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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Tucanos provocam "apagão" de remédios em todo o Estado



José Serra deixou de herança para o Estado de São Paulo um "apagão" no suprimento de remédios para a população. Como se não bastasse ainda há denúncias de compras superfaturadas pela FURP
A população de São Paulo que depende do programa “Dose Certa” vive um apagão de atrasos na entrega de remédios. Os atrasos na entrega dos medicamentos pelo governo estadual comprometem o tratamento.
Na cidade de Presidente Venceslau, a Divisão de Saúde da Prefeitura emitiu um comunicado à população na última quinta-feira (16/9), esclarecendo sobre o apagão de medicamentos do governo estadual, que compromete tratamentos de uso continuado, essenciais para o tratamento de problemas mais comuns como pressão alta, diabetes, saúde da mulher e saúde mental.

Entre estes medicamentos está o captopril 25mg, utilizado para o controle da pressão arterial.
Como alternativa, a Divisão de Saúde do município avisa aos pacientes que o captopril pode ser comprado no Programa Farmácia Popular, criado pelo Governo Federal, onde o paciente pode se dirigir a qualquer farmácia cadastrada (inclusive da rede privada), em posse da receita médica e documento de CPF, adquirir o medicamento por um valor bastante acessível. Dependendo do laboratório, até mesmo a partir de R$ 1,00.

Presidente Prudente rompe com o Dose Certa

A Secretaria de Saúde de Presidente Prudente anunciou em agosto, deixar de comprar medicamentos do Estado, por meio do Programa Dose Certa. O município prefere receber o repasse federal de R$ 5,10 habitante/ano (sendo que metade do valor, até então, era repassado ao Estado, vindo somente a outra metade ao Fundo Municipal de Saúde), e repasse estadual de R$ 1,86 habitante/ano, e ele próprio licitar a compra dos medicamentos.

De acordo com a pasta, a desistência ocorre por dois motivos: o atraso na entrega dos remédios e o alto custo dos produtos.
O "Dose certa" tem atrasado as entregas, que são trimestrais, há mais de um ano, na cidade.

Superfaturamento
O preço pago ao governo do Estado na cessão de alguns medicamentos é alto. Alguns municípios têm conseguido comprar por preços mais baratos do que é pago a FURP (Fundação para o Remédio Popular, ligada ao governo do Estado), que é a responsável em fornecer a medicação ao Dose Certa.

Em 2007, auditoria da CGU (Controladoria Geral da União) constatou que a FURP adquiriu o medicamento "Nistatina 100.000 UI / 4g - creme vaginal - bisnaga com 60 g", provocando um rombo nos cofres públicos de 71,91% de superfaturamento.

Dose incerta
Em Taboão da Serra, Embu das Artes e Itapecerica os remédios usados na atenção básica, além da medicação destinada à saúde mental e da mulher, estão sendo comprados pelas prefeituras, já que as entregas do Dose Certa, produzidos pela FURP, estão atrasadas.

Por causa do atraso, a prefeitura de Embu teve que aumentar em 73% seu orçamento para o segundo trimestre deste ano na compra dos medicamentos em falta na rede municipal de Saúde.

Todas as secretarias municipais das cidades citadas reclamam da falta de comunicação do governo estadual, que segundo elas sequer informa uma previsão de normalização do repasse dos remédios.

“Estamos assumindo mais um custo... O nome do programa deveria ser Dose Incerta”, lamenta o secretário de Saúde de Taboão da Serra.

O problema se repete em praticamente todas as cidades do estado.

fonte: Blog Amigos do Presidente Lula

Água contaminada no Guarujá: Sabesp tem três para apresentar plano de ação

A Prefeitura de Guarujá encaminha, nesta segunda-feira (20/9), um ofício a Sabesp (Companhia de Saneamento Ambiental do Estado) dando um prazo de 72 horas para a apresentação de um novo cronograma em relação às intervenções que estão sendo realizadas pela empresa para sanar as desconformidades encontradas na água fornecida pela empresa na cidade.

O ofício foi motivado pela conclusão do Relatório Final de Investigação do Surto de Diarréia em Guarujá, elaborado pela Coordenadoria de Controle de Doenças do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado.

Laudos apontam contaminação

Laudos de análise da água fornecida pela Sabesp apontaram a presença de coliformes totais em 10 pontos de Guarujá. Em um desses locais, a EE Prof. Emídio José Pinheiro, em Santa Rosa, também foi encontrada a bactéria Escherichia coli.

Os dados, de maio e junho deste ano, foram publicados no Diário Oficial do município, nos últimos 15 dias. As amostras, coletadas por equipes da Vigilância Sanitária de Guarujá, foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

O problema foi detectado também nos núcleos de educação infantil Celso Jerônimo, Joana Mussa Gaze, José Antônio Ferranti, Groussier Magri e Ambrozina Conceição; na Uniesp; na Escola Infantil Lince; na EM Prof. Maria Regina Teixeira e em duas unidades básicas de saúde, na Vila Edna e Perequê.

STF manda Estado reajustar adicional de servidor


O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que o governo estadual deve manter o reajuste do adicional de insalubridade dos servidores pelo índice do salário mínimo. Tem direito a este benefício os policiais militares e civis, bombeiros, agentes penitenciários, médicos e enfermeiros.

O valor do benefício está congelado desde o ano passado. Uma decisão anterior do STF já determinava que o aumento pelo valor do mínimo deveria permanecer enquanto não houvesse um novo cálculo, o que foi ignorado pelo Estado.
O adicional de insalubridade é pago em três níveis, de acordo com a atividade do servidor. Atualmente, ele varia de R$ 93 a R$ 372. Com o aumento, o benefício ficará entre R$ 102 e R$ 408.
*com informações do jornal Agora

Governo de SP adia mais uma vez entrega de obra que se arrasta desde 1996

 O governo de São Paulo adiou  a inauguração da ampliação do complexo viário Jacu-Pêssego, que ligará a zona leste de São Paulo, a partir da rodovia Ayrton Senna, ao ABC paulista. No início da semana, o secretário de Estado dos Transportes, Mauro Arce, havia confirmado a abertura para sábado (25). Não há mais data definida nem explicação para o adiamento. A obra está orçada em R$ 1,9 bilhão.
A previsão é de que 40 mil veículos circulem por dia no trecho, que vai funcionar como um minianel viário, tirando caminhões do centro de São Paulo e da marginal do Tietê, fazendo as vezes do trecho leste do rodoanel, atualmente em licitação.
O prolongamento da avenida se arrasta desde 1996, quando o então prefeito Paulo Maluf inaugurou o primeiro trecho da Jacu-Pêssego. Para a fase atual, a previsão inicial era abrir para o tráfego junto com a inauguração do trecho sul do rodoanel, em abril. Os 13,2 km da via são de responsabilidade da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), empresa do governo estadual.
A obra não está finalizada. Apesar de parte da sinalização já estar pintada no chão, não há placas nem semáforos. No canteiro central, o cenário é de muitas pedras. A via também não tem retornos e as entradas para outras avenidas não estão prontas.
Também não há faixa para pedestres e as duas passarelas estão em construção. Por fim, a iluminação está deficiente e, em alguns trechos, postes ainda estão sendo instalados.
*Com informações de O Estado de São Paulo

Água fornecida pela Sabesp no Guarujá tem coliformes totais, apontam laudos

Fonte: A Tribuna

Laudos de análise da água fornecida pela Sabesp apontaram a presença de coliformes totais em 10 pontos de Guarujá. Em um desses locais, a EE Prof. Emídio José Pinheiro, em Santa Rosa, também foi encontrada a bactéria Escherichia coli.

Os dados, de maio e junho deste ano, foram publicados no Diário Oficial entre o dia 10 de setembro e esta quinta-feira. As amostras, coletadas por equipes da Vigilância Sanitária de Guarujá, foram analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL).

O problema foi detectado também nos núcleos de educação infantil Celso Jerônimo, Joana Mussa Gaze, José Antônio Ferranti, Groussier Magri e Ambrozina Conceição; na Uniesp; na Escola Infantil Lince; na EM Prof. Maria Regina Teixeira e em duas unidades básicas de saúde, na Vila Edna e Perequê.

O gerente da Sabesp em Guarujá, Wilson Bassotti Filho, afirmou que em todos esses locais foi feita uma recoleta, que é o procedimento padrão nesses casos, e em 100% das situações o problema não persistiu.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O mensalão da Editora Abril

 Altamiro Borges *
 
Numa minuciosa pesquisa aos editais publicados no Diário Oficial, o blog descobriu o que parece ser um autêntico "mensalão" pago pelo tucanato ao Grupo Abril e a outras editoras. Veja algumas das mamatas: - DO [Diário Oficial] de 23 de outubro de 2007. Fundação Victor Civita. Assinatura da revista Nova Escola, destinada às escolas da rede estadual. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 408.600,00. Data da assinatura: 27/09/2007. No seu despacho, a diretora de projetos especial da secretaria declara ‘inexigível licitação, pois se trata de renovação de 18.160 assinaturas da revista Nova Escola’.
- DO de 29 de março de 2008. Editora Abril. Aquisição de 6.000 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 2.142.000,00. Data da assinatura: 14/03/2008.
- DO de 23 de abril de 2008. Editora Abril. Aquisição de 415.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 30 dias. Valor: R$ 2.437.918,00. Data da assinatura: 15/04/2008. - DO de 12 de agosto de 2008. Editora Abril. Aquisição de 5.155 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 365 dias. Valor: R$ 1.840.335,00. Data da assinatura: 23/07/2008.
- DO de 22 de outubro de 2008. Editora Abril. Impressão, manuseio e acabamento de 2 edições do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 4.363.425,00. Data da assinatura: 08/09/2008.
- DO de 25 de outubro de 2008. Fundação Victor Civita. Aquisição de 220.000 assinaturas da revista Nova Escola. Prazo: 300 dias. Valor: R$ 3.740.000,00. Data da assinatura: 01/10/2008.
- DO de 11 de fevereiro de 2009. Editora Abril. Aquisição de 430.000 exemplares do Guia do Estudante. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 2.498.838,00. Data da assinatura: 05/02/2009.
- DO de 17 de abril de 2009. Editora Abril. Aquisição de 25.702 assinaturas da revista Recreio. Prazo: 608 dias. Valor: R$ 12.963.060,72. Data da assinatura: 09/04/2009.
- DO de 20 de maio de 2009. Editora Abril. Aquisição de 5.449 assinaturas da revista Veja. Prazo: 364 dias. Valor: R$ 1.167.175,80. Data da assinatura: 18/05/2009.
- DO de 16 de junho de 2009. Editora Abril. Aquisição de 540.000 exemplares do Guia do Estudante e de 25.000 exemplares da publicação Atualidades - Revista do Professor. Prazo: 45 dias. Valor: R$ 3.143.120,00. Data da assinatura: 10/06/2009.
Negócios de R$ 34,7 milhões
Somente com as aquisições de quatro publicações "pedagógicas" e mais as assinaturas da Veja, o governo tucano de José Serra transferiu, dos cofres públicos para as contas do Grupo Civita, R$ 34.704.472,52 (34 milhões, 704 mil, 472 reais e 52 centavos). A maracutaia é tão descarada que o Ministério Público Estadual já acolheu representação do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) e abriu o inquérito civil número 249 para apurar irregularidades no contrato firmado entre o governo paulista e a Editora Abril na compra de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola.
Esta "comprinha" representa quase 25% da tiragem total da revista Nova Escola e injetou R$ 3,7 milhões aos cofres do ‘barão da mídia’ Victor Civita. Mas este não é o único caso de privilégio ao Grupo Abril. O tucano Serra também apresentou proposta curricular que obriga a inclusão no ensino médio de aulas baseadas nas edições encalhadas do ‘Guia do Estudante’, outra publicação do grupo.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Metrô de SP está em colapso.

(do Vi o Mundo, por Conceição Lemes)
Hoje, das 7h51 às 10h40, a linha Leste/Oeste do Metrô de São Paulo – também conhecida como Vermelha, ou linha 3 — parou totalmente. Quase três horas de caos, medo, desconforto, tumulto. Algumas pessoas passaram mal. Vidros de janelas foram quebrados, para que outras pudessem sair de vagões, mantidos com as portas fechadas. Dezessete composições acabaram depredadas.

“O que aconteceu foi uma falha de porta entre a estação Pedro II e a Sé”, afirma Bene Barbosa, diretor de Comunicação do Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo. “Uma pane técnica fez com que a porta se abrisse fora da plataforma, em pleno túnel. ”

“Uma blusa foi colocada na porta para travar o fechamento“, diz o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB). Acrescenta que é estranho que isso tenha ocorrido e deixa no ar a hipótese de sabotagem com fins eleitorais.

“Uma blusa não acarretaria a abertura da porta”, explica Barbosa. “Quando algo obstrui o fechamento, e isso todo mundo que anda de metrô já viu, o operador vai lá, resolve, a porta fecha e a composição segue. Só que hoje a pane ocorreu entre uma estação e outra. Insinuar sabotagem é má-fé. É tentar jogar nas costas dos outros uma responsabilidade que é única e exclusivamente do governo de São Paulo.”

Soninha Francine (PPS), ex-subprefeita de São Paulo e atual coordenadora da campanha de internet do tucano José Serra (PSDB), seguiu a linha de Goldman. Pela manhã, cogitou no twitter que a paralisação foi provocada por “sabotagem” do PT, como mostrou Conceição Oliveira no blog Maria-Frô.

A mensagem virou na piada na internet. Às 15h, o assunto já estava entre os mais comentados no dia no Twitter (Trending Topics – TT).

Surgiu até o movimento SoninhaFacts, a exemplo do que aconteceu recentemente com uma manchete absurda da Folha de S. Paulo. “Soninha acusa PT de mandar militantes lotarem o metrô da ZL todos os dias para criar caos”, satiriza um. “Ih! Vai cair um mega temporal aqui em SP. Vai alagar tudo, certeza, e a culpa vai ser do PT né”, brinca outro.

Ao Terra Magazine, Soninha justifica a acusação: “É absurdo para um sistema que é referência em São Paulo”.

A ex-petista ouviu o tucano cantar mas não sabe aonde. Ou melhor, sabe, mas ouviu de uma penosa mentirosa. Bastaria tomar uma só vez o metrô às seis da tarde na Sé ou às 6 da manhã em Itaquera para descobrir a verdade.

Aliás, para quem utiliza a linha Leste/Oeste do metrô, o caos de hoje não foi surpresa. Paradas ao longo do percurso são cada vez mais freqüentes por diversos motivos, entre os quais: pane elétrica; usuário que, devido à superlotação, escorrega no vão que se forma entre a plataforma e o trem; sobrecarga de passageiros. A linhaVermelha, que pega a região mais pobre da cidade, é também a com a maior lotação e a mais penalizada.

“Andar hoje na linha Leste/Oeste do metrô é uma verdadeira aventura”, avalia Barbosa. “O aceitável é transportar 6 pessoas em pé por metro quadrado. A Linha Vermelha transporta 11! É um dos metrôs mais carregados do mundo.”

“A lotação da linha Vermelha é quase o dobro do recomendado”, reforça Leonardo Sakamoto, no seu blog. ” A aquisição de composições não tem acompanhado o ritmo da demanda e a sensação é de lata de sardinha. Ou pior, de atum moído.”

“O metrô de São Paulo está em colapso”, denuncia Barbosa ao Viomundo. “Está transportando 3,5 milhões de pessoas por dia. Não tem condições de carregar mais gente.”

De 2007 para cá, já registrou 34 panes. Há 11 dias, por exemplo, uma falha de duas horas na linha Azul provocou lentidão e tumulto na estação Sé. Elas resultam de uma combinação perversa: redução de investimentos na manutenção com superlotação.

“Hoje tivemos a pane da blusa ‘vermelha’”, ironiza o deputado estadual Antonio Mentor, líder do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo. “Seria cômico se não fosse trágico. Só que nem sempre é véspera de eleição, como agora, e se tenta desesperadamente encontrar uma digital ‘vermelha’ para incriminar.”

“Na verdade, o que aconteceu mostra a fragilidade do metrô paulistano”, considera Mentor. “O fato de o governador aventar que uma simples blusa possa ter causado a pane inicial dá a dimensão do quão vulnerável é o sistema.”

“Mostrou também que o metrô não está preparado para lidar adequadamente com situações de emergência”, salienta Mentor. “Imaginem a situação. As pessoas trancadas no escuro [o trem que teve problema na porta parou a 150 metros da plataforma da Sé, no meio do túnel], sem informações, querendo saber o que havia acontecido à frente, e ninguém para explicar. É natural que algumas tenham se desesperado e quebrado vidros, para sair dos vagões.”

“Este foi o 12º incidente nos trens da CPTM e no Metrô-SP, em apenas dois meses, ou seja, em média, um a cada 3,6 dias. E não há planos de contingência”, atenta José Augusto Valente, no Portal T1 – Logística e Transportes. “Como consequência, cada vez que ocorre um problema, a CPTM e o Metrô-SP são incapazes de reagir para minimizar os danos e evitar o caos. É simples assim. Falar em sabotagem com fins eleitorais é subestimar demais a nossa inteligência.”

“Foi em efeito cascata. O primeiro trem parou no horário de pico, justamente quando o intervalo entre um e outro é muito reduzido. Logo, todos os que vinham atrás foram parando”, esclarece Barbosa. “Como o problema inicial demorou para ser solucionado, passageiros de outros trens começaram a sair também dos vagões e andar pelos trilhos, levando os operadores a cortar completamente a energia. Por isso toda a linha Leste/Oeste parou.”

Agora, já que Goldman e Soninha estão tão “por dentro” do que acontece no metrô de São Paulo, seria bom que explicassem aos usuários dois fatos comprovados:

1) Por que o governador José Serra deixou de investir no metrô R$ 1,7 bilhão em 2008 e 2009?

2) Por que o metrô de São Paulo tem uma das tarifas mais caras da América Latina ( R$2,65)? A da cidade do México, por exemplo, custa o equivalente a R$ 0,40. A cobrada na vizinha Buenos Aires, Argentina, corresponde a R$0,48.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Geraldo Alckmin em campanha para integrante do PCC

Dilma segue como favorita em SP.

(da Folha de S.Paulo - Mônica Bergamo)

ESPELHO, ESPELHO MEU

O fraco desempenho de José Serra (PSDB) nas pesquisas eleitorais preocupa os tucanos paulistas não apenas pela perspectiva de derrota -mas pelo fato de ela se refletir também no tamanho da bancada de deputados do partido no Estado. A cúpula da legenda calcula que deve eleger no máximo 14 parlamentares. Em 2006, foram eleitos 18. O DEM elegeu cinco.

VIRADA

A preocupação leva em conta o fato de, em 2006, as condições serem favoráveis ao PSDB: o PT ainda enfrentava o desgaste do mensalão e Alckmin venceu Lula no Estado por 4 milhões de votos (50% contra 34%). Agora, de acordo com um dirigente tucano de SP, "o PT foi perdoado e a Dilma deve ter mais votos que o Serra aqui". De acordo com o Datafolha, Dilma tem 42% no Estado de SP, contra 34% de Serra.

NA METRÓPOLE

Na capital, São Paulo, Dilma tem 46% e Serra, 31%, segundo o Datafolha

Eleição em SP tem cheiro de 2o turno.

O Transparência SP já destacou antes e agora novos números e artigos reforçam esta percepção. O segundo turno na eleição em SP se aproxima.

(do Diário de SP)
Análise dos números da pesquisa Ipespe/DIÁRIO indica que a eleição para governador pode caminhar para não ser resolvida em 3 de outubro
A 13 dias da eleição, os números das pesquisas eleitorais apontam que, neste momento, um segundo turno é muito provável no Estado. Isso está indicado solidamente pela pequena diferença entre o total da intenção de voto no candidato Geraldo Alckmin e a soma de todos os outros.
As equipes de campanha dos dois lados discutem a possibilidade, do lado petista, para animar a turma; do lado tucano, para não deixar que uma boa votação no primeiro turno vire frustração por não resultar em vitória imediata.
Segundo a pesquisa Ipespe/DIÁRIO, a intenção de voto em Alckmin é sete pontos percentuais maior do que a soma de seus adversários. Considerando a margem de erro de 3,2% para cima ou para baixo, Alckmin pode ter 42,8% ou 49,2%; os adversários somados podem ter 35,8% a 42,2% dos votos.
No pior cenário para o candidato do PSDB, a diferença poderia ser de menos de um ponto percentual; no melhor cenário, ele estaria eleito no primeiro turno com uma diferença de 13,4%.
Para uma eleição ser vencida em primeiro turno, é necessário que os votos em um candidato superem todos os votos efetivamente dados para os adversários. Votos brancos e nulos são desconsiderados da conta de “votos válidos”.
A diferença de 7 pontos é bem mais insegura para o candidato tucano do que poderia parecer: ela é muito próxima de um contingente de votos que analistas acham que quase certamente Mercadante irá ganhar. A perspectiva histórica indica que o candidato do PT ainda deverá crescer até o nível das votações tradicionais de seu partido em São Paulo.
O PT tem tido sempre votações em torno de 30% dos votos no Estado. Oito anos atrás, José Genoíno teve 32%; quatro anos depois, Mercadante teve 31,7% quando vivia um inferno político ao ver seu principal assessor de campanha flagrado ao montar o escândalo dos aloprados. Não é improvável que ele repita aquela votação em um ano em que nem os adversários exploraram sua proximidade com o episódio.
Se Mercadante superar 32%, considerando as condições atuais, a eleição provavelmente terá o tal segundo turno.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

"Blindando" os tucanos em SP: como as investigações relacionadas às denúncias de corrupção no Estado de SP não prosperam.

(do Transparência SP)
Em tempos de “corrida eleitoral” e a febre de denúncias no âmbito federal, convém destacarmos as diferenças de tratamento da chamada “grande imprensa” e outras instituições em relação às denúncias de corrupção no governo do Estado de SP, bem como a sua “arquitetura da blindagem”.

1) O Tribunal de Contas do Estado/TCE-SP é um órgão auxiliar do Poder Legislativo (Assembléia Legislativa de SP) e tem como principal função fiscalizar os atos administrativos dos poderes públicos do Estado e dos municípios paulistas. Em diversos processos, porém, observamos grande ingerência política no órgão, já que parte dos conselheiros foram nomeados pelo governador e outra parte é eleita pela maioria governista da Assembléia Legislativa. Muitos casos apresentam parecer dos auditores (técnicos do órgão) apontando irregularidades administrativas, para depois tais pareceres serem “reformados” pelos conselheiros, que acabam “aprovando” de forma frágil o ato administrativo. Cabe lembrar que integrantes do TCE/SP aparecem como beneficiários em várias denúncias de corrupção. Transposta esta primeira “blindagem”, os atos apontados como “irregulares” são remetidos à Assembléia Legislativa de SP;

2) Na Assembléia Legislativa de SP, os atos apontados como “irregulares” pelo TCE/SP deverão ser apreciados por diversas comissões, para depois serem encaminhadas ao plenário da Casa. Cabe às comissões e ao plenário votar pelo encaminhamento do processo ao Ministério Público do Estado ou pela revisão do parecer e seu “arquivamento”. Como o governo possui ampla maioria no legislativo mais de três mil processos apontados como “irregulares” pelo Tribunal de Contas do Estado permaneceram “engavetados” nas comissões da Casa durante muitos anos. Inúmeros casos de irregularidades prescreveram, sem que as comissões ou o plenário analisasse os processos. Junto a esta blindagem, a base governista “enterrou” mais de 70 pedidos de CPI para investigar denúncias graves de corrupção. No caso do Estado de SP, este instrumento legislativo de investigação, tão usado no Congresso Nacional, não consegue se viabilizar. Vencida esta segunda “blindagem”, os atos administrativos apontados como “irregulares” pelo TCE/SP e referendados pela Assembléia Legislativa de SP seguem para o Ministério Público do Estado;

3) No Ministério Público de SP, vencidas as barreiras iniciais, o processo pode ser encaminhado para setores não especializados na análise do “objeto questionado”, percorrendo um “longo caminho” no interior desta instituição. Neste meio tempo, o processo também pode cumprir várias etapas de “engavetamento”, caindo no esquecimento.

4) A chamada “grande imprensa”, por sua vez, não cumpre o seu papel de fiscalizadora do poder público estadual com o mesmo zelo que cumpre junto ao governo federal. De forma geral, as denúncias de corrupção são noticiadas pela imprensa de forma pulverizada, sem nenhum destaque e nenhuma continuidade na apuração dos fatos. Algumas pequenas reportagens se limitam a páginas internas dos cadernos de política dos principais jornais e revistas, sendo que o assunto é tratado de forma superficial e, invariavelmente, “some” da cobertura jornalística em poucos dias. Eventualmente, algum caso pode reaparecer alguns meses mais tarde, mas sem que o leitor possa estabelecer as conexões necessárias. Mandantes e autoridades responsáveis não existem, ficando, quando muito, a responsabilidade pelos atos irregulares no “colo” de algum funcionário menor. Esta forma de cobertura jornalística, nitidamente, responde apenas a disputas, chantagens e intrigas de grupos políticos rivais alojados dentro do governo do estado (serristas e alckmistas). Com esta arquitetura, está montada a blindagem do governo do Estado de SP às denúncias de corrupção.
Por tudo isso, estaremos recapitulando alguns dos casos mais importantes de denúncias de corrupção no governo do Estado de SP relatados pela “grande imprensa” de forma pulverizada. Em todos estes casos, uma investigação mais profunda ainda está pendente.

sábado, 18 de setembro de 2010

Caos na segurança pública paulista: um dia você pode precisar da polícia

Enviado por email por um leitor:


A POLÍCIA QUE VOCÊ NÃO CONHECE !
COISAS QUE A POPULAÇÃO NÃO SABE SOBRE AS POLÍCIAS CIVIL E MILiTAR DO ESTADO DE SÃO PAULO.

Você sabia?
Que os Policiais recebem ticket refeição de R$ 4,00 (apenas 20 unidades por mês), mas apenas nos primeiros 5 anos de carreira?.
Os demais, que já se dedicaram muito à população e aos interesses públicos NÃO TÊM NEM ISSO?

Você sabia?
Que os Policiais não recebem ADICIONAL NOTURNO?
Você sabia?
Que os Policiais não recebem por HORAS EXTRAS trabalhadas, sendo constantemente convocados, em SUAS FOLGAS, para atuar em Operações as mais variadas? Nem diarias recebem.
Você sabia?
Que os Policiais não podem ter MAIS DE UMA matrícula, não sendo facultado prestar outro concurso para COMPOR os seus vencimentos, como ocorre com Advogados, Professores e Médicos do Estado?
Você Sabia ?

Que, embora todos façam mau juízo dos policiais paulistas , Apenas 04% (quatro porcento ) de todo o efetivo policial do estado de São Paulo têm ou  tiveram Inquéritos , Sindicancias e Punições nas Corregedorias (civil e militar), e que mesmo que o policial for absolvido pela Justiça Comum, ele normalmente recebe algum tipo de punição das RIGOROSAS Corregedorias . Ao contrário do que ocorre nas outras Secretarias de Estado (Fazenda , Saúde , etc ... ) .

Você Sabia ?

Que quando alguém faz uma reclamação na OUVIDORIA DA POLÍCIA, as Corregedorias, mesmo sem saber a veracidade da denúncia, primeiro instaura inquerito e depois investiga a denúncia, deixando de lado o principio de que "TODOS SÃO INOCENTES, ATÉ PROVA EM CONTRÁRIO"! E que quando é feito um ELOGIO a algum Policial para aquela mesma OUVIDORIA, você nunca fica sabendo!
( É só você perguntar a um Policial Civil ou Militar se isto não é verdade! ).

Você sabia?
Que os Policiais ao morrer nas ruas sendo assaltado, a família dele não recebe sua pensão integral porque isso não é considerada MORTE EM SERVIÇO?
 
Você sabia?
Que as famílias do POLICIAIS que morrem em serviço, demoram 7 meses para receber o PRIMEIRO SALÁRIO/PENSÂO e até que isso aconteça, dependem de "rateios" feitos por outros policiais para poderem sobreviver !!!!!
Você sabia?
Que os POLICIAIS (Civis e Militares) são os únicos Servidores que MORREM pelo Serviço Público?
Você sabia?
Que os vencimentos de nossa Polícia Paulista é o SEGUNDO PIOR do Brasil, apesar do nosso estado ser o MAIS RICO da Federação?
Você sabia?
Que um policial, em horário de serviço, que participe de um tiroteiro com bandidos, seja ferido e fique inválido, recebe como prêmio do Estado, por sua bravura, uma aposentadoria por invalidez, recebendo 40% a menos do que ele recebia na ativa?
E o mesmo ocorre com todos os aposentados que dedicam a vida inteira a polícia?
Você sabia?
Que o policial recebe adicional de insalubridade, e não de periculosidade? Acho que o governo pensa que um tiroteio é contagioso, e não perigoso...
Você sabia?
Que o Policial é obrigado a manter a sua Viatura Policial para o Serviço Público limpa, mas nunca se viu dinheiro para pagar a lavagem e nem tampouco lava-rápidos funcionando nas unidades policiais (embora quase todos os departamentos o tenham) e você tem que pedir "esmola" para lavá-las?
Você sabia?
Que na maioria das cidades do interior existe somente uma viatura da policia de serviço,
e esta unica viatura faz escolta de presos, ficando sem policia no municipio, porque os funcionários públicos contratados e treinados para fazer o serviço ainda nao assumiram por questoes politicas do PSDB.
Tente ligar 190 no interior e veja quanto tempo leva, sera que vai ter policia quando precisar realmente?  
Você sabia?
Que a real intençao do PSDB e privatizar todos os serviço basicos assim como fez com as rodovias, saude, educaçao e o próximo é segurança.
por isso faz tudo isso ...E aí? vota no Geraldo? PSDB? Presidio, Pedagio, IPVA 4% e nada?   
um dia voce pode precisar da policia ...

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Serra odeia a democracia.

Video mostra como Serra reage quando a imprensa (mesmo o apoiando) lhe faz uma pergunta que não o agrada.

Serra e Alckmin vaiados em protesto de professores em Campinas

(do Portal Terra) O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, fez campanha com o presidenciável tucano José Serra em Campinas, nesta quinta-feira (16). Os candidatos estavam acompanhados de Aloysio Nunes (PSDB), que concorre a uma vaga no Senado. Ao realizarem uma caminhada por Campinas, os tucanos se depararam com um protesto de um grupo de professores, que reclamaram da educação no estado de São Paulo.
Com gritos de "queremos concurso público" e "aonde estão as duas professoras em sala de aula?", Alckmin teve que explicar a falta de concursos no Estado. "Quando vai ter efetivamente concurso para professores de primeira a quarta série? Questione o professor Paulo Renato (de Souza, Secretário da Educação) para ele dar uma resposta quanto às datas que ele precisa ter para concursos para professores. Todo ano chega a informação de que vai ter concurso e não tem", afirmou a professora Cristiane França. Como resposta, ouviu do candidato tucano ao governo "vou pedir para alguém verificar esse assunto".

Na prática a teoria é outra 3: Falhas constantes causam mais transtornos no metrô de SP.


(do Escrevinhador)
São Paulo. Quinta-feira, 16 de setembro. 8h20. Estação Ana Rosa do metrô, ponto de intersecção entre as linhas azul e verde.
Os trens da linha azul fluíam normalmente e estavam relativamente vazios. Desci na Ana Rosa para seguir ao Sacomã, ponto final da linha verde. Fazer a baldeação nesta estação deveria ser algo rápido – sobretudo indo da linha azul para a verde, a menos movimentada. Ainda era cedo mas o horário de pico já havia passado.
Foi com uma leve surpresa que me deparei com várias pessoas olhando a plataforma. Já antevi que lá embaixo estaria lotado e que os trens não estariam circulando normalmente. Tive apenas uma leve surpresa porque, apesar de não frequentar a linha, já tinha visto aquilo no mês passado no mesmo horário mas imaginei que era uma exceção. Aparentemente estava enganada. Ou teria sido uma azarada coincidência?
Hoje pela manhã, quase todos estavam com celulares à mão ligando para avisar ao chefe que chegariam atrasados. O problema maior era no sentido Vila Madalena, que é também o mais movimentado pois leva as pessoas que trabalham nos escritórios nas regiões das avenidas Paulista, Rebouças e Faria Lima. Pelos alto falantes, o recado era que havia uma falha e por isso os trens circulavam com menor velocidade. Mensagem padrão que é dada diariamente em todas as linhas.
No outro sentido, a linha estava aparentemente tranquila. Entretanto, quando o trem chegou os usuários foram avisados de que deveriam descer pois o veículo não prestaria mais serviços. Fato inusitado mas logo em seguida chegou outro e tudo estava resolvido, ao menos aparentemente. Ao tentar sair, o metrô deu um tranco e desligou. Parecia um motorista iniciante deixando o carro morrer. O condutor parecia confuso, gaguejou ao tentar explicar mas ao fim disse que era uma falha no suprimento de energia.
Ironicamente, enquanto esperava, li no jornal a matéria sobre a estação de trem que foi depredada ontem. O motivo foi o atraso de trens e o fechamento da estação para controlar o número de pessoas na plataforma. Tal como hoje, o problema foi elétrico. Uma “pane elétrica”no caso.

Uma mentira repetida mil vezes…
Nas duas vezes, veio à minha mente a mesma imagem: a propaganda do governo estadual (PSDB) e municipal (DEM) sobre o transporte público. Não consigo entender como apresentam o metrô como vitrine de seus mandatos. O abismo entre a propaganda e a realidade é assustadoramente enorme. São cerca de três milhões de usuários diários. Os problemas enfrentados por eles com certeza são difundidos a outras pessoas, o que leva a um universo ainda maior de pessoas que tem contato com a questão. Como esconder a deficiência deste meio de transporte e ainda exaltá-lo?
A falta de informações sobre a situação do metrô e trem é gritante. Os órgãos oficiais responsáveis tratam a maioria dos episódios como isolados, problemas pontuais. E a propaganda oficial apresenta estes serviços como o máximo de eficiência e modernidade. Entretanto, quem usa esses transportes sabe que a ocorrência de falhas é constante. A mídia não dá devida atenção ao problema e quando dá fica restrita às versões oficiais. Recentemente foi noticiado problemas nos trens novos comprados para a linha vermelha do metrô, a mais movimentada. Havia um problema técnica que oferecia risco aos usuários, os veículos tiveram que ser retirados.
Cidade desigual
Para além das questões técnicas está a própria deficiência em suprir demanda dos cidadãos, são muitos usuários e o desconforto é a regra. Indo mais além, há uma discussão fundamental que é a do planejamento urbano. A região central concentra a oferta de trabalho ao mesmo tempo em que possui uma taxa de ocupação para moradia baixíssima. O inverso ocorre nas periferias que são densamente populadas mas com poucas oportunidades de emprego. Essa discrepância é responsável pelo intenso fluxo de pessoas que são obrigadas a se locomover por grandes distâncias. Resolver a deficiência do transporte público passa, obrigatoriamente, pela questão da moradia e pelo enfrentamento da especulação imobiliária.

Os movimentos por moradia já possuem essa consciência e por isso direcionam as suas ações em ocupar grandes prédios abandonados (e, em geral, endividados) no centro. Falta ainda um poder público desatrelado aos interesses do setor imobiliário e comprometido com o bem estar da sua população.

Candidato milionário, acusado pela polícia de ligação com o PCC, apoia Alckmin.

Adulteração de combustível, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Essas são as acusações feitas pela Polícia Civil contra o candidato do Partido Social Cristão (PSC) a deputado federal, Claudinei Alves dos Santos, de 29 anos, o Ney Santos.
Ele também é investigado por suposto envolvimento com o tráfico de drogas e com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Porém, tem como escolta um policial civil.
Preso sob a acusação de roubo em 2003, Ney Santos saiu da prisão em 2006 e, nos últimos quatro anos, acumulou, segundo a polícia, um patrimônio de R$ 50 milhões. Ele passou a ser investigado há 90 dias justamente por causa do rápido enriquecimento

(do Jornal da Tarde)
Adulteração de combustível, enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Essas são as acusações feitas pela Polícia Civil contra o candidato do Partido Social Cristão (PSC) a deputado federal, Claudinei Alves dos Santos, de 29 anos, o Ney Santos.
Ele também é investigado por suposto envolvimento com o tráfico de drogas e com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Porém, tem como escolta um policial civil.
Preso sob a acusação de roubo em 2003, Ney Santos saiu da prisão em 2006 e, nos últimos quatro anos, acumulou, segundo a polícia, um patrimônio de R$ 50 milhões. Ele passou a ser investigado há 90 dias justamente por causa do rápido enriquecimento.
Nessa semana, a Justiça bloqueou os bens, mas negou o pedido de prisão temporária de cinco dias de Ney Santos, formalizado pela Delegacia Seccional de Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
Na lista de bens bloqueados estão uma Ferrari avaliada em R$ 1,4 milhão, duas casas em Alphaville, cada uma no valor de R$ 2 milhões, 15 postos de combustíveis, escritórios, apartamentos, casas e outros carros de luxo.
Nesta quarta-feira, a Polícia Civil cumpriu 13 mandados de busca nos imóveis e empresas do candidato e apreendeu veículos, computadores e documentos contábeis.
Ney Santos, acompanhado do advogado Francisco Assis Henrique Neto Rocha, compareceu nesta quarta-feira, 15, de manhã à Delegacia Seccional de Taboão da Serra. Porém, não foi ouvido pelo delegado titular Raul Godoy Neto, do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Seccional de Taboão.
Segundo a Polícia Civil, o depoimento foi marcado para a próxima segunda-feira. Rocha disse que seu cliente é inocente, não tem patrimônio de R$ 50 milhões e os rendimentos são suficientes para comprar os bens.
‘Laranjas’
A Polícia Civil também pediu a prisão temporária de cinco dias de Michele de Sousa Lima, 28 anos, prima de Ney Santos, e do frentista Ricardo Luciano Andrade dos Santos, 24 anos. Ambos são apontados como “laranjas” do candidato.
A garota foi ouvida e afirmou que o primo construiu seu patrimônio com a venda de combustíveis adulterados e sonegação de impostos. Ela disse não saber se ele tem ligação com o crime organizado.
Michele disse que Ney Santos a colocou como sócia em dois postos de combustíveis, em São Bernardo e Diadema, porque ele precisava de alguém com o nome limpo. Afirmou ainda que recebe R$ 2 mil por mês e que ganhou do primo um Fox prata e um apartamento. O carro e o veículo, no entanto, estão em nomes de terceiros. Acrescentou que tem em seu nome um Mitsubishi L-200.
Marcos Henrique Pereira Dias, marido de Michele, também foi ouvido. Ele confirmou as declarações da mulher. Disse que trabalhou como frentista para Ney Santos até fevereiro deste ano. Segundo ele, o candidato, por ter sido preso, conhecia parentes de detentos e os ajudava, abastecendo os carros de graça.

‘Ficha limpa’
Nos cartazes e santinhos do candidato aparece, ao lado de sua foto, a inscrição “ficha limpa”. Mas para a Polícia Civil, Ney Santos é Nei Gordo, seu apelido em 2003 quando foi preso sob a acusação de roubo de malotes em Marília (SP).
No Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo, Ney Santos declarou ser empresário e ter patrimônio no valor de R$ 1.279.286,85. Em outra relação do TRE consta que ele gastou R$ 330.000,00 em julho e agosto, dois primeiros meses de campanha.
A Procuradoria Regional Eleitoral informou que espera ser notificada sobre o caso para saber se cabe alguma representação contra o candidato. De acordo com a Receita Federal, a movimentação financeira dele é incompatível com os rendimentos declarados e patrimônio formado.
Policiais civis fotografaram as mansões e os carros de Ney Santos. Na garagem da casa de Barueri aparece um Porsche Cayenne, placas AKL-6300/SP, avaliado em R$ 300 mil. Em outra casa em Alphaville, a polícia encontrou o Palio do chefe operacional da 2ª Delegacia Seccional (Sul), apontado como escolta do candidato.
Além de Ney Santos, a Polícia Civil investiga Piter Aparecido dos Santos, o Pepê, acusado de traficar drogas para o PCC. “O Pepê deu entrada no seguro-desemprego em 2006. Só que empresta dinheiro e compra postos de gasolina do Ney Gordo, que agora está magro porque fez cirurgia de redução de estômago”, revelou um policial de Taboão da Serra.

Ney Santos alega ‘perseguição’
Santos ficou dez horas na Seccional e, ao sair da delegacia sem depor, disse ser vítima de perseguição de líderes políticos da região de Taboão da Serra. “Eles sabem que estou em 1º lugar, liderando as pesquisas. Por isso sou perseguido”.
O candidato também negou ter um patrimônio de R$ 50 milhões. Mas admitiu ser dono da Ferrari apreendida pela Polícia Civil.
O advogado Francisco Assis Henrique Neto Rocha afirmou que seu cliente é inocente e que nunca teve patrimônio de R$ 50 milhões.
Segundo o defensor, Ney Santos financiou a Ferrari em um banco e pagou a primeira parcela este mês. “Ele era pobre, veio da classe de baixo”.
Rocha afirmou que seu cliente foi absolvido pela Justiça das acusações de receptação, em 2002, e de roubo, em 2003.

Segundo Datafolha, Dilma bate Serra no Estado de SP em 1,8 milhão de votos.

Segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 8 e 9 de setembro, Dilma Roussef (PT) ganha de José Serra (PSDB) em todas as regiões e Estados do país.
No Estado de SP, a candidata do PT lidera com 41% dos votos, enquanto o tucano aparece com 35%, Marina com 14% e os indecisos são 10%. Considerando que o Estado de SP possui mais de 30 milhões de eleitores aptos a votar, isso representa uma dianteira de mais de 1,8 milhão de votos.
Outros estados também foram pesquisados:
em Minas Gerais, Dilma está com 51% e Serra com 24%;
no Rio de Janeiro, Dilma está com 49% e Serra com 21%;
no Rio Grande do Sul, Dilma está com 43% e Serra com 38%;
no Paraná, Dilma está com 46% e Serra com 33%;
na Bahia, Dilma aparece com 64% e Serra com 18%;
em Pernambuco, Dilma tem 67% e Serra 18%;
no Distrito Federal, Dilma tem 51% e Serra 16%;

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Deputados estaduais do PT em SP querem CPI do Judiciário

Por: Fábio Oscar, especial para a Rede Brasil Atual

Publicado em 15/09/2010, 19:02
São Paulo - O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Antonio Mentor, apresentou na tarde desta quarta-feira (15), um pedido para a instauração de uma CPI do Judiciário do estado. O objetivo do documento, assinado por 32 parlamentares de diversos partidos, além do PT, é investigar o descumprimento, por parte do Poder Executivo, da norma que garante ao Judiciário autonomia administrativa e financeira na elaboração da proposta orçamentária do setor.
As propostas de Orçamento do Estado que chegam à Assembleia não trazem os dados originalmente aprovados pelo Poder Judiciário, mas apenas os valores já reduzidos pelo Poder Executivo. Em 2010, o corte efetuado pelo Governo do Estado na mais recente proposta de Orçamento do Judiciário foi de 28,2%. Em 2009 foi de 41,26% e, em 2008, de 35,89%.
"A Comissão Parlamentar de Inquérito terá a atribuição de investigar porque o Poder Executivo insiste em descumprir a determinação constitucional existente, mesmo após ter o Supremo Tribunal Federal ter confirmado que a proposta orçamentária aprovada no âmbito do Poder Judiciário deverá ser incorporada, integralmente, à proposta orçamentária geral", explica o deputado.

Leandro Fortes: é proibido citar a Carta

extraído do TIJOLAÇO

Transcrevo, porque creio estar prestando um serviço à liberdade de informação, o post do jornalista Leandro Fortes, um profissional corretíssimo, publicado em seu blog Brasília, eu vi, onde ele explica uma obviedade inexplicável  – porque a grande imprensa não repercute nada sobre as denúncias envolvendo a filha de José Serra – e indaga sobre uma inexplicável dúvida: porque os órgãos governamentais não agem diante destas denúncia. A resposta, meu caro Leandro, é uma só: medo. Mas o monstro está solto, e quem achar que sendo “bonzinho” com ele lhe acalmará a fome, pode  lhe morrer entre os dentes. E pior, quietinho. Apenas acrescento: não há como ter consequencia prática qualquer ação parlamentar, a três semanas das eleições.  Mas tomarei a iniciativa, sim, quando houver espaço real para isso, o que infelizmente só ocorrerá depois das eleições.

A quem interessa tornar a CartaCapital invisível?

Desde o fim de semana passado, tenho recebido uma dezena de e-mails por dia que, invariavelmente, me perguntam sobre a razão de ninguém repercutir, na chamada “grande imprensa”, a matéria da CartaCapital sobre a monumental quebra de sigilo bancário promovida, em 2001, pela empresa Decidir.com, das sócias Verônica Serra (filha de José Serra, candidato do PSDB à Presidência da República) e Verônica Dantas (irmã de Daniel Dantas, banqueiro condenado por subornar um delegado federal). Juntas, as Verônicas quebraram o sigilo bancário de estimados 60 milhões de correntistas brasileiros graças a um acordo obscuro fechado, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, entre a Decidir.com e o Banco do Brasil, sob os auspícios do Banco Central. Nada foi feito, desde então, para se apurar esse fato gravíssimo, apesar de o então presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), ter oficiado o BC a respeito. Nada, nenhuma providência. Impunidade total.

Temer, atualmente, é candidato da vice na chapa da petista Dilma Rousseff, candidata do mesmo governo que, nos últimos dias, mobilizou o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e a Comissão de Ética Pública da Presidência da República para investigar uma outra denúncia, feita contra a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, publicada na revista Veja no mesmíssimo dia em que a Carta trazia a incrível história das Verônicas e a quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.
Justíssima a preocupação do governo em responder à denúncia da Veja, até porque faz parte da rotina do Planalto fazer isso toda semana, desde 1º de janeiro de 2003. É quase um vício, por assim dizer. Mas por que não se moveu uma palha para se investigar as responsabilidades sobre, provavelmente, a maior quebra de sigilo do mundo ocorrida, vejam vocês, no Brasil de FHC? Que a mídia hegemônica não repercuta o caso é, para nós, da Carta, uma piada velha. Os muitos amigos que tenho em diversos veículos de comunicação Brasil afora me contam, entre constrangidos e divertidos, que é, simplesmente, proibido citar o nome da revista em qualquer um dos noticiários, assim como levantar a possibilidade, nas reuniões de pauta, de se repercutir quaisquer notícias publicadas no semanário do incontrolável Mino Carta. Então, vivemos essa situação surreal em que as matérias da CartaCapital têm enorme repercussão na internet e na blogosfera – onde a velha mídia, por sinal, é tratada como uma entidade golpista –, mas inexistem como notícias repercutíveis, definitivamente (e felizmente) excluídas do roteirinho Veja na sexta, Jornal Nacional no sábado e o resto de domingo a domingo, como se faz agora no caso de Erenice Guerra e a propina de 5 milhões de reais que, desaparecida do noticiário, pela impossibilidade de ser provada, transmutou-se num escândalo tardio de nepotismo.
Enquanto o governo mete-se em mais uma guerra de informações com a Veja e seus veículos co-irmãos, nem uma palha foi mexida para se averiguar a história das Verônicas S. e D., metidas que estão numa cabeludíssima denúncia de quebra de sigilo bancário, justamente quando uma delas, a filha de Serra, posava de vítima de quebra de sigilo fiscal por funcionários da Receita acusados de estar a serviço da campanha de Dilma Rousseff. Nem o Ministério da Justiça, nem a Polícia Federal, nem a CGU, nem Banco Central tomaram qualquer providência a respeito. Nenhum líder governista no Congresso deu as caras para convocar os suspeitos de terem facilitado a vida das Verônicas – os tucanos Pedro Malan e Armínio Fraga, por exemplo. Nada, nada.
Então, quando me perguntam o porquê de não haver repercussão das matérias da CartaCapital na velha mídia, eu respondo com facilidade: é proibido. Ponto final. Agora, se me perguntarem por que o governo, aliás, sistematicamente acusado de ter na Carta um veículo de apoio servil, não faz nada para apurar a história da quebra de sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros, eu digo: não faço a menor idéia.
Talvez fosse melhor vocês mandarem e-mails para o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a CGU e o Banco Central.

Privatizações

Privatizações
Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
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