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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Córrego transborda em São Mateus, na zona leste de São Paulo

04/01/2011 - 19h43
DE SÃO PAULO

O CGE (Centro de Gerenciamento de Emergência), da Prefeitura de São Paulo, colocou a região de São Mateus em estado de alerta na noite desta terça-feira. A chuva que atinge a zona leste da cidade deixa toda a área em estado de atenção para alagamentos desde as 19h05. 

Segundo o CGE, o alerta foi provocado pelo transbordamento do córrego Limoeiro, por volta das 19h20. De acordo com o órgão, áreas de instabilidade provocam chuvas fortes e localizadas também entre os bairros de Cidade Tiradentes, Itaquera e Guaianazes e também em municípios do ABC, na região de Suzano, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
A previsão do CGE aponta que as chuvas devem persistir na região e depois seguir em direção ao litoral. Nas demais regiões da cidade há registro apenas de chuva fraca.
Até as 19h30 havia apenas um ponto de alagamento na cidade, localizado na rua Romão Gomes, próximo da avenida Valdemar Ferreira, no Butantã (zona oeste).

Gabo Morales/Folhapress
Nuvem cobre céu na zona oeste de São Paulo; chuva atinge regiões da cidade
Nuvem cobre céu na zona oeste de São Paulo; chuva atinge regiões da cidade

Mãe e filho morrem soterrados por deslizamento de terra em Mauá

A irmã adolescente e seu tio estavam no local e conseguiram escapar com vida

05 de janeiro de 2011 | 2h 23
 
Bruno Lupion, do estadão.com.br
MAUÁ - O garoto Tauã Trindade da Silva Lima, de 11 anos, e sua mãe Deise Trindade dos Santos, de 34, são as primeiras vítimas das chuvas deste ano no Estado de São Paulo. Eles morreram na noite de terça-feira, 4, soterrados por um deslizamento de terra na casa onde moravam, no Morro do Macuco, no Jardim Zaíra, em Mauá, no Grande ABC. A irmã adolescente de Tauã, de 13 anos, e seu tio, Carlos Santos, de 23, estavam no local e conseguiram escapar com vida. A casa de alvenaria ficou completamente destruída pela lama que desceu da encosta.
Bruno Lupion/Reprodução
Bruno Lupion/Reprodução
Tauã, de 11 anos, e sua mãe, Deise, de 34, são as primeiras vítimas das chuvas em SP em 2011
Veja também:
linkCasas são vistoriadas após deslizamento em Mauá
Tauã cursava a 5ª série do ensino fundamental e foi encontrado morto ao lado da porta da casa, dez minutos após a chegada do Corpo de Bombeiros. O corpo de sua mãe, que trabalhava como faxineira em São Caetano do Sul, também no ABC, foi localizado após cerca de dez horas de buscas nos escombros, que contou com o apoio de cães farejadores e um trator.
O marido de Deise e pai das crianças, o auxiliar Édson Edmilson da Silva Lima, de 38 anos, estava na casa de amigos quando foi avisado sobre o deslizamento, por volta das 20 horas. Ele mora no bairro desde que nasceu e acredita que o acidente ocorreu por causa de moradores que estão construindo casas no alto do morro, jogando para baixo a terra retirada e o esgoto das residências. "O solo fica fofo e escorrega", explica. Pela mesma razão, a mãe de Deise, Rita Trindade dos Santos, de 53 anos, decidiu no ano passado sair da casa destruída pelo deslizamento, onde vivia com o casal desde 2006. "Quando chovia sempre descia terra lá de cima, tinha muito medo", conta.
A Defesa Civil Municipal interditou cerca de dez casas no entorno por causa do risco de mais deslizamentos. Segundo a assessoria da prefeitura de Mauá, um mapeamento realizado em 2004 considerou a área do Morro do Macuco como de risco e sugeriu a remoção dos moradores, o que não foi feito.
"Todo ano é assim na época de chuva. Os moradores sabem, as autoridades sabem, mas todo mundo fecha os olhos", diz Alvino Alves Dias, 56 anos, vizinho de Édson. "A Defesa Civil aparece quando ocorrem as tragédias, mas não realiza um monitoramento constante", afirma. Abalado pela morte do filho, Édson pedia providências ao poder público. "Eles deviam fazer conjuntos habitacionais para que o pessoal possa pagar aos pouquinhos. Ninguém mora em favela por que quer", diz. A irmã de Tauã e seu tio, irmão de Deise, foram levados ao Hospital Nardini e não corriam risco de morte, segundo os bombeiros, que enviaram 32 homens para a operação de resgate.
(Matéria atualizada às 7h00)
 

Rio Atibaia transborda e deixa 450 famílias desabrigadas

Cenas comuns há 1 ano voltaram a repetir-se; outras 14 cidades na região de Campinas tiveram alagamentos

Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo
O Rio Atibaia transbordou ontem em 1,2 metro fora de sua calha e obrigou a Defesa Civil Estadual a remover 450 famílias de 11 bairros alagados em Atibaia, a 100 quilômetros da capital. Cenas comuns em janeiro de 2010 voltaram a repetir-se na cidade de 110 mil habitantes, com famílias inteiras do bairro de classe média Parque das Nações removidas em barcos da Defesa Civil Estadual durante todo o dia. A elevação no nível de água do manancial, que chegou a 4,2 metros de profundidade, também causou enchentes em outras 14 cidades na região de Campinas.
Caroline Staboli/FotoRepórter/AE


Fora da calha. Água saiu 1,2 metro do leito do Rio; em 2010, prefeitura culpou a Sabesp
A previsão de novos temporais hoje no interior pode elevar ainda mais o nível do Atibaia e colocar outros bairros e cidades debaixo d"água. Nos últimos dois dias choveu 162,9 milímetros na cabeceira do manancial, quase o dobro da precipitação registrada na capital desde domingo. Existe também o risco de deslizamentos e de novas inundações em municípios cruzados pelo rio, como em Nazaré Paulista, Piracaia e Bragança Paulista.
Hotéis, condomínios e marinas localizados às margens do Rio Atibaia, ao lado da Rodovia D. Pedro I, foram tomados pelas águas que vazaram de suas margens. Em Bom Jesus dos Perdões, também ao lado do rio, moradores do bairro Vila Galícia e dos Condomínios Atibainha e Marina deixaram suas casas. Ao longo do curso do Atibaia, propriedades rurais com plantações de morango e figo ficaram inteiramente submersas. Da Rodovia D. Pedro I também era possível ver cavalos e bois tentando andar em pastos alagados pelas águas do rio.
Segundo a prefeitura de Atibaia, a enchente deste ano não foi causada pelo transbordamento dos reservatórios do Sistema Cantareira, gerenciados pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). No ano passado, a cheia do rio deixou cerca de 2 mil famílias desabrigadas na região. Na época, a Sabesp chegou a ser responsabilizada pelas prefeituras do interior, que acusaram a empresa de abrir as comportas dos reservatórios do Cantareira.
"Ao contrário de 2010, neste ano foi apenas o excesso de chuva na cabeceira do rio que causou os transbordamentos", informou a prefeitura. Dois abrigos em escolas municipais foram colocados à disposição dos moradores.
Indignação. Os moradores do Parque das Nações estavam indignados com a nova enchente no local. Ontem pela manhã, após o Atibaia transbordar, a água subiu em menos de meia hora. "Agora vou ter de mudar para a casa da minha mãe por mais um mês", reclamou a farmacêutica Rosana dos Santos, de 32 anos. No fim da tarde, ela teve de deixar seu sobrado de barco com o filho de 3 anos e seu cachorro poodle. "No ano passado, demorei 27 dias para voltar para casa. Quero ver agora." Na periferia de Atibaia, as inundações atingiram principalmente o Bairro Caetetuba.

 

Em Santa Bárbara do Oeste (SP), a água da chuva chegou na cintura



O rio transbordou e atingiu as casas mais próximas. Na tarde de segunda-feira (3), Josimar Pereira, de 31 anos, foi surpreendido pela força da enxurrada e está desaparecido. O Corpo de Bombeiros está fazendo buscas há dois dias. Em Hortolândia, a lama tomou conta da cidade. É o segundo alagamento em menos de dois meses. Em Botucatu, era impossível transitar pela região central, as avenidas ficaram alagadas. A Defesa Civil decretou estado de alerta em 12 cidades da região de Campinas.

A vingança de Alckmin: Governo Alckmin vai retomar projeto de construir 46 presídios no interior

Só 3 de 49 cadeias previstas em 2009 saíram do papel, por entraves políticos e judiciais; outra meta é pôr mais 6,5 mil policiais nas ruas

Marcelo Godoy - O Estado de S.Paulo
Retomar a construção de 46 presídios no interior - investimento de cerca de R$ 1,1 bilhão, dos quais R$ 507 milhões neste ano - e aumentar em 6,5 mil o números de policiais no patrulhamento das ruas e nos plantões policiais do Estado. Essas são as principais metas das Secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária (SAP) para o primeiro ano do governo de Geraldo Alckmin (PSDB). 
O governo espera abrir em 2011 8.374 vagas com a inauguração de 11 de 46 presídios previstos no plano. Serão cinco penitenciárias femininas, três Centros de Detenção Provisória (CDP) e três penitenciárias masculinas. Atualmente, o Estado tem 148 presídios e 163 mil detentos. Há presídios com até o dobro de presos em relação ao número de vagas, como alguns CDPs da capital.
Anunciado inicialmente em 2009, o plano para a construção dos presídios emperrou em licenças ambientais, ações na Justiça contestando licitações e na resistência de prefeituras em abrigar os presídios. Além dele, a SAP aposta na ampliação do uso de tornozeleiras eletrônicas para aumentar o controle dos detentos do regime semiaberto que trabalham diariamente fora dos presídios - cerca de 3,4 mil.
A tornozeleira foi usada pela primeira vez na saída deste fim de ano por 4.635 detentos que saíram dos presídios para visitar seus familiares. "Avaliação extremamente positiva. Qual é a questão das saídas? Primeiro, a questão das saídas não é uma decisão do governador. É lei federal, que estabelece essas saídas", afirmou anteontem o governador Geraldo Alckmin.

 

A Vingança de Alckmin: Alckmin venderá prédio que Serra mandou reformar

Recuperação de imóvel, onde era secretaria, tem custo estimado em R$ 18,9 mi; tucano quer estrutura de governo no centro da cidade

Roberto Almeida - O Estado de S.Paulo
Após ordenar a venda de imóveis e a reavaliação dos contratos de aluguel onde estão as secretarias de Estado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, escolheu o primeiro alvo: um dos edifícios da Secretaria do Planejamento, que está desocupado e foi submetido a uma reforma, de R$ 18,9 milhões, na gestão José Serra/Alberto Goldman.
JF Diorio/AE
JF Diorio/AE
Vende-se. Governo deve pedir R$ 70 mi por prédio no Itaim
O edifício, que será vendido, fica na Rua Iguatemi, no Itaim, bairro nobre da capital, e tem área total de 10 mil metros quadrados. A reforma é tocada pela Construtora Cronacon, que venceu licitação em outubro - a iniciativa da obra, porém, vem do período em que Serra estava à frente do governo.
O prédio, segundo o Planejamento, não comportava mais as funções da secretaria e havia riscos de segurança. Por isso, a pasta do Planejamento funciona atualmente em imóvel alugado na Alameda Jaú, nos Jardins, outra área nobre da capital.
Alckmin quer encerrar contratos de aluguel como esse e levar pastas para o centro de São Paulo, em edifícios que serão comprados, especialmente na região da Rua Boa Vista. A ida da estrutura do governo para o centro era uma iniciativa de Alckmin em seu mandato anterior, mas foi congelada por José Serra em 2007, ao assumir o governo.
Gastos. O atual gasto com aluguéis é de R$ 130 milhões ao ano com cerca de 700 imóveis, incluindo os do Judiciário. Assim que assumiu, Alckmin impôs redução de gastos ao secretariado, além da proposta de revitalização do centro da cidade com o aumento de circulação de funcionários do governo.
Mesmo em obras, o governador acredita que o edifício do Itaim pode ser vendido e gerar receita para o governo. Para isso, a pedida deve chegar a R$ 70 milhões. A ideia é comprar, com esse valor, 30 mil metros quadrados no centro de São Paulo, acomodar o Planejamento e desocupar o edifício dos Jardins.
"Vamos esperar o fim da reforma, e ele deve ser colocado à venda. E, mesmo assim, com ganho", garantiu Felipe Sigollo, assessor de Alckmin e responsável pelo estudo dos imóveis.
As últimas aquisições de edifícios do governo foram em 2003, quando Alckmin comprou dois blocos de prédios do Banco Itaú, na Rua Boa Vista, no centro.
Hoje, chamados de Edifício Cidade I e II, eles abrigam nove órgãos do governo, três secretarias e o gabinete do governador.
O primeiro movimento em direção ao centro já foi estabelecido pelo tucano. Alckmin determinou que as novas secretarias de Desenvolvimento e Gestão Metropolitana, tocada por Edson Aparecido, e Energia, assumida por José Aníbal, sejam instaladas no 3.º e 4.º andares do Edifício Cidade I.
Compras. O governador chegou a estudar a compra do Edifício Altino Arantes, o antigo Banespa, mas recebeu resposta negativa do Banco Santander, atual proprietário. Há, porém, a expectativa de compra de dois edifícios próximos ao Cidade I e II.
O tucano aguarda ainda decisões de outros bancos que estão no centro e podem estar de mudança, como fez o Itaú quando foi para o complexo do Jabaquara, na zona sul.
Alckmin deve finalizar ainda a compra do imóvel onde está a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), na Luz, também no centro de São Paulo. Para os imóveis alugados por secretarias no interior, a determinação é a mesma.
A pasta do Meio Ambiente, tocada por Bruno Covas, irá rever os contratos que custam, segundo ele, R$ 800 mil em aluguéis.

 

A vingança de Alckmin: todos os contratos da gestão Serra sob auditoria

ASP / Folha - 05/01/2011
Alckmin revê todos os contratos da gestão Serra
A revisão de contratos firmados na gestão do governo José Serra (PSDB), determinada pelo governador Geraldo Alckmin, se estenderá a todas as áreas e pastas da administração pública.
No fim da tarde, após sua cerimônia de posse, o secretário de Gestão, Júlio Semeghini, afirmou que a medida não se resumirá aos serviços prestados por terceirizados. "Vamos olhar tudo, contrato por contrato, pasta por pasta. A meta é, com isso, reduzir em 10% o custeio em todas as secretarias", disse Semeghini.
Segundo ele, até convênios com organizações sociais e Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) serão reavaliados
 
Valor Econômico - 05/01/2011
Revisão de contratos expõe racha tucano em SP
O anúncio da revisão dos contratos do governo paulista com empresas terceirizadas deixou exposta a divisão do PSDB entre os grupos do governador eleito, Geraldo Alckmin, e do ex-governador José Serra. "Foi um troco", resumiu um político ligado ao grupo serrista. Ele fazia referência ao ex-secretário de Fazenda Mauro Ricardo Costa, que anunciou medidas semelhantes quando Serra sucedeu Alckmin no governo paulista, em 2007.
Na época, pouco depois de assumir, Costa, homem de confiança de Serra, causou constrangimento ao grupo de Alckmin ao anunciar a revisão de contratos e licitações por meio de decretos, numa espécie de faxina no governo. Até a recontagem de servidores foi feita diante da suspeita de "funcionários fantasmas" e pagamentos indevidos
 
Estadão
Empresas terceirizadas serão submetidas a auditoria pelo governo de São Paulo
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), pediu auditoria dos contratos de empresas terceirizadas com o governo estadual. O montante a ser analisado é de R$ 4,1 bilhões
 

sábado, 1 de janeiro de 2011

Ministério Público - SP: Reservar vagas em hospital público para planos é inconstitucional

(do Estado de SP)
Lei estadual não pode restringir o que lei federal não restringe, afirma promotor Arthur Pinto Filho

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) promete protocolar ações civis públicas para impedir a implementação do projeto de lei complementar que prevê que 25% dos leitos de hospitais públicos administrados por organizações sociais de saúde em São Paulo sejam reservados ao atendimento de clientes de planos e convênios particulares.
“Esse projeto é inconstitucional e tem vários vícios em sua origem. O primeiro deles é querer que uma lei estadual restrinja o que uma lei federal não restringe, quando uma lei estadual não pode contrariar uma lei federal, exceto se for para aumentar o benefício da sociedade, o que não é o caso”, afirmou à Agência Brasil o promotor de Justiça da Procuradoria de Direitos Humanos na Área de Saúde Pública, Arthur Pinto Filho.
Para o promotor, o projeto também fere o princípio constitucional de que todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam tratados de forma igualitária. Em 2009, os deputados já haviam aprovado um dispositivo semelhante, que, depois, foi vetado pelo então governador José Serra (PSDB).
“A justificativa de que é necessário aprovar o projeto para criar formas de o governo cobrar as empresas é falso, porque leis já existem. Trata-se, isso sim, de tirar um de cada quatro leitos do SUS e entregá-los aos planos privados. O que já era pouco e ruim vai se tornar dramático e pior”, avaliou Pinto Filho.
De acordo com ele, praticamente todos os órgãos e entidades que atuam no setor são contrários ao projeto, que chegou a ser reprovado inclusive pela entidade que reúne os secretários municipais de Saúde de todo o Estado.





Aprovado mais um capítulo da privatização da saúde pública em SP: veja quem votou a favor e contra.

(do site Vi o Mundo)
Deputados paulistas aprovam “venda” de 25% dos leitos do SUS a convênios e particulares; paciente do SUS é lesado

Por 55 a votos a 18 a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou ontem (21/12/2010), o projeto de lei 45/10 que permite às Organizações Sociais (OS) venderem até 25% dos serviços dos SUS, incluindo leitos hospitalares, a planos de saúde e particulares.
O projeto foi enviado à Assembleia Legislativa, em regime de urgência, pelo governador Alberto Goldman (PSBD). As bancadas do PSBD, DEM, PV, PPS, PSB, PTB e PP votaram a favor do projeto, que obteve ainda alguns votos do PMDB, PRB e PR. Votaram contra PT, PSOL, 1 do PR e 1 do PDT.
“A nova lei das OS reduzirá mais o já precário atendimento hospitalar da população pobre”, denunciou ao Viomundo o deputado estadual Adriano Diogo (PT), da Comissão de Higiene e Saúde da Assembleia Legislativa. “É a expansão da ‘quarteirização’ dos serviços públicos de saúde no Estado de São Paulo.”


Orçamento paulista para 2011: "espelho" da continuidade das políticas conservadoras.

(do Transparência SP)
O orçamento paulista para 2011 segue espelhando a continuidade das políticas conservadoras no Estado de São Paulo.
Um orçamento que despreza a relação republicana com os poderes Judiciário e Legislativo, colocando-os de "joelhos" ao longo do ano, na necessidade de mais recursos.
Um orçamento que despreza a participação popular, expressa na negação de emendas regionais produzidas a partir das Audiências Públicas realizadas pela Assembléia Legislativa de SP em todas as regiões do Estado, colhendo milhares de sugestões da população.
Um orçamento que continua desconhecendo as práticas mais modernas de planejamento público, como a regionalização das previsões de gastos, negando à população o direito de saber quais os investimentos estarão previstos para cada região do Estado.
Um orçamento que continua na linha do "ajuste fiscal permanente", com cortes nos investimentos previstos e redução nos gastos com o funcionalismo público.
Enfim, um orçamento que cada vez mais representa os interesses dos setores e segmentos sociais que menos precisam das políticas públicas.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Tribunal de Justiça de SP sem verba: herança do governo tucano em SP


Folha
Sem verba, Tribunal de Justiça (TJ) de SP depende de repasses do Executivo
Às voltas com a manutenção do corte de 54% em seu Orçamento, o Tribunal de Justiça de São Paulo começará 2011 na dependência de suplementações do Executivo para tentar resolver seus problemas mais prementes.
O primeiro e mais importante deles --consenso entre servidores, advogados e membros do próprio TJ--, é a falta de verba do Tesouro para o funcionalismo
Estadão - 28/12/2010
Cupins e infiltrações ameaçam palácio sede da Justiça paulista, no centro
Em algumas áreas, como a biblioteca, funcionários têm de trabalhar em meio a andaimes e suportes; reforma deve custar R$ 50 milhões
Estadão - 28/12/2010
Cartórios serão levados para prédio na Brigadeiro
A reforma interna do Palácio da Justiça é apenas parte do projeto da direção do Tribunal de Justiça de São Paulo para resgatar os tempos áureos de sua sede.
Desde o início deste ano, os cartórios da segunda instância que há décadas funcionam no prédio estão sendo transferidos para outros imóveis da Corte na região central de São Paulo. A meta é reduzir ao máximo a circulação de pessoas no palácio e, assim, brecar o processo de deterioração do palácio

STF adota uso de iniciais para ocultar identidade de autoridades processadas

Estadão
STF adota uso de iniciais para ocultar identidade de autoridades processadas
Desde agosto, mesmo nos inquéritos que não tramitam em segredo de Justiça, nomes das partes estão sendo omitidos pelos ministros do Supremo, sob a justificativa de que é necessário preservar a honra e a intimidade dos acusados

Fraudes nos contratos do Governo de SP com a Alstom: Juíza quebra sigilo de conselheiro do TCE

 Folha - 28/12/2010 (via clipping CNJ)
Juíza quebra sigilo de conselheiro do TCE
Decisão quebrou o sigilo de mais dez pessoas e de empresa, investigadas sob acusação de receber propina por contratos com a multinacional Alstom.
A medida atinge, entre outros, Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e chefe da Casa Civil do governador Mario Covas entre 1995 e 1997, e Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô

Assinante da Folha, clique aqui

Agora São Paulo - 28/12/2010
Justiça quebra sigilo de conselheiro do TCE-SP
Investigados sob suspeita de ter recebido propina da Alstom em troca de contratos públicos do governo de São Paulo, 11 pessoas e uma empresa não conseguiram provar a origem do seu patrimônio, segundo decisão da juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi

Jandira - SP: Um poço sem fundo de fraudes sob o comando do PSDB

 Estadão - 27/12/2010
Vereador denuncia fraudes em Jandira (SP)
Supersalários, licitações fraudulentas, propina, peculato, formação de cartéis e servidores fantasmas marcaram a gestão Braz Paschoalin (PSDB) - prefeito de Jandira executado a tiros de grosso calibre dia 10 -, segundo relato do vereador Reginaldo Camilo dos Santos, o Zezinho do PT.
Saiba mais
 
JT
Jandira terá policiamento reforçado
O policiamento na cidade de Jandira (32 km de SP) será reforçado nos próximos dias. A decisão foi anunciada na tarde desta quinta-feira  (23) pelo secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, durante visita à prefeita de Jandira, Anabel Sabatine. Sabatine assumiu o cargo depois da morte do prefeito Braz Paschoalin, no dia 10 dezembro
 
Para lembrar:
EPTV
Vídeo: Operação "Arcanjo" da Polícia Civil resulta na prisão de 71 pessoas
Foi presa parte de uma quadrilha comandada pelo suspeito na morte do prefeito de Jandira

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Kassab confirma aumento de tarifa de ônibus para R$ 3 em SP

Nova tarifa entra em vigor no dia 5 de janeiro na capital paulista.

Atualmente, passageiros pagam R$ 2,70 pela viagem nos ônibus.


O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, confirmou na manhã desta terça-feira (28) que a tarifa de ônibus na capital paulista subirá para R$ 3 a partir da 0h do dia 5 de janeiro. Ele falou sobre o novo preço durante uma vistoria às obras de desassoreamento do Córrego Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo. Atualmente, o valor da viagem é R$ 2,70.
O prefeito explicou que haverá uma redução do subsídio pago pela Prefeitura para o transporte no ano de 2011 – segundo ele, o montante economizado será repassado para outras áreas prioritárias, como obras de drenagem, coleta de lixo, saúde e educação. “O subsídio este ano ficou na faixa de R$ 660 milhões. Nós queremos, ao longo do ano que vem, ter um subsídio de R$ 600 milhões ou um pouco menos”, afirmou Kassab.
O reajuste será de 11,11%. Com o aumento, o valor da integração com o Metrô com o Bilhete Único ficará em R$ 4,29. O último aumento no bilhete de ônibus – de R$ 2,30 para os atuais R$ 2,70 – ocorreu em janeiro deste ano.

Confira as novas tarifas abaixo:
Integração Metrô / Trem
R$ 4,29
Bilhete Único Estudante
R$ 1,50 (5 tarifas)
Bilhete Único Estudante Conveniado UMES/UNE
R$ 39,00 (13 tarifas)
Bilhete Único Estudante Conveniado UMES/UNE 2ª via
R$ 39,00 (13 tarifas)
Bilhete Único Comum ou Vale-Transporte 2ª via
R$ 21,00 (7 tarifas)
Bilhete Único Comum 1ª compra
R$ 15,00 (5 tarifas)

Imprensa brasileira termina década "no fundo do poço"



Blog Cidadania
Eduardo Guimarães

Em 31 de dezembro próximo, encerrar-se-á a primeira década do século XXI e do novo milênio. A imprensa escrita chega a esse momento histórico com a credibilidade abalada e despida de um poder que deteve durante o século passado, o de influir decisivamente nas decisões políticas dos brasileiros.

Dados do IVC (Instituto Verificador de Circulação) de 2000 e de 2010 (estes, aproximados), se comparados mostram muito mais do que a queda na circulação dos grandes jornais do eixo Rio-São Paulo, que pautam politicamente todos os outros veículos impressos menores, mas de maior porte entre o universo total da imprensa escrita.

No início da década, a Folha de São Paulo vendia 471 mil exemplares/dia e hoje vende 295 mil; o Estadão vendia 366 mil e hoje vende 213 mil; O Globo vendia 336 mil e hoje vende 257 mil; a revista Veja vendia 1,9 milhão de exemplares por semana e hoje, vende 1,2 milhão.

A situação é muito pior do que parece, porque, durante a década que termina, jornais e revista passaram a doar exemplares aos leitores perdidos, ou seja, enviando esses exemplares a eles gratuitamente, de forma a sustentarem os números da tiragem cadente.

Finalmente, há que lembrar que, em 2000, o Brasil tinha 170 milhões de habitantes e hoje, tem 190 milhões. Enquanto a população cresceu quase 12 por cento nesse período, a tiragem dos jornais e revista mencionados caiu de 3 milhões de exemplares por edição para 1,9 milhão, ou seja, uma queda de quase 37 por cento.

Fazendo bem as contas, se a relação entre a tiragem dos jornais e da revista e o conjunto da população no início da década era de 1,76%, hoje essa relação caiu para 1%, ou seja, uma perda de 43% do mercado.

Alguns dirão que esse leitorado migrou para a internet, onde lê os grandes portais de notícias, todos controlados pelos grupos empresariais donos dos jornais e revistas em questão. Contudo, essa premissa desconsidera a queda de receita e a quebra de fidelidade, pois é muito diferente ler os portais sem pagar nada e comprar a assinatura desses veículos.

A queda de tiragem, porém, não dá a dimensão da perda de credibilidade e de influência desses veículos no conjunto da sociedade, pois, aí, a queda é muito maior.

Um bom indício desse fato é o de que, desde a redemocratização até 1998, o país elegia o candidato a presidente que essa parte da imprensa apoiava – foi assim com Collor e com FHC em três eleições. A partir da década que vai terminando, em três eleições presidenciais os veículos perderam as três.

A razão de fundo para essa perda de credibilidade – e, conseqüentemente, de mercado – foi explicitada por um homem que conhece a fundo o mainstream midiático, o atual ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, egresso da TV Globo, onde foi comentarista político por anos a fio.

Segundo Martins,”Um grande número de leitores não acredita mais no que o jornal diz” porque “Percebeu que havia má vontade com o governo e leniência com a oposição”. Há que acrescentar que essa “leniência” se estende, até o momento, às administrações estaduais e municipais em que a oposição federal é governo.

O exemplo mais clamoroso é o do governo de São Paulo e o da capital desse Estado, em que o consórcio tucano-pefelê governa há muito tempo, sendo que em nível estadual o PSDB já caminha para vinte anos no poder.

A degradação da qualidade de vida em São Paulo (Estado e capital) é visível. Quem vem a São Paulo se horroriza sobretudo com a capital, que se tornou violenta, poluída, assolada por tragédia sobre tragédia cotidianamente, com serviços públicos como saúde e educação em situação calamitosa etc.

Não há cobertura crítica do péssimo governo tucano do Estado ou da administração municipal desastrosa do DEM na capital. Escândalos, incompetência, perda de importância do maior Estado da Federação, tudo isso sucumbe, em São Paulo, a um noticiário absolutamente chapa-branca.

No apagar das luzes da primeira década do século XXI, dois fatos exemplificam a razão dessa débâcle da grande imprensa escrita no Brasil.

Na semana passada, foi concluído o inquérito da Polícia Federal sobre o caso do grampo telefônico que Globos, Folhas, Vejas e Estadões sustentaram que o governo Lula teria mandado fazer contra o então presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador goiano Demóstenes Torres, do DEM. Concluiu-se que não houve grampo algum.

Na edição do último domingo do ano do jornal Folha de São Paulo, a ombudsman, Suzana Singer, apresenta uma “prova” de que seu jornal, apesar das acusações múltiplas e crescentes que recebe, “não é tucano”. A “prova” seria editorial que o jornal publicou durante a semana em que reconheceu méritos em um governo apoiado por mais de 80% da sociedade (?!).

O ridículo nunca parece suficiente para essa parcela ainda vistosa – mas totalmente decadente – da imprensa escrita. Acreditando-se extremamente espertos, comandantes das redações esbofeteiam um público que freqüentemente é mais bem informado do que eles devido à multiplicidade de fontes de informação de que dispõe.

Polícia faz busca em casa de cunhado de Alckmin

MARIO CESAR CARVALHO
CATIA SEABRA
DE SÃO PAULO


A polícia fez ontem uma operação de busca e apreensão na casa do empresário Paulo Ribeiro, cunhado do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Paulo é um dos 11 irmãos de Lu Alckmin, futura primeira-dama do Estado.
Ribeiro é investigado pelo Ministério Público sob suspeita de fazer parte de um cartel acusado de superfaturar preços de merenda em contratos com prefeituras.
O processo em que ele aparece como suspeito corre sob segredo de Justiça.
Uma das casas de Ribeiro fica em Pindamonhangaba, a cidade natal de Alckmin e de sua mulher.
O pedido de busca e apreensão foi feito pelo setor de crimes financeiros do Ministério Público do Estado e autorizado pela Justiça.
Ribeiro teria intermediado contratos entre uma empresa da área de merendas chamada Sistal - Alimentação de Coletividade Ltda. com prefeituras do Vale do Paraíba, como Taubaté e Pindamonhangaba, segundo uma das hipóteses investigadas.
Folha procurou os advogados de Ribeiro, mas não conseguiu localizá-los. O governador eleito não quis se manifestar sobre a investigação em torno do seu cunhado.
A Promotoria também não quis se manifestar sobre a investigação em curso.
SUSPEITA DE PROPINAS
O Ministério Público Estadual investiga há mais de dois anos esquemas de fraude envolvendo empresas de merenda escolar em ao menos 35 prefeituras espalhadas pelo país.
A Promotoria diz que servidores receberam cerca de R$ 280 milhões em propinas, que seriam pagas com verba pública desviada.
Entre os municípios investigados está a capital paulista. O suposto esquema da merenda em São Paulo, segundo promotores, começou em 2001 e envolveu ao menos seis empresas terceirizadas, que forneciam alimentação para escolas municipais.
Elas seriam beneficiadas em licitações, segundo a Promotoria. Oficialmente, sempre negaram tudo. O Ministério Publico já divulgou que, em troca dos contratos, as empresas pagavam aos servidores de 5% a 15% dos valores recebidos.

Hage enfrenta a Veja


Resposta do ministro Jorge Hage a editorial de balanço da revista Veja:


Brasília, 27 de dezembro de 2010.


Sr. Editor,

Apesar de não surpreender a ninguém que haja acompanhado as edições da sua revista nos últimos anos, o número 52 do ano de 2010, dito de “Balanço dos 8 anos de Lula”, conseguiu superar-se como confirmação final da cegueira a que a má vontade e o preconceito acabam por conduzir.

Qualquer leitor que não tenha desembarcado diretamente de Marte na noite anterior haverá de perguntar-se “de que país a Veja está falando?”. E, se o leitor for um brasileiro e não integrar aquela ínfima minoria de 4% que avalia o Governo Lula como ruim ou péssimo, haverá de enxergar-se um completo idiota, pois pensava que o Governo Lula fora ótimo, bom ou regular. Se isso se aplica a todas as “matérias” e artigos da dita retrospectiva, quero deter-me especialmente às páginas não-numeradas e não-assinadas, sob o título “Fecham-se as cortinas, termina o espetáculo”. Ali, dentre outras raivosas adjetivações (e sem apontar quaisquer fatos, registre-se), o Governo Lula é apontado como “o mais corrupto da República”.

Será ele o mais corrupto porque foi o primeiro Governo da República que colocou a Polícia Federal no encalço dos corruptos, a ponto de ter suas operações criticadas por expor aquelas pessoas à execração pública? Ou por ser o primeiro que levou até governadores à cadeia, um deles, aliás, objeto de matéria nesta mesma edição de Veja, à página 81? Ou será por ser este o primeiro Governo que fortaleceu a Controladoria-Geral da União e deu-lhe liberdade para investigar as fraudes que ocorriam desde sempre, desbaratando esquemas mafiosos que operavam desde os anos 90, (como as Sanguessugas, os Vampiros, os Gafanhotos, os Gabirus e tantos mais), e, em parceria com a PF e o Ministério Público, propiciar os inquéritos e as ações judiciais que hoje já se contam pelos milhares? Ou por ter indicado para dirigir o Ministério Público Federal o nome escolhido em primeiro lugar pelos membros da categoria, de modo a dispor da mais ampla autonomia de atuação, inclusive contra o próprio Governo, quando fosse o caso? Ou já foram esquecidos os tempos do “Engavetador-Geral da República”?

Ou talvez tenha sido por haver criado um Sistema de Corregedorias que já expulsou do serviço público mais de 2.800 agentes públicos de todos os níveis, incluindo altos funcionários como procuradores federais e auditores fiscais, além de diretores e superintendentes de estatais (como os Correios e a Infraero). Ou talvez este seja o governo mais corrupto por haver aberto as contas públicas a toda a população, no Portal da Transparência, que exibe hoje as despesas realizadas até a noite de ontem, em tal nível de abertura que se tornou referência mundial reconhecida pela ONU, OCDE e demais organismos internacionais.

Poderia estender-me aqui indefinidamente, enumerando os avanços concretos verificados no enfrentamento da corrupção, que é tão antiga no Brasil quanto no resto do mundo, sendo que a diferença que marcou este governo foi o haver passado a investigá-la e revelá-la, ao invés de varrê-la para debaixo do tapete, como sempre se fez por aqui.


Peço a publicação.


Jorge Hage Sobrinho
Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Delegada é morta dentro de Delegacia por ex-namorado em Guarulhos


A delegada Denise Quioca, que estava de plantão na madrugada desta quinta-feira, 23, no 1º Distrito Policial de Guarulhos, na altura do nº 244 avenida Monteiro Lobato, na Vila Miriam, região central da cidade, foi morta com 17 tiros, dentro da sala dela, pelo ex-namorado e ex-policial civil Fábio Agostino Macedo, de 33 anos.
O ex-investigador teria chegado na delegacia, conversado com Denise e terminaram discutindo. Ele, então, foi ao banheiro e, na volta, segurando duas armas, começou a atirar contra a delegada de 28 anos. Denise levou 17 tiros e morreu na hora.
Depois de descarregar as armas, o ex-investigador jogou as duas pistolas e mais uma terceira que carregava em um sofá e, com os braços erguidos, se entregou para três policiais que estavam no plantão.
Armado com duas pistolas, assassino entrou no Distrito Policial, disparou contra a vítima e se entregou(Foto:Hélio Torchi/SP AGORA)
Armado com duas pistolas, assassino entrou no Distrito Policial, disparou contra a vítima e se entregou(Foto:Hélio Torchi/SP AGORA)

O suspeito foi preso em flagrante. Ele não se conformava com o fim do relacionamento. Ele era investigador da Polícia Civil e foi expulso da corporação no começo deste mês, acusado de abuso de poder, agressão e porte ilegal de arma.
Ele foi levado algemado para a Corregedoria da Polícia Civil, no Centro da capital paulista. As armas usadas no assassinato eram da polícia e foram apreendidas.
Denise havia sido ameaçada pelo ex-namorado várias vezes. Ela prestou queixa contra ele na Corregedoria da Polícia Civil em setembro, após ter sido agredida durante uma discussão.
O ex-investigador também é acusado de tráfico de drogas. A corregedoria vai apurar porque ele continuava com as armas da polícia mesmo depois de ter sido demitido.

Justiça absolve, por votação unânime, PCC de pagar indenização de R$ 27 milhões ao Estado

Especial para o UOL Notícias

Em São Paulo


A Justiça paulista absolveu duas advogadas e três presos, supostamente ligados à organização criminosa PCC, de indenizar o Estado no valor de R$ 27,4 milhões. A indenização havia sido determinada pelo juiz da 13ª Vara Criminal da Capital, José Roberto Cabral Longaretti.

A decisão de absolver os réus do pagamento ao erário por danos ao patrimônio público foi tomada, por votação unânime, pela 14ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. O julgamento foi divulgado na terça-feira (21). O argumento foi o de que a indenização, embora legal, deve ser tentada em ação civil. A previsão de reparação de danos pelo autor de crimes está prevista no Código de Processo Penal.

A indenização aplicada pelo juiz criminal era decorrente dos prejuízos causados pelas depredações nos presídios de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Junqueirópolis, Mirandópolis, Getulina, Itirapina, Santos e São Paulo.

As duas advogadas foram presas em junho de 2006, em Presidente Prudente (656 km de SP) por suspeitas de transmitir ordens (conhecidas como “salves”) dos chefes do grupo e também de facilitar a entrada de celulares em prisões. As investigações foram conduzidas pelo Gaeco (Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas), braço do Ministério Público de São Paulo.

Valéria Dammous e Libânia Catarina Fernandes Costa foram acusadas, pelo Ministério Público, de participarem de operações planejadas, em várias cidades do Estado de São Paulo, entre maio e junho de 2006. Um terceiro advogado denunciado foi absolvido pela Justiça.

De acordo com o Ministério Público, o objetivo das ações era viabilizar a prática de crimes de tráfico, extorsões, sequestros e rebeliões em penitenciárias.

Os presos Orlando Mota Júnior, “o Macarrão”, Cláudio Rolim de Carvalho o “Polaco”, e Anderson de Jesus Parro, o “Moringa” passavam ordens para as advogadas. Eles também foram acusados dos mesmos crimes.

Em primeira instância, além de obrigá-los a pagar a indenização pelos danos provocados nas cadeias, o juiz aplicou penas de prisão a todos os envolvidos. Eles foram condenados pelos crimes de motim, dano qualificado, formação de quadrilha e cárcere privado qualificado.

As duas advogadas sofreram pena de cinco anos e oito meses, que deveriam ser cumpridos em regime aberto.

Aos três detentos foram aplicadas penas variáveis. Cláudio Rolim de Carvalho recebeu condenação de sete anos e dois meses. Anderson de Jesus Parro teria de cumprir sete anos e oito meses e Orlando Mota Júnior teve a pena mais longa de 10 anos e quatro meses. O cumprimento seria em regime inicial fechado.

A 14ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a absolvição do advogado Eduardo Diamente, por falta de provas, e reduziu as penas de todos os réus.

As advogadas Valéria e Libânia e o detento Anderson tiveram as penas diminuídas para quatro anos de prisão. Os outros dois condenados – Cláudio e Orlando – vão cumprir cinco anos e 20 dias de reclusão.

Privatizações

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Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
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