca toda chefia da Polícia Civil na cidade de São Paulo

ANDRÉ CARAMANTE

DE SÃO PAULO
O delegado Carlos José Paschoal de Toledo, ex-diretor do Detran (departamento de trânsito) e empossado ontem novo chefe do Decap (setor da Polícia Civil responsável pelos 93 distritos policiais da capital), trocará todos os oito delegados seccionais da cidade de São Paulo.
Delegacias seccionais são centrais menores da Polícia Civil, ou seja, postos de comando que agregam todos os distritos policiais de uma determina área. A 4ª Seccional Norte, por exemplo, é a responsável por todos os 13 distritos policiais da zona norte e também pela Delegacia de Defesa da Mulher.
A mudança de chefia da Polícia Civil na capital faz parte de um processo de renovação iniciado semana passada por Marcos Carneiro Lima, que assumiu dia 7 o posto de delegado-geral.
Segundo o delegado Toledo, sua principal meta à frente do Decap é melhorar o atendimento à população. 'Precisamos fazer com que as pessoas que buscam atendimento policial sintam que são pessoas importantes'.
Toledo também sustenta que sua gestão no Decap será uma busca para fazer com que a população tenha retorno sobre os registros policiais. 'Vamos dar uma solução para os crimes. Não vamos nos limitar apenas a registrar o boletim de ocorrência', afirmou o delegado.
A partir de um entendimento entre o delegado-geral e Toledo, a partir de amanhã, as oito delegacias seccionais do Decap ficarão assim:
Na 1ª Seccional Centro assumirá Kleber Torquato Altale, que era diretor da Polícia Civil na região de Piracicaba. Ele entrará no lugar de Aldo Galiano Júnior.
A 2ª Seccional Sul terá o delegado Adalberto Henrique Barboza, que era da Divecar (um setor do Deic que investiga crimes contra veículos), como substituto de Silvio Balangio.
A 3ª Seccional Oeste será chefiada por Dejair Rodrigues, que estava na delegacia de São Caetano do Sul (ABC). Rodrigues ficará no lugar de Elaine Maria Biasola Pacheco.
Na zona norte, onde fica a 4ª Seccional, o delegado Cosmo Stikovics Filho, ex-seccional de Diadema (ABC), ficará no lugar de Francisco Alberto de Souza Campos.
A 5ª Seccional Leste terá como chefe Elisabete Ferreira Sato, que deixa o DHPP (departamento de homicídios) para substituir Nelson Guimarães, que foi para o Deic (crime organizado).
No extremo sul da capital, a 6ª Seccional Santo Amaro terá à frente o delegado José Flamínio Ramos Martins, que era da delegacia Fazendária e assumirá no lugar de Armando de Oliveira Costa Filho, que irá para o lugar da delegada Sato no DHPP.
A 7ª Seccional Leste ficará sob responsabilidade de José Sanches Severo, agora ex-delegado chefe de Cotia (Grande São Paulo). Severo assumirá no lugar de Godofredo Bittencourt, que também já foi chefe do Deic.
No extremo leste, 8ª Seccional São Mateus será liderada pelo delegado Carlos Targino da Silva, que já foi do DHPP e atuava como seccional de Franco da Rocha (Grande São Paulo). Ele assumirá a vaga de Antônio Carlos Palhares.

Alckmin fará auditorias em contratos do governo Serra

(do Transparência SP)
Dando o troco na gestão Serra, implantando uma nova fase do ajuste fiscal permanente ou colocando em debate medidas do governo anterior, o certo é que o governo Alckmin contratará mais uma empresa de consultoria - agora de Minas - para dar mais um "choque de gestão". De choque em choque seremos todos eletrocutados. 

(da Folha de SP)
O governador Geraldo Alckmin auditará todos os contratos de terceirização de serviços herdados da gestão de José Serra (PSDB).
Os alckmistas dizem que não é revanche, mas a determinação de Alckmin repete pacote anunciado por Serra em 2007 que abriu crise entre "serristas" e "alckmistas".
Na primeira semana de governo, Serra apresentou medidas de austeridade fiscal, que incluíam desde a revisão de contratos até pente fino no funcionalismo. Alckmin havia deixado o governo em 2006 e se sentiu exposto.
Governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), realizou ontem primeira reunião com os novos secretáriados do governo
Nessa gestão, o pente-fino nos contratos e repasses a entidades sociais será feito pelo secretário de Gestão Pública, Julio Semeghini (PSDB-SP).
Só os serviços terceirizados que serão auditados somam R$ 4,1 bilhões em gastos, sendo R$ 2,8 bilhões na administração direta e R$ 1,3 bilhões na indireta.
Todo o trabalho de Semeghini será orientado pelo consultor de gestão Vicente Falconi, do INDG (Instituto de Desenvolvimento Gerencial). Falconi orientou o chamado "choque de gestão" feito pelo senador eleito Aécio Neves em Minas, quando governador do Estado.

AÉCIO
No governo Aécio, a ação tinha como foco a "melhoria da eficiência" com enxugamento de gastos e estruturas.
Na manhã de ontem, em entrevista coletiva após a primeira reunião oficial com o secretariado, Alckmin disse que se encontraria com Falconi na quarta-feira.
"Vamos ver onde se pode fazer um ajuste fino, para melhorar a aplicação dos recursos", disse ele.
Entre as tarefas de Falconi está o cruzamento de dados para chegar aos valores unitários de serviços prestados por cada pasta. Esse levantamento irá para a internet.

CORTES
Além da revisão de repasses e contratos, Alckmin determinou ontem na reunião com o secretariado que, em até 15 dias, um plano para corte de 10% nos gastos com custeio em todas as pastas seja apresentado.
Como exemplo de áreas que poderiam ser enxugadas, Alckmin listou contratos de locação de imóveis e automóveis, além de gastos com combustível. Só com aluguel de imóveis para estruturas o governo paulista gasta R$ 130 milhões por ano.
Após a reunião com os secretários, Alckmin concedeu entrevista coletiva.
O governador não detalhou nenhuma dessas ações de enxugamento de gastos. Anunciou, no entanto, o contingênciamento de R$ 1,5 bilhão no orçamento do Estado, que é de R$ 140 bilhões.
À imprensa, o tucano disse apenas que havia um "esforço" para identificar o que "poderia ser reduzido".
Questionado se o "esforço" poderia implicar em redução de cargos comissionados, disse que está "sempre procurando fazer mais e melhor com menos dinheiro".

Alckmin dá troco em Serra, e a população fica no meio.

(dO Estado de SP)

Alckmin decide fazer pente-fino em investimentos de SP

Em uma de suas primeiras medidas como governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem o congelamento de R$ 1,5 bilhão do Orçamento do Estado. Ele determinou um pente-fino em investimentos previstos pela gestão José Serra/Alberto Goldman, especialmente na área de infraestrutura.
A decisão do tucano de escanear os investimentos foi anunciada após a primeira reunião com o secretariado, no Palácio dos Bandeirantes. O total do contingenciamento corresponde a 1% do total do Orçamento, que prevê despesas de R$ 140,6 bilhões para 2011.
O pente-fino adotado por Alckmin é semelhante ao realizado por Serra quando assumiu o Palácio dos Bandeirantes, em 2007. Na ocasião, ele ordenou a reavaliação de todos os contratos e licitações em vigor. Segundo o então secretário da Fazenda, Mauro Ricardo, o resultado do escaneamento foi uma redução de R$ 600 milhões nos contratos negociados.
Em 2009 e 2010, Serra também promoveu contingenciamentos, da ordem de R$ 1,57 bilhão e R$ 1,618 bilhão, respectivamente.

Mais demora nas obras do metrô: licitação da linha 5 está anulada.

(do Jornal da Tarde)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse hoje que dificilmente a licitação da Linha 5 – Lilás do Metrô de São Paulo poderá ser aproveitada. De acordo com ele, o Metrô já declarou a anulação do processo licitatório e deu prazo para que as empresas envolvidas recorram.
“Dificilmente a licitação vai poder ser aproveitada e provavelmente vamos ter de fazer uma nova licitação”, afirmou Alckmin. “As empresas estão recorrendo, o governo vai reavaliar e, se mantiver a decisão, vamos ter de fazer uma nova licitação”, afirmou.
Segundo ele, o governo está estudando a possibilidade de que a nova licitação seja feita por meio de Parceira Público-Privada (PPP), aos moldes do que foi com a Linha 4 – Amarela.
Em outubro do ano passado, o jornal Folha de S.Paulo publicou que houve fraude na licitação dos lotes da Linha 5 do Metrô paulista. O jornal registrou em cartório o nome das empresas que venceriam os lotes meses antes da abertura dos envelopes com as propostas.

Ajuste fiscal permanente - Parte 7: Geraldo Alckmin bloqueia R$ 1,5 bilhão do Orçamento paulista.

(do Transparência SP)

O início do governo Alckmin não apresenta, de concreto, nada de novo. É ajuste fiscal permanente misturado com revanche em relação ao governo Serra. A vingança é um prato que se come frio, com diz o ditado popular. Neste caso, levou quatro anos. Alckmim vai rever contratos e bloquear o orçamento, principalmente os investimentos planejados pelo governo anterior. Alckmin também sinaliza que quer se diferenciar em duas questões que causaram muitos estragos à imagem de Serra no Estado: poucos recursos para o combate às enchentes e muitos recursos para propaganda.
No mais, o Estado segue fechado para balanço.

(da Folha de SP)
Após a primeira reunião com o secretariado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou o contingenciamento de R$ 1,5 bilhão no Orçamento do Estado.
Desse total, R$ 350 milhões serão congelados em despesas de custeio, e o restante, cerca de R$ 1,2 bilhão, nas verbas de investimento.
O corte representa 0,85% do investimento previsto por São Paulo, cujo orçamento é de R$ 140 bilhões.
Apenas quatro secretarias ficaram de fora da contenção de gastos: Educação, Saúde, Segurança e Ação Social.
As verbas destinadas a programas de prevenção de enchentes também foram poupadas.
Alckmin tratou a medida como "praxe" em início de governo.
"Ao fim do primeiro trimestre vamos rever a necessidade de manter o contingenciamento", afirmou o governador.
Segundo ele, a medida é necessária para que sejam observadas a reação da economia nacional ao novo ano e a comprovação de estimativas de receita do Estado.
Alckmin anunciou ainda outras três medidas, entre elas a destinação de R$ 64 milhões para o desassoreamento do rio Tietê.
Para isso, ele manteve a destinação orçamentária do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), de R$ 40 milhões, e fez uma suplementação de R$ 24 milhões, com dinheiro antes destinado à extinta Secretaria de Comunicação. Alckmin rebaixou o órgão a uma coordenadoria, ainda sem nome definido para a chefia.

A enchente provocada não por São Pedro, mas por São Paulo: Sabesp aumenta, de novo, vazão de represa no interior.

(dO Estado de SP)
Manobra, segundo a companhia, é necessária; Jaguariúna entra em alerta e Lençóis e Aparecida ficaram alagadas

A Sabesp anunciou ontem que aumentará, a partir das 7h de hoje, a vazão da Represa Jaguari-Jacareí, em Vargem, divisa com Minas Gerais, porque o volume de chuvas cresceu. A companhia disse já ter comunicado sua decisão, com 12 horas de antecedência, às prefeituras de Amparo, Pedreira, Jaguariúna e Bragança Paulista. A manobra é necessária, ainda de acordo com a Sabesp, para que a represa continue retendo a água da chuva.
Em Jaguariúna, na região metropolitana de Campinas, a Defesa Civil manteve o estado de alerta. Mesmo antes do anúncio da Sabesp de que aumentará a vazão da Represa Jaguari-Jacareí, hoje, é alto o risco de o Rio Jaguari transbordar, como ocorreu na semana passada.
Prejuízos. A chuva continua a provocar danos no interior de São Paulo. Em Limeira, parte do teto da praça de alimentação do Shopping Center Plaza veio abaixo por causa do acúmulo de água e entupimento de calhas, segundo o Corpo de Bombeiros. Não houve vítimas.
Em Aparecida, o Rio Paraíba do Sul transbordou e suas águas atingiram 101 casas, deixando 398 pessoas desalojadas. Uma residência foi interditada pela Defesa Civil e os moradores estão abrigados na Escola Maria Aparecida Encarnação.
Em Socorro, o Ribeirão dos Machados transbordou, causando transtornos a moradores do bairro dos Nogueiras.
Ocorreram deslizamentos na Rodovia SP-008, que foi interditada no km 128, em ambos os sentidos.
Lençóis Paulista teve grande parte do centro inundada. A enchente teria sido agravada pelo rompimento de uma represa na área rural de Borebi, mas a prefeitura não confirmou o acidente.
A sede do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) foi atingida e a cidade deve passar por racionamento de água. "Moradores e comerciantes às margens do rio tiveram de sair", disse a prefeita Izabel Cristina Campanari Lorenzetti (PSDB).
De acordo com a prefeita, os últimos monitoramentos indicaram que as represas acima do Rio Lençóis, que corta a cidade, estão no limite. "Se uma se romper, haverá piora considerável da situação." 

Represas da SABESP abrem comportas e agravam os problemas por todo o Estado.

Cidades do interior de SP ainda têm bairros alagados

(do G1)
Em Socorro, moradores foram resgatados de bote nas ruas alagadas. Atibaia registra mais de mil famílias prejudicadas com os temporais.

A chuva não deu trégua no estado de São Paulo e algumas cidades ainda contabilizam prejuízos, com moradores que perderam suas casas ou tiveram que sair delas por estar em área de risco. As prefeituras locais informam que há bairros alagados. Em Atibaia, a 64 km da capital, 1.018 famílias foram atingidas pelos temporais de janeiro. Desse total, 927 estão desalojadas. Em Socorro, muitas pessoas tiveram que ser resgatadas de bote durante a enchente na madrugada desta segunda-feira (17). Um deslizamento bloqueou a rodovia SP-008, que liga a cidade a Bragança Paulista.
Jaguariúna mantém alerta para alagamento Atibaia decreta situação de emergência em razão das chuvas Saiba como ajudar as vítimas das chuvas em São Paulo Segundo a Prefeitura de Socorro, o nível do Ribeirão dos Machados subiu, alagando ruas dos bairros dos Nogueiras, Santa Cruz, Abadia e São Sebastião. Foi ali que agentes da Defesa Civil e instrutores de rafting retiraram as pessoas ilhadas. Ao todo, 363 casas ficaram alagadas, prejudicando 1.452 pessoas – 37 estão desalojadas.
Na zona rural, a força das águas levou pontes. Até as 14h30, a Prefeitura de Socorro não tinha informado o número de vítimas com a chuva. Por causa dos estragos, a prefeita Marisa de Souza Pinto Fontana (PSDB) decretou situação de emergência na cidade.
A rodovia SP-008, que liga o município a Bragança Paulista, está interditada desde a noite deste domingo(16) por causa de um deslizamento de terra. Segundo a Polícia Rodoviária, galhos de árvores espalhados pela pista impedem a passagem dos veículos. Na mesma região, a rodovia SP-360, que liga Amparo ao município de Morungaba, também chegou a ficar interditada durante a noite por causa de outro deslizamento, mas a limpeza já foi feita e o tráfego, liberado.

Atibaia
Desde o início do mês, Atibaia sofre com os temporais. De acordo com a prefeitura, 16 bairros foram afetados com a chuva, como Jardim Brasil e Parque das Nações, mas não há informação de mortos. O Rio Atibaia transbordou, agravando os alagamentos. A administração municipal, que decretou situação de emergência na cidade, calculou que o prejuízo material com as famílias atingidas chegue a R$ 11 milhões.

Lençóis Paulista e Igaraçu do Tietê
Na madrugada desta segunda também choveu forte em Lençóis Paulista e Igaraçu do Tietê, causando estragos. Em Lençóis Paulista, o nível dos rios Lençóis e da Prata subiu e a água transbordou, inundando a região central da cidade e alguns bairros próximos. Pelo menos 60 casas ficaram inundadas. A enxurrada também arrastou uma ponte.
Em Igaraçu do Tietê, o Rio Tietê subiu mais de 2 metros e transbordou, deixando áreas de lazer debaixo d´água. O Corpo de Bombeiros procurava o corpo de um homem arrastado pela enchente.

Serra Negra
No município de Serra Negra, a 139 km de São Paulo, o trabalho nesta segunda foi de limpeza das áreas atingidas pela chuva do fim de semana. Equipes da Secretaria de Serviços Municipais e Defesa Civil percorriam as ruas da cidade para retirar o lixo e a lama. A água entrou em pelo menos 16 casas, de acordo com a Defesa Civil.
Segundo a Prefeitura, os bairros mais atingidos foram: o Centro, Três Barras e Vila Quiriqui. Apesar disso, nenhuma família precisou deixar ser retirada dos locais onde moram.

Jaguariúna
A Defesa Civil de Jaguariúna, a 123 km da capital, manteve nesta segunda o estado de alerta, que vigora desde a semana passada, devido aos temporais. A atenção especial é com as famílias ribeirinhas que moram em áreas próximas aos rios Jaguari, Camanducaia e Atibaia, que cortam o município.
A preocupação é com a vazão da água, pois as comportas do Sistema Cantareira, controlado pela Sabesp, passaram a liberar nesta segunda 60m³ de água/seg, em vez dos 40m³/seg habituais, segundo a Prefeitura.
Algumas ruas e praças da cidade continuam alagadas. A Prefeitura informou que custeia as diárias de 25 famílias alojadas em pousadas.

As enchentes por todo o Estado: Após chuvas, rancheiros do interior de SP usam barco dentro de suas propriedade.

(da Folha de SP)
Rancheiros da região de Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) já sofrem com as chuvas deste mês de janeiro. Alguns tiveram de usar barcos até dentro das propriedades.
O volume de chuva nos últimos três dias elevou ainda mais o nível dos rios Mogi-Guaçu e Pardo, na região de Ribeirão, e levou ao alagamento de propriedades.
De acordo com a Associação Regional de Rancheiros de Ribeirão Preto, foram afetadas as áreas que ficam às margens do rio Mogi.
A água chegou a um metro e meio de altura no rancho de Nelson Antônio Santucci, 62, que fica em Barrinha, à beira do Mogi. Ontem, para ter acesso ao local, Santucci foi um que usou barco.
"Este ano foi mais forte do que janeiro do ano passado. Mas acredito que ainda vem mais água em fevereiro."
Para a dona de casa Mônica dos Santos, 40, a cheia é esperada. "É água por todo lado. Quem não está acostumado, [se] assusta."
No rio Pardo, não há registro de inundação, mas, em alguns pontos, a água já ultrapassou o nível normal.
Leandro e Wesley no rancho alagado após as fortes chuvas dos ultimos dias na região de Ribeirão Preto, em SP

DESABAMENTO
A chuva provocou a queda de duas pontes anteontem, na zona rural de Bocaina.
Segundo a prefeitura, sete fazendas ficaram isoladas, o que prejudica o escoamento de produção agrícola --a área tem eucalipto, laranja, pecuária de corte e frango.
Não há previsão de quando o problema será resolvido -a prefeitura deve pedir ajuda a Defesa Civil do Estado.

Serra: O dia que a VEJA começou a amá-lo

José Serra na Constituinte: O dia que a VEJA começou a amá-lo

Posted: 17/01/2011 by @Porra_Serra_ in Constituinte, José Serra, VEJA
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Em sua publicação no dia 7 de setembro de 1988, a Revista Veja assumiu pela primeira vez seu amor por José Serra. Revista Veja diz que José Serra uma semana antes perdeu sua “aura esquerdista”. A partir daí, foi amor à primeira vista
A partir daí começou a montagem falsa da biografia do Serra feita pela mídia. Veja:


E lógico, para colocar José Serra no seu devido lugar e desmentir a VEJA, vamos mostrar a participação dele:
Serra votou contra os trabalhadores na Constituinte e teve nota 3,75 do DIAP
O tucano votou contra, ou, em outros casos, fugiu de votar, se abstendo ou faltando:
- contra a redução da jornada de trabalho para 40 horas;
- contra mais garantias ao trabalhador de estabilidade no emprego;
- negou seu voto pelo direito de greve (isso explica a forma ditatorial e violenta com que ele trata o funcionalismo quando recorre à greve);
- negou seu voto pelo abono de férias de 1/3 do salário;
- negou seu voto pelo aviso prévio proporcional;
- negou seu voto pela estabilidade do dirigente sindical;
- negou seu voto para garantir 30 dias de aviso prévio;
- negou seu voto pela garantia do salário mínimo real;
- votou contra a implantação de Comissão de Fábrica nas indústrias;
- votou contra o monopólio nacional da distribuição do petróleo;


Privatizações

Privatizações
Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
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