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sábado, 3 de abril de 2010

SABESP, DO SERRA, É A MAIOR GERADORA DE ATRASOS NO "PAC - SANEAMENTO"


Quando as Organizações Serra dizem que o PAC está com obras atrasadas, não explica que, em grande parte, não é responsabilidade do Governo Lula, mas sim de governadores(as) e prefeitos(as).

O PAC – Saneamento, por exemplo, é executado por estados e municípios. O Governo Lula entra com os recursos e a exigência de projetos dentro das normas existentes (o que muitos desses entes têm dificuldade de gerar).

A SABESP, empresa de saneamento do governo de São Paulo (do Serra, portanto) é a maior geradora de atrasos na execução do PAC Saneamento.

Vejamos o que diz o Balanço de 3 anos do PAC, do Estado de São Paulo (Fevereiro/2010), que nunca é consultado pelas Organizações Serra e muito menos pelo Contas Abertas/PPS.

***

1. Quantidade de obras com recursos do PAC: 128

2. Volume de recursos financeiros federais disponíveis: R$ 4,05 bilhões (48% do valor total para o Estado)

3. Andamento das obras:

. “Não saíram do papel”: 75 obras (58,6%)

. Em obra: 48 (37,5%)

. Obras concluídas: 5 (3,9%)

4. Recursos do PAC – Saneamento para o Estado de São Paulo (até 2010): R$ 8,5 bilhões

***

Como se vê, se o Contas Abertas/PPS não fosse um órgão auxiliar e instrumento de campanha do Serra, diria objetivamente que este governador, através da Sabesp, contribuiu fortemente para o atraso de obras do PAC Saneamento, já que 58,6% das obras ainda “não sairam do papel”.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

GOVERNO DE SÃO PAULO REJEITA AMBULÂNCIAS DO SAMU

Para o programa funcionar, o governo federal, além de fornecer o veículo, se compromete a pagar 50% do custo. Os outros 50% devem ser divididos em partes iguais pelo município atendido e pelo Estado a que ele pertence. "Infelizmente, o Estado de São Paulo é o único que não participa como co-financiador do programa, pois se recusa a pagar sua parte de 25%.




O governo federal entregou oficialmente nesta quinta-feira (25/03), em Tatuí (SP), 650 novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192). Ao todo, 573 municípios brasileiros serão beneficiados, sendo 117 ambulâncias para 84 cidades do Estado de São Paulo. O investimento do Ministério da Saúde é de R$ 256,4 milhões. O senador Aloizio Mercadante participou da cerimônia de entrega, ao lado do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, entre outras autoridades. A previsão é de que o total de 2.312 novas ambulâncias do SAMU sejam entregues até agosto, mais que dobrando o número de 1.488 que circulam hoje pelo país. Com isso, a população atendida passará de 106 milhões de pessoas para mais de 130 milhões.




O SAMU é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência. Com o Samu/192, o governo federal está reduzindo o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas decorrentes da falta de socorro precoce. O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população. O Samu realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas. O socorro é feito após chamada gratuita, feita para o telefone 192.

Para o programa funcionar, o governo federal, além de fornecer o veículo, se compromete a pagar 50% do custo. Os outros 50% devem ser divididos em partes iguais pelo município atendido e pelo Estado a que ele pertence. "Infelizmente, o Estado de São Paulo é o único que não participa como co-financiador do programa, pois se recusa a pagar sua parte de 25%. Com isso, quando um município paulista adere ao programa SAMU, se vê obrigado a pagar 50% do custeio", comentou Mercadante. "Outro programa de saúde federal, o conjuto de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), também não conta com a contrapartida do governo de São Paulo. E é uma ação de vital importância, pois desafoga os 600 hospitais do Estado, muitos deles superlotados", acrescentou.




Custo da Saúde – Em seu discurso durante o evento de entrega das ambulâncias, o presidente Lula destacou o papel da União de garantir atendimento de Saúde rápido e eficiente para a população de baixa renda e também o impulso na geração de emprego e renda que o investimento em Saúde proporciona. "Tenho a alegria de saber que uma atitude de governo num setor tão importante como o da Saúde também está permitindo gerar emprego pra milhares de trabalhadores", disse o presidente. Em seguida, lamentou a extinção da Contribuição Provisória sobre a Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira (CPMF). "Fiquei bravo quando minha oposição no Senado tirou da união 40 bilhões de reiais por ano para a Saúde. Não é possível garantir a Saúde nesse país sem dinheiro. Custa caro", afirmou Lula.




Por sua vez, a ministra Dilma Rousseff ressaltou que "o Brasil está experimentando o casamento entre o desenvolvimento econômico e social", pois consegue crescer distribuindo renda. E alertou que o próximo desafio é garantir mão-de-obra qualificada: "O Brasil tem um grande desafio: o de formar pessoas, vamos ter que formar pessoas capacitadas. E nisso o presidente Lula teve um grande poder de visão ao criar novas escolas técnicas, prorfissionalizantes. Vivemos um momento de transformação. É aquele em que o Brasil dá um passo pra frente, ergue a cabeça e sabe que podemos transformar o país. É essa sensação que está vencendo o medo no Brasil", completou a ministra.

EM CAMPANHA, SERRA INAUGURA MARGINAL SEM SINALIZAÇÃO

Por Augusto Marques




Em campanha para a presidência (e somente a Folha e a Globo não admitiam), o (agora ex) governador José Serra inaugurou a "Nova Marginal Tietê sem a sinalização viária. Como conseqüência, motoristas estão se confundindo, principalmente no acesso à Rodovia dos Bandeirantes, sendo obrigados a realizar manobras brucas, até mesmo dando ré em plena marginal tietê.
Leia a reportagem na íntegra e assita ao vídeo no portal R7.




INFILTRAÇÃO E REPRESSÃO: SERRA REPETE PRÁTICAS DE YEDA




A prática de infiltrar policiais em manifestações e atos políticos, aplicada várias vezes contra sem terras, professores e servidores públicos no Rio Grande do Sul, é repetida agora em São Paulo pelo governo José Serra. Do mesmo modo se repetem as acusações de que os professores em greve seriam “baderneiros” e responsáveis pelos conflitos com a polícia. A decisão do PSDB de São Paulo de entrar na Justiça contra o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo também segue a mesma cartilha utilizada pelo governo Yeda no RS, onde ativistas, jornalistas e dirigentes sindicais são alvo de vários processos.
Marco Aurélio Weissheimer
O governo José Serra (PSDB) adotou as mesmas táticas policiais utilizadas pela também tucana Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Integram essas táticas, entre outras, duas medidas básicas: reprimir violentamente protestos e manifestações de ruas e infiltrar policiais a paisana nestes protestos e manifestações. O episódio da foto onde um homem carrega uma PM ferida nos protestos de 26 de março expôs, involuntariamente, esse tipo de prática.

Inicialmente, um texto do jornalista Leandro Fortes reproduziu a versão difundida pela Agência Estado dando conta de que o homem era um manifestante que participava do ato dos professores. Diante da repercussão causada pela foto, dois dias depois, o comando da PM de São Paulo divulgou uma nota garantindo que se tratava de um policial à paisana “que estava passando por ali por acaso”. A PM negou tratar-se de um “infiltrado”, mas negou-se a divulgar o nome do mesmo o que só reforça a tese de que se tratava de um homem do chamado “serviço de inteligência” da polícia.

Uma das regras básicas do trabalho desse “serviço de inteligência” é não ser identificado publicamente. Vale tudo para assegurar o anonimato, desde disfarçar-se de manifestante ou mesmo de jornalista. No dia 30 de abril de 2009, um homem, apontado por manifestantes como sendo agente da PM2, o serviço secreto da Brigada Militar (a PM gaúcha), usou indevidamente o nome da Carta Maior ao infiltrar-se em uma manifestação de servidores públicos contra o governo Yeda Crusius, em Porto Alegre, e fazer fotos dos manifestantes. (Ver: Homem usa crachá falso da Carta Maior para espionar manifestação)

Não foi a primeira vez que servidores de órgãos de segurança disfarçaram-se de fotógrafos no Rio Grande do Sul, identificando-se como profissionais de imprensa para espionar manifestações de sindicatos e movimentos sociais. Em geral, essa prática conta com a cumplicidade (pelo silêncio) da imprensa local, que tem conhecimento da mesma, mas não fala no assunto.

O papel dos infiltrados é duplo: recolher informações e fazer fotos de manifestantes, por um lado; e, eventualmente, dar início a provocações que levem a distúrbios e conflitos que, posteriormente, serão atribuídos aos manifestantes. Essa prática, aplicada várias vezes contra sem terras, professores e servidores públicos no Rio Grande do Sul, é repetida agora em São Paulo com as acusações de que os professores em greve seriam “baderneiros” e responsáveis pelos conflitos com a polícia.

A decisão do PSDB de São Paulo de entrar na Justiça contra o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo também segue a mesma cartilha utilizada pelo governo Yeda no RS. Segundo a representação encaminhada em conjunto pelo PSDB e pelo DEM, “o movimento se organiza em torno de palavras de ordem e outras manifestações que tendem a interferir no âmbito eleitoral, partidarizando o movimento”.

No Rio Grande do Sul, dirigentes sindicais, jornalistas e lideranças de movimentos sociais já perderam a conta do número de processos, no âmbito civil e criminal, movidos pela governadora Yeda Crusius. O Ministério Público do Rio Grande do Sul chegou a determinar, em 2009, a retirada de cartazes e outdoors que faziam parte de uma campanha de sindicatos de servidores públicos e movimentos sociais denunciando casos de corrupção envolvendo o governo Yeda. A atual presidente do Centro de Professores do Estado do RS (CPERS/Sindicato), Rejane Rodrigues, está sofrendo vários processos, um deles por ter participado de uma manifestação em frente à casa da governadora. 

O fato é que os governos tucanos apresentam uma uniformidade no trato com manifestações sociais: o que domina é a lógica da repressão, a ausência do diálogo e a aversão ao contraditório. O uso de policiais infiltrados nas manifestações é típico de tempos autoritários, onde a “interlocução” de governos com a oposição é feita nos subterrâneos, com práticas nada transparentes. Não é por acaso, portanto, que cenas e práticas similares vêm sendo vistas nas ruas de São Paulo e do Rio Grande do Sul.

A HERANÇA DE SÃO PAULO

Redação CartaCapital


01/04/2010 14:04:42

O último dia do presidenciável José Serra (PSDB) à frente do governo paulista foi marcado por uma manifestação com ao menos 10 mil professores pelas ruas de São Paulo, na quarta-feira 31. A marcha foi batizada como “bota-fora do Serra” e faz parte do calendário de mobilização dos docentes da rede estadual, em greve desde 8 de março. 

Os sindicatos de professores reivindicam um reajuste salarial de 34,3%. Mas o governador manteve-se inflexível na recusa de dialogar com os grevistas. Em vez disso, anunciou à imprensa, sem negociar com os servidores, um bônus permanente de 25% para 45 mil docentes (os 20% mais bem avaliados em exames). 

A medida é considerada injusta pelos sindicatos, uma vez que 80% dos professores continuariam sem aumento. O reajuste exigido pela categoria é para compensar perdas desde 1998. 

A Secretaria da Educação afirma que apenas 1% dos docentes aderiu à greve, ao passo que os sindicatos estimam uma participação superior a 70% em todo o estado. Os professores organizaram ao menos cinco grandes manifestações na capital paulista. Uma delas, na porta do Palácio dos Bandeirantes, resultou num saldo de 26 feridos após um confronto entre os grevistas e a polícia. 

Um dia antes da manifestação, o PSDB e o DEM entraram com uma representação no Tribunal Superior Eleitoral contra a Apeoesp (maior sindicato da rede, filiado à Central Única dos Trabalhadores) e sua presidente, Maria Izabel Azevedo Noronha, pelo uso da estrutura sindical com o objetivo de “interferir no âmbito eleitoral”. 

Tucanos e democratas acusam Noronha, filiada ao PT, de usar o movimento grevista para fazer campanha em prol de Dilma Roussef. Mas, em meio ao bate-boca eleitoral, foi aprovada pelo Senado a convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê a obrigatoriedade de negociações coletivas com servidores públicos. 

“Os tucanos insistem nessa tese de que a greve tem interesses eleitorais, mas o fato é que já foram realizadas diversas outras manifestações nos anos anteriores por reajuste salarial”, afirma Artur Henrique, presidente da CUT. “A nossa pauta de reivindicações foi apresentada em agosto do ano passado. Se o governador quisesse, teria negociado conosco muito antes.” 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A IMPRENSA COMO PARTIDO POLÍTICO

Por Stanley Burburinho

extraído de: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/04/01/a-imprensa-como-partido-politico/

Vannuchi diz que imprensa age como “partido de oposição”

31/03/2010
Da Redação

Para o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, a imprensa brasileira age como um tipo de “partido de oposição”. “(A imprensa) vem confundindo um papel que é dela – informar, cobrar e denunciar – com o papel do protagonismo partidário, que é transformar isso em ações de conteúdo unilateral”. A declaração foi feita nesta terça-feira (30/03) durante a apresentação do 3º PNDH (Programa Nacional de Direitos Humanos) na Procuradoria Geral da República.

O ministro ressaltou a posição da Associação Nacional de Jornais (ANJ) para reforçar seu ponto de vista. “A presidente da ANJ, Judith Brito, fala exatamente o que eu vinha dizendo como crítica. Ela fala: ‘Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos. Por isso estamos fazendo’”, declarou Vannuchi ao se referir a participação de Judith em um evento, que discutiu o PNDH, em São Paulo.

Contra as críticas do ministro, Judith afirmou que o objetivo da entidade é defender a liberdade de expressão. “O jornalismo sério num país democrático precisa ser livre, porque sem liberdade não há investigação, nem opinião. Deve também ser pluralista. Esse papel da imprensa é exercido igualmente em relação ao governo e à oposição”.

Várias entidades patronais, como Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e Associação Nacional de Editores de Revista (ANER), repudiaram o controle social da mídia proposto pelo PNDH. Vannuchi negou que o governo tenha a intenção de limitar a liberdade de expressão, alegando que ela precisa ser “ampla, plena e completa”.

Com informações da Folha de S. Paulo.

http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D55370%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D32411881089%26fnt%3Dfntnl

Maria Judith Brito presidente da ANJ e executiva da Folha de São Paulo, confirma que a entidade faz papel de oposição ao governo:

“Publicado em: 18/03/2010 18:30

Entidades de imprensa estudam ir ao STF contra plano de direitos humanos

Redação Portal IMPRENSA

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), a Associação Nacional dos Editores de Revistas (Aner) e a Fecomercio discutiram nesta quinta-feira (18), a possibilidade de ingressar no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma ação contra o decreto que institui a terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).

Na última terça-feira (16), o Governo Federal anunciou que modificaria alguns pontos do programa. Entre as alterações, está a eliminação de pontos que possam levar à interpretação de censura à imprensa. Para a ANJ, o plano colocaria em risco a liberdade de imprensa.

“Esse programa parece um samba do crioulo doido. Com o pano de fundo dos direitos humanos, tenta praticamente abarcar todos os setores para censurar todos os âmbitos da vida nacional”, afirmou Maria Judith Brito, presidente da entidade.

Segundo o jornal O Globo, Judith declarou que “a liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada. E esse papel de oposição, de investigação, sem dúvida nenhuma incomoda sobremaneira o governo”.

Já o assessor jurídico da Abert, Rodolfo Machado Moura, a entidade não é contra todo o plano de direitos humanos, mas considerou que “o plano atual preocupa mais não só pelas ações do governo sobre a imprensa como pelo detalhamento do que seria esse controle social”.

O jurista Ives Gandra Martins, presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio, comparou o PNDH-3 às constituições bolivarianas em vigor na Venezuela, Bolívia e Nicarágua. Ele propôs que as entidades se organizassem para ingressar no STF contra o decreto, contestando ponto a ponto os termos do PNDH-3.

Ele explicou ainda que a senadora Katia Abreu (DEM-TO) convocou um debate no Senado para questionar o ministro Paulo Vanucchi, autor do plano.”

http://portalimprensa.uol.com.br/portal/ultimas_noticias/2010/03/18/imprensa34486.shtml

quarta-feira, 31 de março de 2010

PM EMBARCOU EM OSASCO NO ÔNIBUS DOS PROFESSORES; É UM P2

por Conceição Lemes


Isabel Azevedo Noronha, presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) recebeu nesta segunda-feira, logo cedo, uma ligação de um colega da subsede de Osasco: “Aquele rapaz que socorreu a policial é um professor daqui da cidade. Nós vamos encontrá-lo, para esclarecer tudo isso”.

Diretores de subsede da Apeoesp de Osasco passaram a manhã e a tarde investigando. Lembravam-se de tê-lo visto em Osasco em meio aos professores. Conferiram listas dos que vieram para a assembleia da sexta-feira, 26 de março, no Palácio dos Bandeirantes. Conversaram com muitos colegas.

No começo desta noite descobriram que o suposto professor é um policial militar do serviço reservado (ou secreto) da Polícia Militar paulista. É um P2, como são chamados.

A caráter para não levantar suspeitas (garotão barbado, jeans, mochila nas costas), o jovem policial infiltrado embarcou no ônibus dos professores de Osasco, como se fosse um deles. Daí o pessoal da subsede de Osasco ter achado inicialmente ele que era um colega.

A descoberta da Apeoesp derruba três versões oficiais da PM paulista.

A primeira, no sábado, a Terra Magazine, de que o PM não-identificado “era um dos policiais da região, que estavam empenhados na operação” .

As outras duas são de hoje. Ao Viomundo, disse que o policial militar à paisana “estava no local”. A Terra Magazine, informou que ele estava “passando” pela manifestação.

Aos poucos a verdade sobre a foto famosa da manifestação dos professores vai se revelando. Mas ainda há muitas perguntas sem respostas. Por exemplo, qual era a missão dele na assembleia dos professores? Levantar informações sobre o andamento do movimento? Fazer provocação? Ou o quê? A mando de quem? Qual a intenção? Criminalizar a Apeoesp?

“A partir dessa noite uma das hipóteses que passamos a considerar é a de armação para sensibilizar a sociedade e jogá-la contra os professores”, lamenta a presidente da Apeoesp. “A figura da policial feminina, frágil, indefesa atacada por nós, professores, uns bárbaros. Curiosamente o capacete dela está direitinho. A roupa alinhada, como se tivesse saído da lavanderia. Para quem levou uma paulada, como disse a PM, é estranho. Os dois muito arrumadinhos, ajeitadinhos…Esquisito demais. ”

“O fato é que seremos mais rigorosos na fiscalização de quem entra nos nossos ônibus ”, cogita Isabel Noronha. “Talvez passemos a exigir o holerit, para ter certeza de que aquela pessoa é professora mesmo e essa história não se repita.”

GASTOS DE SERRA COM PROPAGANDA CRESCERAM 620% EM TRÊS ANOS

www.brasiliaconfidencial.inf.br
O tucano José Serra renuncia ao governo paulista amanhã (31/3), ostentando um recorde histórico: nenhum governador do Estado gastou tanto quanto ele em publicidade.


Levantamento da Bancada do PT na Assembleia Legislativa, baseado nos dados oficiais do Sistema de Gerenciamento do Orçamento do Estado (SIGEO), informa que as despesas do governo paulista com propaganda foram multiplicadas de R$ 40,7 milhões em 2006, ano anterior à posse de Serra, para R$ 293 milhões em 2009, terceiro ano de seu mandato. O crescimento foi de 620%.

Só para se ter uma idéia das dimensões do que o governador tucano gastou em propaganda, basta dizer que um hospital com 250 leitos, construído e montado com toda a infra-estrutura, custa aos cofres públicos algo em torno de R$ 50 milhões. Com o que gastou em publicidade no ano passado, quando já pleiteava a candidatura à Presidência, Serra poderia ter construído seis hospitais no estado.

As secretarias em que Serra aportou mais recursos em publicidade são exatamente as que ele considera as vitrines de seu governo.

Na Educação as despesas com propaganda cresceram 466% – de R$ 4,4 milhões, no último ano do governo anterior, para R$ 20,5 milhões, no ano passado.

Na Saúde, os gastos com publicidade aumentaram 442% (de R$ 4,5 milhões para R$ 24,3 milhões).

Na área de Transportes (rodovias, ferrovias etc) o crescimento das despesas com publicidade foi de 1.359% – de R$ 823 mil para R$ 12 milhões.

E na área de Transportes Metropolitanos (Metrô, CPTM ou Expansão São Paulo, amplamente divulgado por emissoras de rádio e TV) os gastos com propaganda aumentaram mais do que em todos os outros setores. O crescimento, estratosférico, foi de R$ 20 mil para R$ 48,4 milhões.

As despesas com publicidade também são exorbitantes quando se compara o que Serra gastou no primeiro bimestre de 2009 ao que gastou em janeiro e fevereiro últimos. As despesas quase triplicaram – de R$ 5,08 milhões para R$ 14,2 milhões. Como a lei eleitoral limita os gastos dos governos com publicidade até o mês de julho, a bancada do PT acredita que o governador resolveu concentrar gastos nesse semestre, procurando mostrar obras que, muitas vezes, só existem mesmo na propaganda.

Outro gasto que chamou a atenção dos parlamentares do PT foram os que o Governo Serra fez para divulgar a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Eles saltaram de R$ 15 mil, em 2006, para R$ 48 milhões, em 2009, cerca de 310 mil porcento a mais. Para se ter uma ideia do que foi gasto de propaganda na CPTM, basta dizer que os investimentos do Governo Serra na compra de novos trens, em 2009, não passaram de R$ 19 milhões. Afora isso, os gastos com serviços de limpeza das composições e também das estações foram diminuídos de R$ 46 milhões, em 2008, para R$ 40 milhões, em 2009.

fonte: Brasília Confidencial - 30/3/2010

PEDÁGIOS DE SERRA SÃO OS MAIS CAROS DO MUNDO

www.brasiliaconfidencial.inf.br

O movimento Jornada de Mobilização e Lutas deu início, na segunda-feira (29/3), à campanha Movimento Pedágio Justo, contra o alto custo e aumento de praças de pedágios implantado pelo governo de José Serra. Durante esta semana 14 municípios debaterão o tema em audiências e espaços públicos. Na véspera do feriado da Páscoa, dia 1º de abril, os manifestantes estarão distribuindo panfletos nas grandes praças de pedágios do Estado. A campanha é organizada em conjunto pelo PT/SP e pela CUT/SP.

Segundo estudo realizado pela Bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, o quilômetro das rodovias estaduais é o mais caro do Brasil e do mundo. O valor em São Paulo é 10 vezes maior do que o cobrado em estradas federais. Para o secretário sindical do PT-SP, Ângelo D’ Agostini Junior, isso demonstra que não há necessidade de cobrar um preço tão alto. Na rodovia Anhanguera, por exemplo, o motorista paga dois pedágios de R$ 6,20 no trecho entre Campinas e São Paulo (99 km). No Rio de Janeiro, na BR-040 (trecho Rio-Juiz de Fora-Rio), são três praças a R$ 4,10 cada uma, o que compreende um trecho de 356 km (ida e volta). “O modelo de gestão tucana que vem desmontando o Estado precisa ser interrompido”, diz D’Agostini.

Segundo o presidente da CUT/SP, Adi Santos Lima, a ideia é discutir com a população o que ela acha sobre o número de pedágios em São Paulo, e acima de tudo, os valores cobrados por ele. O debate também será levado aos produtores rurais que possuem extrema dificuldade no escoamento de sua produção devido ao alto valor das tarifas, impossibilitando um maior desenvolvimento econômico para diversos municípios paulistas.

fonte: Brasília Confidencial - 30/3/2010

sexta-feira, 26 de março de 2010

ESTADO DE SP TEM 15 DIAS PARA REGULARIZAR PAGAMENTO DE PRECATÓRIOS

do Portal Terra
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, deu um prazo de 15 dias para que os Estados do Espírito Santo, Paraíba, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo apresentem um plano de pagamento de precatórios.

O ministro é relator de ações de Intervenção Federal (IF) que tramitam na Corte para reivindicar o pagamento em atraso dos precatórios. As informações são da assessoria de comunicação do STF.
Ao fixar o prazo para o envio do plano de pagamento, o ministro fez referência ao Regimento Interno do STF, que no artigo 351, estabelece que o presidente da Corte, ao receber o pedido de intervenção federal "tomará as providências oficiais que lhe parecerem adequadas para remover, administrativamente, a causa do pedido".
Nas decisões, o ministro frisa que para a elaboração dos planos de pagamento deve ser observada a ordem cronológica dos precatórios, conforme estabelece o artigo 100 da Constituição Federal. Observa, ainda, que o prazo de 15 dias começa "a contar da data da ciência do despacho". O ministro pede ainda um "plano detalhado com cronograma para cumprimento da referidas obrigações, em data razoável".
O ministro classificou de "notória e preocupante" a situação de inadimplência por parte dos Estados, municípios e da União. Na avaliação de Mendes, "não é possível justificar o não pagamento de créditos, muitas vezes de natureza alimentícia, apenas com alegações genéricas de falta de recursos materiais".
O ministro ressaltou que, aqueles Estados que mostrarem real esforço na busca de soluções para cumprir os cronogramas não correm riscos de sofrer intervenções federais. "Em sentido inverso, o Estado que assim não proceda estará sim descumprindo decisão judicial, atitude esta que não encontra amparo na Constituição Federal", afirmou Mendes.

sexta-feira, 19 de março de 2010

MINISTÉRIO PÚBLICO DIZ QUE GOVERNO SERRA NÃO APLICA CORRETAMENTE NA SAÚDE

do MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
PROCURADORIA DA REPÚBLICA NO ESTADO DE S. PAULO
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

MPF e MP-SP recomendam que governo do Estado deposite recursos do SUS no Fundo Estadual de Saúde


Irregularidade na aplicação e gestão dos recursos foi apontada em auditoria do Denasus sobre os exercícios de 2006/07, realizada em 2009.
O Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado de São Paulo recomendaram aos secretários estaduais de Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, e da Fazenda, Mauro Ricardo Machado Costa, o cumprimento da constituição e da legislação e depositem todos os recursos do Sistema Único de Saúde, independentemente da origem, no Fundo Estadual de Saúde, onde devem ser mantidos e gerenciados pela Secretaria da Saúde.
A recomendação estipula que sejam devolvidos todos os recursos do SUS mantidos em contas ou aplicações financeiras em nome do tesouro estadual conta-corrente do Fundo Estadual de Saúde num prazo de cinco dias, a contar do momento em que o Estado de São Paulo seja notificado da recomendação.
Na recomendação, também é requerido que toda a documentação relativa à movimentação de recursos do SUS seja enviada mensalmente ao Conselho Estadual de Saúde, para fins de fiscalização e acompanhamento.
O promotor de Justiça Arthur Pinto Filho e as procuradoras da República Rose Santa Rosa e Sônia Maria Curvello, autores da recomendação, estipularam prazo de 20 dias úteis para que o governo do Estado comprove o cumprimento das medidas. Em caso de negativa, ou ausência de resposta, outras medidas judiciais ou extra-judiciais poderão ser aplicadas.

quarta-feira, 3 de março de 2010

BANCO SANTANDER RECONHECE: GOVERNO SERRA É CAMPEÃO EM AJUSTE FISCAL.

(do Transparência SP)
A imprensa divulgou amplamente estudo do Banco Santander afirmando que a política fiscal do Governo Lula e do Governo Serra não eram diferentes. Na prática, ambos teriam ampliado de forma semelhante os gastos com custeio e com investimentos. O Governo do Estado reagiu e descobriu erros primários na análise do banco, como a dupla contagem nos gastos previdenciários do Estado. Esta semana, o economista-chefe do Santander, Alexandre Schwartsman, se desculpou, reconhecendo os erros.
Chegando a um acordo com os números, Santander e governo paulista destacam que a "lição de casa" continuou a ser feita, ou seja, o ajuste fiscal continua a ser prioridade absoluta no Estado. Traduzindo, o Governo Serra seguiu arrochando o salário dos servidores e congelando as políticas sociais, buscando abrir espaços no orçamento para investimentos.
O estudo e a resposta da Secretaria da Fazenda não mencionam, obviamente, que este aumento dos investimentos só foram possíveis também porque o Governo Lula liberou o Estado para contrair novas operações de crédito.
Para a imprensa e os "cabeças de planilha" (com a licença de Nassif), a política fiscal de Lula foi um desastre, enquanto a de Serra foi correta.
Brigando com percentuais na segunda casa depois da virgula, estes setores querem que a população entenda que manter impostos elevados, arrochar salários e cortar políticas sociais foi melhor para o Estado de SP em um ano de grave crise econômica mundial. Só investimentos em obras teriam alguma serventia.
Estes arautos da macroeconomia estão brigando com a "realidade das ruas".
Foi a política fiscal do Governo Lula que salvou o país da crise - com redução dos impostos, aumento dos salários, aumento do crédito público, ampliação das políticas sociais e aumento dos investimentos. Tudo isso junto.

terça-feira, 2 de março de 2010

REMÉDIO POR JUROS

por Leandro Fortes
na Carta Capital

Auditoria aponta que governos de SP, DF, MG e RS usaram recursos do SUS para fazer ajuste fiscal Sem alarde e com um grupo reduzido de técnicos, coube a um pequeno e organizado órgão de terceiro escalão do Ministério da Saúde, o Departamento Nacional de Auditorias do Sistema Único de Saúde (Denasus), descobrir um recorrente crime cometido contra a saúde pública no Brasil.
Em três dos mais desenvolvidos e ricos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS têm sido aplicados, ao longo dos últimos quatro anos, no mercado financeiro.
A manobra serviu aparentemente para incrementar programas estaduais de choques de gestão, como manda a cartilha liberal, e políticas de déficit zero, em detrimento do atendimento a uma população estimada em 74,8 milhões de habitantes.
O Denasus listou ainda uma série de exemplos de desrespeito à Constituição Federal, a normas do Ministério da Saúde e de utilização ilegal de verbas do SUS em outras áreas de governo.
Ao todo, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passa de 6,5 bilhões de reais, sem falar nas consequências para seus usuários, justamente os brasileiros mais pobres.
As auditorias, realizadas nos 26 estados e no DF, foram iniciadas no fim de março de 2009 e entregues ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em 10 de janeiro deste ano. Ao todo, cinco equipes do Denasus percorreram o País para cruzar dados contábeis e fiscais com indicadores de saúde. A intenção era saber quanto cada estado recebeu do SUS e, principalmente, o que fez com os recursos federais.
Na maioria das unidades visitadas, foi constatado o não cumprimento da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, que obriga a aplicação em saúde de 12% da receita líquida de todos os impostos estaduais. Essa legislação ainda precisa ser regulamentada.
Ao analisar as contas, os técnicos ficaram surpresos com o volume de recursos federais do SUS aplicados no mercado financeiro, de forma cumulativa, ou seja, em longos períodos.
Legalmente, o gestor dos recursos é, inclusive, estimulado a fazer esse tipo de aplicação, desde que antes dos prazos de utilização da verba, coisa de, no máximo, 90 dias. Em Alagoas, governado pelo também tucano Teotônio Vilela Filho, o Denasus constatou operações semelhantes, mas sem nenhum prejuízo aos usuários do SUS. Nos casos mais graves, foram detectadas, porém, transferências antigas de recursos manipulados, irregularmente, em contas únicas ligadas a secretarias da Fazenda.
Pela legislação em vigor, cada área do SUS deve ter uma conta específica, fiscalizada pelos Conselhos Estaduais de Saúde, sob gestão da Secretaria da Saúde do estado.
O primeiro caso a ser descoberto foi o do Distrito Federal, em março de 2009, graças a uma análise preliminar nas contas do setor de farmácia básica, foco original das auditorias. No DF, havia acúmulo de recursos repassados pelo Ministério da Saúde desde 2006, ainda nas gestões dos governadores Joaquim Roriz, então do PMDB, e Maria de Lourdes Abadia, do PSDB. No governo do DEM, em vez de investir o dinheiro do SUS no sistema de atendimento, o ex-secretário da Saúde local Augusto Carvalho aplicou tudo em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Em março do ano passado, essa aplicação somava 238,4 milhões de reais. Parte desse dinheiro, segundo investiga o Ministério Público Federal, pode ter sido usada no megaesquema de corrupção que resultou no afastamento e na prisão do governador José Roberto Arruda. Essa constatação deixou em alerta o Ministério da Saúde.
As demais equipes do Denasus, até então orientadas a analisar somente as contas dos anos 2006 e 2007, passaram a vasculhar os repasses federais do SUS feitos até 2009. Nem sempre com sucesso.
De acordo com os relatórios, em alguns estados como São Paulo e Minas os dados de aplicação de recursos do SUS entre 2008 e 2009 não foram disponibilizados aos auditores, embora se tenha constatado o uso do expediente nos dois primeiros anos auditados (2006-2007).
Na auditoria feita nas contas mineiras, o Denasus detectou, em valores de dezembro de 2007, mais de 130 milhões de reais do SUS em aplicações financeiras. O Rio Grande do Sul foi o último estado a ser auditado, após um adiamento de dois meses solicitado pelo secretário da Saúde da governadora tucana Yeda Crusius, Osmar Terra, do PMDB, mesmo partido do ministro Temporão. Terra alegou dificuldades para enviar os dados porque o estado enfrentava a epidemia de gripe suína. Em agosto, quando a equipe do Denasus finalmente desembarcou em Porto Alegre, o secretário negou-se, de acordo com os auditores, a fornecer as informações. Não permitiu sequer o protocolo na Secretaria da Saúde do ofício de apresentação da equipe. A direção do órgão precisou recorrer ao Ministério Público Federal para descobrir que o governo estadual havia retido 164,7 milhões de recursos do SUS em aplicações financeiras até junho de 2009. O dinheiro, represado nas contas do governo estadual, serviu para incrementar o programa de déficit zero da governadora, praticamente único argumento usado por ela para se contrapor à série de escândalos de corrupção que tem enfrentado nos últimos dois anos. No início de fevereiro, o Conselho Estadual de Saúde gaúcho decidiu acionar o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas do Estado e a Assembleia Legislativa para apurar o destino tomado pelo dinheiro do SUS desde 2006. Ainda segundo o relatório, em 2007 o governo do Rio Grande do Sul, estado afetado atualmente por um surto de dengue, destinou apenas 0,29% dos recursos para a vigilância sanitária. Na outra ponta, incrivelmente, a vigilância epidemiológica recebeu, ao longo do mesmo ano, exatos 400 reais do Tesouro estadual. No caso da assistência farmacêutica, a situação ainda é pior: o setor não recebeu um único centavo entre 2006 e 2007, conforme apuraram os auditores do Denasus.
Com exceção do DF, onde a maioria das aplicações com dinheiro do SUS foi feita com recursos de assistência farmacêutica, a maior parte dos recursos retidos em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul diz respeito às áreas de vigilância epidemiológica e sanitária, aí incluído o programa de combate à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
Mas também há dinheiro do SUS no mercado financeiro desses três estados que deveria ter sido utilizado em programas de gestão de saúde e capacitação de profissionais do setor.
Informado sobre o teor das auditorias do Denasus, em 15 de fevereiro, o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, colocou o assunto em pauta, em Brasília, na terça-feira 23. Antes, pediu à Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, à qual o Denasus é subordinado, para repassar o teor das auditorias, em arquivo eletrônico, para todos os 48 conselheiros nacionais. Júnior quer que o Ministério da Saúde puna os gestores que investiram dinheiro do SUS no mercado financeiro de forma irregular. "Tem muita coisa errada mesmo."
No caso de São Paulo, a descoberta dos auditores desmonta um discurso muito caro ao governador José Serra, virtual candidato do PSDB à Presidência da República, que costuma vender a imagem de ter sido o mais pródigo dos ministros da Saúde do País, cargo ocupa-do por ele entre 1998 e 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso.
Segundo dados da auditoria do Denasus, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados a programas de assistência farmacêutica, 12,2 milhões a programas de gestão, 15,7 milhões à vigilância epidemiológica e 7,7 milhões ao combate a DST/Aids, entre outros programas.
Ainda em São Paulo, o Denasus constatou que os recursos federais do SUS, tanto os repassados pelo governo federal como os que tratam da Emenda nº 29, são movimentados na Conta Única do Estado, controlada pela Secretaria da Fazenda. Os valores são transferidos imediatamente para a conta, depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED). "O problema da saúde pública (em São Paulo) não é falta de recursos financeiros, e, sim, de bons gerentes", registraram os auditores.
Pelos cálculos do Ministério da Saúde, o governo paulista deixou de aplicar na saúde, apenas nos dois exercícios analisados, um total de 2,1 bilhões de reais. Destes, 1 bilhão, em 2006, e 1,1 bilhão, em 2007. Apesar de tudo, Alckmin e Serra tiveram as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado.
O mesmo fenômeno repetiu-se nas demais unidades onde se constatou o uso de dinheiro do SUS no mercado financeiro. No mesmo período, Minas Gerais deixou de aplicar 2,2 bilhões de reais, segundo o Denasus. No Rio Grande do Sul, o prejuízo foi estimado em 2 bilhões de reais.
CartaCapital solicitou esclarecimentos às secretarias da Saúde do Distrito Federal, de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul.
Em Brasília, em meio a uma epidemia de dengue com mais de 1,5 mil casos confirmados no fim de fevereiro, o secretário da Saúde do DF, Joaquim Carlos Barros Neto, decidiu botar a mão no caixa. Oriundo dos quadros técnicos da secretaria, ele foi indicado em dezembro de 2009, ainda por Arruda, para assumir um cargo que ninguém mais queria na capital federal. Há 15 dias, criou uma comissão técnica para, segundo ele, garantir a destinação correta do dinheiro do SUS para as áreas originalmente definidas. "Vamos gastar esse dinheiro todo e da forma correta", afirma Barros Neto. "Não sei por que esses recursos foram colocados no mercado financeiro."
O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, afirma jamais ter negado atendimento ou acesso à documentação solicitada pelo Denasus. Segundo Terra, foram os técnicos do Ministério da Saúde que se recusaram a esperar o fim do combate à gripe suí-na no estado e se apressaram na auditoria. Mesmo assim, garante, a equipe de auditores foi recebida na Secretaria Estadual da Saúde. De acordo com ele, o valor aplicado no mercado financeiro encontrado pelos auditores, em 2009, é um "retrato do momento" e nada tem a ver com o fluxo de caixa da secretaria. Terra acusa o diretor do Denasus, Luís Bolzan, de ser militante político do PT e, por isso, usar as auditorias para fazer oposição ao governo. "Neste ano de eleição, vai ser daí para baixo", avalia.
Em nota enviada à redação, a Secretaria da Saúde de Minas Gerais afirma estar regularmente em dia com os instrumentos de planejamento do SUS. De acordo com o texto, todos os recursos investidos no setor são acompanhados e fiscalizados por controle social. A aplicação de recursos do SUS no mercado financeiro, diz a nota, é um expediente "de ordem legal e do necessário bom gerenciamento do recurso público". Lembra que os recursos de portarias e convênios federais têm a obrigatoriedade legal da aplicação no mercado financeiro dos recursos momentaneamente disponíveis.
Também por meio de uma nota, a Secretaria da Saúde de São Paulo refuta todas as afirmações constantes do relatório do Denasus. Segundo o texto, ao contrário do que dizem os auditores, o Conselho Estadual da Saúde fiscaliza e acompanha a execução orçamentária e financeira da saúde no estado por meio da Comissão de Orçamento e Finanças. Também afirma ser a secretaria a gestora dos recursos da Saúde. Quanto ao investimento dos recursos financeiros, a secretaria alega cumprir a lei, além das recomendações do Tribunal de Contas do Estado. "As aplicações são referentes a recursos não utilizados de imediato e que ficariam parados em conta corrente bancária." A secretaria também garante ter dado acesso ao Denasus a todos os documentos disponíveis no momento da auditoria.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

GOVERNO SERRA DEIXA DE APLICAR RECURSOS NAS POLÍTICAS SOCIAIS




(do Transparência SP)
Levantamento realizado através do Sistema de Gerenciamento da Execução Orçamentária do Estado de São Paulo (SIGEO) revela que o Governo Serra, nestes três últimos anos, não vem aplicando os recursos previstos na maioria dos programas sociais mais importantes.
Foram analisados os programas de transferência de renda do governo estadual (Renda Cidadã, Ação Jovem e Jovem Cidadão), os principais programas da Educação e da Saúde direcionados à atenção integrada da família (Escola da Família e Saúde da Família), os principais programas direcionados aos segmentos mais vulnerabilizados - crianças, idosos, pessoas deficientes, moradores de rua, migrantes e desempregados - (Atenção Básica, Atenção Especial e Frentes de Trabalho) e os programas de Segurança Alimentar (VivaLeite, Bom Prato e Alimentação Escolar).

No primeiro bloco, destacamos que o governo Serra deixou de aplicar quase R$ 100 milhões nos programas de transferência de renda de 2007 a 2009.

No Renda Cidadã, principal programa de transferência de renda para famílias em situação de pobreza e vulnerabilidade social, o governo deixou de aplicar quase R$ 51 milhões.

No Ação Jovem, programa de transferência de renda para jovens entre 15 e 24 anos, com renda familiar percapta mensal de até meio salário mínimo e buscando concluir o ensino básico, deixaram de ser aplicados R$ 46,2 milhões.

Já no Jovem Cidadão, programa de concessão de bolsas para estudantes do ensino médio em parceria com empresas empregadoras, deixaram de ser aplicados R$ 2,7 milhões no período.

Analisando os programas de Educação e Saúde que focam a atenção à família, deixaram de ser aplicados quase R$ 200 milhões no período.

No Escola da Família, ação que permite a abertura das escolas públicas aos finais de semana, oferecendo atividades diversas para a comunidade, o governo estadual deixou de aplicar R$ 172,1 milhões no período. Já no Saúde da Família, programa de acompanhamento permanente de famílias (sobretudo nos municípios mais pobres e segmentos mais vulnerabilizados) através da visitas domiciliares de equipes de saúde, o governo Serra não aplicou mais de R$ 25 milhões.

No conjunto de programas sociais destinados aos segmentos sociais em estado de vulnerabilidade, deixaram de ser aplicados mais de R$ 165 milhões no período.

Através dos programas de Atenção Básica e Atenção Especial, principais ações da Secretaria de Assistência Social destinados a crianças, idosos, pessoas deficientes e moradores de rua, o governo do Estado deixou de aplicar mais de R$ 35 milhões. O programa de Frentes de Trabalho, destinado ao segmento desempregado, não aplicou R$ 131,4 milhões previstos nos orçamentos de 2007 a 2009.

Apenas os programas referentes à Segurança Alimentar (VivaLeite e Merenda Escolar) tiveram valores orçamentários realizados acima do previsto. Deve-se ressaltar que o governo também deixou de realizar quase R$ 6 milhões referentes ao programa Bom Prato, que distribui refeições a preços econômicos.

Estes dados permitem observar que, apesar de arrecadar valores acima do previsto nos últimos anos, as políticas sociais não são prioridade no governo Serra.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

UNIÃO E SÃO PAULO: MESMO DESEMPENHO FISCAL

do Valor

A evolução das contas públicas do Estado de São Paulo entre 2006 e 2009 foi muito semelhante à do governo federal, não confirmando a avaliação predominante de que o governador José Serra (PSDB) tenderia a ser mais duro na questão fiscal do que a sua provável rival nas eleições de outubro, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), aponta um relatório divulgado ontem pelo Banco Santander. A exemplo do que ocorre com a União, o aumento dos gastos correntes (como pessoal e custeio da máquina) respondem pela maior parte da expansão total das despesas não financeiras, diz o estudo, assinado pelo economista-chefe do Santander, Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central (BC). No caso de São Paulo, os gastos correntes responderam por cerca de 63% do crescimento total de dispêndios entre 2006 e 2009, percentual não muito diferente dos pouco mais de 69% observados no governo federal.
” A realidade fria dos números é que o desempenho fiscal do Estado de São Paulo é muito parecido com o do governo federal ” , diz Schwartsman. Segundo ele, a análise das finanças paulistas não corrobora a hipótese de que a atual administração colocou em prática um regime fiscal em que o investimento prevalece sobre o gasto corrente.
Entre 2006 (último ano da administração do tucano Geraldo Alckmin) e 2009, os gastos não financeiros totais de São Paulo subiram de 8,76% para 10,83% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com estimativas do Santander. No período, as despesas correntes cresceram de 7,8% para 9,1% do PIB, enquanto os investimentos aumentaram de 0,9% para 1,7% do PIB. Por essa conta, quase dois terços da alta total das despesas não financeiras vieram dos gastos correntes.
No caso da União, os dispêndios não financeiros totais subiram de 16,9% do PIB em 2006 para 18,2% do PIB em 2009, com as despesas correntes crescendo de 16,2% para 17,1% do PIB, ou quase 70% da alta total. O investimento passou de 0,7% para 1,1% do PIB no período.
Schwartsman faz duas observações importantes. A primeira é que, nas despesas de capital de São Paulo, estão incluídas inversões financeiras, que respondem por 0,5% do PIB do total de investimentos 1,7% do PIB. Segundo ele, nessa rubrica estão principalmente subscrição de ações de empresas estatais – recursos canalizados para a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) apareceriam nessa conta, diz Schwartsman. No caso do 1,1% do PIB investido pelo governo federal, a esmagadora maioria dos recursos vai para capital fixo (números da Secretaria de Política Econômica da Fazenda apontam que 1,03% do PIB foi para esse fim). Desse modo, os recursos investidos por São Paulo puramente em capital fixo ficariam em níveis bastante próximos aos da União. Mas, mesmo nesse caso, os investimentos em São Paulo responderiam por uma fatia mais relevante do total das despesas não financeiras – 11%, mais que os 6% registrados na União.
O ex-diretor do BC considera, contudo, que uma comparação mais adequada das despesas correntes requer a exclusão dos gastos com os benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) nas contas da União, porque esses gastos não recaem sobre os governos estaduais. Sem os dispêndios do INSS, as despesas correntes do governo federal cresceram de 9,2% do PIB em 2006 para 9,9% do PIB em 2009, uma alta mais moderada que a observada em São Paulo – de 7,8% para 9,1% do PIB.
Schwartsman observa ainda que a evolução dos investimentos de todos os Estados brasileiros – para os quais há dados disponíveis até 2008 – também pouco difere do que se observa no governo federal. ” Investimento insuficiente e excesso de gastos correntes parecem um problema comum a vários níveis de governo, possivelmente relacionados à falta de flexibilidade orçamentária em geral, assim como à burocracia excessiva no processo de investir. “
Nesse cenário, diz Schwartsman, é possível que questões institucionais impeçam uma condução diferente das contas públicas, o que ajudaria a explicar o comportamento semelhante das finanças de São Paulo e do governo federal. De qualquer modo, se alguém espera encontrar um regime fiscal diferente, São Paulo não é o lugar para encontrá-lo, afirma.
Procurados, o governo do Estado de São Paulo e a Secretaria de Fazenda não quiseram se manifestar sobre o relatório do Santander.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

SERRA IMPEDE AVANÇO DA DEMOCRACIA NO ESTADO.

 Transparência SP
No final de 2009, o governo Serra desferiu mais um duro golpe no avanço e aperfeiçoamento da democracia no Estado de São Paulo.


Depois que a Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou, de maneira inédita, 73 emendas ao orçamento estadual com as principais sugestões feitas pela população em todo o Estado durante as Audiências Públicas do Orçamento, o governo Serra mobilizou a sua maioria no Legislativo para barrar estes avanços.

Na prática, o governador barrou a maior parte das sugestões, sendo que as 29 emendas aprovadas tiveram aumento de recursos apenas simbólico (clique na imagem ao lado para ver em detalhes as sugestões aprovadas).

Exemplo: as emendas aprovadas na área da saúde - para ampliação e construção de hospitais regionais em Taubaté, na Capital (Parelheiros), em São Bernardo do Campo, em Osasco, em Ourinhos, em Itapetininga, em Guarulhos, em Araçatuba e em Taboão da Serra - receberam um recurso adicional de apenas R$ 1 milhão, tendo que contar com os insuficientes recursos já definidos inicialmente pelo governo do Estado, de R$ 74 milhões. Esta mesma situação pode ser verificada em todas as demais emendas "aprovadas".

Ficaram de fora do orçamento diversas sugestões importantes apresentadas pela população, como a construção de uma ponte ligando a cidade de Santos ao Guarujá, a duplicação da Rodovia Euclides da Cunha, a destinação de recursos para a segurança pública na região de Ribeirão Preto, os recursos para o combate às enchentes em São José do Rio Preto, a duplicação das rodovias Sorocaba-Salto de Pirapora e Sorocaba-Porto Feliz, recursos para obras de drenagem e combate as enchentes no ABC e em Guarulhos, a modernização, ampliação e construção dos aeroportos de São Carlos, Bauru, Santos e Presidente Prudente, entre outras.
Cabe agora a todos que participaram das Audiências Públicas do Orçamento em 2009 cobrar do governo estadual explicações sobre este golpe na democracia, bem como a execução orçamentária referente às emendas aprovadas e o reforço das dotações quando for necessário.
A irrelevância do legislativo paulista no processo orçamentário.

Ao todo, a Assembléia Legislativa suplementou o orçamento estadual em R$ 170 milhões, apenas 0,1% de uma proposta orçamentária de R$ 125,5 bilhões.
Registre-se que o governo estadual já bloqueou estes recursos no começo deste ano.
O governo Serra impediu inclusive que a Assembléia Legislativa corrigisse algumas distorções flagrantes da proposta orçamentária, como a redução dos recursos para o combate às enchentes no Estado.




A profunda subserviência da maioria governista do legislativo paulista torna-se marcante quando o governo estadual anuncia a necessidade de reforçar as dotações de combate às enchentes já no mês de fevereiro de 2010.
Impedindo o avanço da participação popular na definição do orçamento público, bem como a atuação do poder legislativo na correção da peça orçamentária, o governo Serra vai dando demonstrações de falta de apreço pela democracia.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

SERRA TENTA ARRECADAR R$ 3,4 BI EXTRAS PARA OBRAS EM ANO ELEITORAL

da Folha de S. Paulo
Disposto a ampliar seu cardápio de obras, o governo José Serra tenta arrecadar R$ 3,4 bilhões extras no ano eleitoral de 2010. Desse total, R$ 1,2 bilhão não está registrado no Orçamento e poderá engordar a previsão dos investimentos.
A dotação de investimentos é de R$ 21,9 bilhões. Mas, concretizado o esforço de arrecadação, o governo de São Paulo poderá gastar R$ 1,2 bilhão além do originalmente previsto para este ano. Esse valor representa mais de 5% da estimativa de investimento.
Atrás de receitas extraordinárias -que não são regulares, só acontecem uma vez--, o governo de São Paulo se dedica a quatro diferentes operações.
Pelo cronograma do governo, duas delas serão concluídas já no primeiro semestre do ano. Até junho, o governo pretende arrecadar R$ 900 milhões com a venda de ações da CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) na Bolsa de Valores.
Detentor de 7,69% do capital da companhia, o governo comunicou, no mês passado, a decisão de lançar as ações no mercado. O banco Santander foi vencedor de uma licitação para a montagem da operação.
Segundo o secretário de Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo Costa, a venda "provavelmente acontecerá no primeiro semestre". "Os recursos serão destinados à ampliação de investimentos ou para compensar eventual frustração de receita prevista no Orçamento", declarou Mauro Ricardo.

Pedágios
Além da CTEEP, outros R$ 320 milhões não foram incluídos no Orçamento enviado, em setembro de 2009, à Assembleia Legislativa. Produto da concessão do trecho sul do Rodoanel, essa receita não foi contabilizada porque o modelo foi concluído em dezembro.
Pelo modelo de licitação, um consórcio poderá explorar, com instalação de praças de pedágio, o trecho sul do Rodoanel. Em troca, terá de construir o trecho leste e pagar R$ 320 milhões ao Estado. Ganha quem oferecer a menor tarifa. A primeira audiência será no dia 20.
"Cumprido o calendário, o contrato será assinado em julho", declarou o secretário de Transportes, Mauro Arce.
Respeitada a proposta expressa num termo de compromisso, o Banco do Brasil e o governo de São Paulo assinam, ainda nesta semana, um contrato de R$ 1,3 bilhão. O pagamento deverá ser parcelado.
Pelo contrato, o governo vende ao BB - dono da Nossa Caixa - o direito de administrar, com exclusividade, a conta salário dos servidores estaduais por mais 23 meses.
Desde abril de 2007, a Nossa Caixa detém a exclusividade sobre a folha. Alvo de resistência no governo federal, a operação prorroga de 2012 para 2014 a vigência desse contrato.
Com isso, o Banco do Brasil terá cinco anos de exclusividade sobre as contas dos servidores de São Paulo. E o Estado antecipará uma venda que, em tese, seria necessária apenas em 2012, só no próximo governo.
A Folha apurou que a negociação enfrentou oposição no governo federal por ampliar a receita do governo Serra em um ano eleitoral.
O governo do Estado também abrirá licitação para montagem de uma operação de emissão de venda de títulos no mercado para antecipação de cerca de R$ 900 milhões em créditos que tem a receber.
A Assembleia autorizou que o governo receba, ainda neste ano, créditos cujo pagamento seria diluído em até dez anos. Os papéis serão avaliados segundo seu valor de face --descontado o juro de 1% mensal.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MESMO COM ENCHENTES, SERRA BLOQUEIA ORÇAMENTO DA DEFESA CIVIL NO INÍCIO DE 2010


Transparência SP

Neste início de 2010, o governo do Estado bloqueou mais de R$ 2,5 bilhões do orçamento público.
Diversos programas e ações importantes tiveram seus orçamentos reduzidos.
Mesmo com as enchentes em todo o Estado, o governo Serra contingenciou R$ 215 mil da Defesa Civil e mais de R$ 1 milhão no Combate às Enchentes, nas ações de limpeza dos córregos e manutenção de equipamentos hidráulicos.
Também foram atingidas, dentre outras, as ações de recuperação das Estradas Vicinais, o radiopatrulhamento aéreo, o sistema de teleaudiência criminal, o programa escola da família, o programa jovem cidadão e as ações de regularização fundiária.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

GOVERNO DE SP CONGELA R$ 1,6 BI DO ORÇAMENTO DE 2010

do Portal Terra
O governo do Estado de São Paulo anunciou nesta quinta-feira o contingenciamento de R$ 1,618 bilhão do orçamento previsto para 2010, de R$ 125,7 bilhões no total. Segundo a Secretaria da Economia e Planejamento, a medida é cautelar e adotada anualmente, e concentra-se principalmente em despesas de custeio - sem atingir as áreas da educação, saúde e segurança.
A secretaria informou ainda que as despesas estão distribuídas entre as secretarias e a Administração Geral do Estado e somam R$ 749,9 milhões.
No dia 29 de dezembro de 2009, com base na economia orçamentária, foi feita uma suplementação para a Desenvolvimento Rodoviário SA (Dersa) no valor de R$ 700 milhões, que será gasto em 2010. Por essa razão foi possível contingenciar esse mesmo valor no orçamento de 2010 da área de transportes, caso contrário haveria um dotação duplicada. Houve também, de forma cautelar, um contingenciamento de R$ 170 milhões correspondente a uma emenda feita pela Assembleia, que tem por base a venda de ativos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

SERRA INVESTIRÁ MENOS NO COMBATE ÀS ENCHENTES EM 2010.


Transparência SP

O governo paulista parece não se sensibilizar pelos problemas causados pelas chuvas em todo o Estado.
Além de prever menos recursos para 2010 em relação a 2009, impediu que a Assembléia Legislativa corrigisse estes problemas através de emendas ao orçamento.
Com isso, o Estado terá 20,4% menos recursos no orçamento para combater as enchentes. Em números, o governo paulista previu R$ 252,2 milhões em 2009 para este programa, mas destinará apenas R$ 200,6 milhões em 2010.
As maiores quedas de recursos estão nas ações de limpeza e conservação de corpos dágua (desassoreamento dos rios e canais), na manutenção, operação e implantação de estruturas hidráulicas e nas obras complementares na bacia do Alto Tietê.
Cumpre lembrar que foi retirado do canal do rio Tietê em 2009 cerca de 400 mil m3 de sedimentos, segundo o próprio governo do estado. Especialistas acreditam, porém, que seria necessária a retirada de pelo menos 1 milhão de m3 de sedimentos por ano.
Mais ainda, não existem registros sobre serviços de desassoreamento em 2006, 2007 e 2008.
Sem dúvida nenhuma, estes valores apontam para as verdadeiras causas das últimas enchentes na marginal do Tietê, bem como do agravamento das inundações de bairros inteiros na cidade de São Paulo.
A total falta de planejamento e prioridade do Estado nesta questão pode ser vista, mais uma vez, através de outros números do orçamento público. Em 2009, o Estado pretendia retirar 2,5 milhões de m3 de sedimentos com R$ 4,4 milhões. Em 2010, o Estado pretende retirar quase a mesma quantidade de sedimentos com apenas R$ 1,5 milhões.
Em quais números devemos confiar?

Privatizações

Privatizações
Memórias do Saqueio: como o patrimônio construído com o trabalho e os impostos do povo paulista foi vendido
 
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